segunda-feira, 10 de março de 2025

Experiência de um utilizador que não recebe chamadas de voz desde novembro

Utilizador apaixonado por tecnologia, logo paciente, porque conhecedor de lançamento de produtos que nem passam da fase beta. Fui acompanhando com interesse a DIGI, desde que começou a falar-se do seu projecto, em sites como o 4gnews e o pplware. Por impedimentos do serviço não tive tempo no dia 5, mas a 6 de novembro assinei contrato com a DIGI, online, subscrevendo os três serviços: internet, tv e móvel.


Internet

A instalação da internet ficou marcada inicialmente para 18 de novembro, mas apenas se verificou a 28. O motivo foi simples, e fiquei muito agradado com este atraso.  Efectivamente, o antigo operador tinha estado anos a cobrar-me fibra, utilizando cabo coaxial. A DIGI só instalou os seus serviços após colocar cabos de fibra até minha casa, ganhando muitos pontos com a sua postura ética, de só vender fibra utilizando fibra. Pedindo ao antigo operador uma indemnização pelo tempo em que me venderam fibra através de cabo coaxial, consegui sair antes de terminar o período de fidelização, sem pagar a respectiva multa.  

Apesar de com antigo operador já ter internet a 500MB, passar a ter 1GB representou um salto significativo em termos de velocidade, e sobretudo em termos de estabilidade, porque o sinal nunca mais falhou, enquanto antigamente não passava uma semana sem falhas. É excelente o serviço internet da DIGI.


TV

A qualidade de imagem melhorou bastante, mas aquela box tem muitas limitações conhecidas que não vou referir, aguardando ansiosamente pelo lançamento da vossa APP.


Móvel – o busílis

Se soubesse o que sei hoje não teria pedido a portabilidade dos dois números: *90 (meu) e *28 (minha mulher). Estes nunca receberam chamadas de outras redes nem SMS OTP.

Não ficámos “incontactáveis”, como dizem os funcionários das outras operadoras, porque felizmente, hoje muitas APP’s substituem vantajosamente o serviço telefónico tradicional, com destaque para o WhatsApp.

Quanto a mensagens SMS OTP, por exemplo, o homebanking no site exige confirmações através destes códigos para algumas operações, mas felizmente podem realizar-se todas através da APP. Também estava habituado a utilizar a Chave Móvel com código por SMS, mas também passei a utilizar o código via APP, pelo que dei a volta nestas situações. Porém, há outros sites em que nunca mais consegui entrar desde que perdi as SMS OTP da NOS, bem como não sei quantas mensagens do SNS e de outros perdemos.

Lendo o fórum da DIGI na reddit e pesquisando pela internet concluí que os problemas poderiam estar relacionados com a portabilidade, decidindo pedir números novos para resolver o assunto de vez.

A 25/Fev pedi online um novo número, *27, para substituir o *90, desistindo de vez da portabilidade. Convencido de tinha tomado a opção certa, enquanto esperava este cartão, fui a uma loja da DIGI, a 01/Mar, buscar o cartão *44 para substituir o *28, ficando a minha mulher com o problema resolvido a 03/Mar, comprovando a minha teoria.

Quanto ao cartão que pedi online, os Correos espanhóis não o entregaram, apesar de terem estado aqui à porta, por duas vezes, porque eu não tinha o código! Esperei pela terceira entrega, que deveria ter sucedido dia 05/Mar (4ª-feira) porque entretanto já tinha mudado o contacto para receber a SMS num número da Lycamobile, mas desta vez nem os Correos enviaram o código. Assim, fui a uma loja física, garantir que trazia um novo cartão.  Na loja disseram-me que não podia pedir cartões novos assim! Deram-me um cartão em branco e fizeram uma chamada para o suporte, garantindo dia 07/Mar (6ª-feira) teria a segunda via do cartão a funcionar. Sábado, 08/Mar, passei uma hora ao telefone, 923 30 90 30, a ouvir aquela música ou a falar com certamente mais de 5 operadores, que iam passando a chamada entre si, porque o problema era com outro. Finalmente o último, disse que nº *27 se encontra na fila para activar, mas não podia fazer mais nada, a não ser esperar. Hoje, 10/Mar (2ª-feira), enquanto esperava, resolvi passar a escrito a minha experiência.  

