Quando cheguei à escola, informei-me da greve junto a três colegas que estavam na paragem do autocarro. “Greve! Qual greve? Na nossa escola ninguém está em greve”, disseram.
Já na sala professores, os colegas sabiam da greve, mas reservariam a sua participação para outros dias em que a sua falta fosse mais sentida, ou justificavam a sua estratégia. Por exemplo, quem tenha sempre a mesma turma ao primeiro tempo, não deve faltar sempre a esses alunos.
Todos sabemos que as três palavras “não há dinheiro” são a verdadeira política de repartição do Governo e dos anteriores. Esta política de rendimentos está a ser ajudada pela inflação, porque quando os preços sobem mais que os salários, o poder de compra do trabalho cai, em benefício dos lucros, agravando a iniquidade. Mais ainda, os escândalos desta maioria absoluta só vieram dar-nos mais razão.
Havia uma vez uma tartaruga que estava sendo aquecida numa panela. A tartaruga estava muito cansada e confortável na água quente, então decidiu ficar onde estava e deixar-se aquecer. Enquanto isso, a panela começou a ferver cada vez mais e quando a tartaruga se deu conta de que estava em perigo, tentou sair da panela, mas era tarde demais. Foi cozida porque se deixou ficar na panela por muito tempo e não tomou medidas para evitar o perigo.
Eu optimista, acredito que cada um encontrará a sua forma de participar na luta, que num contexto de fragilização do Governo, poderá ser vitoriosa. Eu pessimista (...) Confesso que já não sei bem o que fazer, mas certamente que é importante preservar a saúde física e mental.
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Ideia para contornar os quatro feriados que o Governo extinguiu
Marquem Greve Geral que a malta alinha...
Feriados extintos pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas/Vitor Gaspar/Miguel Relvas ;)
E a produtividade? Ninguém demonstrou que a redução dos feriados tenha efeitos positivos sobre a produtividade. Na educação tem-se a percepção que os feriados contribuem para aliviar tensões e recarregar as baterias, sendo qualquer eventual perda de um destes dias rapidamente recuperada nos seguintes.
Feriados extintos pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas/Vitor Gaspar/Miguel Relvas ;)
- Dois feriados civis:
5 de Outubro, Implantação da República
1 de Dezembro, Restauração da Independência - Dois feriados religiosos:
Corpo de Deus, 60 dias após a Páscoa
1 de Novembro, Todos os Santos
Fonte.
E a produtividade? Ninguém demonstrou que a redução dos feriados tenha efeitos positivos sobre a produtividade. Na educação tem-se a percepção que os feriados contribuem para aliviar tensões e recarregar as baterias, sendo qualquer eventual perda de um destes dias rapidamente recuperada nos seguintes.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Episódios do Crato, Teorias da Conspiração, Insanidade do Umbigo, etc.
Depois de o Colégio Arbitral ter decidido que não existem serviços mínimos na educação, e o Tribunal ter passado um atestado de incompetência ao Ministério da Educação, o Governo inventou uma nova forma de adiar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos.
No braço de ferro com os professores vale mesmo tudo, pois segundo os colegas de Português, o Governo premiou os alunos do 12º ano que fizeram o exame dia 17 (greve dos professores), com um exame mais simples que o apresentado aos do 9º ano!
Independente dos números de dia 17, a verdade é que a confusão está instalada e Ministério nunca poderá sair-se bem daqui. Para evitar que os professores repitam a façanha o Governo já prometeu mudar a lei da greve definindo o serviço de exames como serviços mínimos.
Como demasiados professores persistem, continuando a resistir às arbitrariedades do Governo com o prolongamento da greve às avaliações, acrescentou mais uma. Agora o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu/relembrou orientações às escolas que os sindicatos consideram ilegais.
O Governo já nos habituou de tal forma a ir mudando todos os dias as regras, que já nem espero qualquer reacção, mas creio que os professores apenas poderão recuperar a sua dignidade se conseguirem obrigar o Ministério a respeitar um enquadramento institucional minimamente estável.
