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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A representação de Nuno Crato

Comendo sopa de letras Nuno Crato construiu a sua concepção da educação. Para si a criança é encarada como um futuro trabalhador. Portanto, os professores deverão treinar os alunos com as competências necessárias para que no futuro o seu trabalho seja mais eficaz. A verificação das aprendizagens faz-se no final do processo, sendo o exame a prova por excelência do sucesso.

O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).

Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.

Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.

Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".



Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.


(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.

Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Insucesso escolar, qualidade e equidade na educação e desenvolvimento económico

  • A redução do fracasso escolar é positiva, tanto para a sociedade como para os indivíduos. Também pode contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Na verdade, os sistemas de ensino com melhor desempenho entre os países da OCDE são aqueles que combinam qualidade e equidade. Equidade, na área da educação, significa que circunstâncias pessoais ou sociais como o género, a origem étnica ou o meio familiar não representam nenhum obstáculo para a realização do potencial educacional (equidade) e que todos os indivíduos atingem pelo menos um nível mínimo básico de formação (inclusão). Nesses sistemas educacionais, a vasta maioria dos alunos tem a possibilidade de atingir altos níveis de formação, independentemente das respectivas circunstâncias pessoais e sócio-económicas.
    Equidade e Qualidade na Educação. Apoio às escolas e aos alunos desfavorecidos, OCDE, 2012.
Continuando a ler o documento da OCDE, é fácil concluir que as suas propostas apenas são exequíveis com mais professores, o oposto do que está a fazer-se.

domingo, 2 de setembro de 2012

Os políticos portugueses têm liberdade para se corromper

Pergunta: Para que serve esta Justiça?

Para os Relvas/Sócrates/Dias Loureiros/Armando Varas/............. se multiplicarem como cogumelos?

Quando conduzimos o o automóvel não precisamos de saber mecânica para chegarmos onde queremos. A Justiça também devia ser transparente no seu funcionamento, de modo que as pessoas pudessem contar com ela. As pessoas, povo, não a máfia que enriquece à sua custa.

sábado, 28 de julho de 2012

Parcerias Público-Privadas (PPP) ruinosas



Enriquecimento ilícito

Porque é que não existe legislação que o criminalize efectivamente?

Parcerias Público-Privadas (PPP)

Porque é que estes negócios permanecem intocáveis, enquanto a carga fiscal sobe, os nossos salários descem, o Estado começou a cortar despesas na saúde e na educação sem critério, o desemprego disparou, e ninguém sabe quando o país sairá da recessão.

Segundo o último relatório da OCDE, "as PPP continuam a ser um modelo de investimento potencialmente útil", mas "faltava ao Governo conhecimento técnico e as considerações políticas interferiram". (Agência Financeira)

Obviamente que OCDE cumpre o seu papel defendendo o modelo das PPP como instrumento de liberalização das economias. Em Portugal é que ainda ninguém percebeu o que é o Mercado, e desde o velho condicionamento industrial que andam inventar manobras para repartir o mesmo entre si. Daí que as considerações políticas prevaleçam sobre as técnicas.

Agora se a OCDE estima que esta trapalhada nos irá custar 1% do PIB, nada mais justo que responsabilizar os beneficiários do negócio... em vez de repartir, como sempre, e este ciclo de criação da dívida para benefício de uma minoria não terá fim.

domingo, 15 de julho de 2012

Difícil é fazer o Ensino Secundário!

Difícil é fazer o Ensino Secundário, terminando com média para escolher o pare curso/estabelecimento que se deseja!

Até ao final do Ensino Secundário há aulas a sério, reprova-se por faltas ou pela classificação. Há exames que são vigiados por professores desconhecidos e classificados por um júri de exames. Há uma vigilância apertada, e uma aluna que transpôs para o nosso país um esquema divulgado pela SIC numa reportagem sobre os Estados Unidos, saiu-se mal. Fez-se substituir nas provas de exame de Matemática, Biologia e Geologia A e Física e Química A, mas segundo a notícia do PÚBLICO a aluna encontra-se com as classificações suspensas, e certamente as provas realizadas pela substituta deverão ser anuladas. Este é o país digno que funciona.

