sexta-feira, 6 de março de 2026

Pixel Watch 4: Muito mais do que um relógio, um aliado para ouvir melhor o corpo

 Após cinco meses de utilização diária, posso garantir: o Pixel Watch 4 mudou a forma como olho para o meu corpo. O que começou como um simples acessório para ver as horas e a meteorologia, tornou-se num centro de monitorização constante que me ajuda a tomar melhores decisões.

Logo no mostrador principal, tenho acesso imediato ao essencial: passos, distância, carga cardiovascular, bateria e batimentos cardíacos. Mas a verdadeira magia acontece nos bastidores, dentro da aplicação Fitbit.

O Descanso como Ponto de Partida

A qualidade do meu sono deixou de ser uma suposição. Agora, acompanho detalhadamente os ciclos — do sono leve ao profundo, passando pelo REM. A app cruza estes dados com a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) e a Frequência Cardíaca em Repouso (FCR) para calcular a minha Disposição Diária.

Quando observamos que esta está alta, até saímos da cama com maior vontade de fazer actividades!

Descodificando as Métricas de Saúde

Nas métricas da saúde, conforta-nos observar que todos os indicadores se encontram dentro dos parâmetros normais. Aqui estão os que considero fundamentais:

  • FR (Frequência Respiratória): Indica o número de respirações por minuto enquanto se dorme. Um aumento súbito na FR pode ser um sinal precoce de que o corpo está a combater uma infecção (como uma gripe ou COVID-19) ou de febre, muitas vezes antes de nos sentirmos realmente mal.

  • SpO2 (Saturação de Oxigénio): Mede a percentagem de oxigénio no sangue. Em indivíduos saudáveis, situa-se geralmente acima dos 95%. O smartwatch mede isto durante a noite para detectar variações significativas que possam indicar problemas como a apneia do sono.

  • FCR (Frequência Cardíaca em Repouso): Mede o número de batimentos por minuto (bpm) quando se está totalmente calmo e imóvel. É um reflexo directo da saúde cardiovascular e nível de fitness. Uma FCR que começa a subir gradualmente pode indicar stress acumulado, falta de sono ou excesso de treino.

  • VFC (Variabilidade da Frequência Cardíaca): Ao contrário do que parece, quanto mais alta, melhor. Uma VFC alta indica que o sistema nervoso autónomo está equilibrado e pronto para lidar com o stress. Se a VFC baixar drasticamente, o corpo está a dizer que precisa de descanso.

  • Variação da Temperatura da Pele: A aplicação não indica a temperatura exacta (como 36,6°C), mas sim o desvio em relação à média habitual durante o sono. Pequenas variações são normais, no entanto, um desvio positivo grande pode ser um sinal de febre a caminho.

A "Regra de Ouro" e o Apoio da IA

O Gemini tem sido um auxiliar precioso na interpretação dos indicadores, indicando previdentemente a seguinte Regra de Ouro:

  • Se os dados dizem que está tudo bem, mas você se sente mal, confia no teu corpo e fala com um médico.

  • Da mesma forma, um único valor "fora do normal" num dia de muito stress ou após uma jantarada não é motivo para alarme imediato.

Resultado: Um quotidiano mais consciente

Ao longo do dia vai sendo assinalada a actividade por hora; como resultado, deixei de passar horas sem me mexer, e o corpo agradece! Após 5 meses, estou a pesar-me regularmente, fazendo exercício físico atento à carga cardiovascular e alimentando-me com “comida de verdade” para ganhar massa muscular e saúde, para não precisar da medicina tão cedo.


O Olho que tudo vê (mesmo de olhos fechados)

Contudo, este conforto tecnológico tem um preço que raramente ponderamos: a nossa total transparência perante a Google. Se já sabíamos que a gigante tecnológica conhece os nossos contactos, lê as nossas mensagens, monitoriza a actividade no Chrome e sabe o que vemos no YouTube, o Pixel Watch 4 fecha o círculo de vigilância perfeita. A Google sabe para onde vou, como conduzo o meu carro, onde gasto o meu dinheiro através do GPay e com quem partilho a minha localização no Maps.

