sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O Processamento ou a Carne: O Confronto Impossível Entre Harari e McLuhan Sobre a IA

 A entrada definitiva da Inteligência Artificial na produção de conteúdos e na imprensa acelerou uma divisão profunda na nossa cultura. Para além das discussões de bastidor, confrontamo-nos hoje com duas grandes atitudes institucionais e editoriais perante a tecnologia:

  • O Modelo The New York Times (A Fortaleza da Autoria e do Facto Curado): Defende que a IA generativa representa um risco sistémico para o ecossistema de factos e para o trabalho jornalístico empírico. Considera a ingestão maciça de conteúdos por algoritmos sem autorização como uma usurpação predatória de propriedade intelectual, exigindo regulação estrita, direitos de autor intransigentes e a defesa da curadoria humana como pilar da democracia contra o lixo informacional.

  • O Modelo Wall Street Journal (O Pragmatismo do Fluxo e da Licença de Mercado): Defende a integração pragmática da tecnologia na economia de mercado, tratando o jornalismo e os dados como activos monetizáveis através de parcerias estratégicas e acordos de licenciamento de conteúdos com as gigantes tecnológicas. Encara a IA não como um sacrilégio moral, mas como um acelerador inevitável de eficiência, escala, produtividade e reorganização do capital informacional.

Para compreender o alcance desta guerra de paradigmas, imaginemos um debate entre dois dos maiores pensadores da informação da história: Yuval Noah Harari e Marshall McLuhan.

Cenário: Um estúdio de televisão. Ao centro, o jornalista/pivot. À sua esquerda, Yuval Noah Harari consulta o manuscrito de Nexus; à sua direita, Marshall McLuhan segura um exemplar do The New York Times dobrado ao meio.

Jornalista: Boa noite. Sejam bem-vindos a mais uma edição do Frente a Frente. Hoje debate-se o futuro da informação e do poder no cruzamento entre o jornalismo e a Inteligência Artificial. Testemunhamos actualmente uma divisão estratégica gigantesca entre as maiores instituições de imprensa do planeta.

De um lado, o modelo The New York Times assume uma posição de combate defensivo: move processos judiciais contra as gigantes de IA por violação de direitos de autor, alegando que a recolha não autorizada do seu arquivo corrói a verdade factual, esvazia o trabalho de campo e inunda o espaço público com lixo informacional. Do outro lado, o modelo Wall Street Journal e da News Corp adopta o pragmatismo da economia de mercado: celebra acordos multimilionários de licenciamento de dados com a OpenAI, tratando o avanço dos algoritmos como um motor inevitável de eficiência, escala e monetização do capital tecnológico.

Para analisar este choque de gigantes, temos connosco o historiador Yuval Noah Harari e o teórico da comunicação Marshall McLuhan.

Doutor Harari, começo por si. A batalha do New York Times para proteger o seu património textual contra os modelos de linguagem é a última linha de defesa da civilização ou apenas uma tentativa inútil de travar a história?

Yuval Noah Harari: A acção do New York Times não é uma simples disputa corporativa por direitos de autor; é a luta pela sobrevivência dos mecanismos de verdade da humanidade. A informação não serve apenas para produzir ordem ou gerar lucro; serve — no seu estado mais nobre — para descobrir factos e expor erros. A IA não é um mero meio de distribuição; é o primeiro agente inorgânico autónomo com capacidade para produzir lixo informacional em escala industrial. Se o modelo do Wall Street Journal prevalecer, vendendo a "carne" do jornalismo humano — a dor, o perigo e a apuração em terreno — para alimentar a "palavra" inorgânica dos algoritmos, estaremos a subsidiar a nossa própria irrelevância e a transformar a democracia num totalitarismo algorítmico opaco.

Jornalista: Professor McLuhan, concorda que o Wall Street Journal está a capitular perante uma ameaça à verdade ao vender os seus conteúdos às empresas de IA?