A oferta da DIGI é muito boa, mas são amadores em muitos aspectos. Veja-se o marketing. Dizem que tem pacotes desde 27€/mês, mostrando imediatamente abaixo um pacote por 26€/mês. Nenhum outro operador teria uma falha destas. 

A MENSAGEM FOI ACTUALIZADA QUANDO O PROBLEMA FICOU RESOLVIDO! ACIMA!

Mensagem publicada no Forum https://www.reddit.com/r/digipt/ - ligação aqui

sábado, 8 de março de 2025

O excesso da “demanda” como causa da inflação

Na unidade 4 do 10º ano, Comércio e moeda, explica-se entre outros aspectos, que o excesso da procura é uma das causas da inflação:
  • “Por exemplo, suponhamos que na loja só resta um CD e que tu e todos os teus amigos o querem comprar. O vendedor irá provavelmente aumentar o preço do CD porque sabe que a procura é muita e que pode conseguir mais dinheiro por ele.” (Brochura do BCE)
Muitos professores desatinavam com a prática dos estudantes que consistia em confrontarem as suas informações com o Google, aspecto que nunca me perturbou, mas agora há um verdadeiro elefante dentro da sala, que não pode ser ignorado: os chatbots de IA. Como têm resposta para todas as perguntas, oferecem informações e entretenimento de forma mais rápida e atraente que qualquer professor, levando a que os alunos sintam cada aula como uma “seca” e deixem os professores a falar para as paredes.

Imaginem que explicaram o excesso da procura como causa da inflação, como têm explicado sempre, como vem em todas as obras de referência e em todos os manuais. Só que desta vez, no teste, todos os alunos da turma explicaram o excesso da “demanda”... e após confrontarem a turma com estas respostas ainda algum palerma observou:

- Mas professor, procura ou demanda não são a mesma coisa?

quarta-feira, 5 de março de 2025

Continuamos no pântano. É o que temos!

Em Portugal, a alternância tem sido entre o PS e o PSD.

Estamos numa fase em que nem o Governo é digno da aprovação de uma moção de confiança, nem a oposição deseja aprovar uma moção de censura. Ficam naquela langonhice… não entra nem sai de cima. Algo que Guterres celebrizou, chamando-lhe "pântano político".

terça-feira, 4 de março de 2025

O fato e a t-shirt

O fato, historicamente, é um símbolo de conformidade com normas sociais e profissionais. Ao usá-lo, o indivíduo demonstra que está ciente e disposto a seguir as regras do jogo, a se adequar a um determinado contexto, seja num casamento, num funeral, num emprego ou no circo da AR. O fato pode ser visto como uma espécie de armadura social, uma forma de representar um papel, seja ele o de profissional competente, de pessoa elegante e respeitável, ou de membro de um determinado grupo ou gangue.

A t-shirt, por outro lado, é uma peça de roupa muito mais pessoal e expressiva. Ela permite que o indivíduo mostre sua individualidade, seus gostos, suas preferências e até mesmo suas convicções, adequando-se a ambientes onde pode relaxar, ser ele mesmo, sem a necessidade de se preocupar com formalidades. A t-shirt expressa descontração, informalidade, conforto e autenticidade.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Estamos fartos da política com truques

Miguel Morgado expôs brilhantemente porque cresce o fosso entre os políticos e o interesse da população pela política.
Parece que as pessoas estão a ficar fartas da política com truques um pouco por todo o lado... e acabam por votar em quem não merece.
Trump e Putin são o expoente máximo da política com truques. Só são mais perigosos porque se encontram sentados nos arsenais nucleares.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Os amigos e os professores, fazem falta?!

