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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Portugal, o país mais desigual da Área Euro, persiste na chinenização do trabalho

Alguns extractos do Relatório da Oxfam:
  • A crise da dívida soberana na zona do euro poderia muito bem designar-se de "crise do desemprego" em Portugal, como em outros Estados-Membros do sul da Europa. Esta crise levará à perda da geração de mão-de-obra qualificada em Europa. Mais que as variações do PIB e das taxas de juro da dívida soberana, o número de pessoas sem trabalho pode ser visto como um indicador de quão duramente o país foi atingido pela crise e as medidas de austeridade.
  • Portugal reduziu abruptamente os gastos em educação, entre 2010 e 2012, 23 por cento em dois anos. Acompanhando esse número, entre os grupos que visitam centros de emprego, os professores viram o mais significativo aumento em todo o país em 2012. Enquanto isso, o governo aumentou o mínimo de alunos por turma para 26 com um máximo de 30, entre o 5º e o 12º anos de escolaridade (10-18 anos de idade).
  • Vitor Gaspar, advertiu que "a disciplina orçamental" não vai acabar, mesmo que as medidas de austeridade acordadas entre a Troika e o Governo Português sejam respeitadas e concluídas em 2014. Gaspar afirmou ainda que o trabalho para reduzir os níveis de dívida não será concluída em 2014 ou no ano seguinte: "Vai levar os esforços de uma geração".

  • Fonte: THE TRUE COST OF AUSTERITY AND INEQUALITY, Setembro de 2013, OXFAM.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Saiu Vítor Gaspar, entrou uma Gasparzeca

Passos Coelho disse que Maria Luís Albuquerque foi a primeira escolha, como se ainda pudesse escolher alguma coisa, e o cargo fosse desejado, agora, nestas circunstâncias, por muitos candidatos.

Como é óbvio, mentiu mais uma vez!

Segundo a carta de demissão de Vítor Gaspar, este já sai com oito meses de atraso. Passou-se com os acórdãos do Tribunal Constitucional e com a tonteira da TSU. Gaba-se te ter preservado a confiança dos credores, apesar de saber que estes exigem agora as mesmas taxas de juro – insuportáveis - que Sócrates pagava.

Logo agora que “as condições de financiamento do Tesouro e da economia portuguesa melhoraram significativamente”, e que “chegou uma nova fase: a fase do investimento”, não se percebe bem por que razão diz “não se sentir em condições de assegurar o sucesso do programa de ajustamento”.

Uma vez quer Vítor Gaspar recorda estar a “assumir plenamente as responsabilidades que lhe cabem” e que ironicamente afirma no final ser sua “firme convicção que com a sua saída contribuirá para reforçar a coesão da equipa governativa” só pode estar a sair por considerar traição a actividade de alguns colegas. Isto é, Vítor Gaspar seria um bom Ministro das Finanças, num país imaginário, onde pudesse impor todas as regras, sem qualquer constrangimento institucional, nem qualquer necessidade de negociar e justificar todos os vaipes que passassem pela cachola.

Mesmo assim, elogios fúnebres não lhe tem faltado:

"Uma surpresa muito desagradável" e "uma grande perda para o país", disse Miguel Beleza, representando certamente muitos que nele confiaram.

A polémica do (não) sabia nada de swaps aconselharia tudo excepto a promoção de uma eventual arguida. Mas tem a sua lógica... pois se prendessem os criminosos responsáveis pelo estado a que o país chegou, no Governo, na Assembleia, nos partidos, nas autarquias, nas empresas públicas, nas fundações... se a corrupção fosse eficazmente combatida, então é que o país recuperaria a confiança dos Empresários, do exterior e dos cidadãos. Continuando assim, Portugal aproximar-se-á a maior velocidade ainda, da Grécia.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ideia para contornar os quatro feriados que o Governo extinguiu

Marquem Greve Geral que a malta alinha...