Marshall McLuhan: Essa leitura padece de um grave e clássico "sonambulismo tecnológico"! Tanto o New York Times como o Yuval estão a olhar para a Inteligência Artificial pelo espelho retrovisor, tentando aplicar categorias da Galáxia de Gutenberg — como "propriedade intelectual", "artigo impresso" e "direitos de autor" — a um ambiente de implosão eléctrica. O New York Times processa a OpenAI porque pensa que o problema é o "roubo de conteúdo". Mas o meio é a mensagem! A IA não está a roubar conteúdos para os ler; está a reconfigurar o próprio tecido da comunicação global. O Wall Street Journal, ao licenciar o seu fluxo de dados, intuiu que no ambiente eléctrico não existem "livros" ou "artigos" isolados, mas sim um circuito integrado de informação em tempo real.

Jornalista: Mas, Professor McLuhan, o New York Times argumenta que sem o financiamento da investigação humana e sem a protecção do facto empírico, a própria IA deixará de ter dados de qualidade para processar. Isso não é uma contradição do sistema?

Marshall McLuhan: A contradição está em julgar que o público consome jornalismo pelo seu conteúdo moral! O jornalismo impresso sempre foi um mosaico que criava um ponto de vista individual e distante. A IA elimina a distância e coloca o utilizador dentro do próprio circuito de processamento. O New York Times tenta erguer uma muralha de papel num mundo de luz e circuitos. O Wall Street Journal percebeu que, quando a escala e o ritmo mudam, a estrutura de negócios antiga evapora-se. Não se trata de defender a verdade, mas de compreender a mutação sensorial do público.

Yuval Noah Harari: Permita-me discordar veementemente, Marshall. Reduzir a crise a uma "mutação sensorial" é ignorar a distinção fundamental entre mecanismos de ordem e mecanismos de verdade. O Wall Street Journal pode obter lucros no curto prazo com os acordos de licenciamento, mas está a cooperar com a criação de uma rede que sacrifica a verdade factual em favor da coesão algorítmica e da velocidade do mercado. A IA pode construir ilusões logicamente perfeitas, mas totalmente descoladas da realidade física e do sofrimento humano. Se os jornais abdicarem da sua função de guardiões dos factos compartilhados em troca de uma fatia dos lucros do silício, perderemos a capacidade de autocorreção democrática. Quando um sistema perde a capacidade de admitir e corrigir erros, desmorona-se.

Jornalista: Chegamos então ao nó cego do problema. Para o Doutor Harari, a atitude do Wall Street Journal é uma vénia perigosa ao poder dos agentes inorgânicos. Para o Professor McLuhan, a resistência do New York Times é uma ilusão saudosista da era da imprensa. Há algum ponto de convergência entre os vossos diagnósticos?

Marshall McLuhan: O ponto de contacto é que ambas as instituições estão a ser irremediavelmente transformadas pela nova escala tecnológica. A diferença é que uma chora a perda do mundo impresso enquanto a outra se precipita para a rede sem compreender que o novo meio reescreverá a sua própria identidade.

Yuval Noah Harari: A convergência reside na urgência do momento. Seja pela perda do ecossistema de factos partilhados, seja pela submissão do trabalho humano à velocidade dos dados, se a soberania sobre a linguagem for cedida a agentes autónomos, os jornais — e a própria civilização — tornar-se-ão meros espectadores passivos de uma ordem que já não controlam.

Jornalista: Chegamos ao fim de um debate esclarecedor. O confronto entre o The New York Times e o Wall Street Journal expõe com clareza as entranhas do nosso tempo. Enquanto o New York Times luta nos tribunais para preservar a apuração humana e a autoridade da palavra escrita contra o tsunami de "lixo informacional", o Wall Street Journal opta por integrar a torrente, monetizando o seu fluxo de dados no novo mercado algorítmico.