E lá estava eu, um jovem curioso nos anos 80, diante de um desafio colorido que prometia levar-me à loucura: o cubo mágico. Meus pais, com a melhor das intenções, presentearam-me com aquele objeto misterioso, e eu, com a ingenuidade da idade, acreditei que seria capaz de decifrá-lo num piscar de olhos.

Puro engano! Passei a noite em claro, tentando inutilmente alinhar aquelas cores teimosas, mas o máximo que consegui foi embaralhar ainda mais o cubo. Desolado, recorri à sabedoria dos livros e adquiri um exemplar de mais de 100 páginas intitulado "Todos Podem Fazer o Cubo Mágico", mas perdi a paciência antes de o conseguir fazer.

Não podia desistir! Recorri a um amigo macanudo, daqueles que parecem ter todas as respostas para os enigmas da vida. Ele, com a paciência de um monge budista, ensinou-me um método para fazer o cubo mágico, e anotámos um esquema com as etapas a seguir.

Com a ajuda dessa cábula, passei a dominar o cubo mágico com maestria. Nas competições com amigos orgulhava-me de resolver o cubo em menos de 60 segundos. Era uma febre!

Naquela época, a informação disseminava-se pela rádio, tv, jornais e revistas, e pelo boca-a-boca. Não havia nenhum Google, nem ChatGPT! Cada interessado tinha seu próprio método para resolver o enigma. Eu, por exemplo, apeguei-me ao método que meu amigo macanudo me ensinou e não quis saber de outros.

Hoje em dia, com a internet e a inteligência artificial, tudo parece mais fácil. Basta digitar "como resolver o cubo mágico" no Google e pronto, temos acesso a milhares de tutoriais e vídeos explicativos. Mas será que essa facilidade toda não nos afasta um pouco da importância de ter um bom amigo ou um bom professor?

Dedico esta mensagem ao meu amigo macanudo Necas, operador da estação Bala, já no céu. Ele ensinou-me não apenas a resolver um quebra-cabeças, mas também a importância de ter alguém para nos guiar e nos ajudar a superar alguns dos desafios da vida.

Aos interessados, deixo aqui alguns esquemas para resolver o cubo mágico. Virem-se!

E você, já teve alguma experiência parecida? Compartilhe sua história nos comentários!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Repensando a Riqueza: Da Acumulação Ilimitada à Vida Boa

Já parou para pensar sobre o verdadeiro significado da riqueza? Aristóteles, há milhares de anos, já diferenciava a economia (uso da riqueza para a "Vida Boa") da crematística (busca pela riqueza em si). Será que essa distinção ainda é relevante hoje?

Em um mundo obcecado pelo crescimento económico, muitas vezes esquecemos que a riqueza é apenas um meio para um fim: o bem-estar humano. Mas será que mais riqueza significa necessariamente mais felicidade? Um estudo recente, baseado em dados de diversos países, revela uma relação complexa entre rendimento e bem-estar, mostrando que, acima de um certo ponto, o aumento da riqueza não se traduz em melhorias significativas na qualidade de vida.

Este artigo explora a fundo essa questão, revisitando as ideias de Aristóteles e trazendo para o debate as contribuições de economistas contemporâneos como Amartya Sen. Sen convida-nos a repensar a própria noção de prosperidade, indo além da simples acumulação de bens materiais e focando nas capacidades que as pessoas precisam desenvolver para alcançar uma vida plena e feliz.

Quer saber mais sobre como a riqueza pode contribuir (ou não) para a sua "Vida Boa"? Descubra como repensar seus valores e prioridades, e como buscar uma prosperidade mais autêntica e significativa.

Leia o artigo completo aqui e junte-se a nós nesta importante reflexão! [Link para o artigo]

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O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...