Desafio Climático: Exercício de Correspondência
Relacione cada um dos 8 conceitos sobre as alterações climáticas com a sua definição correta:
Advanced technology is indistinguishable from magic
Relacione cada um dos 8 conceitos sobre as alterações climáticas com a sua definição correta:
Vivemos na era da modernização administrativa. O Estado investe milhões na desmaterialização de processos, apregoa a transição digital a sete ventos e enche o peito para falar da «equivalência plena» entre o documento electrónico e o velhinho papel. A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) costuma ser a estrela da companhia neste circo tecnológico: para cobrar impostos, penhorar contas em milissegundos ou emitir notificações automáticas, o sistema é uma maravilha da informática digna da ficção científica.
Porém, a magia do bit e do byte esbarra numa parede de betão assim que o vector da transacção muda de direcção — ou seja, quando é o contribuinte a exercer um direito ou a pedir um benefício a que tem direito.
Enviei-lhes recentemente, através do próprio e-balcão, o Atestado Médico de Incapacidade Multiusos (AMIM) electrónico — um ficheiro PDF dotado de assinatura digital qualificada do presidente da junta médica e com código de verificação autêntico, passível de validação directa no site do SNS24. Juntei a declaração de início do processo num ficheiro ZIP. Tudo limpo, rastreável e ecologicamente correcto.
A resposta da AT é uma verdadeira obra-prima do surrealismo burocrático.
Informam, muito solenemente, que o e-balcão «não é o meio adequado» e exigem o envio por correio de... uma cópia autenticada do atestado para a Direcção de Serviços de Registo de Contribuintes, na Avenida João XXI. Ou seja: exige-se que um documento que nasceu digital, validado por criptografia de chave pública do próprio Estado, seja impresso em papel, levado a uma Junta de Freguesia ou Cartório para receber um carimbo a tinta, e depois metido num envelope com um selo.
É o apogeu da modernidade: a «digitalização» do Estado funciona tão bem que obriga o cidadão a converter dados binários em celulose, só para que um funcionário possa olhar para um carimbo físico e certificar que aquele ficheiro de computador era mesmo de verdade.
Como já adivinhava o desfecho deste teatro burocrático, não perdi tempo a esperar pela resposta do e-balcão: a papelada selada, carimbada e devidamente santificada pelo correio registado com aviso de recepção já seguiu viagem ontem.
Quanto a responder à AT no e-balcão? Nem vale a pena gastar teclado. O sistema não foi feito para dialogar, foi feito para dar ordens em diferido. O melhor mesmo é deixar o registo público para memória futura: a transição digital em Portugal é fantástica, desde que o papel nunca acabe.
Ontem li no blogue Terrear, do sempre atento Jorge Morais de Almeida (JMA), uma reflexão magnífica sobre a transformação do professor: deixámos de ser avaliadores de provas para passarmos a burocratas classificadores de N itens. O sistema, na sua obsessão de ser impecável nas planilhas de Excel, trocou a validade (saber se o aluno realmente percebe algo da matéria) pela fiabilidade (garantir que dois analfabetos funcionais dêem exactamente a mesma nota ao mesmo pedaço de frase). Aumenta-se o rigor, mas perde-se em justeza e justiça.
A coisa fez-me recuar no tempo. Na minha tese de mestrado em Sociologia, andei a espreitar os exames do 12.º ano do mítico ano de 2001, fixando-me em seis disciplinas para tentar decifrar a "mente professoral". E a distinção era clara: nas plurianuais (Português e Matemática), onde o drama durava três anos, os professores viram-se obrigados a "inventar" a avaliação de ciclo para evitar que uma média aritmética fria resultasse num fatídico 9. Nas anuais (Biologia, Química, Psicologia e IDES), a gestão era outra, mas o objectivo o mesmo: ninguém ficava preso na porta do exame sem poder jogar a sua última cartada.
Claro que o rigor varia com a tribo. As disciplinas de Matemática e Ciências Naturais (MCN) sempre foram notoriamente mais severas do que as de Humanidades e Ciências Sociais (HCS). Nas exactas, aceita-se com naturalidade uma discrepância brutal entre a nota da escola e a do exame. Os professores de ciências, antecipando o massacre habitual da prova nacional, até já davam a nota interna "com desconto para a queda". Era a prevenção da injustiça por via do amortecimento prévio.
