domingo, 3 de maio de 2009

Medina Carreira critica a escola-depósito



Eis alguns extractos da entrevista:

  • O que vai derrotar a democracia de 76 é a economia.

    Estamos a viver acima das possibilidades, consumindo 111 € por cada 100 € de produção, agravando o endividamento.

    A escola é inclusiva se as pessoas estão lá para aprender. Se não estão aprender têm que ir para outro sítio…. Mete-se toda a gente num estádio de futebol a dar pontapés na bola! Mas na escola só pode estar quem queira aprender. O ensino em Portugal é uma intrujice cara e depois inverte-se isto. Vamos avaliar os professores, nem sei porque critério, no estado em que aquilo está parece-me que é uma tontice, mas não se avaliam os alunos. Isto tem pés e cabeça? Isto é de uma sociedade de gente com juízo?


O resto parece resumir-se a que o grande problema da democracia são os partidos, porque no nosso regime estes servem-se do Estado em vez de servir o país.

sábado, 2 de maio de 2009

Uma espécie de Jihad educacional


  • Por ser obrigatória, a escolaridade não é sinónimo de mais e melhor educação Sucedem coisas na Educação que nos remetem para o limbo das verdades absolutas e das guerras sagradas e sugerem uma espécie de Jihad educacional. Com uma diferença de monta: Maomé queria converter; Sócrates quer obrigar. Manter o maior número de almas na escola, quer queiram quer não, tornou-se mais fundamentalista que conseguir conversões ao islamismo. Com uma segunda diferença de monta: Maomé não escapou sem a concorrência de Cristo, Buda ou Vishnu; Sócrates está acompanhado por todos, do CDS ao Bloco, passando pelo PSD e PC, mais sindicatos, associações de pais e outras cortes. Até Louçã gritou aleluia na Assembleia da República. Um bingo politicamente correcto!

    Blasfemo, eu sou de opinião que obrigar os portugueses a permanecerem na escola até aos 18 anos é um rematado disparate. Eis alguns dos argumentos com que fundamento esta opinião:

    1. Vivemos tempos onde as leis e as práticas são cada vez menos democráticas. À bruta aqui, placidamente ali, o polvo socializante do Estado, em verdadeira deriva autoritária, vai-nos sufocando e controlando electronicamente. Os direitos do Estado são constantemente invocados para espezinhar, com a submissão generalizada duma sociedade abúlica, os direitos do cidadão. Serve tudo como argumento: a fuga ao fisco ou as normalizações comunitárias; a dificuldade de esterilizar as colheres de pau ou a bondade de respirar ar puro e fazer jogging ao domingo e feriados. Como pai, não aceito que o Estado decida por mim e pelos meus filhos a educação que eles prosseguem. Como cidadão, quero liberdade para trabalhar aos 16 anos, como, aliás, o próprio Código do Trabalho consigna. Deve o Estado garantir a todos que queiram e tenham capacidade para tal, sublinhe-se, a prossecução de estudos, sem entraves. Mas não deve o Estado impor a Escola a quem já pode ser responsabilizado por crime, sabe o que faz e quer ir trabalhar. Porque ao invés de ser compulsiva, a Educação deve ser tida como um direito. Chega de Estado que diz proteger-nos de tudo menos dele próprio e de uma certa geração política de que o primeiro-ministro é rematado exemplo.

    2. Ao argumento anterior, que é teórico, acrescem outros, de natureza prática. Os nove anos de ensino obrigatório, aprovados em 1986, demoraram 10 anos a transpor para a prática efectiva. Ainda hoje não são cumpridos na íntegra. Se teimarmos neste disparate e quisermos manter na Escola, à força e à pressa, quem lá não quer estar ou não tem capacidade para prosseguir estudos, acrescentaremos mais violência e mais indisciplina a um ambiente que já é grave. Tal medida, a não colher o primeiro argumento, pressuporia uma preparação que não foi feita (basta ver a ligeireza da ministra, que não há muito disse que a medida seria um erro, e agora afirma que não precisa nem de mais escolas nem de mais professores para receber os estimados 30.000 novos alunos). Pressuporia uma reformulação completa dos objectivos e das vias do ensino secundário, principalmente quanto ao ensino profissional que, como está, é um criminoso logro. Pressuporia a efectiva gratuidade do ensino, que está longe de estar cumprida no quadro dos 9 anos vigentes. Se uma das causas do actual abandono, que se aproxima dos 40 por cento, radica nesta variável, alguém de bom senso antecipa que a sociedade, com dois milhões de pobres e dois milhões de assistidos, mais de meio milhão de desempregados e PIB a cair aos trambolhões, pague para ficar com os filhos 12 anos sentados na Escola? Com outros salários, com outro nível de vida, talvez. Assim, obviamente não! E não me venham com a falácia das bolsas, que um Estado quase falido não vai pagar logo que passem as eleições. É só olhar para a história de 2005 a 2009 para perceber que estamos nas antípodas da seriedade e no terreno do mais rudimentar marketing político.