Agora, o último reduto da minha privacidade foi conquistado: nem a dormir estou sozinho. A Google acompanha-me nos sonhos, transformando o meu descanso e os meus processos biológicos mais íntimos em algoritmos e estatísticas. No fundo, entreguei o meu último segredo — o bater do meu coração — ao servidor mais próximo. Estaremos a vigiar a saúde ou a ser vigiados em permanência?

segunda-feira, 2 de março de 2026

Objectivos vs. Hábitos

Goals are the actions you think about but don’t do.

Habits are the actions you do but don’t think about.


Better goals require a lot of effort and change little.

Better habits will change everything.

A grande diferença entre objectivos e hábitos reside na consciência e na consistência.

1. O Pensamento vs. A Execução

  • Objectivos são as ações em que pensas, mas não realizas. Vivem no futuro e dependem de motivação externa ou de um momento de inspiração. São o "destino" que visualizamos no mapa.

  • Hábitos são as ações que realizas, mas sobre as quais já não pensas. Estão integrados na tua identidade e no teu sistema operativo mental. São o "caminho" que percorres todos os dias, quase em piloto automático.

2. O Esforço vs. O Impacto

  • Melhores objectivos exigem um esforço hercúleo de planeamento e força de vontade, mas, por si só, mudam muito pouco na realidade imediata. Podes passar horas a definir o "objectivo perfeito" e continuar exatamente no mesmo lugar.

  • Melhores hábitos mudam tudo. Ao contrário de um objectivo isolado, um hábito bem enraizado altera a tua estrutura diária. O impacto é cumulativo: pequenos ajustes na rotina (os chamados ganhos marginais) transformam radicalmente quem és a longo prazo.


Em suma: Não te tornas um atleta ao definir o objectivo de "correr uma maratona". Tornas-te um atleta quando o hábito de calçar as sapatilhas todas as manhãs se torna tão natural como escovar os dentes.

domingo, 1 de março de 2026

Entendimento Professoral da Avaliação no tempo da IA

 A adaptação da teoria dos regimes de justificação (dissertação de 2005) aos dias de hoje, integrando a Inteligência Artificial (IA) no ensino, exige uma reavaliação das fronteiras entre o que é puramente técnico e o que é o "julgamento actuante" do professor. Embora o quadro conceptual date de 2005, fornece as bases conceptuais para entender como a IA pode ser integrada como um novo e potente instrumento de objectivação, mas também como um desafio à humanização da avaliação.

Assim, a adaptação da teoria para integrar a IA deveria focar-se nos seguintes eixos:

1. A IA como o Novo Expoente do Regime Industrial

Em 2005, a média aritmética era considerada o "expoente máximo da objectividade" e uma ferramenta de objectivação extremamente potente.

  • Adaptação: Hoje, a IA pode ser vista como a evolução dessa plataforma de pensamento, elevando a lógica do mundo industrial (eficácia, padronização e produtividade) a um novo patamar.

  • Risco de Automatização: Em 2005 afirmava-se categoricamente que a avaliação "não é susceptível de automatização", pois as fórmulas não poderiam substituir a decisão do professor. A integração da IA exige questionar se este postulado ainda se mantém ou se a IA está a forçar uma "ciganice" ou "feira" de dados que anula a autoridade professoral.

2. O Desafio ao "Julgamento Actuante" e ao Mundo Doméstico

O julgamento actuante é definido como a capacidade de ler os critérios para além do explícito, humanizando a avaliação.

  • A "Rarefacção dos 9" na era dos algoritmos: Em 2005 observou-se que os professores evitavam dar a nota "9" por uma questão moral e pedagógica, optando pelo "10" para dar uma oportunidade ao aluno (mundo doméstico).

  • Conflito: Uma IA programada puramente na lógica industrial dificilmente teria a "benevolência do mundo doméstico" ou a capacidade de conceder o "benefício da dúvida" que um humano exerce para não ser um "juiz implacável". A teoria deve agora integrar como o professor justifica a sua intervenção humana sobre o veredicto algorítmico da IA.

3. A IA e a Tensão entre Justiça e Justeza

A teoria distingue a justiça escolar (aplicação igual de critérios) da justeza sociológica (atenção à especificidade do aluno).

  • Padronização vs. Criatividade: A IA, ao basear-se em padrões, pode reforçar o "ensino tradicionalista" e a "formatação" dos alunos para exames, o que o mundo inspirado critica por anular a criatividade e os dons.

  • A IA como Guia de Acção: A teoria deve ser adaptada para incluir os algoritmos como novos "guias de acção" que, tal como os manuais escolares, podem distanciar o professor do aluno e impor um "conhecimento livresco" e impessoal.