Depois, havia o trabalho de campo nos exames. No início da carreira, os colegas mais velhos explicavam-me com pragmatismo o funcionamento do controlo institucional: ninguém iria rever os critérios das respostas de cada questão, mas uma falha na soma das cotações da prova seria detectada no imediato por qualquer auditoria administrativa. Daí o conselho cínico de que a caligrafia servia de filtro rápido para adivinhar a qualidade do texto e que o único erro proibido era o da máquina de calcular. Preferi sempre continuar a ler o que os alunos escreviam, mas adoptei uma regra de ouro preventiva: o X,4 não existia. Deixar um aluno num 9,4 ou num 13,4 era um convite à neuropatia do encarregado de educação e um íman de reapreciações. Nos problemas de cálculo — onde é manifestamente mais simples e elegante "descobrir" mais uma décima perdida na estrutura de um raciocínio —, espremia-se o critério até encontrar a justiça do X,5. Se não dava mesmo, a prova era reajustada para X,3 ou X,2. Uma classificação perigosa é que não podia lá ficar.
Quando os exames nacionais do secundário regressaram, lá por 1997, as perguntas de escolha múltipla eram um detalhe decorativo: 60 em 200 pontos. O resto era reflexão, discurso e raciocínio aberto. Hoje, em nome da adorada "fiabilidade", a estrutura foi devidamente higienizada: 140 em 200 pontos são questões fechadas. Ora, para classificar este tipo de questões em vez de estar a avaliar raciocínios articulados, francamente não vale a pena gastar o tempo nem o salário de um professor. Uma máquina de leitura óptica faz o serviço mais depressa e sem pedir café.
O verdadeiro drama da classificação por itens e da corrida à automação total não é o computador falhar na soma; é que, depois de somados os pontos pelo algoritmo, não resta um único ser humano no processo para introduzir um pingo de humanidade. Ninguém revê a prova globalmente, ninguém espreita o contexto, ninguém salva o coitado que ficou pendurado no X,4.
Resta-nos a esperança de que a Inteligência Artificial, quando tomar conta disto por completo, seja programada com um algoritmo de sensibilidade pedagógica que faça esse reajuste necessário à humanização dos exames. Se for bem treinada, talvez a IA aprenda a evitar o X,4 reintroduzindo a justiça professoral no processo de classificação dos exames. Mas como está, uma vez que os X,4 têm a possibilidade de pedir a reapreciação da prova, também se garante a justiça, com a vantagem de responsabilizar os estudantes pelo requerimento de que a prova seja classificada na sua globalidade.
P.S.: Entretanto, saiu esta notícia no Observador que ilustra perfeitamente o que escrevi acima: Segundo o ministro, existem 2.400 provas que têm 9,4 valores, pelo que é natural que os alunos, perante essa nota, peçam a reapreciação: “De facto, falta uma décima para terem aprovação”
A publicação do artigo acima não é fruto do acaso; é uma resposta directa à urgência do momento que o sistema educativo português atravessa. Numa altura em que o Ministério da Educação está sob fogo cruzado pelas falhas operacionais e logísticas na "revolução digital" da classificação dos exames — com servidores que falham, prazos que derrapam e o caos mediático na publicação das notas —, este texto cumpre uma função essencial: **muda o foco da eficiência do meio para a justeza do fim.**
Enquanto a discussão pública se perde na espuma dos dias sobre se as plataformas informáticas funcionam ou não, é crucial olharmos para o que acontece quando elas funcionam. A cegueira deste processo, tão bem sinalizada por Jorge Morais de Almeida (JMA), reside na eliminação total da sensibilidade pedagógica em prol de uma miragem de "neutralidade tecnológica".
A minha reflexão, ancorada na experiência e na investigação sociológica, procura demonstrar que a justiça da avaliação não se encontra na precisão matemática do algoritmo ou na atomização por itens isolados. Pelo contrário, as estratégias informais e de "justiça preventiva" que os professores sempre usaram — como o combate ético ao fatídico X,4 nas provas limiares ou o "desconto para a queda" inventado pelos professores de ciências — provam que a escola pública só tem sido inclusiva porque os docentes souberam actuar como amortecedores humanos da rigidez burocrática.
Se retirarmos ao professor o seu papel de avaliador soberano e o transformarmos num mero operador de introdução de dados em grelhas de questões fechadas, matamos a validade do próprio exame. A crítica ao Ministro da Educação não deve ser apenas porque as plataformas informáticas vão "abaixo"; deve ser, fundamentalmente, porque a pedagogia e a humanidade da avaliação estão a ser sacrificadas no altar de uma engenharia tecnocrática que confunde rigor com mecanização.