O Ministro Relvas tem entre o seu currículo tantas trapalhadas, que a conclusão da Licenciatura até foi a mentira menos grave para os cofres do Estado, mas contínua de pedra e cal, como se nada tivesse acontecido. Uma vez que ninguém se demite no Governo Português, significa que todos aceitam como legítima a sua conduta, isto é, temos um Governo de Relvas!

Vivemos num país onde a Lei, a Moralidade, o Trabalho, o Sacrifício, apenas existem de facto para a casta inferior... Para a casta superior estes valores não passam de retórica.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Igualdade de Oportunidades e Anedotas do Dia

A igualdade de oportunidades é um princípio muitas vezes invocado pelos políticos acerca da educação. Por exemplo, cada vez, que defendem exames, - e a política deste Governo está a ser multiplica-los em todos níveis de ensino – invocam esse princípio: querem colocar todos os alunos ao mesmo tempo a fazer a mesma prova. E somos todos vítimas desta ficção da “igualdade de oportunidades” porque como é evidente, ao longo do ano os alunos tiveram uma preparação diferente, partiram de pontos diferentes e tiveram acesso a recursos diferente...

O caso de Miguel Relvas é uma excelente demonstração de que o princípio da igualdade de oportunidades não passa de retórica, bastando utilizar as anedotas que circulam nas redes sociais.

Há uma linha que separa os espertos (Sócrates e Relvas) dos palermas! – Óbvia inspiração num produto comercializado pela ZON, que remete todo o cidadão e estudante honesto para a segunda categoria.

Evidentemente que em situação que os outros ficam os estudantes da Universidade Lusófona, que se sentem alvo de chacota, e por isso, já estão a organizar uma vigília no Campo Grande para que o Ministério da Educação e Ciência apure eventuais práticas fraudulentas. Eles lembram-se que no caso de Sócrates a embrulhada foi tal, que fechou a Universidade Independente.

Narana Coisssoró, tentando salvar a honra do Convento, já qualificou o caso como “absolutamente excepcional”, inspirando provavelmente alguém na anedota do dia:

Miguel Relvas chega à porta da aula e pergunta: Senhor professor, dá licença?
Responde o professor: Está licenciado!

sábado, 28 de abril de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Reage!

Versão popular do anúncio da Coca-Cola a apelar à acção contra a injustiça gritante ao nível da repartição do rendimento. Fica link para o caso do padre franciscano.

Pagam a conta (para além da Troika) os funcionários públicos, os contribuintes e os carenciados. Critério não há nenhum. Sorry! É mais simplex assim ;)

domingo, 25 de setembro de 2011

Justiça do caraculu

Um cabo da GNR pediu para trocar de serviço, mas o sargento não autorizou a troca. Vai daí, o cabo respondeu "não dá pra trocar, então prò c...".

No entendimento comum dos mortais o comportamento do cabo deveria ser punido, mas os especialistas que administram a justiça em nome do Estado ainda elogiaram o tom da sua linguagem!

As normas jurídicas encontram-se particularmente distantes. A sua aplicação é muito demorada, instituindo-se mais como um mecanismo de gestão do tempo entre as partes em confronto, que como parte do sistema de justiça. Eis um exemplo anedótico de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que evidentemente não deverá ser extrapolado para outros contextos, pois legitima a insubordinação e a linguagem ordinária entre pares, nas relações de trabalho, apresentando a "linguagem de caserna" como "mero sinal de virilidade verbal"!

Aqui está um lindo exemplo de uma justiça boa como o c...

sábado, 4 de setembro de 2010

Carlos Cruz acusa sistema político e judicial pretenderem limpar a sua imagem inventando a sua condenação

Diz que não se tratou do julgamento do caso Casa Pia, do qual muitos nomes foram inexplicavelmente afastados, mas da interrupção de uma vida e de uma carreira que constituem seu motivo de orgulho, porque para desviar as atenções da população do que realmente era importante seria necessário queimar alguma estrela.
Continua a confessar-se inocente e lançou um site onde apresenta as “provas” que terão servido de base à sua condenação.

