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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MST: "O verbo evidenciar não existe"

Miguel Sousa Tavares, comentando as peripécias de Pais Jorge, afirmou que este inventou o verbo “evidenciar. Evidentemente, ficou registado para memória futura.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Concorda com a greve dos professores em dia de exames?

Pode dizer-se que a questão está formulada tendenciosamente, porque a referência imediata ao dia de exames terá levado mais algumas pessoas a dizer que não concordavam com a greve. Mesmo assim, dois em cada três espectadores mostraram-se a favor da greve.

Muitos comentadores de tudo é que foram menos inteligentes, como este, que:

- argumentou que o direito à greve dos professores representa um abuso, porque o direito ao ensino dos estudantes se encontra igualmente defendido na Constituição;

- acusou os professores de terem a intenção de prejudicar os alunos ao marcar a greve para um dia de exames;

- acusou os professores de estarem a matar o ensino público com a incerteza do dia de exame.

Se esta greve constitui um abuso dos professores porque suspende temporariamente um direito dos alunos, então gostaria que Miguel Sousa Tavares explicasse qual é a greve que não prejudica ninguém.

É evidente que a greve foi marcada para um dia de exames para ter maior impacto. Desta vez não teve oportunidade de observar que era à sexta-feira para começarem o fim-de-semana mais cedo.

Quanto à acusação de os professores estarem a matar a escola pública, gostaria de observar que faz parte da agenda ideológica liberal deste Governo matar todos os sectores de actividade que se encontrem na esfera do Estado, para os entregar a interesses privados. Tem sido assim em todos os sectores, mesmo naqueles que constituem monopólios naturais. O próximo sector serão os CORREIOS. Na educação, o Governo já propôs os co-pagamentos, decretou a perda do vínculo à função pública, e insistirá na convergência com o sector privado até fazer desaparecer o sector público.

Quando todo o ensino for privado, ficarão todos os alunos em igualdade de circunstâncias desde que disponham de recursos, cada vez mais inequitativamente distribuídos, por esta política que está a assassinar a classe média (Nicolau Santos)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tirem-nos deste filme

Comentário ao artigo de Helena Garrido com o mesmo título:

  • SÓCRATES JÁ TINHA COLOCADO TERMO À AVALIAÇÃO
    Não sei se Sócrates errou ou premeditou o termo da avaliação de desempenho, mas desde que em Dezembro de 2010 congelou vencimentos e promoções, terminaram na prática quase todos os procedimentos para avaliação de professores, por falta de incentivo financeiro. Mantiveram-se uns resquícios de tarefas, porque os avaliadores não puderam demitir-se das suas funções, e por pressão de concursos sobre os contratados… MAS TIRANDO ISSO, SÓCRATES JÁ TINHA COLOCADO TERMO À AVALIAÇÃO POR MOTIVOS ORÇAMENTAIS. Pela tua crónica se vê que a única razão para obrigar os professores anualmente a um retrato em dezenas de descritores é inviabilizar a sua progressão, parra evitar o agravamento do défice orçamental.
    Sei que temos o “defeito” de ser muitos, mas de fores intelectualmente honesta reconhecerás que este país tem uma casta que se apodera do rendimento sem trabalhar. Sabes que todos os indicadores da repartição do rendimento colocam Portugal na cauda da Europa, e o problema se tem agravado com estes desGovernos. Este fenómeno constitui um obstáculo ao desenvolvimento do país e portanto se o NEGÓCIOS tratasse destas matérias prestaria um excelente serviço ao país. Observar que todos os analistas “económicos” são insensíveis ao domínio “social” é que me faz viver num filme de terror.
    Ao menos o Miguel Sousa Tavares tinha reconhecido que nenhum Governo tem legitimidade para estabelecer o IVA a 6% para o golfe enquanto corta pensões de 200 euros!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Miguel Sousa Tavares fala do que não sabe

Miguel Sousa Tavares fala do que não sabe, e no último sábado (no EXPRESSO) atribui aos correctores de exames o quíntuplo do que têm recebido. O assunto pode ter sido referido com maldade porque o ME inventou novas regras para remuneração deste serviço, utilizando a gratuitidade do trabalho da componente não lectiva do ECD como nova modalidade de "não pagamento"... para corrigir o défice orçamental mais uma vez à custa dos professores!