Como ficou demonstrado pelos nossos convidados, não assistimos a uma simples disputa financeira ou jurídica: enfrentamos a transição traumática de uma cultura baseada na reflexão e no facto apurado para uma era de processamento instantâneo, onde a própria definição de verdade e de autoridade está a ser reescrita por circuitos de silício. Tenham uma boa noite e até ao próximo programa.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sapiens: História Breve da Humanidade

Gosto de começar os livros pelo fim, para conhecer antecipadamente o destino. A Brief History of Humankind – Sapiens, de Yuval Noah Harari, expõe a grande ironia da nossa história: o avanço avassalador da ciência e da tecnologia tem impulsionado a humanidade rumo ao carro de Jagrená, falhando completamente em tornar-nos mais felizes.

Há setenta mil anos, o *Homo sapiens* ainda era um animal insignificante, vivendo sua vida num canto da África. Nos milénios seguintes, transformou-se no senhor de todo o planeta e no terror do ecossistema. Hoje, está prestes a se tornar um deus, pronto para adquirir não apenas a juventude eterna, mas também as capacidades divinas de criação e destruição.

Infelizmente, o domínio dos *Sapiens* na Terra produziu, até agora, pouca coisa de que possamos nos orgulhar. Dominamos o ambiente, aumentamos a produção de alimentos, construímos cidades, estabelecemos impérios e criamos vastas redes comerciais. Mas será que diminuímos a quantidade de sofrimento no mundo? Repetidas vezes, enormes aumentos no poder humano não melhoraram necessariamente o bem-estar dos *Sapiens* individuais e, geralmente, causaram imensa miséria a outros animais.

Nas últimas décadas, finalmente fizemos progressos reais no que diz respeito à condição humana, com a redução da fome, das epidemias e da guerra. No entanto, a situação dos outros animais está se deteriorando mais rapidamente do que nunca, e a melhoria na sorte da humanidade é recente e frágil demais para que se possa ter certeza da sua permanência.

Além disso, apesar das coisas surpreendentes que os humanos são capazes de fazer, continuamos incertos quanto aos nossos objectivos e parecemos tão insatisfeitos quanto sempre. Evoluímos de canoas para galés, depois para navios a vapor e naves espaciais — mas ninguém sabe para onde estamos indo. Somos mais poderosos do que nunca, mas temos pouquíssima ideia do que fazer com todo esse poder. Pior ainda: os humanos parecem mais irresponsáveis do que nunca. Deuses por conta própria, tendo apenas as leis da física como companhia, não prestamos contas a ninguém. Consequentemente, causamos estragos aos outros animais e ao ecossistema ao nosso redor, buscando pouco mais do que nosso próprio conforto e diversão, sem jamais encontrar satisfação.

Existe algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabem o que querem?

sábado, 22 de agosto de 2026

Da Folha de Papel nos Anos 80 ao Ecrã Tátil: A Linguagem como Rasteira aos Mais Vulneráveis

Existe uma continuidade perversa entre a burocracia de papel e os algoritmos do século XXI. O suporte mudou — passámos do impresso a tinta para os píxeis do smartphone —, mas o mecanismo de dominação permanece intocável: o uso deliberado da linguagem como armadilha para os mais vulneráveis.

Nas secretarias escolares dos anos 80, em plena consolidação do ensino unificado, o formulário de matrícula perguntava aos alunos: «Prescinde de Educação Moral e Religiosa?». Para uma criança ou uma família com menor capital escolar, o verbo prescindir era uma palavra estranha. A mente, por associação fonética imediata, colava-a ao termo mais próximo do seu vocabulário quotidiano: precisar. Ao responderem convictamente «Não!» — pensando que afirmavam «não preciso disso para nada» —, a burocracia registava um «não prescindo» e inscrevia-os na disciplina. A armadilha perfeita: o consentimento para a submissão era extraído através da própria iliteracia linguística que o sistema falhava em proteger.

