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domingo, 23 de junho de 2013

Contributo para uma definição: Professorzecos

  • ...apesar de terem razão, perceberam que era injusta aquela greve... (0:45)
    MRS

A fraude e as irregularidades só são apontadas quando convém.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Episódios do Crato, Teorias da Conspiração, Insanidade do Umbigo, etc.

Depois de o Colégio Arbitral ter decidido que não existem serviços mínimos na educação, e o Tribunal ter passado um atestado de incompetência ao Ministério da Educação, o Governo inventou uma nova forma de adiar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos.

No braço de ferro com os professores vale mesmo tudo, pois segundo os colegas de Português, o Governo premiou os alunos do 12º ano que fizeram o exame dia 17 (greve dos professores), com um exame mais simples que o apresentado aos do 9º ano!

Independente dos números de dia 17, a verdade é que a confusão está instalada e Ministério nunca poderá sair-se bem daqui. Para evitar que os professores repitam a façanha o Governo já prometeu mudar a lei da greve definindo o serviço de exames como serviços mínimos.

Como demasiados professores persistem, continuando a resistir às arbitrariedades do Governo com o prolongamento da greve às avaliações, acrescentou mais uma. Agora o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu/relembrou orientações às escolas que os sindicatos consideram ilegais.

O Governo já nos habituou de tal forma a ir mudando todos os dias as regras, que já nem espero qualquer reacção, mas creio que os professores apenas poderão recuperar a sua dignidade se conseguirem obrigar o Ministério a respeitar um enquadramento institucional minimamente estável.

Perante a gravidade do momento que vivemos, o Guinote e os seus seguidores divertiram-se imenso comentando os meus excessos de linguagem, por ter utilizado a expressão professorzecos, classificando automaticamente o meu post como um momento de insanidade. Certamente que o guru da blogoesfera professoral se passou ao desejar reclamar para si a legitimidade de definir qual é a linguagem correcta a utilizar pelos colegas, em momentos decisivos... enfim, também tem direito aos seus momentos de insanidade.

Já se sabe que a reflexão é perigosa, quando depois de interiorizarmos as injustiças, fazemos a sua denúncia pública. Se todos os professores expressassem o que sentem, do caleidoscópio dos seus relatos dificilmente emergiria um representante oficial... que “respeita” os seus colegas como este!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A greve e o profissionalismo dos professores

Nuno Crato elogiou o profissionalismo dos professores que permitiram que 60% dos alunos do ensino público - e a totalidade dos estudantes do privado - tivessem realizado o seu exame de Português, hoje, 17 de Junho.

Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.

Na minha Escola foi assim:

Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.

Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.

Coadjuvantes: 100% em greve.

Suplentes: Evidentemente, nem pensar.

Professores do ENES: 100% em greve.

Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM... mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.

Traíram a classe:

- professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;

- professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;

- professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;

- professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;

- professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;

- professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;

- professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier...

Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.

Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A greve dos professores é mais que justa

Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que:
  • A greve dos professores é justificada porque os professores têm razão. Só quem não é professor é que pode pensar ser possível exigir 40 horas na escola aos professores, fora tudo o resto que têm que fazer. A proposta das 40 horas é uma coisa tonta para os professores, que não têm horário de funcionários públicos.
  • Os professores andam em mobilidade especial ao tempo.
Depois asneirou. Disse que a greve retira a razão aos professores, inventando que "não é proporcionada", “isto é, aquilo que está em causa deve ser proporcional aos sacrifícios que se impõem aos estudantes”, e então os professores deveriam adoptar “formas de luta simbólica”, apenas para que a população se apercebesse da injustiça de que estão a ser vítimas por parte deste Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa só se esqueceu de pedir aos professores que acreditassem num milagre da Nossa Senhora Virgem Maria que poderia repor a dignidade que vêm perdendo desde Sócrates/Milu, que inventaram a “escola a tempo inteiro” sobrecarregando sempre os professorzecos com mais e mais trabalho, obra que Crato está a continuar. Os professores sabem bem que o busílis não está só nas 40 horas!

Porque será que José Sócrates - outro politicu comentador dos nossos tristes Domingos - ainda nem ouviu falar da greve de professores?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Os professorzecos não te esquecerão


Milu já excedeu largamente o tempo médio de permanência na direcção do ministério conhecido por torradeira, por razões óbvias.

Os professorzecos não sofrem de amnésia, e já que o ME continua com dificuldades orçamentais, sugiro que cobrem bilhetes à entrada do átrio.

Também podem vender um login de acesso ao Museu Virtual da Educação.


Declaração

Prescindo de quaisquer direitos referentes às sugestões acima apresentadas.


A sua lógica passou/passa por impor a professores e alunos um modelo de “escola tempo inteiro” que transforma as escolas em depósitos de crianças, “libertadores” dos pais. Entre outras anormalidades inventou o conceito de “aulas de substituição” que impede os adolescentes de saborearem o prazer de um furo. O financiamento desta sobrecarga de trabalho dos docentes foi inventado na revisão do ECD, onde estas aulas foram consideradas componente não lectiva!

Amor com amor se paga. Conseguem imaginar as actividades desenvolvidas pelos papás - CONFAP - para receberem tanto dinheiro do Gabinete da Ministra?

Fonte: Despacho nº 16872/2008, de 23 de Junho, que aprova as fichas de avaliação do desempenho.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Professorzecos?

Para o ME os seus servidores são os "professorzecos". A expressão nem espanta porque condiz com a política de achincalhamento da profissão prosseguida pelos iluminados da 5 de Outubro. Não cabe na cabeça de ninguém que este Ministério deseje professores respeitáveis se é o primeiro a humilhá-los. Pode ser o princípio do fim da tia Milu.


  • (...) a reunião não terá corrido bem e acabou com acusações mútuas: a equipa do ministério considerou que os deputados estavam a dar voz a "professorzecos", enquanto estes lembraram os governantes de que só estavam no Governo porque existia a maioria parlamentar. (...) LER MAIS


O mais interessante é os sindicatos (FENPROF) considerarem que a Ministra deveria apresentar "um pedido público e formal de desculpas, dirigido a todos os Professores e Educadores Portugueses". Que adiantaria um pedido público e formal de desculpas se na sua mente certamente continuaríamos a ser considerados uma classe inferior, justificando a adjectivação: Professorzecos!

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...