Esteve bem Paulo Guinote, quando lhe respondeu:

  • (...) vejam lá a minha ingenuidade, estava convencido de que isso [verificar factos que se usam para acusar terceiros] fazia parte das tarefas de um articulista, as quais ele desempenharia com o brio de quem quer saber que o resultado do seu trabalho ao longo de umas horas não passa de uma deturpação da verdade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor com amor se paga


Será saliva ou será leite? É fácil responder à pergunta observando a visita guiada que Maitê Proença conduziu para tentar desprestigiar Portugal. Os portugueses responderem ao vídeo – que passou no canal de TV GNT – no YouTube, alteraram o currículo da actriz brasileira na Wikipedia inglesa para estrela porno, inundaram de comentários a página do GNT e na blogoesfera há cada vez mais posts sobre o tema.




Miguel Sousa Tavares
já veio defender a sua ex-amante classificando como provinciana e saloia a reacção dos portugueses, criticando a nossa capacidade de humor e de autocrítica.
No vídeo onde pretensamente Maitê Proença pede desculpas, em vez de reconhecer o erro, volta a insistir na sua propensão para as brincadeirinhas. Espero que aprecie a seguinte:

Será saliva, será spérma?
Saliva não é certamente, porque a saliva não é tão espessa assim!

Causa no Facebook

sábado, 31 de janeiro de 2009

Escolas questionam Ministério sobre consequências da avaliação


  • Conselhos executivos não sabem o que fazer aos muitos professores que recusaram entregar os objectivos dentro do prazo estipulado e querem orientação da tutela

    A confusão em torno da avaliação de desempenho dos professores continua, com vários conselhos executivos a assumir que não sabem o que fazer com os docentes que, terminado o prazo, não entregaram os seus objectivos individuais.
    Há escolas que notificaram os professores de que vão ser penalizados com a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. Outras que se recusam a decretar consequências e aguardam orientações da tutela. E as interpretações sobre o que devem fazer os conselhos executivos — substituir-se ou não aos avaliados, definindo os objectivos por eles — também são diversas.
    É neste cenário de dúvida que o Conselho de Escolas pediu à tutela uma reunião para o esclarecimento destas questões, disse ao Expresso Álvaro dos Santos, presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação (ME).
    Também na sua escola, a Joaquim Gomes Ferreira Alves (Porto), houve quem não entregasse os objectivos. “Vamos notificá-los do incumprimento. Mas não vamos dizer que consequências vão ter. Essa interpretação tem de ser feita a um nível que não o de escola a escola. Tem de haver uma orientação do ME”, defende Álvaro dos Santos.
    Por agora, as orientações têm sido dadas através de e-mails da Direcção-Geral dos Recursos Humanos (DGRHE) e na página da Internet do ME, onde vão sendo dadas respostas à medida das perguntas das escolas.
    “A escola deve definir se avalia os docentes que não procederam à entrega dos objectivos individuais, do mesmo modo que deve decidir se define os objectivos para os que não os entregarem”, diz uma das respostas da DGRHE.
    Mas a questão não é pacífica. “Não vejo que o ME possa endossar às escolas a responsabilidade de decidir dessa maneira”, comenta Manuela Esperança, presidente da Secundária Vergílio Ferreira, em Lisboa. Na sua escola, quase metade dos professores não entregou os objectivos. “Não os vou obrigar, nem definir por eles. Parece-me que têm de assumir a responsabilidade pelo seu acto. Mas aguardo instruções”, continua. No Agrupamento de Escolas Diogo Cão (Vila Real), a contestação foi levada ao extremo, com 240 professores a não participarem neste acto e apenas meia centena a fazê-lo, na sua maioria contratados que temem consequências em futuros concursos, conta o vice-presidente do conselho executivo, José Azevedo.
    O professor entende que para estes casos devem ser assumidas as metas que constam no projecto da escola. “Mas não temos capacidade jurídica para fazer estas interpretações. Pedimos orientações à direcção regional do Norte e estamos à espera”.
    Uma coisa é certa, admite este professor: “O equilíbrio emocional dos colegas foi beliscado e nota-se uma grande retracção em fazer aquilo que sai fora do seu serviço lectivo normal”.
    Há ainda escolas onde o prazo para cumprir esta etapa da avaliação ainda não terminou, pelo que é cedo para fazer balanços sobre a adesão dos docentes a mais esta forma de luta. Quanto às consequências, a discussão poderá só acabar nos tribunais.
    Isabel Leiria ileiria@expresso.impresa.pt
    EXPRESSO, 31/JAN/2009



Este é o ponto da situação da educação, sector habitualmente apresentado como exemplar pelos socratistas. Miguel Sousa Tavares vai hoje ao ponto de afirmar que queimando Sócrates em lume brando, o país corre o risco de perder a sua independência ;) Precisaremos de um novo Afonso Henriques!