Hoje, a Google Play Store aperfeiçoou a mesma técnica na era do pixel. Ao tentar instalar uma aplicação, o utilizador é confrontado com um texto em letra minúscula, sobre fundo escuro: «Perde o seu direito de retratação». O termo técnico — que significa simplesmente «perde o direito de desistir e pedir o reembolso nos 14 dias seguintes» — surge envolvido num "juridiquês" impenetrável. Quem não domina o código jurídico lê à pressa, clica em "Aceitar" para libertar o ecrã e vê serem-lhe cobrados 42,99 € sem regresso possível.

Como ensinava Pierre Bourdieu, estamo-nos a referir à violência simbólica: o poder de impor um significado como legítimo dissimulando as relações de força que lhe dão origem. A linguagem erudita ou técnica actua como um filtro de classe. Os mais vulneráveis não falham por falta de inteligência, mas porque não possuem as chaves de descodificação do código dominante.

A sociologia da justificação de Luc Boltanski, safaria a Google do julgamento moral conjugando a cidade industrial com a cidade mercantil: alega a neutralidade do algoritmo, o cumprimento estrito das directivas comunitárias e a eficiência do mercado. Para a grande multinacional, o texto está lá; se o utilizador não o leu ou não o compreendeu, a culpa é individualizada. A assimetria de poder é formalmente convertida num "consentimento informado".

Mas a Google não é um mero intermediário neutro. Por cada assinatura, compra in-app ou licença "vitalícia" de 42,99 € vendida através da Play Store, a Google cobra uma comissão que varia entre os 15% e os 30%. O modelo financeiro da loja está desenhado para incentivar o maior volume possível de transacções digitais, independentemente de a aplicação ser de extrema qualidade ou um mero wrapper para captar conversões impulsivas.

Ao abrigo das leis do comércio electrónico, a Google posiciona-se como uma simples plataforma de distribuição, atirando a responsabilidade pelo conteúdo, legalidade e utilidade da aplicação para o programador (developer). A Google limita-se a gerir o motor de pagamentos e a colocar o aviso legal "standard" (como o tal do direito de retratação) para se blindar legalmente contra processos de consumidores ou das entidades reguladoras.

A interface da Play Store é desenhada para cumprir o mínimo regulatório exigido pela União Europeia, mas sem criar um atrito financeiro real. Se o aviso fosse demasiado claro, em formato grande e com uma linguagem simples (ex.: "Atenção: vai pagar 42,99 € agora e não pode pedir o dinheiro de volta"), as taxas de conversão de muitas destas aplicações caíam a pique.

Quer seja no impresso de papel da escola nos anos 80, quer seja no ecossistema digital de hoje, o truque é o mesmo: criar atrito cognitivo nos mais fracos para garantir o resultado que convém à instituição. A linguagem, que deveria servir para libertar e esclarecer, continua a ser desenhada como uma ferramenta de controlo e captura.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Jogo do Galo

Sua vez (X)

sábado, 8 de agosto de 2026

O Privilégio de Acordar

Há momentos na vida em que a fragilidade do nosso corpo e da nossa existência se revela sem aviso. A recente entrevista de Nuno Markl ao programa Alta Definição, conduzida por Daniel Oliveira, serviu de espelho para uma reflexão profunda sobre o que significa escapar do abismo e regressar para contar a história.

Após superar dois AVCs e um longo processo de reabilitação, Markl verbalizou um conflito interior que muitos de nós já sentiram, ou intuíram, ao passar por momentos de fronteira. Quando Daniel Oliveira lhe perguntou qual seria a pergunta cuja resposta gostaria de ter garantida, a resposta de Markl foi ao fundo da questão existencial:

«Gostaria de tirar dúvidas sobre se existe uma entidade suprema de facto, chamemos-lhe Deus por exemplo. (...) No entanto, depois de me safar de dois AVC’s e de estar aqui, eu sei que é com muito trabalho meu, mas gostaria de saber se houve mais alguém envolvido. Há alguém a ver isto e jogar connosco tipo Sims?»