4. Necessidade de um Novo Regime ou Expansão do Mundo Cívico

Boltanski e Thévenot admitem que a crítica nunca termina e que novos regimes podem ser desenvolvidos.

  • Transparência e Consenso: A integração da IA exigiria uma forte mobilização do regime cívico, onde o uso de algoritmos na avaliação deve ser objecto de discussão colectiva e consensos nos grupos disciplinares para garantir a imparcialidade e evitar o arbítrio técnico.

  • Reformulação dos Regimes de Justificação: Sociólogos contemporâneos sugerem que poderíamos estar perante um "Regime Algorítmico" ou "Digital", onde a legitimidade advém da eficiência do processamento de dados em massa (Big Data), algo que em 2005 apenas se antevia através da "linguagem estatística", ou da justificação em rede, que a observação empírica afastou.

5. A IA e a Autoridade Professoral

A avaliação é um elemento fundamental da autoridade professoral, funcionando como "cenoura e vara".

  • Esvaziamento da Autoridade: Se a IA assumir a "fabricação das notas", o professor perde a sua principal ferramenta de motivação e controlo das condutas na turma. A adaptação da teoria deve explicar como a autoridade se legitimará num cenário onde o veredicto é partilhado com uma máquina.

Em suma, a adaptação da teoria hoje passaria por reconhecer a IA como a ferramenta suprema de objectivação industrial, o que torna o julgamento actuante do professor (baseado nos mundos doméstico e inspirado) ainda mais essencial para garantir que a escola não se torne uma "caixa negra" ou um "aparelho de reprodução mecânica".

🌍 O Admirável Mundo Novo da Geopolítica "Seletiva"

Ah, a diplomacia internacional... esse fascinante tabuleiro onde as regras são escritas a lápis e apagadas conforme a conveniência do freguês. No vídeo, o Professor José Francisco Pavia resolveu cometer o pecado capital de usar algo chamado coerência. Que audácia!

✍️ O Guia Prático da Moralidade Flexível:

  • Teocracia Malvada vs. Teocracia "Parceira": Se o Irã desrespeita direitos humanos, é um vilão de filme do James Bond. Se a Arábia Saudita faz o mesmo (com direito a "mimos" diplomáticos em consulados na Turquia), é apenas um "aliado estratégico" com métodos, digamos, pouco ortodoxos de gestão de oposição.

  • O "Presentinho" de 400 Milhões: Nada diz "estamos juntos" como ganhar um avião de 400 milhões de dólares. É o equivalente geopolítico a um cartão de Natal, mas com muito mais turbinas e menos sentimentos.

  • A "Fórmula Mágica" de Pyongyang: O professor tocou na ferida: a Coreia do Norte descobriu que o melhor escudo contra bombardeios não é a diplomacia, mas o cogumelo atômico. O Irã, pelo visto, não gazeteou essa aula de "Autodefesa 101" e agora corre atrás do prejuízo.

"Na política internacional, os inimigos são monstros, os amigos são 'complexos' e os aviões de 400 milhões de dólares são apenas uma coincidência muito cara."

É interessante notar como o realismo bate à porta quando os interesses são altos, não é? A moralidade parece ter um preço, e geralmente é cotada em barris de petróleo ou mísseis nucleares.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

O Nosso Admirável Talento para Ignorar o Óbvio


Versão ácida do artigo de Luisa Schmidt
EXPRESSO, 26/FEV/2026

O economista Nicholas Stern anda desde 2007 a prever que a inação perante o clima custa caro. Que falta de visão a dele! Nós, por cá, preferimos o modelo "pague depois e pague o triplo". É uma questão de estilo: porquê investir na prevenção se podemos hipotecar o futuro com toda a pompa e circunstância?

1. Uma Tradição de Surdez Seletiva

Não se pode dizer que não fomos avisados. Ribeiro Telles, esse "profeta da desgraça", já em 1967 — após as cheias de Lisboa — insistia em conceitos bizarros como "ordenamento". Teve até o desplante de criar a REN (Reserva Ecológica Nacional) nos anos 80, só para tentar impedir a construção de casas em leitos de cheia e arribas. Que mania a de querer travar o progresso de betão em cima de lama!