    3. O que os outros fizeram deve servir-nos para aprender e integrar o nosso processo de decisão. Não temos que inventar a roda, mas não temos que decidir porque os outros fizeram. Chega de servilismos à Europa e à OCDE. Aqui, devemos fazer em cada momento o que é adequado à nossa realidade e à nossa cultura. Mas, sobretudo, não mintam. Quem disse que a maioria dos países da Europa já mantém os jovens na escola até aos 18 anos? Na Europa a 27 só é assim em cinco países (Alemanha, Polónia, Bélgica, Holanda e Hungria). Os outros 22 libertam os jovens da obrigatoriedade do ensino aos 16 anos, ou antes. A Áustria, a Dinamarca, a Suécia e a Finlândia, que não são propriamente atrasados, pertencem a esse grupo e têm uma escolaridade obrigatória de nove anos.

    Por ser obrigatória, a escolaridade não é sinónimo de mais e melhor educação. Se o interesse for percepcionado e o desejo de aprender for efectivo, não é necessária a obrigatoriedade. Os jovens procurarão livremente mais formação. Mas tal não acontecerá enquanto os longos percursos de escolaridade desembocarem no desemprego ou servirem, tão-só, para alimentar os call centers, que acolhem actualmente 50 mil licenciados ou universitários, a 500 euros de salário, mês sim, mês não.

    In PÚBLICO, 29/04/2009, Santana Castilho



Imagine-se o que vem a caminho:

1. - Trabalhar com 18 anos será considerado exploração de menores;

2. - Aos 18 anos não deverão poder responder pelos seus actos, para terem uma boa desculpa nos casos de violência escolar;

3. - Enfim, aos 18 anos estarão aptos a votar porque já viram toda a pornochanchada.

Quanto custa o computador portátil? [Magalhães]


A política tinha como objectivo ajudar os mais carenciados, mas como teve apenas como objecto o computador, este tornou-se inútil... Ou melhor, adquiriu interesse para ser vendido no mercado, traduzindo-se então numa mais-valia não esperada.

Segundo o EXPRESSO (de hoje, 02/Maio/2009) o Magalhães encontra-se à venda na Feira da Ladra a 140 €.

Foi um dos cenários que eu tinha previsto numa aula de Economia, quando apresentei o precário do Magalhães como exemplo de formação dos preços em economia mista (combina elementos característicos das economias de mercado e das economias de direcção central):

  • O custo depende das condições económicas das famílias, que se reflecte nos escalões da Acção Social Escolar (ASE) dos alunos:
    - gratuito para os alunos do escalão A da ASE;
    - 20 Euros para os alunos do escalão B da ASE;
    - 50 Euros para os alunos não abrangidos pela ASE.
    Comente a lógica implícita no preço estabelecido para o computador Magalhães pelo Governo, justificando a economia portuguesa como economia mista.


É o modelo português de chegar ao computador de 100 USD ;)

Formação Online


Decorre de 23 a 31 de Maio um conjunto de actividades de formação em ferramentas Web 2.0 organizadas pela ABED (Brasil) cujo Programa está acessível aqui. Também tem interesse para os portugueses, porque as actividades são realizadas online, tornando-se indiferente estar em Portugal ou no Brasil. Os professores crédito-dependentes não precisam de ler mais nada, porque obviamente estas actividades não se encontram reconhecidas pelo apartado de Braga.

Entre as ferramentas da Web 2.0 há uma lista enorme de serviços com interesse:
  • Animação (GoAnimate,...)
  • Apresentação (Slideshare, Zohoshow, Prezi, Voicethread,...)
  • Colaboração (Wikispaces, PBWiki, Gdocs,...)
  • Comunicação (Twitter, FriendFeed,...)
  • Construção de comunidades online (Ning,....)
  • Criação multimédia (Animoto, Slideshare, Picturetrail, Slide, ImageLoop,...)
  • Georeferenciação (Google Earth, UMapper,...)
  • Legendagem (BubblePly, Overstream,...)
  • Mapas de Ideias (Bubbl’us,...)
  • Partilha de fotos (Picasa, Flickr)
  • Partilha de vídeos (Youtube, Vimeo, Fliggo,...)
  • Posters (Glogster,...)
  • Programação (Scratch,...)
  • Publicação e partilha de documentos (Scribd, Issuu, Titatok....)
  • Socialbookmarking (Diigo, Delicious,...)
  • Websites pesoais ou profissionais (Google Sites, Webnode,...)


O Orkut como ferramenta é que nunca seria apresentado em nenhum país ocidental... Trata-se claramente de uma especificidade da cultura brasileira, em detrimento das redes sociais modernas, como o Facebook.

Inscrições

Xutos e Pontapés - Sem Eira nem Beira



A música como fenómeno de expressão da resistência passiva está clara na popularidade de videoclips como este.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tribunal suspende orientação ME sobre objectivos individuais


Os tribunais confirmaram que aqueles mails com os quais o Ministério da Educação nos pretendia convencer a preencher a célebre aplicação informática com os objectivos individuais eram puro SPAM. Nem objectivos individuais fazia sentido entregar, disse o tribunal, ferindo de morte o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo DR 2/2008, cuja perspectiva industrial assenta na definição prévia dos objectivos.