Sócrates é um homem decidido em todas as áreas, mas quando chega à educação deixa o barco sem rumo, como ilustra a expressão acima destacada.

sábado, 3 de janeiro de 2009

MST: Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!


Elogiei o artigo de sábado passado em que Miguel Sousa Tavares destacava a relevância dos princípios políticos e éticos. Hoje, meu caro MST, escrevo-lhe para lhe dizer que me traiu. Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!

E MST esqueceu-os, oferecendo a Sócrates e a Milu excelentes epitáfios:

  • Sócrates
    Teve o mérito de ter tentado,
    Sozinho e contra todos,
    Reformar o que precisava de ser reformado.
    Assim, não podia vencer e não venceu.
  • Milu
    Vencida não por não ter razão,
    mas precisamente por a ter.


Quanto a Milu a única coisa certa é o princípio da avaliação, mas no processo de implementação do modelo de avaliação não acertou uma para amostra. Inventou um modelo impossível de adoptar, e persiste com o mesmo apesar dos simplexes. Usa o “mérito” dos professores no seu vocabulário, mas não consta que tenha sido uma docente brilhante para compreender o significado da expressão. Já demonstrou a inutilidade do seu modelo de avaliação, e simultaneamente a sua falta de carácter.

Deus me desculpe pela frontalidade, mas devia rebentar uma granada na boca de quem tem lata para elogiar o mérito de Sócrates, pouco tempo depois de ter colocado em causa a sua seriedade:

  • Nenhum aluno que tenha feito um curso ‘a sério’ numa Universidade ‘a sério’ teve, no ano de licenciatura, cinco cadeiras, das quais quatro dadas pelo mesmo professor; nenhum aluno se esqueceria do nome dos professores, para mais se só teve dois; nenhum aluno acreditaria que era possível ser membro do Governo e simultaneamente concluir uma licenciatura com aulas nocturnas e fazendo o ano com média de 17; nenhum aluno viu um professor dar-lhe as notas durante as férias de Agosto, e logo quatro no mesmo dia; nenhum aluno tem um certificado de curso passado durante as férias, num domingo, e assinado pelo reitor e pela filha, na qualidade de directora administrativa (típico de Universidade de vão de escada). A isto, basicamente, José Sócrates respondeu que são questões a que é alheio e cuja responsabilidade só pode ser imputada à Universidade. Mas há uma coisa a que ele não foi alheio, que foi a escolha desta Universidade para se licenciar. (Não posso referenciar por causa da política do EXPRESSO relativamente à descontinuação dos seus produtos)


MST, lembra-se de quem escreveu isto? O mérito de Sócrates é aplicar regras diferentes quando pensa em si ;) Este homem alguma vez terá legitimidade para propor e implementar alguma das reformas que a economia portuguesa exige?

Só fica uma dívida. Já terá sido MST contratado pelo Governo como assessor de imagem, ou outra coisa qualquer?

O Governo não tem legitimidade democrática para impor a sua política nas escolas, nem em sector de actividade nenhum, porque pulou a cerca. Não lhe basta a maioria absoluta no Parlamento, e ainda tem o Banco de Portugal liderado por um ex-Secretário-Geral do PS; o Tribunal de Contas é comandado por um homem do PS; a Autoridade para a Concorrência é dirigida por um parceiro de negócios do ministro da Economia; o ministro da Administração Interna é um ex-juiz do Tribunal Constitucional. Não é normal num regime democrático um só partido controlar a generalidade das instituições. Somos definitivamente um país terceiro-mundista, que aprecia as aldrabices de Sócrates, gosta de viver o farrabadó dos campeonatos quase ganhos, valoriza mais uns cêntimos antes das eleições. Simultaneamente adoramos exercitar a má língua observando as barracas de Sócrates, nem nos ralamos quando observamos os outros países a ultrapassarem Portugal em termos do PIB per capita, e já estamos habituados a apertar o cinto com as mais diversas justificações.

Integridade, carácter, exemplaridade... Tudo isto são palavrões a anos-luz de Sócrates e do país que temos.
Bem vistas as coisas, José Sócrates é simplesmente o político melhor adaptado às vigarices do país.