Feriados extintos pelo Governo Passos Coelho/Paulo Portas/Vitor Gaspar/Miguel Relvas ;)
  • Dois feriados civis:
    5 de Outubro, Implantação da República
    1 de Dezembro, Restauração da Independência
  • Dois feriados religiosos:
    Corpo de Deus, 60 dias após a Páscoa
    1 de Novembro, Todos os Santos
    Fonte.
Os sindicatos que desejem Greves Gerais com adesão acima dos 90% deverão assinalar estas datas.

E a produtividade? Ninguém demonstrou que a redução dos feriados tenha efeitos positivos sobre a produtividade. Na educação tem-se a percepção que os feriados contribuem para aliviar tensões e recarregar as baterias, sendo qualquer eventual perda de um destes dias rapidamente recuperada nos seguintes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

100% contra Crato, Passos e Gaspar

Lendo os números dos sindicatos observa-se que quase nenhum Conselho de Turma se realizou hoje, números de tal modo esmagadores que impressionam, mesmo sabendo-se que basta que falte um professor para que estes não se realizem. Para quem colocava dúvidas quanto à oportunidade desta greve a resposta está aí. Os professores consideraram oportuno realizar a greve às avaliações porque lhes sai mais barata (são menos descontados) e é mais produtiva (emperra a máquina dos exames).

Como não foi Nuno Crato que decidiu por sua iniciativa implodir a Escola Pública, apenas dá a cara pela área em nome de Passos e Gaspar, esta bombinha é sobretudo uma derrota do Governo, e daí que se lhe associem sectores exteriores à educação, como já mostraram os artistas. Aguardam-se manifestações de simpatia de outros quadrantes.

Também hoje, o Colégio Arbitral reiterou que as urgências são no Hospital (a greve dos professores não fica sujeita a serviços mínimos), lógica que já foi utilizada para explicar a ineficácia da requisição civil relativamente aos exames.

Finalmente o ano lectivo ficou interessante, com os professores darem um empurrão para este Governo cair. Seria bom que arrastasse consigo o palhaço, mas já estou a sonhar demais...

sábado, 8 de junho de 2013

Vítor Gaspar: Afinal a quebra do investimento deve-se ao mau tempo ;)



... o comportamento do investimento é muito preocupante, sendo adversamente afectado pelas condições meteorológicas que prejudicaram a actividade da construção...

Conclusão: As negociações com a Troika não são solução. É preciso negociar com o S. Pedro.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A Europa perdeu num dia a confiança construída em décadas

Que a Europa nunca teve uma liderança política responsável pelo seu destino já sabíamos há muito tempo. Por isso mesmo, deram emprego ao Durão Barroso, que não tem nem representa nenhuma ideia de Europa.

A crise financeira veio colocar a nu a falta de estratégia da UE, pois enquanto os Estados Unidos e Japão já ultrapassaram a crise, a Europa vive no marasmo, vendo as economias emergentes a adquirir maior importância.

O BCE, com receio da inflação tem imposto uma política monetária restritiva, e vendido a ideia que os países precisam da confiança dos mercados. Só pode ter enlouquecido quando decidiu resolver o resgate de Chipre - uma economia com 1 milhão de pessoas, que representa apenas 0,02% do PIB europeu - com uma solução que deitou por terra todo o esforço que vinha sendo feito pela afirmação do Euro. Um assalto a todos os depositantes.

A partir deste momento os depositantes de qualquer país da União jamais acreditarão que os seus depósitos estão em segurança, sendo fácil imaginar uma sangria de capitais. Não é concebível que alguém conseguisse minar o Euro de uma forma tão eficaz. E tinha sido fácil evitar o pânico, estabelecendo uma taxa ligeiramente superior para o escalão acima dos 100.000 euros, que facilmente obteria a mesma receita, poupando os trabalhadores, os pensionistas e a população em geral. Se o problema estava na lavagem de dinheiro pelos russos, que fizessem a pesca à linha, em vez de lançar a rede sobre toda a gente.