Olá Vital Moreira! Pelos vistos a questão está muito longe de ter ficado encerrada ;)

  • Artigo do Diário Digital

    O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decretou a suspensão das orientações do Ministério da Educação para os Conselhos Executivos das Escolas imporem objectivos individuais se os professores os não apresentassem.

    O tribunal atendeu a providência cautelar apresentada pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), à qual se seguirá agora a acção administrativa especial a declarar nulo o acto.

    Luís Lobo, dirigente da Fenprof e do SPRC, adiantou à agência que o tribunal não atendeu uma invocação de interesse público apresentada pelo Ministério da Educação para impedir que decretasse a providência cautelar, e consequente suspensão das orientações.

    Para Mário Nogueira, líder da Fenprof, esta decisão tem um carácter simbólico, pois vem condenar um “ministério que não olha a meios para impor regras”, algumas vezes em violação da lei e da Constituição da República.

    “Agora o tribunal condena o Ministério da Educação a abster-se de dar as orientações, que são de constitucionalidade duvidosa, o que é uma prática quando lhes dá jeito”, observou.

    Segundo o dirigente, que vaticina outras condenações do ministério, nunca os professores apresentaram tantas acções em tribunal como com este ministério, seja invocando irregularidades na colocação, ou na gestão das escolas.

    Para Mário Nogueira e Luís Lobo, esta decisão vem reforçar a necessidade de alterar ainda este ano o modelo de avaliação dos docentes, “dar razão à luta dos professores”, e mesmo “reacender a contestação”.

    Com as orientações, agora suspensas, segundo os dirigentes, o Ministério da Educação quis impor que os objectivos individuais dos professores fossem de entrega obrigatória.

    “Tendo sido decretada definitivamente esta providência cautelar, fica ultrapassada a possibilidade de serem criadas situações de desigualdade, decorrentes de decisões tomadas de forma arbitrária, que permitiam que alguns presidentes de Conselhos Executivos recusassem avaliar os docentes por estes não terem proposto os seus objectivos individuais”, refere a Fenprof em comunicado.

    Acrescenta que “parece, também, caírem por terra as ameaças do Ministério da Educação quanto a eventuais penalizações desses professores”, ameaças que considera terem sido “feitas à margem de qualquer fundamentação legal”.

    “Não fomos notificados ainda”, declarou à agência Lusa o assessor de imprensa da ministra da Educação, quando confrontado com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra divulgada pela Fenprof.

    Diário Digital / Lusa 01/Maio/2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O futuro da WWW?

A realidade e a ficção combinam-se neste vídeo. Partindo da origem da World Wide Web, descreve o impacto da webização sobre as nossas vidas e prospectiva o seu futuro até 2015, no cenário ambicionado pelo Google.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Amanhã temos de chegar a horas à aula de Chinês!


Estamos numa fase difícil. Durante o primeiro e segundo períodos sempre se realizaram lanches à quarta-feira na minha escola, que fomentavam o convívio e mostravam a união na luta contra o modelo de avaliação. Estes lanches deixaram de se realizar neste período por falta de “clima”, visto que uns simpáticos resolveram tirar proveito da confusão para simular que estão a ser avaliados. Imaginem a disposição para o convívio que me deu ouvir um aluno a dirigir-se para os colegas com este aviso:

- Amanhã temos de chegar a horas à aula de Chinês(1), porque vêm assistir à aula da professora aqueles doutores!

Creio que os lanches das quartas-feiras são um barómetro seguro do estado da alma dos professores, porque a observação não poderia ser mais directa, nem o "tema" ser mais abrangente.

Ensinou-me a Sociologia a ser comedido nos comentários, para evitar conclusões precipitadas. Os blogues “especialistas em educação” afinam pelo diapasão da desmobilização, mas creio que estão a precipitar-se. Na minha opinião estão a fazer um compasso de espera, observando o que este simplex dá, porque no início do próprio ano ninguém aguentará novamente o modelo do DR 2/2008 com todos os itens.

A avaliação que está ser feita é uma farsa, que pode ser ensaiada para duas ou três aulas, que não são representativas das restantes. Quando o aluno se referiu à "aula da professora" enfatizou bem que se tratava de uma palhaçada! O avaliador vai simplesmente observar a reacção à sua presença, e tomará o espectáculo como aulas representativas de Chinês!

O mínimo exigível seria que os avaliadores conhecessem as armadilhas da observação participante! Mas isso seria se a observação directa fosse utilizada como técnica do método científico... Aqui encontra-se reduzida a componente de um processo administrativo, e naturalmente que não é suposto que os agentes conheçam as técnicas de investigação sociológica. Para quem é, bacalhau basta.