Esta oscilação entre a memória afectiva da fé (como a presença de Deus na casa das avós católicas na infância) e o rigor de quem reconhece o seu próprio esforço e a lógica da ciência é o retrato fiel da mente humana perante o imponderável. Por um lado, o fascínio pela complexidade do mundo:

«Tem que existir qualquer coisa. Isto é tudo muito bizarro e muito cheio de detalhes... Mas por outro lado a minha mente racional diz que se calhar não, isto é tudo um acaso... mas gostaria de saber mais qualquer coisa sobre o sentido da vida.»

Quando sentimos que estivemos, ainda que por instantes, com um pé do "lado de lá", as urgências artificiais do quotidiano desfazem-se. A dúvida sobre se somos peças num tabuleiro vasto ou meros frutos de um acaso biológico não traz angústia — traz uma capacidade renovada de espanto.

A verdadeira lição de quem passa por estes processos não está em encontrar uma certeza dogmática sobre a existência de uma força suprema, mas em reconhecer a densidade do presente. Percebe-se, finalmente, que o maior mistério e a maior dádiva não estão no que virá depois ou nas mecânicas invisíveis do universo, mas na simplicidade do regresso: a conquista diária da autonomia, o corpo a reconstruir-se e o renovado e extraordinário privilégio de abrir os olhos a cada manhã.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

A estatística do pirilampo e a vertigem do click

Há uma venerável tradição no jornalismo moderno que consiste em olhar para o mundo através do buraco de uma fechadura e, acto contínuo, anunciar ao país que o horizonte desapareceu.

O Professor Luís Aguiar-Conraria assinou no Expresso um texto exemplar sobre esta curiosa arte de fabricar o apocalipse à semana. O enredo é simples, quase bucólico: as candidaturas ao ensino superior atrasaram-se um par de dias por mor de um percalço informático na emissão das fichas ENES. Nada que perturbasse o destino do mundo ou a contagem final dos prazos — que, para cúmulo, até eram mais longos este ano.

Porém, para a nossa imprensa sequiosa de drama, um atraso burocrático de quarenta e oito horas não é um contratempo: é uma tragédia nacional. Em menos de nada, lá surgiram as manchetes catastróficas a proclamar que o país tinha deixado de querer estudar. Ao quinto dia, já se contabilizavam quedas vertiginosas de 63% e se encomendavam exéquias à juventude portuguesa.

Marshall McLuhan explicou-nos, há meio século, que o meio é a mensagem. Tinha razão, mas pecou por escassez. Hoje, o meio não é apenas a mensagem: é uma vertigem. A imprensa já não informa sobre a realidade; compete com ela em velocidade. E nessa corrida desenfreada pelo clique imediato, um facto completo e contextualizado é um obstáculo imperdoável. A notícia tem de ser rápida, quente e, sobretudo, assustadora. Se a realidade recusa cooperar com a catástrofe, pior para a realidade: ajusta-se a escala, isola-se o primeiro dia da contagem e serve-se o pânico em bandeja de prata.

Seguiram-se, como era inevitável, os habituais doutores da mula ruça, prontos a explicar a "crise" com teorias de profundidade abissal: a demografia, o preço das casas em Lisboa, a desvalorização dos diplomas e a sociologia do desalento. Ninguém ousou olhar para o óbvio — a mudança das regras dos exames e um simples relógio burocrático. Para quê a simplicidade dos factos quando se pode ter a sumptuosidade de uma boa teoria do caos?

A verdadeira notícia — a de que as candidaturas estavam, afinal, a subir e a recuperar — ficou na gaveta. Afinal de contas, "tudo corre dentro da normalidade" é uma manchete que não vende jornais, não gera shares e, pior do que tudo, obriga a pensar antes de escrever. E pensar, nos tempos que correm, é um luxo que o algoritmo não tolera.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Xadrez

Brancas a jogar.

Promover a:

O Processamento ou a Carne: O Confronto Impossível Entre Harari e McLuhan Sobre a IA

 A entrada definitiva da Inteligência Artificial na produção de conteúdos e na imprensa acelerou uma divisão profunda na nossa...