  • Estou INOCENTE!
    A acusação, a quem compete demonstrar a minha culpabilidade, não demonstrou nada e portou-se de forma incompetente e parcial.
    Mas a minha inocência não se prova apenas com os comportamentos da acusação. Prova-se com documentos indesmentíveis, com a denúncia das contradições insanáveis dos assistentes durante a investigação e, depois em Instrução e finalmente em julgamento, e com testemunhas várias que depuseram no julgamento e cimentaram as minhas provas. Qualquer pessoa, se não estiver com preconceitos nem com a cabeça cheia pelo que leu e ouviu na comunicação social, chega a essa conclusão sem muito esforço. Provas da Verdade (site de Carlos Cruz)

Conta com inúmeros testemunhos de personalidades influentes a sociedade portuguesa que pensam que o seu perfil psicológico não se coaduna com o tipo de crimes de que é acusado e/ou consideram ridículas as “provas” que sustentaram a decisão do Tribunal.

Carlos Cruz recorrerá da sentença para os Tribunais portugueses e para instâncias internacionais, encontrando-se determinado ao apuramento da verdade.

Este caso poderia marcar um virar de página na Justiça em Portugal se terminasse com a impunidade de branqueamento do sistema... Mas aqui já sou eu a sonhar ;)


Parece-me que Carlos Cruz e Pedro Namora deveriam desenvolver sinergias neste processo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lei impede viatura eléctrica de circular

  • Uma viatura eléctrica, adquirida pela «Rota da Luz» para passeios turísticos, está parada em Aveiro porque não foi transposta para o Direito português uma norma comunitária.

    (...)

    Viaturas idênticas circulam em Espanha nos roteiros turísticos de Barcelona, Granada e Córdoba, mas, apesar da constante subida do preço dos combustíveis, a região de turismo «Rota da Luz» vê-se impedida de utilizar aquele transporte colectivo na via pública, tendo de continuar a consumir gasóleo para mostrar Aveiro aos turistas.
    IOL - Diário


Assim se vê a produtividade do sistema jurídico tuga e o seu contributo para o desenvolvimento económico do país. A notícia refere que os veículos eléctricos gastam apenas um Euro por cada 400 kms.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Imparcialidade da Justiça?

Pergunta:

- Tens aí fruta para os árbitros?

Interpretação de Carolina: Fruta de dormir.

Interpretação de Pinto da Costa: Talvez morangos...

Interpretação do meritíssimo Juiz: Quem me paga a minha fruta ;)


  • Quando um magistrado dá uma pancada deste tamanho num processo tão mediático, a última coisa que podemos fazer é ficar descansados com a Justiça que temos.
    Jornal de Notícias

domingo, 4 de novembro de 2007

Justiça e legitimidade para a acção


Sentir-se vítima de injustiça, pode dotar o indivíduo de uma dose suplementar de coragem, descobrindo-se capaz de executar operações com as quais jamais teria sonhado. O sentimento de sermos injustiçados, associado à ineficiência do sistema de justiça instituído, pode legitimar-nos a tomar a iniciativa nas nossas mãos. Paradoxalmente, o Estado de Direito combina-se com a barbárie, numa situação em que os “bons” são apenas aqueles que pensam como nós, contra os “maus”, aqueles que julgam de um modo diferente... Fica aqui registada uma excelente interpretação de Jodie Foster, em A Estranha em Mim.
Seu namorado foi morto gratuitamente, mas ditou a sorte que Erica resistisse. Este episódio revela-lhe uma personalidade justiceira que até então desconhecia. As suas acções passam a ficar legitimadas pela agressão de que foi vítima. Brilhante!

PS
Inventando a história das armas de destruição maciça no Iraque, para justificar a sua invasão na caça a Bin Laden, quantos Bins Ladens terão os Estados Unidos criado?

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...