(1) Mudei o nome da disciplina para não identificar o/a colega.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma lição de Marketing

As pessoas são insensíveis ao apelo directo à compaixão. É necessário ser criativo.

sábado, 11 de abril de 2009

Há sites que não podem passar a livros


sites que não podem passar a livros porque constituem em si mesmos recursos educativos que não funcionariam em papel. Exemplo: Ludo Tech.

Escrevo isto no dia em que foi editado o site mais popular entre os professores portugueses, alimentado pela crítica ao mandato de Milu.

A ludoteca do blogue:

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A mudança muda-nos a nós também

Estamos mais ligados que nunca
A pessoas
A lugares
Ao conhecimento
A ideias
À audiência
O modo como podemos interagir tem mudado significativamente
Como é que podemos aproveitar este ambiente na Web?
Envolvendo as pessoas na aprendizagem do “fluxo-Web”
(...)



O vídeo mostra então algumas das mais populares ferramentas da Web 2.0. Questiona a infoexclusão daqueles que não poderão expressar as suas ideias num blogue, lançar uns tweets ou preencher um perfil.

Uma crítica habitual à Web é observá-la apenas como espaço lúdico, que de acordo com a lógica industrial se opõe ao espaço de trabalho. A dicotomia trabalho/lazer não faz sentido para os jovens de hoje. É precisamente como passatempo que editam a Wikipédia que se constituiu como fonte de referência em muitas áreas, demonstrando o poder do trabalho realizado em redes sociais.

Pode a Escola ficar alheia ao desenvolvimento das ferramentas da Web 2.0? Para cumprir a sua função não pode, mas são óbvias as resistências, porque não é uma coisa tão simples quanto foi trocar as canetas de tinta permanente por esferográficas. Neste caso – como escreveu a Cristina Costa - a mudança muda-nos a nós também.


Fonte: http://dx.doi.org/10.1787/537160311288

A verdade é que não podemos continuar indiferentes ao crescimento do número de famílias com computador em sua casa, nem discriminar aqueles que ainda não atingiram esse objectivo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Mais uma bomba no processo de avaliação do desempenho


Refere o PÚBLICO que:

  • Segundo um parecer da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), a que a Agência Lusa teve hoje acesso, o processo de avaliação do desempenho dos professores pode ser consultado por qualquer pessoa, desde que não contenha informação da reserva da intimidade do docente.


Logo a seguir sublinha a contradição com o ECD:

  • O Estatuto da Carreira Docente estabelece que o processo de avaliação de desempenho tem "carácter confidencial".


Desta bomba não se tinha lembrado o Garcia Pereira ;)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Meridiano de Greenwich

Finalmente representaram África no centro do Mundo ;) O Meridiano de Greenwich divide a Terra em dois hemisférios: ocidental e oriental.

domingo, 5 de abril de 2009

Na Web não se apagam as notícias


Depois de publicada uma notícia interessante ela é republicada vezes sem conta e as "fontes iniciais" perdem o seu controlo.

Escrevo isto a propósito da pensão de 7450 euros do Padre Melícias cujo artigo foi original, entretanto publicado e desaparecido do Correio da Manhã, mas que se pode encontrar facilmente na Web.

sábado, 4 de abril de 2009

Anedota da Educação que temos

Milu - Como é que se chama o teu gato?
Criança - Kika.
Milu - Então escreve lá!
Criança - Ainda não sei escrever.
Milu - Então diz-me as letras.









Somos todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros


Iguais direitos e deveres são uma história para embalar crianças. Uma boa demonstração do que acabei de dizer pode ler-se na resolução da Assembleia da República que aprova o regime de presenças e faltas ao Plenário. Transcrevo o ponto 7:

  • A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado o motivo de doença, poderá porém ser exigido atestado médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.


Conferir

Resolução da Assembleia da República nº 21/2009,
aprovada em 13 de Março de 2009.

SPAM ofiicial


As listas de mail oferecem possibilidade de desinscrição, mas o ME não respeita quaisquer regras. É puro SPAM. Desde que começaram a série de intimidação, quando será que começam a respeitar a netiqueta?




from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 4 April 2009 02:32
subject Concurso de Docentes 2009 - Prazo de candidatura termina às 18h do dia 9 de Abril
mailed-by dgrhe.min-edu.pt



Caro(a) candidato(a) ,

O prazo para submeter a sua candidatura ao Concurso de Docentes 2009 termina no dia 9 de Abril (próxima 5ª Feira), às 18 horas. Por favor, não reserve a submissão da candidatura para o último dia.

Consulte atentamente a documentação disponível em: www.dgrhe.min-edu.pt


Cumprimentos,

A DGRHE - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
--------------
ATENÇÃO: por favor, não responda a este email, pois o endereço utilizado para o seu envio NÃO ESTÁ configurado para recepcionar emails.

Don Tapscott

Uma lição de Economia de um visionário para compreender a sociedade moderna.



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Os cursos EFA terminam para o ano!



- Têm que se despachar, que os cursos EFA terminam para o ano!

