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domingo, 8 de maio de 2011
O que os Finlandeses precisam de saber sobre nós
O orgulho nacional está de rastos. Daí que o vídeo “What the Finns need to know", apresentado nas Conferências do Estoril tenha sido um sucesso pela Web e pela TV.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Finlândia - Chile

- Se o ministério aceitar uma recomendação do Conselho Nacional de Educação (CNE), os alunos deixarão de reprovar na escola até que completem os 12 anos. A proposta, revelada hoje no “Diário Económico” baseia-se nas recomendações da OCDE e nos resultados obtidos com uma política idêntica na Finlândia, onde ninguém reprova durante a escolaridade obrigatória. A Finlândia tem o melhor desempenho escolar do mundo.
PÚBLICO, 29.10.2008
Observe-se que os alunos já não reprovam no ensino secundário a partir dos 18 anos, momento a partir do qual se podem inscrever nos cursos de Educação e Formação de Adultos, onde não há classificações numéricas nem testes.
O ME lembra-se da Finlândia quando pensa na avaliação nos alunos, independentemente do contexto sócio-económico distinto do português.
O mesmo ME toma o Chile como paradigma quando pensa na avaliação dos professores. Elucidativo!
Avaliação dos professores: O exemplo da Finlândia
segunda-feira, 17 de março de 2008
A distribuição Normal e conflito entre o ME e os sindicatos
Naturalmente que há interesses conflituantes, mas sobre esses não me quero aqui referir. Gostaria apenas de enfatizar neste post que o conflito entre o ME e os sindicatos poderá resultar em parte das próprias ferramentas cognitivas que utilizam, designadamente da curva normal. A curva normal padrão, com média 0 (zero) e desvio padrão 1 (um) apresenta a seguinte configuração.

Na sua caracterização apresentam-se geralmente as percentagens definidas pelos valores:
- a média mais ou menos 1 desvio padrão

- a média mais ou menos 2 desvios padrões

- a média mais ou menos 3 desvios padrões

Recordando as suas aulas de Estatística elementar os sindicatos argumentarão que a generalidade dos professores (99,7%) têm um desempenho mediano, não fazendo sentido implementar mecanismos de avaliação que apenas satisfariam o ego de conjunto reduzidíssimo de profissionais.
Por seu lado, o ME recordará igualmente a sua Estatística elementar, mas incluirá apenas na classe mediana 68% dos docentes, justificando assim a sua persistência em implementar um modelo de avaliação dos professores.
Qualquer das partes envolvidas teria interesse em observar o que se passa noutros países desenvolvidos, como a Finlândia, para se libertar desta linguagem de debate e de pensamento introduzida pela Estatística.

Na sua caracterização apresentam-se geralmente as percentagens definidas pelos valores:
- a média mais ou menos 1 desvio padrão

- a média mais ou menos 2 desvios padrões

- a média mais ou menos 3 desvios padrões

Recordando as suas aulas de Estatística elementar os sindicatos argumentarão que a generalidade dos professores (99,7%) têm um desempenho mediano, não fazendo sentido implementar mecanismos de avaliação que apenas satisfariam o ego de conjunto reduzidíssimo de profissionais.
Por seu lado, o ME recordará igualmente a sua Estatística elementar, mas incluirá apenas na classe mediana 68% dos docentes, justificando assim a sua persistência em implementar um modelo de avaliação dos professores.
- "Em qualquer grupo [profissional], se todos puderem ser excelentes o que está errado é a própria definição de excelência", disse Jorge Pedreira na abertura do seminário 'A escola face à diversidade: percepções, práticas e perspectivas' que decorre hoje no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.
PÚBLICO, 29.05.2008
- A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) manifestou hoje a sua “completa rejeição” do despacho que estipula as quotas para as classificações mais elevadas no âmbito da avaliação dos professores, por não permitir uma “avaliação correcta” dos docentes.
PÚBLICO, 29.05.2008
Qualquer das partes envolvidas teria interesse em observar o que se passa noutros países desenvolvidos, como a Finlândia, para se libertar desta linguagem de debate e de pensamento introduzida pela Estatística.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Avaliação dos professores: O exemplo da Finlândia
Assistiu-se entre nós a um diálogo extremado entre duas posições antagónicas:
1 - Os sindicatos pretendem que se perpetue o modelo de “avaliação” anterior, que permite a cada professor passar confortavelmente toda a sua carreira sem dar cavaco a ninguém;
2 - O ME quer impor um modelo industrial que tem subjacente a distribuição normal, forçando os professores a distribuir entre si uma quota limitada de “excelentes” e de “muito bons”, situação geradora de conflitos no quotidiano das escolas.
O primeiro cenário é propício à pasmaceira e acomodação dos docentes ao doce fare niente, que desmotiva aqueles que tomem a dignidade da profissão a sério, isto é, para além das palavras de ordem, interiorizando-a no seu quotidiano escolar. Porém o segundo, é um conjunto de escalas semelhantes às que os professores utilizam para classificarem os seus alunos, e que a generalidade deles até pensa que são objectivas, apenas porque lhes permitem objectivar as notas. Ambas realizam a magia de medir o não mensurável, esquecendo frequentemente o que é importante.
Uma forma de nos afastarmos deste diálogo do Terceiro Mundo, é olharmos para um país que é sempre apresentado como referência quando se debatem os resultados escolares internacionais a Matemática. Na Finlândia os professores não andam enrolados em “objectivos individuais” em função do “plano educativo”, blá, blá, blá,... Respondem perante um “principal” que lhes estabelece os objectivos.

Fonte:
http://www.eurydice.org/ressources/eurydice/eurybase/pdf/0_integral/FI_EN.pdf
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