Perante a gravidade do momento que vivemos, o Guinote e os seus seguidores divertiram-se imenso comentando os meus excessos de linguagem, por ter utilizado a expressão professorzecos, classificando automaticamente o meu post como um momento de insanidade. Certamente que o guru da blogoesfera professoral se passou ao desejar reclamar para si a legitimidade de definir qual é a linguagem correcta a utilizar pelos colegas, em momentos decisivos... enfim, também tem direito aos seus momentos de insanidade.
Já se sabe que a reflexão é perigosa, quando depois de interiorizarmos as injustiças, fazemos a sua denúncia pública. Se todos os professores expressassem o que sentem, do caleidoscópio dos seus relatos dificilmente emergiria um representante oficial... que “respeita” os seus colegas como este!
No braço de ferro com os professores vale mesmo tudo, pois segundo os colegas de Português, o Governo premiou os alunos do 12º ano que fizeram o exame dia 17 (greve dos professores), com um exame mais simples que o apresentado aos do 9º ano!
Independente dos números de dia 17, a verdade é que a confusão está instalada e Ministério nunca poderá sair-se bem daqui. Para evitar que os professores repitam a façanha o Governo já prometeu mudar a lei da greve definindo o serviço de exames como serviços mínimos.
Como demasiados professores persistem, continuando a resistir às arbitrariedades do Governo com o prolongamento da greve às avaliações, acrescentou mais uma. Agora o Ministério da Educação e Ciência (MEC) deu/relembrou orientações às escolas que os sindicatos consideram ilegais.
O Governo já nos habituou de tal forma a ir mudando todos os dias as regras, que já nem espero qualquer reacção, mas creio que os professores apenas poderão recuperar a sua dignidade se conseguirem obrigar o Ministério a respeitar um enquadramento institucional minimamente estável.
Perante a gravidade do momento que vivemos, o Guinote e os seus seguidores divertiram-se imenso comentando os meus excessos de linguagem, por ter utilizado a expressão professorzecos, classificando automaticamente o meu post como um momento de insanidade. Certamente que o guru da blogoesfera professoral se passou ao desejar reclamar para si a legitimidade de definir qual é a linguagem correcta a utilizar pelos colegas, em momentos decisivos... enfim, também tem direito aos seus momentos de insanidade.
Já se sabe que a reflexão é perigosa, quando depois de interiorizarmos as injustiças, fazemos a sua denúncia pública. Se todos os professores expressassem o que sentem, do caleidoscópio dos seus relatos dificilmente emergiria um representante oficial... que “respeita” os seus colegas como este!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Concorda com a greve dos professores em dia de exames?
Pode dizer-se que a questão está formulada tendenciosamente, porque a referência imediata ao dia de exames terá levado mais algumas pessoas a dizer que não concordavam com a greve. Mesmo assim, dois em cada três espectadores mostraram-se a favor da greve.
Muitos comentadores de tudo é que foram menos inteligentes, como este, que:
- argumentou que o direito à greve dos professores representa um abuso, porque o direito ao ensino dos estudantes se encontra igualmente defendido na Constituição;
- acusou os professores de terem a intenção de prejudicar os alunos ao marcar a greve para um dia de exames;
- acusou os professores de estarem a matar o ensino público com a incerteza do dia de exame.
Se esta greve constitui um abuso dos professores porque suspende temporariamente um direito dos alunos, então gostaria que Miguel Sousa Tavares explicasse qual é a greve que não prejudica ninguém.
É evidente que a greve foi marcada para um dia de exames para ter maior impacto. Desta vez não teve oportunidade de observar que era à sexta-feira para começarem o fim-de-semana mais cedo.