Crescemos a ouvir dizer que a vida é uma corrida justa. Que o mercado é um árbitro cego e que, se trabalharmos muito, o topo da pirâmide espera-nos de braços abertos. É uma história lindíssima, daquelas que dão óptimos guiões de Hollywood e discursos inspiradores no LinkedIn. Pena é que, quando se abre a cortina da realidade, o cenário seja ligeiramente mais... hereditário.
Anda por aí a circular no Facebook um texto — abaixo incorporado — daqueles que põe o dedo na ferida e que irrita profundamente a malta que acha que o seu primeiro milhão de euros foi fruto de "acordar às cinco da manhã" (e não do generoso fundo fiduciário do papá). O autor da publicação explicava, e bem, que a nossa pirâmide social está avariada: transformou-se numa máquina onde quem nasce no topo compra o passe VIP para continuar no topo, e quem nasce na base fica condenado a ver o futuro por um canudo.
Se Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron fossem vivos e lessem este texto, provavelmente comentariam a publicação com um valente: "Nós bem avisámos em 1970, mas vocês preferiram continuar a acreditar no Pai Natal da Meritocracia!"
O texto expõe o grande truque de ilusionismo social da direita: convencer toda a gente de que quem está em cima merece e quem está em baixo falhou por pura preguiça. É o cúmulo da sofisticação ideológica. Mas Bourdieu e Passeron foram mais longe e explicaram como a engrenagem funciona no dia-a-dia, apontando o dedo ao maior cúmplice deste crime: o sistema de ensino.
A escola adora posar de santa e neutra. Diz que avalia todos por igual. Mas, na actualidade, ela funciona frequentemente como um exame de natação onde os filhos da burguesia entram de fato de banho e os filhos da classe trabalhadora entram com uma armadura de ferro medieval. Os primeiros herdaram em casa o "capital cultural" — os códigos, a linguagem, as viagens, os livros no armário. Os segundos herdaram a urgência de pagar a renda e a exaustão dos pais.
Quando a escola avalia os dois com a mesma régua, comete o que os sociólogos franceses chamavam de violência simbólica. Transforma uma vantagem à partida (privilégio) num prémio de chegada (mérito). E o pior? O aluno que reprova vai para casa a chorar, achando que a culpa é da sua falta de talento. O sistema não precisa de lhe bater; a própria vítima auto-exclui-se, reconhecendo a "justiça" da sua exclusão. Génio, não é?
Mas a ironia do texto atinge o auge quando descreve a mecânica do populismo: quando as coisas apertam na base, a linha ideológica dominante raramente aponta para o topo; ensina a olhar para quem está ainda mais abaixo.
É o desespero do remediado a odiar o pobre, o pobre nacional a espumar de raiva contra o imigrante, o precário a revoltar-se contra quem recebe apoios sociais. Cria-se uma mini-pirâmide de miséria e preconceito no fundo do poço. Os dominados passam a policiar-se uns aos outros, enquanto os donos do topo assistem ao espectáculo de camarote, vendo o capital acumular-se. Como diz o texto: "a raiva desce na pirâmide [...] e, enquanto a raiva desce, o dinheiro sobe". Bourdieu chamaria a isto a eficácia perfeita da dominação interiorizada.
Terminamos com a grande pérola do texto: a desmontagem da "liberdade" abstracta. Dizer que um analfabeto, um sem-abrigo ou alguém preso a um salário de miséria é "livre" porque ninguém o proíbe por lei de comprar um iate, é de um cinismo atroz.
A liberdade real precisa de chão. Precisa de escola pública, de hospitais acessíveis e de direitos laborais que impeçam as pessoas de serem tratadas como meras linhas descartáveis numa folha de Excel.
A nossa economia não devia ser uma religião fundamentalista à qual sacrificamos as nossas vidas. Mas enquanto continuarmos a achar que a pirâmide social reflecte o esforço e não uma engrenagem fria de reprodução de privilégios, continuaremos a lamber as botas que nos esmagam.
Obrigado ao autor do post por resumir a Sociologia da Educação em poucos parágrafos. Bourdieu, onde quer que esteja, de certeza que fez um gosto na publicação.
Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida aposentação. Com isso, o EconomiaX — o blogue que alimentei durante 18 longos anos com o suor das minhas aulas de Economia — foi solenemente declarado "arquivo histórico". Estava estático, fossilizado e em paz. Ou assim pensava eu.
Acontece que a Inteligência Artificial, que em 2022 entrou pelas nossas vidas dentro com o ChatGPT e as suas deliciosas "alucinações" (que tanto enriqueceram o nosso anedotário e desculparam trabalhos de alunos preguiçosos), decidiu evoluir. E evoluiu de uma forma que ultrapassou os meus melhores sonhos — ou pesadelos, dependendo da perspectiva.