Imaginem que Vitor Gaspar se lembra de anunciar que Portugal não seguirá o caminho do Chipre. Bastará que ele comece a falar para o pânico se instalar. Quando terminar de falar, já ninguém acreditará no que ele disse. Mesmo que fique calado o pânico já se instalou, e todos receiam que ele decida resolver de vez o problema da dívida pública recorrendo aos depósitos dos particulares.

sábado, 16 de março de 2013

Erros de previsão num país do imaginário Gapar/Troyka



Em 2011, as suas previsões nem admitiram que a aplicação daquele Memorando tivesse qualquer efeito recessivo sobre o PIB. A variação negativa atenuava-se em 2012, e a partir de 2013 o país já teria entrado numa rota de crescimento. Por isso a taxa de desemprego nunca ultrapassaria os 13/14% e o défice orçamental decresceria rapidamente.
Agora, o PIB já vai pelo terceiro ano consecutivo com crescimento negativo, a taxa de desemprego ultrapassa os 188% e o défice orçamental agravou-se em vez de cair.

O pior é que tudo isto continuam a ser apenas previsões de Gaspar/Troyka para um Portugal por si imaginado, que certamente se encontra muito distante do país real, isto é, nada garante que não se verifiquem 4, 5 ou mais anos com o PIB em queda, e tudo o resto pior que o agora previsto.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Refundação" do Estado: 4 mil milhões de euros

Talvez seja esclarecedor procurar a origem das expressões "Refundação" do Estado e 4 mil milhões de euros. Entraram no debate público na edição do EXPRESSO de 3 de Novembro de 2012. O número foi lançado como meta atingir sem qualquer estudo prévio. A notícia refere que o peso do Estado em Portugal é inferior à média da OCDE, mas na lógica prudencial deste Governo - que facilmente adivinha que os indicadores económicos serão piores que os que utilizou nas suas estimativas - o número foi lançado como objectivo a atingir a todo o custo, logo se veria como e para quê.

Há muito que se sabia que o crescimento das despesas acima das receitas públicas e do PIB teria que ser travado, mas o debate está inquinado porque se olha somente para as rubricas com maior peso no orçamento, permitindo imoralmente que as que têm menor importância numérica fiquem excluídas do corte na despesa, independentemente da sua utilidade social.



Também não se compreende a oportunidade deste corte cego quando o BCE resolveu assumir novas funções, traduzindo-se para Portugal num regresso fácil aos mercados, e num perdão da dívida com um valor muito superior aos tais 4 mil milhões...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A “lógica” do FMI para a educação

O FMI publicou o relatório RETHINKING THE STATE—SELECTED EXPENDITURE REFORM OPTIONS, com graves implicações para Portugal e para o sistema educativo em Portugal. Baseado em médias aritméticas propõe a destruição do ensino público, porque é mais caro e obtém piores resultados que as escolas privadas! Descobriram a pólvora!

Pelas contas do FMI, apesar da redução dos salários a despesa pública tem aumentado, portanto será necessário reduzir mais os salários. As barras dos famosos Consumos Intermédios (gorduras do Estado) nem se vêem!

Os professores são grupo de privilegiados porque os salários em 2005-2010 subiram mais em Portugal que nos outros países.

A despesa com os professores está acima da média dos restantes países.

Os portugueses trabalham menos, e então quando observamos os professores, destes nem vale a pena falar!

Os portugueses têm piores resultados nos testes de PISA.

O sistema tem professores a mais porque o rácio alunos por professor é menor em Portugal.

Conclusão: Como os alunos das escolas privadas têm melhores resultados, e o custo por aluno é mais baixo, será necessário despedir 50.000 a 60.000 professores do ensino público. Para motivar os melhores professores, e que estes passem para as escolas privadas implementar-se-á a mobilidade especial e a avaliação online.

Estás mobilizado para outro 15 de Setembro?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vitor Gaspar: Ao serviço de DEUS PAI-Credores

Quem governa Portugal? Quem governa a Grécia? Ambos os países pertencem à Área Euro e tem as linhas mestras da sua política económica definidas por um “programa de ajustamento estrutural” conduzido pela Troika. O objectivo destes programas é claro. Não se trata de “ajudar” a estruturar coisa alguma, mas apenas de assegurar financiamento para que não fiquem na impossibilidade de satisfazer o serviço da dívida que têm para com os credores.