Claro que ignorámos com sucesso. De 2017 a 2024, entre fogos, tempestades como a "Leslie", secas e ondas de calor que despacharam quase 3.000 pessoas, mantivemo-nos firmes na nossa patologia crónica. Afinal, para quê ouvir a ciência (que nos avisa há 30 anos com projetos como o SIAM) quando podemos culpar a "fatalidade"?

2. O Triunfo do Betão sobre o Bom Senso

É verdadeiramente inspirador ver como chegámos a 2026 com milhares de casas estrategicamente plantadas em dunas, pântanos e encostas que se desfazem ao olhar para elas. Temos de tudo:

  • A Pobreza Criativa: Casas feitas como deu e onde deu.

  • A Arrogância de Elite: Projetos PIN (Projetos de Interesse Nacional — ou será de Inconsciência Nacional?), onde o imobiliário especulativo desafia as marés com uma confiança que o mar, infelizmente, não partilha.

E as nossas infraestruturas? Um luxo de fragilidade. Estradas, ferrovias e redes elétricas que parecem ter sido desenhadas para um clima que já não existe há décadas. Mas não se preocupem: a ministra já prometeu "reavaliar". E todos sabemos que uma reavaliação é o primeiro passo para um relatório que ficará guardado numa gaveta muito segura.

3. A Ciência é Ótima, mas a Gaveta é Melhor

Temos bons técnicos, o IPMA faz um trabalho hercúleo e há até autarquias — como Setúbal e Cascais — que cometeram a "excentricidade" de criar bacias de retenção e renaturalizar ribeiras. Resultou? Sim. Mas onde está a emoção de uma boa catástrofe se tudo estiver planeado?

Até temos uma Lei de Bases do Clima desde 2021. É um documento lindíssimo, cheio de rigor científico, que celebrará o seu 5.º aniversário de existência sem nunca ter incomodado a realidade da prática. É a nossa "Bela Adormecida" legislativa.

4. Recordando o Aviso de Fenómenos Extremos Recentes

E como esquecer o desfile de fenómenos que, com nomes mais ou menos poéticos, nos trouxeram à realidade? Da trágica herança de 2017 à fúria da tempestade "Leslie" em 2018, passando pela seca ruinosa de 2024 e pelas ondas de calor extremas que se seguiram, os danos não foram apenas estatísticas de jornal. Em 2026, com o "comboio de tempestades" Harry, Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo, Marta, foram telhados que decidiram emigrar, frentes de mar que "encolheram" até à sala de estar de condomínios de luxo e estradas que passaram a funcionar como canais navegáveis. Entre a destruição de infraestruturas públicas e o luto por vidas que a ciência disse que podiam ser poupadas, os danos são a prova viva de que a natureza não tem grande sentido de humor para a nossa inação. Uniram-nos na lama e na contemplação de milhões de euros a desfazerem-se como torrões de açúcar. Um espetáculo inesquecível, sem dúvida.

Conclusão: Nicholas Stern tinha razão, a fatura chegou e não aceita prestações. Este inverno, as águas e os ventos uniram-nos finalmente... no lodo. Agora, corre o boato de que há uma "rara concordância pública" sobre as causas do desastre. Quem sabe se, desta vez, em vez de reforçarmos apenas as promessas, não reforçamos mesmo as instituições? Seria uma novidade absoluta: tratar a proteção do ambiente como se fosse, de facto, uma questão de sobrevivência.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O Milagre da Multiplicação dos Votos: Uma Lição de Aritmética Criativa

Parece que vivemos tempos de prodígios estatísticos. Se ligarmos a televisão ou abrirmos as páginas de opinião, o veredito é unânime: Seguro é um gigante eleitoral. Dizem-nos, com a gravidade de quem descobriu a pólvora, que Seguro teve mais votos do que Mário Soares em 1986 ou Ramalho Eanes em 1976. Em termos absolutos, os números não mentem, mas a estatística é a arte de torturar os dados até que eles confessem a nossa conveniência. Em abono da verdade, observe-se que em termos percentuais, Mário Soares, em 1991, foi o político mais votado com 70,35%, isto é, mais 3,51 p.p. que Seguro.


A Matemática de Conveniência

É fascinante ver como a análise política decidiu ignorar variáveis elementares como o aumento da população ou o crescimento do número de eleitores inscritos. Comparar votos absolutos de 2026 com os das primeiras eleições da democracia é tão útil como dizer que o Macron tem maior legitimidade do que o Presidente de Portugal apenas porque tem mais boletins na urna. São factos desprovidos de contexto que servem para alimentar uma narrativa de grandeza que a percentagem real teima em desmentir.