Resultado? Não resisti ao canto da sereia tecnológica e quebrei a promessa de não voltar a tocar no blogue de trabalho.
O EconomiaX tem agora uma novidade pomposa: um botão de chat com um assistente virtual, orgulhosamente criado no Botpress.
Sim, caros leitores, o meu alter ego digital nasceu. E desengane-se quem pensa que ele vai começar a inventar teorias económicas ou a divagar sobre a imortalidade da alma. Este assistente foi treinado apenas e só com os materiais que eu próprio escrevi no blogue. Significa isto que não alucina e, numa demonstração de rara lucidez (e de uma humildade que falta a muitos humanos), assume quando não sabe e diz abertamente que não dispõe de informação.
Funciona que é uma maravilha na quase totalidade do curso. No entanto, como qualquer recém-nascido, tem os seus pequenos... "pormenores":
A economia portuguesa no contexto da UE: Neste último ponto da matéria, o assistente confessa-se um bocadinho anémico. A culpa é minha, admito, que ilustrei a coisa com fartura de imagens no Google Fotos. E o nosso brilhante assistente, coitado, ainda não aprendeu a "ler" fotografias. Olhar para imagens e retirar dali análises conjunturais está além das suas capacidades actuais.
A resolução de Exames: A joia da coroa das minhas aulas — a resolução de questões de exame passo a passo, desmontadas por diversos processos — era o terror dos alunos e o orgulho do professor. Pois bem, essas resoluções eram esquemas visuais guardados no Google Drive. O bot também não consegue ler o Drive. Portanto, o ponto mais forte das aulas é, por agora, o ponto mais... invisível para a máquina.
Ainda assim, tirando estes ligeiros detalhes de cosmética informática, o assistente responde a (quase) tudo. E tenho de lhe reconhecer uma enorme vantagem em relação ao autor destas linhas: tem muitíssimo mais paciência para repetir a mesma definição de Custo de Oportunidade do que eu alguma vez tive em 40 anos de carreira.
Passem por lá, piquem o miolo ao assistente e vejam se a máquina honra o legado. De resto, volto para a minha reforma. Até à próxima actualização forçada pelo progresso.
Constata-se frequentemente que as teses académicas partilham de um destino comum e trágico: após a consagração pública perante o júri, são votadas ao repouso eterno nas estantes mais sombrias de uma biblioteca, convertidas em monumentos de papel que acumulam poeira e dignidade, perfeitamente distantes do bulício do mundo real. Julgava-se que a minha tese de Mestrado, Entendimento Professoral da Avaliação, datada de 2005, repousava nesse limbo confortável da arqueologia intelectual.
Pois bem, desenganem-se os cépticos. O determinismo tecnológico pregou-nos uma partida sociológica.
Através das artes da Inteligência Artificial, a referida tese recusou-se a permanecer desactualizada e foi ressuscitada sob a forma de um assistente digital — o Magister Veredictus. O que dantes era letra morta em papel é agora um algoritmo treinado, pronto a dissecar o mundo com o rigor de Boltanski e Thévenot e a destrinçar as economias da grandeza que governam a alma dos nossos professores.
É irónico, não acham? No preciso momento em que a comunidade educativa desespera com o impacto da IA na avaliação escolar, surge uma criatura digital cujo único propósito na vida é... analisar sociologicamente como os professores justificam as suas notas e protegem o seu julgamento contra a frieza das máquinas.
O assistente virtual já se encontra em funções neste espaço, blindado com o espírito crítico de 2005 e perfeitamente imune às tentações do Acordo Ortográfico de 1990. A sociologia da avaliação não morreu; apenas trocou a celulose pelos semicondutores.
Fiquem atentos aos veredictos do assistente virtual Magister Veredictus, mas por razões de privacidade, para que o vosso assistente consiga ler a tese, têm que pedir acesso.
Como assistente de investigação da tese, o Gem foi configurado para desempenhar três funções analíticas claras:
Mapeador de Cidades (Regimes de Justificação): Analisar discursos, entrevistas de professores ou relatórios de avaliação para identificar qual a "Cidade" dominante (Industrial, Cívica, Doméstica, Inspirada, etc.) que o corpo docente mobiliza quando justifica as notas aos alunos.
Descodificador do Julgamento Actuante: Ajudar a isolar os momentos em que o professor está a avaliar "em acto" (na dinâmica da aula) e como esses momentos entram em tensão ou em acordo com as directrizes formais da instituição.