Foi mais ou menos isto que disse aos meus alunos numa das turmas EFA depois de analisar o gráfico abaixo. Nunca tinha tido tanto sucesso com uma mentirinha, e certamente haverá factores objectivos para ter "pegado" tão bem.



A resposta não se fez esperar:
- Pois! Já se sabia! Querem o 12º ano só para os doutores!

Foi engraçado.

Acalmaram quando lhes recordei a data de hoje, 1 de Abril, dia das mentiras ;)

sábado, 28 de março de 2009

Os Mandamentos do Diabo Francês


Na Internet temos a Hemeroteca Digital, o site da Hemeroteca Municipal de Lisboa.

Eis uma das suas pérolas.

Nos anos 1800 o estrangeiro era representado pelo francês, que corrompia a moral e a fé dos patriotas ;)

Fica aberto o apetite para uma visita mais prolongada à HML.





Fonte: Hemeroteca Digital.

A história da digitalização de documentos confunde-se com a história dos computadores. Lembra-se das técnicas de microfilmagem?

terça-feira, 24 de março de 2009

A divergência relativamente aos nossos parceiros continua a agravar-se

A distância que nos separa nos nossos parceiros na UE é cada vez maior porque estamos num patamar inferior à média, e além disso crescemos mais lentamente que todos os outros. Observem-se os dados da OCDE referentes a ao crescimento do PIB em 2006.



Fonte: OCDE FactBook

segunda-feira, 23 de março de 2009

Descritores marginais


Existem muitas formas de publicar os documentos na Web. este post destina-se a comparar a versão iPaper com a versão Word do mesmo documento.

domingo, 22 de março de 2009

Transformando um blogue num site


Um blogue tem sobre o site a desvantagem da desarrumação dos posts, que ficam ordem cronológica em vez de ficarem em secções.

As etiquetas resolveram esse problema para a generalidade dos utilizadores, mas no caso do ensino, sendo necessário definir claramente a matéria que sai para uma prova, podem surgir dificuldades.

Uma forma de resolver o problema é o mapa dos módulos, uma caixa na banda lateral do blogue com links para todos os posts referentes ao respectivo módulo.

Então o blogue fica a parecer um site ;) Parece-me interessante porque oferece aos alunos uma imagem global da unidade didáctica, além de melhorar bastante a navegação.

Veja o meu Blogue de Economia

sexta-feira, 20 de março de 2009

Onde está a tua planificação?



Recebi esta piada por mail. Uma pequena pesquisa na Web permite observar que este post prolifera pela blogoesfera.
Sem dúvida que o "eduquês" já teve melhores dias.






Naquele tempo, Jesus subiu ao monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem. Depois, tomando a palavra, ensinou-os dizendo:

Em verdade vos digo, bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles...

Pedro interrompeu: Temos que aprender isso de cor?
André disse: Temos que copiá-lo para o caderno?
Tiago perguntou: Vamos ter teste sobre isso?
Filipe lamentou-se: Não trouxe o papiro-diário.
Bartolomeu quis saber: Temos de tirar apontamentos?
João levantou a mão: -- Posso ir à casa de banho?
Judas exclamou: Para que é que serve isto tudo?
Tomé inquietou-se: Há fórmulas, vamos resolver problemas?
Tadeu reclamou: Mas porque é que não nos dás a sebenta e pronto!?
Mateus queixou-se: eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus cretinos, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada, tomou a palavra e dirigiu-se a Ele, dizendo:

Onde está a tua planificação?

Qual é a nomenclatura do teu plano de aula nesta intervenção didáctica mediatizada?
E a avaliação diagnóstica?
E a avaliação institucional?
Quais são as tuas expectativas de sucesso?
Tendes para a abordagem da área em forma globalizada, de modo a permitir o acesso à significação dos contextos, tendo em conta a bipolaridade da transmissão?
Quais são as tuas estratégias conducentes à recuperação dos conhecimentos prévios?
Respondem estes aos interesses e necessidades do grupo de modo a assegurar a significatividade do processo de ensino-aprendizagem?
Incluíste actividades integradoras com fundamento epistemológico produtivo?
E os espaços alternativos das problemáticas curriculares gerais?
Propiciaste espaços de encontro para a coordenação de acções transversais e longitudinais que fomentem os vínculos operativos e cooperativos das áreas concomitantes?
Quais são os conteúdos conceptuais, processuais e atitudinais que respondem aos fundamentos lógico, praxeológico e metodológico constituídos pelos núcleos generativos disciplinares, transdisciplinares, interdisciplinares e metadisciplinares?

Caifás, o pior de todos, disse a Jesus:

Quero ver as avaliações do primeiro, segundo e terceiro períodos e reservo-me o direito de, no final, aumentar as notas dos teus discípulos, para que ao Rei não lhe falhem as previsões de um ensino de qualidade e não se lhe estraguem as estatísticas do sucesso. Serás notificado em devido tempo pela via mais adequada. E vê lá se reprovas alguém! Lembra-te que ainda não és titular e não há quadros de nomeação definitiva.