Quanto à acusação de os professores estarem a matar a escola pública, gostaria de observar que faz parte da agenda ideológica liberal deste Governo matar todos os sectores de actividade que se encontrem na esfera do Estado, para os entregar a interesses privados. Tem sido assim em todos os sectores, mesmo naqueles que constituem monopólios naturais. O próximo sector serão os CORREIOS. Na educação, o Governo já propôs os co-pagamentos, decretou a perda do vínculo à função pública, e insistirá na convergência com o sector privado até fazer desaparecer o sector público.
Quando todo o ensino for privado, ficarão todos os alunos em igualdade de circunstâncias desde que disponham de recursos, cada vez mais inequitativamente distribuídos, por esta política que está a assassinar a classe média (Nicolau Santos)
Muitos comentadores de tudo é que foram menos inteligentes, como este, que:
- argumentou que o direito à greve dos professores representa um abuso, porque o direito ao ensino dos estudantes se encontra igualmente defendido na Constituição;
- acusou os professores de terem a intenção de prejudicar os alunos ao marcar a greve para um dia de exames;
- acusou os professores de estarem a matar o ensino público com a incerteza do dia de exame.
Se esta greve constitui um abuso dos professores porque suspende temporariamente um direito dos alunos, então gostaria que Miguel Sousa Tavares explicasse qual é a greve que não prejudica ninguém.
É evidente que a greve foi marcada para um dia de exames para ter maior impacto. Desta vez não teve oportunidade de observar que era à sexta-feira para começarem o fim-de-semana mais cedo.
Quanto à acusação de os professores estarem a matar a escola pública, gostaria de observar que faz parte da agenda ideológica liberal deste Governo matar todos os sectores de actividade que se encontrem na esfera do Estado, para os entregar a interesses privados. Tem sido assim em todos os sectores, mesmo naqueles que constituem monopólios naturais. O próximo sector serão os CORREIOS. Na educação, o Governo já propôs os co-pagamentos, decretou a perda do vínculo à função pública, e insistirá na convergência com o sector privado até fazer desaparecer o sector público.
Quando todo o ensino for privado, ficarão todos os alunos em igualdade de circunstâncias desde que disponham de recursos, cada vez mais inequitativamente distribuídos, por esta política que está a assassinar a classe média (Nicolau Santos)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
A greve e o profissionalismo dos professores
Nuno Crato elogiou o profissionalismo dos professores que permitiram que 60% dos alunos do ensino público - e a totalidade dos estudantes do privado - tivessem realizado o seu exame de Português, hoje, 17 de Junho.
Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.
Na minha Escola foi assim:
Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.
Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.
Coadjuvantes: 100% em greve.
Suplentes: Evidentemente, nem pensar.
Professores do ENES: 100% em greve.
Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM... mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.
Traíram a classe:
- professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;
- professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;
- professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;
- professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;
- professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;
- professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;
- professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier...
Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.
Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.
Gostaria de testemunhar, que contrariamente ao que disse o Ministro, só mesmo o desenquadramento da classe, terá permitido que alguns professorecos tivessem assegurado a realização das provas em condições deploráveis.
Na minha Escola foi assim:
Direcção: 100% em greve exceptuando o Director.
Secretariado: 100% em greve excepto uma professoreca.
Coadjuvantes: 100% em greve.
Suplentes: Evidentemente, nem pensar.
Professores do ENES: 100% em greve.
Vigilantes: Somente com os professores da nossa escola não haveriam vigilantes suficientes, mas entraram 8 professorecas do 1º ciclo, que passaram recentemente a fazer parte do Agrupamento. Mesmo assim, logo no início, excluíram todos os estudantes com necessidades educativas especiais, e os alunos de PLNM... mandando à fava os pergaminhos de escola multicultural.