Analisador da Prova (Épreuve): Examinar os instrumentos de avaliação (exames, grelhas de critérios) enquanto objectos materiais que estabilizam a disputa e encerram o julgamento na classificação final.
O "Magister" evoca o movimento, a interacção quotidiana na sala de aula, o tal julgamento actuante onde o professor observa, corrige, orienta e avalia o desempenho em tempo real.
O "Veredictus" surge como o culminar desse processo. É a prova (épreuve) que chega ao fim. Quando o Magister pronuncia o seu veredicto a fluidez da acção cessa e o aluno é fixado, categorizado e cristalizado numa classificação oficial (seja um 10, um 20, um "Suficiente" ou um "Excelente")
Num momento de forte volatilidade das carteiras de títulos, onde as constantes "trumpalhadas" macroeconómicas e geopolíticas nos obrigam a ser ainda mais cuidadosos, a procura por uma âncora racional torna-se imperativa. Foi precisamente este cenário de incerteza global que me estimulou a desenvolver esta folha de cálculo, resgatando a abordagem clássica da fórmula de avaliação de Benjamin Graham exposta no livro Security Analysis.
Esta folha foi desenhada para funcionar como um filtro inicial de protecção contra o ruído e as armadilhas emocionais do mercado de capitais.
O modelo analisa em tempo real os dados financeiros disponíveis e emite um veredicto visual instantâneo para a composição da sua lista de observação (watchlist):
Comprar: Activos que, à luz da fórmula, oferecem a Margem de Segurança exigida.
Manter: Acções cotadas a um preço próximo do seu valor estimado.
Vender: Títulos teoricamente sobreavaliados onde o risco de perda de capital aumenta.
Como investidores assentes na análise fundamental, devemos olhar para os números com total pragmatismo. É necessário sublinhar que o rigor do modelo mecânico se encontra limitado pelos dados do EPS (Lucro por Acção) fornecidos directamente pelo GOOGLEFINANCE, que se referem ao período mais recente e não à média de 7 a 10 anos recomendada originalmente por Graham para normalizar os ciclos económicos. É o que o sistema nos oferece de forma automatizada por agora.
Mais importante ainda: o investidor nunca deve confiar num só indicador. Esta folha não faz milagres sozinha nem substitui uma análise holística; contudo, pela sua simplicidade de estruturação e rapidez de leitura, continua a ser uma excelente ferramenta de triagem e um óptimo complemento a outros critérios de avaliação.
Para evitar conclusões erróneas baseadas em dados corrompidos, a folha foi programada com rotinas automáticas (via Apps Script) que suspendem os cálculos e exibem o aviso cinzento de Análise Externa sempre que se depara com:
Sectores Especiais: Empresas que exigem métricas alternativas, como o sector bancário ou os REITs imobiliários.
Prejuízos Recorrentes: Empresas com EPS negativo.
Falhas de Sincronização: Ausência temporária de rácios nos servidores da Google.
Antes de qualquer decisão, convido-o a entrar na nossa montra pública para analisar a paginação, a estrutura e a lógica visual do simulador:
👉 CLIQUE AQUI PARA ACEDER AO MODELO DE VISUALIZAÇÃO
Se deseja implementar este ecossistema automatizado no seu próprio Google Drive — com total liberdade para introduzir os seus tickers, monitorizar o seu portefólio multi-moeda e ajustar as yields macroeconómicas de referência e a sua margem de segurança —, o processo de aquisição é muito simples:
Envie um Pedido Privado: Através do botão de pedido de partilha do próprio ficheiro de visualização, manifeste o seu interesse na compra. Na caixa de mensagem do pedido, indique obrigatoriamente o seu número de telemóvel associado ao serviço MB WAY e o endereço Gmail onde pretende receber a cópia funcional.
Liquidação Segura: Receberá no seu telemóvel um pedido de pagamento MB WAY de 10€, correspondente ao valor do simulador.
Entrega Imediata: Assim que a transacção for confirmada, o acesso será libertado para o Gmail indicado através de um link exclusivo de duplicação. Esse link criará, com um único clique, uma cópia integral, limpa e independente do simulador na sua conta Google Drive, com todos os scripts e fórmulas incluídos.
Filtre o ruído do mercado, proteja o seu capital e regresse às origens do investimento em valor com a solidez que a escola clássica preconizou.
🤖 Dúvidas sobre o Semáforo Benjamin Graham? Faça as suas perguntas directamente ao Benjamim, o nosso assistente inteligente!
Correspondência - Alterações Climáticas Desafio Climático: Exercício de Correspondência Relacione cada um dos...