... E Jesus pediu a reforma antecipada aos trinta e três anos...

segunda-feira, 16 de março de 2009

A Web faz 20 anos


20 anos depois da invenção da Web a forma mais simples de aceder à conta bancária é o HomeBanking. De um modo geral todos os serviços que temos de pagar estão acessíveis pela Web, os outros são mais resistentes...

Trabalhar utilizando a Web permite dispor do mesmo ambiente de trabalho em qualquer lugar, e partilhar recursos com colegas. A tecnologia está disponível para nos abrir o Mundo, mas as pessoas talvez por insegurança parecem-me cada vez mais fechadas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A última fotografia



Ilha de Sumatra (Indonésia), Tsunami - 26 de Dezembro de 2004.

Esta fotografia foi tirada na ilha de Sumatra. A onda mede 32 m!... e foi encontrada numa câmara digital, mês e meio depois do Tsunami.

Provavelmente, quem tirou esta fotografia, deixou de existir segundos depois de ter accionado o disparador da máquina!...

Fonte: Mail a circular pela Internet.
 

sábado, 7 de março de 2009

Cordão humano


Reminder

  • O secretário-geral da FENPROF e porta-voz da plataforma sindical dos Professores, Mário Nogueira, afirmou hoje, no final da manifestação de professores que construiu um cordão humano entre o Ministério da Educação e a Assembleia da República, que os professores não vão desistir das suas reivindicações e que neste momento estão a avaliar todas as hipóteses de luta, incluindo a greve à avaliação no final do ano lectivo. Segundo o sindicalista, participaram 10 mil professores no protesto de hoje.
    PÚBLICO, 07.03.2009


Estão previstas greves às avaliações já no no final do 2º período e continuação das mesmas no 3º. Adivinha-se que Milu aparecerá afirmando que "está tudo a decorrer normalmente".

O festival de asneiras do "Magalhães"


O EXPRESSO revelou hoje o festival de asneiras do "Magalhães".



O secretário de Estado Jorge Pedreira já reagiu:


Será que ninguém e responsável pela atribuição de negócios sem concurso publico?
Quando é que alguém começa a prestar contas na Socratelândia?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Professores desportistas


Até aqui na minha escola tinha-se vivido um clima de tranquilidade, porque apesar das diatribes da Milu, sempre foi política do Conselho Executivo esperar para ver os problemas que a avaliação de desempenho está a levantar nas outras escolas, sem pressas, privilegiando a segurança. Têm acompanhado as reuniões dos Conselhos Executivos, e sabendo o que se passa nas outras escolas também têm mais referências para prosseguirem o seu caminho sem hesitações nem precipitações. Porém o ME impôs às escolas um impresso onde basta colocar uma cruz para solicitar aulas assistidas. Não interessa que a escola não tenha avançado nada em termos de avaliação do desempenho, não interessa que os professores nada tenham investido no seu processo de avaliação, não lhes é exigido nenhum portefólio, basta que coloquem uma X na respectiva quadrícula, e os avaliadores que se desenrasquem. Senti-me constrangido a escrever o post porque considero eticamente condenável estes colegas esquecerem os compromissos que tinham assumido por escrito, e tentarem aproveitar o desarme dos honestos precisamente para os ultrapassar. Espero que compreendam que este post não foi escrito contra ninguém em particular, apenas utilizo a escrita para libertar a minha mente de assuntos que me fazem passar. Uma vantagem de colocar os pensamentos por escrito está na arrumação das ideias, libertando-me para poder pensar naquilo que realmente me interessa. Escrevi no exercício do meu direito de expressão da opinião, como cidadão livre.

Chamo-lhes desportistas porque encaram o exercício da actividade docente desportivamente. Os desportos têm um carácter eminentemente lúdico, assumindo uma posição secundária relativamente à actividade principal para a generalidade das pessoas. Só os atletas profissionais são escravos do desporto, a maralha treina quando lhe apetece.

O que caracteriza fundamentalmente os professores desportistas é o seu descompromisso com a actividade. Podem estar a dar aulas este ano, mas isso não significa que continuem a leccionar no ano seguinte. Por exemplo, podem ir gerir um Hotel em Cabo Verde ou ficar aqui pela zona a vender apartamentos. O importante é que não se sentindo vinculados a longo prazo com a docência são incapazes de desenvolver um investimento que exija dispêndio de esforço durante um período de tempo relativamente prolongado, mas sentem-se livres para aproveitar qualquer janela de oportunidade.

Imagino que se verificasse o registo biográfico de um professor desportista, a sua assiduidade não seria exemplar, pois será conduzido pela lógica de respeitar os limites legais para o exercício da actividade. Esta lógica transpõe-se facilmente para acções de formação até obter os créditos suficientes para a mudança de escalão, baldando-se a umas sessões e chegando atrasado ou saindo mais cedo de outras, entre outras estratégias de desinvestimento. A procura de um maior nível de escolaridade na sua área disciplinar seria obviamente considerada uma perda de tempo pelos desportistas.