Traíram a classe:
- professorecas próximas da reforma, que não serão afectadas por nada que se venha a passar;
- professorecas QZP’s que não têm a menor esperança de continuar na Escola;
- professorecas infofóbicas, incapazes de agarrar num rato;
- professorecas que nunca conseguiram levantar-se de manhã, faltando a todas reuniões marcadas para as 08:30;
- professorecas com pó a colegas que as ultrapassaram nos concursos;
- professorecas que têm argumentado precisar de um horário à noite, porque não suportarão os alunos do turno diurno;
- professorecos que vão à Escola fazer umas horas para complementar o salário que recebem no seu atelier...
Com estes, Nuno Crato ganhou esta batalha, mas não chegará a lado nenhum! Note-se que exceptuando o Director, todas as chefias da escola fizeram greve.
Mesmo assim, realizaram-se 100% das provas de Português, o suficiente para Nuno Crato cantar a sua vitória e continuar a humilhar os docentes.
terça-feira, 11 de junho de 2013
100% contra Crato, Passos e Gaspar
Lendo os números dos sindicatos observa-se que quase nenhum Conselho de Turma se realizou hoje, números de tal modo esmagadores que impressionam, mesmo sabendo-se que basta que falte um professor para que estes não se realizem. Para quem colocava dúvidas quanto à oportunidade desta greve a resposta está aí. Os professores consideraram oportuno realizar a greve às avaliações porque lhes sai mais barata (são menos descontados) e é mais produtiva (emperra a máquina dos exames).Como não foi Nuno Crato que decidiu por sua iniciativa implodir a Escola Pública, apenas dá a cara pela área em nome de Passos e Gaspar, esta bombinha é sobretudo uma derrota do Governo, e daí que se lhe associem sectores exteriores à educação, como já mostraram os artistas. Aguardam-se manifestações de simpatia de outros quadrantes.
Também hoje, o Colégio Arbitral reiterou que as urgências são no Hospital (a greve dos professores não fica sujeita a serviços mínimos), lógica que já foi utilizada para explicar a ineficácia da requisição civil relativamente aos exames.
Finalmente o ano lectivo ficou interessante, com os professores darem um empurrão para este Governo cair. Seria bom que arrastasse consigo o palhaço, mas já estou a sonhar demais...
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O governo faz dos estudantes escudos humanos contra os professores
Manuel Tiago refrescou a memória de Nuno Crato em alguns aspectos fundamentais:
- Já temos pacto para a educação: Lei de Bases do Sistema Educativo e Constituição da República Portuguesa.
- Como tem coragem para dizer moderno um sistema que propõe novas vias de ensino para crianças dos 11 aos 14 anos, refinando a reprodução social ao melhor estilo de Mussolini, na Itália dos anos 20?
- O prejudica os estudantes não é a greve dos professores, mas o Governo que apresentou em Maio um conjunto de ataques à função pública e aos professores, sem dar espaço para que os professores possam reagir em qualquer outra ocasião, a não ser em cima das avaliações e dos exames dos estudantes. Dava-lhe jeito que marcassem acções de luta para as férias, ou para Setembro, depois de já estarem todos na rua?
- O que é a componente lectiva? Quais são as actividades integradas na componente lectiva? Porque não diz isso? Aquelas actividades para onde empurrou os horários zero irão contar como componente lectiva? Este ano não contaram.
- O horário da função pública era de 35 horas e constitui um retrocesso civilizacional que passe para 40 horas em qualquer actividade. Pior é se relativamente aos professores argumenta que isto apenas significa a consolidação de uma prática já existente nas escolas, fingindo ignorar que este alargamento vai lançar no desemprego mais uns milhares de professores... Nos últimos anos as suas políticas já lançaram no desemprego 30.000 docentes!
- Não são os professores quer estão a utilizar os estudantes como reféns! O Governo é que fez da democracia refém e faz dos estudantes escudos humanos, porque ofende os professores e depois defende-se com os estudantes.
- O que prejudica os estudantes é o ataque constante à Escola Pública (...)
- É uma vergonha ser um Ministério fora da lei...
sábado, 8 de junho de 2013
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