Até aqui Portugal tem o seguido o caminho do “bom aluno”, com um Governo que sistematicamente se orgulha de “ir além da Troika”, precisamente porque acreditámos que assim nos tratariam melhor, em função do nosso “esforço”. Nessa perspectiva Juncker defendeu o "princípio de igualdade de tratamento" como aconselharia o mínimo bom senso, e o nosso Gasparzito confirmou o mesmo princípio, como quem exibe os resultados do seu trabalho.

Porém, rapidamente o super-ministro das finanças alemão (DEUS PAI-Credores) nos recordou que Portugal só beneficiará das condições concedidas à Grécia quando estiver igualmente destruído, isto é, “depois de um *perdão voluntário* de credores privados”.

Até chegarmos à situação da Grécia – o que acontecerá rapidamente em resultado dos juros agiotas – esta será apontada como “caso único” que o “bom aluno” não deverá seguir, e após a palavras de DEUS PAI-Credores, o nosso obediente Gasparzito desdisse o que havia afirmado na véspera, atribuindo as suas próprias palavras a uma "simplificação excessiva de assuntos complexos", "mal entendidos", etc.

Conclusão: Os portugueses apenas votaram num partido que chamou o Gasparzito para este serviço, mas ele sente-se como um simples funcionário de DEUS PAI-Credores, evocando os princípios que forem convenientes à sua narrativa.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Não há dinheiro. Qual destas três palavras não percebeu?

Uma mentira repetida muitas vezes começa a tornar-se verdade. A frase de Vitor Gaspar terá sido utilizada em resposta a Álvaro Santos Pereira para colocar um ponto final sobre algumas propostas para dinamizar a Economia.

Imagina-se que o Ministro da Economia terá ficado sem resposta, porque é conivente com a política de redistribuição do rendimento a favor dos bancos que o Governo prossegue. O dinheiro anda por aí, e como já explicou Lains "há racionalidade nos actos que vão levar o País para um buraco: há muito dinheiro em jogo, qual destas cinco palavras não percebe?"

E Vitor Gaspar, ao tempo que se encontra na máquina do poder sabe muito bem o que está a fazer com os seus homens: Link 1 * Link 2 * Link 3

domingo, 14 de outubro de 2012

A guerra é demasiado séria para ser deixada aos generais

Nas manifestações de 15 e 29 de Setembro o povo saiu à rua e ficou claro que já ninguém acreditava na narrativa da austeridade, após sucessivos erros de estimativa, desvios colossais, necessidades de ganhar margem de manobra, etc. a artimanha de ganho de competitividade via TSU terá sido fatal.

Como o povo já não acredita que depois das políticas austeritárias melhores dias virão, os líderes internacionais perceberam que seria necessário desvincularem-se da política prosseguida para manterem a sua credibilidade.

As declarações mais surpreendentes foram de Christine Lagarde, dizendo que o FMI se tinha enganado na estimativa de um coeficiente central nos seus modelos:
  • Enquanto que nos modelos de projecção usados, se estimava que, por cada euro de cortes de despesa pública ou de agravamento de impostos se perdia 0,5 euros no PIB, a realidade mostrava que esse impacto (os chamados multiplicadores) é muito maior. Afinal, desde que começou a Grande Recessão, em 2008, o que os dados económicos mostram é que por cada euro de austeridade, o PIB está a perder um valor que se situa no intervalo entre 0,9 e 1,7 euros.
    PÚBLICO, 09.10.2012
Daqui concluiu que para a terapia ter sucesso, o veneno deverá continuar a ser administrado em menores doses para evitar o “risco de fadiga” ou durante mais tempo.

Abebe Selassie foi o primeiro a desvincular-se das medidas “além da Troika”, classificando a TSU como uma forma "criativa" do Governo resolver o problema do défice e da competitividade.

O oportunista Durão Barroso, que tem sido o nosso maior carrasco na exigência da austeridade, já empurrou a responsabilidade da política prosseguida para os Governos nacionais, dizendo que a Comissão Europeia só faz sugestões, que estes aceitam ou não.