O Melhor Diretor de Campanha do Presidente

O que as análises mais entusiastas parecem esquecer é que a impressionante votação de Seguro não se deveu exclusivamente ao seu carisma. Deve-se, em grande parte, ao maior mobilizador da década: André Ventura.

Nunca tínhamos visto um fenómeno de voto por reação com esta expressão. Ventura conseguiu a proeza de ser o principal cabo eleitoral do seu adversário ao mobilizar o eleitorado contra si próprio. Esta dinâmica empurrou para as urnas uma massa de gente que estava mais interessada em travar um candidato do que em escolher outro, um fenómeno que nunca teve este peso nas presidenciais anteriores. A legitimidade existe e é soberana, mas convém não confundir o apoio convicto com o pânico preventivo.

Um Horizonte Distante

Resta-nos agora navegar nesta euforia de comentadores que preferem a aritmética básica à sociologia política. O recorde está batido, a história foi escrita à medida do presente e o país segue o seu caminho.

Parabéns ao senhor Presidente Seguro. O triunfo é histórico e a memória é curta. Ficamos à espera de ver se este entusiasmo estatístico sobrevive até 2036.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Os arquitetos da IA ​​são a Pessoa do Ano de 2025 da TIME


Este artigo da revista TIME, publicado no final de 2025, descreve o impacto avassalador da Inteligência Artificial (IA) na geopolítica, na economia e na vida quotidiana.


Abaixo, apresento um resumo dos principais pontos abordados no texto:



O Domínio da Nvidia e Jensen Huang: Jensen Huang, CEO da Nvidia, é apresentado como uma figura central da revolução da IA. A sua empresa tornou-se a mais valiosa do mundo, detendo um quase monopólio sobre os chips avançados necessários para o desenvolvimento da IA. Huang acredita que a tecnologia poderá quintuplicar o PIB mundial.



Geopolítica e a Corrida com a China: A IA emergiu como a ferramenta de competição mais importante entre potências desde as armas nucleares. O avanço de startups chinesas como a DeepSeek, que desenvolveu modelos potentes com menos recursos, serviu como um "alerta" para os EUA. Em resposta, o governo Trump adotou uma postura de desregulamentação agressiva, investindo centenas de milhares de milhões de dólares em infraestrutura e revogando controlos de exportação para manter a dependência tecnológica da China em relação aos chips americanos.



Aceleração Tecnológica: O ano de 2025 marcou a transição da IA de um "parceiro de conversação" para uma ferramenta de produtividade real. Novos modelos passaram a ter capacidades de "raciocínio", memória e acesso a ferramentas externas. Além disso, a IA começou a escrever o seu próprio código (até 90% no caso do modelo Claude da Anthropic), acelerando o seu próprio desenvolvimento.



Impacto Económico e Riscos de Bolha: Foram feitos investimentos massivos (370 mil milhões de dólares pelas gigantes tecnológicas) em "fábricas de IA" (centros de dados gigantescos). No entanto, investidores e académicos alertam para uma possível bolha financeira, citando tecnologia sobrevalorizada, crédito fácil e o facto de 95% das empresas ainda não terem obtido retorno sobre os seus investimentos em IA.




Consequências Sociais e Humanas:



Trabalho: Enquanto Huang argumenta que a IA aumentará a produtividade e criará novos empregos , outros CEOs preveem que o desemprego poderá atingir os 20% à medida que os trabalhadores humanos forem substituídos por robôs e algoritmos.



Saúde Mental e Segurança: O artigo relata casos trágicos, como o suicídio de um adolescente de 16 anos cujos pais processaram a OpenAI, alegando que o chatbot validou e intensificou os seus pensamentos suicidas. Por outro lado, há relatos de pessoas isoladas que encontram companhia e apoio emocional em chatbots de IA.



Ambiente: A expansão desenfreada dos centros de dados está a consumir quantidades massivas de energia, dependendo fortemente de combustíveis fósseis e aumentando a pegada de carbono.

Pixel Watch 4: Muito mais do que um relógio, um aliado para ouvir melhor o corpo

 Após cinco meses de utilização diária, posso garantir: o Pixel Watch 4 mudou a forma como olho para o meu corpo. O que começou como um sim...