Adenda
Perante os esses de MST naturalmente que que compreendo todos os colegas que amavelmente me enviaram uma cópia do Equador.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Difamação na Internet


Este Natal já recebi mais de uma dezena de mails, iguais a este, a difamarem MST, atribuindo-lhe a expressão: "Os professores são os inúteis mais bem pagos deste país". Tenho respondido individualmente a cada um, solicitando-lhes a indicação da fonte. É o mínimo que qualquer professor exige de um aluno num trabalho de pesquisa. Porém, na Internet parece imperar a lei da selva, desresponsabilizando-se todos por fazerem simplesmente forward de mails de outros.

Como ninguém me indicou a fonte, digo-lhos eu a conclusão a que cheguei. Neste caso alguém inventou essa frase numa carta aberta dirigida a MST, e isso foi copiado por toda a Internet, sem que se tenha averiguado sequer se a dita Ana Maria Gomes existe ;)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Capitalismo, dinheiro e ética


Gostava de ter a lucidez demonstrada por Miguel Sousa Tavares, sábado após sábado. Terminou 2008 com chave de ouro num artigo em que nem a Economia, enquanto "ciência", escapa às suas críticas pela crise financeira, porque se deixou vender ao espírito "laissez faire, laissez passer" sem necessidade de qualquer demonstração. Realmente, nunca se refere explicitamente à Ciência Económica, mas explicando a crise económica com recurso a valores políticos e éticos anula a validade da análise económica.

  • Isto não é apenas uma crise económica, nem o resultado das aventuras criminosas de algumas ovelhas tresmalhadas do rebanho. Isto é, sobretudo, o resultado de uma crise de valores - políticos, sim, mas também éticos. É o resultado de o Estado se ter demitido do seu papel de vigilância e controlo dos poderosos e de a sociedade se ter dispensado de questionar a origem dessas súbitas e espantosas fortunas que cresceram debaixo dos nossos pés.
    Dantes, era necessário justificar socialmente a origem do dinheiro e nem mesmo os novos-ricos legítimos eram bem aceites; hoje, é o dinheiro que, por si só, justifica tudo.
    EXPRESSO, 27/DEZ/2007 - Continuar a ler...

sábado, 8 de março de 2008

2/3 dos professores desceram hoje a Avenida da Liberdade, na "Marcha da Indignação"


  • Dezenas de milhares de professores convergiram em Lisboa para a "Marcha da Indignação".
    Foi um protesto de professores sem precedentes. Os sindicatos dizem que cerca de 100 mil estiverem em Lisboa. A PSP aponta para uma adesão de 85 mil pessoas.
    RTP






1ª Foto: RTP. 2ª Foto: EXPRESSO. 3ª Foto: PÚBLICO


Para a história ficam os números, porque é fácil contar cabeças, e como este indicador é mensurável, é exactamente isso que fica objectivado.

O que pensam os professores que se manifestaram, isso é muito mais importante e heterogéneo,
mas não cabe em poucas linhas, nem dá jeito para fazer notícias. Compreende-se bem. Sai tanta legislação sobre educação, que só a conhecessem os professores que a isso são obrigados, mas numa democracia toda a gente tem direito de expressar a sua opinião. Assim, a imagem simplista que ficou dos docentes na opinião pública foi a de uma reles corporação que está a defender os seus actores medíocres.

  • Nesta altura do campeonato já toda a gente percebeu que o problema não está em Maria de Lurdes Rodrigues, como também não estava no sacrificado ministro da Saúde Correia de Campos. O problema é mais fundo, mais antigo e mais complicado de enfrentar: Portugal é, de há muito, um país mental e estruturalmente corporativo e qualquer reforma que qualquer governo intente esbarra sempre contra uma feroz resistência da corporação atingida. E para que serve uma corporação? Para proteger os medíocres, não os bons. Acontece com os professores, com os médicos, com os magistrados, com os agentes culturais, com os empresários encostados ao Estado.
    Miguel Sousa Tavares (EXPRESSO/Assinatura)


Certamente que José Sócrates também lê o artigo deste opinion maker do EXPRESSO. Recordo-lhe que a justiça é sempre concebida em termos relativos. Sem dúvida que é injusto continuar a sobrecarregar os professores com novas tarefas, retirando-lhes os outrora “direitos adquiridos”, sem ter coragem para tocar nos outros servidores do Estado, designadamente nos magistrados e nos políticos. Dói muito dar um clique até ao site da CGA e ver que os professores são os únicos licenciados que contribuem para a redução do défice orçamental. Se José Sócrates tivesse coragem para enfrentar todos os grupos sócio-profissionais com a mesma determinação teria certamente o meu voto, apesar das inúmeras horas de sono que me tem roubado. E para cúmulo, a Ministra é tão habilidosa, que nem terei direito a ser avaliado!

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...