Só falta mesmo o funcionário internacional Vitor Gaspar vir pedir desculpa pela violência orçamental a que tem submetido o país. Talvez não tome essa iniciativa, porque isso significaria abdicar da sua margem de lucro na venda do país a retalho, e uma traição aos amigos Borges e Cª. A emergência económica tem sido invocada para vender em saldo grandes empresas públicas, mas as pessoas já estão alertadas para os ganhos realizados nestas operações pelos intermediários.

O povo já deixou de ser um agente passivo da austeridade, e este Governo só ainda não caiu porque afinal a única oposição que tem é a do PSD.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

José Gomes Ferreira rebentou Ministro Vitor Gaspar

Os trabalhadores pagam impostos porque o Estado dispõe de um aparelho de coacção eficaz

Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.

  • O mercado só funciona bem em condições de concorrência e transparência. Em situações de monopólio ou de concorrência limitada é necessário utilizar regulamentação efectiva (VG TEÓRICO).

    É crucial efectivamente que os produtores de bens e serviços não transacionáveis, protegidos da concorrência, tenham a capacidade e a consciência para diminuir os preços, transmitindo aos consumidores a poupança que obtiveram através da redução da TSU. O facto de me ter colocado essa questão e de a estarmos a discutir em público contribui decisivamente para que esse padrão venha a ser observado (VG TÓTÓ). (11:00)

    O esforço e sacrifício estão rigorosamente distribuídos por todos. A razão porque vale a pena apostarmos neste ajustamento é precisamente porque é a maneira de sermos capazes de proteger os mais pobres, os mais desfavorecidos e os mais vulneráveis (VG PROPAGANDA). (16:00)
O jornalista da SIC, José Gomes Ferreira, não lhe deu tréguas e apontou uma forte incongruência aos 17:00 minutos:

António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?

Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O lapso de Vítor Gaspar

Tem muita lata para fazer experimentalismo social, e depois de não ter outra explicação, enfim, admitir um lapso, expressão suavizada de erro que os políticus nunca admitem. Estava na memória de todos a sua promessa de que os cortes dos subsídios de férias e de Natal apenas seriam mantidos até 2013, como tinha afirmado em 2011.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A mentira tem perna curta

Vitor Gaspar que impõe ao país um programa de austeridade irrealista foi literalmente apanhado numa conversa com o seu homólogo alemão, questionando-o sobre a necessidade de fazer ajustamentos ao Programa imposto a Portugal pela Troika. Mesmo sabendo que não somos cegos e surdos, Vitor Gaspar voltou a negar a necessidade de ajustamento para consumo interno.

O que vai acontecer então? Quando a opinião pública alemã estiver disposta a aceitar o ajustamento do programa português, o Governo poderá pedi-lo, mas a razão invocada nunca será o mau desempenho da economia portuguesa, porque a ser alunos brilhantes! Na ocasião se dirá que se alteraram as condicionantes externas.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Austeridade sem moral: A descredibilização da política por quem a quer impor

Vitor Gaspar tem a função de impor um extenso plano de austeridade a todo o país. Não deve admitir excepções, que conduzem a outras...

Neste plano, não só é absolutamente imoral que comece por abrir excepções num banco onde é funcionário. Adianta o EXPRESSO que: Mas o Vítor Gaspar que todos conhecemos toma decisões com grande impacto político, e essas não escapam aos critérios genéricos de moralidade.

Assim, que moralidade tem um homem para exigir austeridade ao país, quando se subtrai a si próprio e aos colegas do Banco da participação no mesmo desígnio? Está mesmo a dizer que a austeridade é apenas um eufemismo para os mais fortes imporem uma repartição do rendimento cada vez mais desequilibrada.

Já sabemos que os funcionários do BdP não são funcionários públicos, mas quando utilizam a sua independência para fazer uma interpretação das regras diferente da dos irlandeses e espanhóis, recordam-nos o exemplo de Vitor Constâncio, que como Governador do Banco Central de um país miserável também se sentia legitimado para ganhar mais que o presidente da Reserva Federal Americana.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...