Os desportistas são bons conhecedores de bares, restaurantes, discotecas, cinemas e teatros. Têm boa cultura nestas áreas, mas pensam que a Contabilidade é Microeconomia! Falta-lhes paixão para estudarem Economia de modo a compreenderem como esta se organiza, e nunca conheceram nem irão conhecer nenhum autor de Micro, apesar de estarem no Grupo de Economia!

Imagino que todos os desportistas terão subscrito a moção a solicitar a suspensão do processo de avaliação, porque 175 dos 184 professores assinaram-no de livre vontade, significando estes números que alguns que porventura nem tenham ido à escola naquele dia perderam a oportunidade de manifestar a sua discordância. Todos os professores têm motivos fortes para discordar do modelo de avaliação. Os desportistas certamente preferiam um modelo mais light e não terão tido a menor dúvida.

A escola realizou uma assembleia-geral para os professores discutirem a avaliação e se possível, tomarem posições concertadas a nível de escola, quanto à não entrega dos Objectivos Individuais. Tive oportunidade de perceber a aflição dos professores contratados, mas evidentemente que não se ouviu nenhuma voz dos desportistas, porque estes não têm qualquer convicção.

Apreciei a coragem dos professores contratados que numa reunião autónoma discutiram a sua situação e concluíram que seria inaceitável qualquer forma de pactuar com o modelo de avaliação proposto.

Os desportistas são como os abutres. Podem aparecer no fim, dispostos a comer o que restar. Já sabem que têm de estar preparados para o falhanço do golpe porque a lógica "danoninho" já lhes foi explicada na reunião geral:
  • Olha coleguinha, a tua aula foi MUITO BOA, mas faltou-te “um bocadinho assim” para chegares ao meu nível... e como eu só vou ter BOM, desculpa lá mas não podes ter melhor!

Uma das desportistas disse-me que não faria sentido nenhum não atribuir um 20 a Economia a um aluno só porque tive um 12 quando fui estudante! Recordaria a esta desportista “inteligente” que os meus alunos estão suficientemente distantes de mim para nunca virem a concorrer directamente comigo, o que me permite ser independente. Já os desportistas em muitos casos poderão vir a concorrer directamente com os seus avaliadores. Capito?

Outra coisa que será verdade para os desportistas: ganhar ou perder tudo é desporto. Como nunca investiram seriamente na profissão, mas estão apenas a aproveitar um buraco aberto no meio da bandalheira, a não obtenção do Excelente ou do Muito Bom nunca significará para si qualquer humilhação. Seja qual for o resultado ficarão tranquilos, porque tentaram a sua chance.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ministra da Educação condenada a receber menos


Fica aqui uma breve nota para a notícia do SOL:

  • (...) o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela decidiu que Maria de Lurdes Rodrigues deve pagar «10% do salário mínimo nacional» por cada dia de atraso no cumprimento da sentença que deu razão ao professor Pedro Pombo. Continuar a ler?



Brilhante exemplo!

Com tantas ideias brilhantes, não inventará um esquema compensatório?







PS
A nova poesia inspirada em MLR já anda pelos blogues.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Microeconomia

O "velho" Henderson e Quandt que estudei já não não faz parte do catálogo da McGraw-Hill mas entrando com o título Microeconomic Theory Mathematical Approach no Google ainda se encontra na Internet.
O livro de texto adoptado pelo meu professor de então - o Hirschleifer - tem agora um website próprio.
Aventura-se mo mercado um novo manual de Microeconomia, de Bernheim e Whinston.

Ferramentas de e-learning - Top 100

De que falamos quando nos referimos a e-learning? Uma boa ideia é começar por verificar as ferramentas que conhecemos entre as indicadas na lista das TOP 100 ;)



Versão PDF do TOP 100


Macroeconomia


A obra de Dornbush e Fischer foi a minha bíblia de Macroeconomia. O seu website apresenta PowerPoints que constituem boas sínteses dos capítulos.

Chiang - Matemática para Economistas


Com a 2ª edição do Chiang aprendi matemática e inglês. A 4ª edição oferece uma série de endereços com interesse em termos de indicadores estatísticos. Como não tem tanta concorrência na sua área, o seu website está bastante mais pobre que o de Economia.

Os computadores não são cadernos diários


O computador não é um caderno mais sofisticado. A sua introdução no ensino obriga a pensar em aulas diferentes. Um professor de Direito que terá continuado a combinar aulas magistrais com a presença dos computadores, concluiu que a melhor maneira de ser escutado passava por proibir a utilização dos computadores.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Manuais de referência em Economia na época do copy/paste

Não deixa de ser curiosa a comparação entre estes três manuais de referência em Economia: Nordhaus/Samuelson, McConnell/Brue e Robert/Frank.


Clique sobre as imagens para aceder aos respectivos sites






Escreveram obras para estudantes do 1º ano de Economia. Como os livros se tornaram demasiado pesados, ofereceram a opção de compra em dois volumes, segundo um critério clássico na disciplina, que distingue o estudo das unidades individuais do estudo dos grandes agregados, isto é, a Microeconomia da Macroeconomia.

