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sábado, 10 de abril de 2010

Leitura crítica da construção da adolescência e da divulgação de dados pessoais


Os psicólogos referem-se unanimemente à adolescência como uma fase problemática na formação do individuo. Erikson atribui à adolescência a tarefa de construção da identidade, e Ferreira et al) retoma o seu trabalho utilizando dados estatísticos para concluir que os jovens estão atrasados!

O artigo de Huffaker e Calvert conclui que os jovens se expõem demasiado através dos blogues examinando os problemas da identidade e da linguagem online entre jovens de ambos os géneros (masculino e feminino). Este “excesso” de informação revelado pelos jovens inclui o primeiro nome (70%), a idade (67%) e um endereço de e-mail ou instant messsenger ou link para o blogue (61%). O nome completo será uma prática residual de newbies (20%).

Estes artigos recordaram-me as críticas que habitualmente se fazem ao IRC. Diz-se que é sempre a mesma coisa porque são feitas sempre as mesmas perguntas.

1. - És rapaz ou rapariga?

2. - Que idade tens?

3. – Com quem vives?

4. – O que fazes?

5. – Onde moras?

A pergunta 1. é inteligentemente torneada pelos jovens bloggers, que a ultrapassam indicando o primeiro nome;) Se eu disser que sou José já sabem que não sou uma rapariga! A idade até pode depreender-se com alguma precisão da leitura dos blogues, mas eu diria que os jovens consideram este elemento importante demais para não o divulgar. É indispensável que os outros nos possam contactar! Para os autores apenas 61% dos jovens indicaram “informação de contacto”, mas se fosse eu a fazer o estudo esta percentagem elevar-se-ia a 100% porque os blogues também recebem comentários;)

É evidente que os jovens têm de ser verdadeiros nesta informação básica, que nós apenas não perguntamos quando estamos nas situações de diálogo face-a-face porque ela é evidente, frente aos nossos olhos ;) Realmente a nossa conversa não é a mesma com homens ou com mulheres, com crianças ou com adultos, portanto tal como nós precisamos de conhecer determinada informação básica de referência sobre o outro, também os bloggers precisam de divulgar essa mesma informação.

A pergunta 5.será certamente a mais perigosa em termos de segurança dos jovens, e estes são suficientemente inteligentes para não lhe responderem nos blogues.

Quando ao “atraso” dos jovens recordaria aos psicólogos que a adolescência resulta do prolongamento da escolaridade obrigatória nas sociedades modernas. É a fase da vida em que as “crianças” permanecem na escola por imperativos da sociedade democrática e da igualdade de oportunidades. Com o alargamento da escolaridade obrigatória chegamos a ter crianças com 18 anos (!) que por frequentarem a escola têm direito a cama, mesa e roupa lavada na CP (casa dos pais!)

Nas comunidades primitivas, os rituais de iniciação marcam a transição da criança para o adulto! A adolescência é uma invenção ocidental associada à eternização da vida escolar.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A mudança muda-nos a nós também

Estamos mais ligados que nunca
A pessoas
A lugares
Ao conhecimento
A ideias
À audiência
O modo como podemos interagir tem mudado significativamente
Como é que podemos aproveitar este ambiente na Web?
Envolvendo as pessoas na aprendizagem do “fluxo-Web”
(...)



O vídeo mostra então algumas das mais populares ferramentas da Web 2.0. Questiona a infoexclusão daqueles que não poderão expressar as suas ideias num blogue, lançar uns tweets ou preencher um perfil.

Uma crítica habitual à Web é observá-la apenas como espaço lúdico, que de acordo com a lógica industrial se opõe ao espaço de trabalho. A dicotomia trabalho/lazer não faz sentido para os jovens de hoje. É precisamente como passatempo que editam a Wikipédia que se constituiu como fonte de referência em muitas áreas, demonstrando o poder do trabalho realizado em redes sociais.

Pode a Escola ficar alheia ao desenvolvimento das ferramentas da Web 2.0? Para cumprir a sua função não pode, mas são óbvias as resistências, porque não é uma coisa tão simples quanto foi trocar as canetas de tinta permanente por esferográficas. Neste caso – como escreveu a Cristina Costa - a mudança muda-nos a nós também.


Fonte: http://dx.doi.org/10.1787/537160311288

A verdade é que não podemos continuar indiferentes ao crescimento do número de famílias com computador em sua casa, nem discriminar aqueles que ainda não atingiram esse objectivo.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...