A concorrência é real no mercado de língua inglesa, e estes "livros" já são muito mais que isso, porque nos seus sites oferecem apresentações em PowerPoint, gráficos interactivos, capítulos suplementares na web, indicam os sites de referência, etc. Em português, como o mercado é mais pequeno, continuamos com os livros de papel.

Analisadas as obras, a acusação de copy/paste no título é injusta e excessiva, apesar da evidente uniformização dos produtos, sobretudo ao nível dos websites, pois essa será certamente uma tendência a observar-se no sector, agora que surgem os primeiros livros híbridos. Os textos 100% online não atingiram um nível de excelência que lhes permita concorrer directamente com os híbridos... ou quando atingem passam a ter uma edição em papel e a ser híbridos ;)

Links relacionados

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Musicovery/LastFM - A maior discoteca de sempre está online


Os discos de vinil ficaram perdidos algures. A colecção de CD's é tão grande que custa a encontrar o tal disco. É preciso andar a trocar os CD's quando chegam ao fim, guardar nas caixas,... Já esqueci isso!

A maior discoteca de sempre está à distância de um clique, com música para quase todos os gostos, em http://www.musicovery.com/ E fica a tocar!

Update

Boa malha Lídia! O baú que indicaste - http://www.lastfm.com/ - também é óptimo, e possui características realmente inovadoras. É a concorrência! Os sites lançados posteriormente têm de fazer pela vida para conseguiram clientes ;)


Links relacionados

Avaliação do Desempenho - DR 2/2008

Síntese do modelo de avaliação de Milu, simplezes à parte.




sábado, 21 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sistema Operacional do Google


O sistema operacional Google Android já existe e está em confronto com os seus rivais na área dos telemóveis. Gostaria que não demorasse muito a chegar ao meu Desktop para acabar com o escândalo do Windows que a MicroSoft nos quer revender vezes sem conta, após algumas alterações à versão anterior.

Não resisti a espreitar um vídeo de demonstração do Android.


Realmente o SO do Google tem vindo a entrar no meu ambiente de trabalho, tanto mais googlizado quanto mais utilizo a Internet. Segue a lista das aplicações/sites que estou a utilizar:



Depois de fazer esta lista apercebo-me de que afinal o meu SO já não é bem o Windows ;) O lançamento de um SO Google Desktop seria o post que mais gostaria de ler no Blogue do Google.


PS
Se estiver interessado em conhecer os serviços que utilizo subscreva a minha lista no FriendFeed ou associe-se ao perfil no Facebook.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Deputado iletrado



O tweet da polémica: Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem

Independentemente da infelicidade da frase, custa-me ver que alguém abandona a rede apenas por falta de precaução relativamente à sua password.

  • "Na política, as novas tecnologias são importantes porque nos aproximam dos cidadãos", mas para já, "sinto-me mais seguro em apagar a conta do Twitter", disse o deputado.
    PÚBLICO, 17.02.2009


Utilizar um serviço da Internet divulgando a password seria equivalente a partilhar o código do MultiBanco com os amigos. Será assim tão difícil de perceber?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A difusão gratuita das versões dos livros em pdf pode ser um estimulo à sua aquisição em papel


José Sócrates veio contribuir involuntariamente para a publicidade ao livro Clube Bilderberg, do qual começaram a circular muitas versões em pdf. Estas versões terão aberto o apetite para a versão em papel, que no fim-de-semana estava em 5º lugar no top de vendas da Livraria Bulhosa. Foi fácil sentir a necessidade da compra da 2ª edição, visto que a versão em papel tinha mais 150 páginas, actualizava informação e inseria muitas fotografias e documentos que não tinha visto na 1ª edição, em versão em pdf. Terei sido conquistado pelas fotografias e pela documentação, porque para ler o texto acho mais cómoda a versão pdf, uma vez que já não dispenso a função “find” ;)

Continuar a abandalhar a educação


  • Doze horas é a carga horária mínima anual para os temas de educação sexual serem tratados na escola. Esta é uma das propostas previstas no projecto entregue ontem no Parlamento pelo PS, que prevê ainda a inclusão obrigatória da educação sexual nas escolas e um dia para assinalar o tema.
    A iniciativa legislativa é da Juventude Socialista (JS) mas apresentada pelo PS, informa o vice-presidente da bancada parlamentar socialista e ex-líder da JS, Pedro Nuno Santos.
    PÚBLICO, 13.02.2009


Escolarizar a educação sexual é certamente roubar aos jovens o encanto da descoberta. A escola deveria limitar-se ao seu core business, os saberes clássicos: ensinar a ler, escrever, contar, raciocinar em termos lógicos... e já agora a saber utilizar as tecnologias da informação. Se a escola cumprisse a sua função, cada qual seria livre para aprender o que desejasse.

Juntar rapazes com raparigas - que obviamente têm interesses diferentes - para lhes "dar" educação sexual acabará por ser mais uma seca da escola depósito.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...