Depois de tanto ter escrito, ainda não tinha nenhuma etiqueta "25 de Abril". É significativo. Só damos valor às coisas quando sentimos o risco de as perder.
O 25 de Abril foram três promessas: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver.
O Desenvolvimento do país foi deixado para as calendas gregas, e desde modo já é a qualidade da Democracia que se questiona.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Custos por hora de trabalho em Portugal são dos mais baixos da Europa
Fonte: Labour costs in the EU27 in 2011, 63/2012 - 24 April 2012
Sonhámos com a convergência real ao Norte da Europa, mas realmente estamos a convergir mais com a China ;)
-
Entre os 17 países da zona euro, só em três é que os trabalhadores são mais baratos do que em Portugal. Segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat, os portugueses são dos que custam menos às empresas por cada hora trabalhada.
Em 2011, o Eurostat estima que esse custo tenha sido de 12,1 euros por hora em Portugal, o que representa subida muito ligeira face ao ano anterior (12 euros). Em 2009 e 2008, os custos de trabalho estavam nos 11,9 e 11,5 euros, respetivamente.
Dinheiro Vivo
Sonhámos com a convergência real ao Norte da Europa, mas realmente estamos a convergir mais com a China ;)
domingo, 22 de abril de 2012
Vantagens do casamento
- Quais são as vantagens do casamento?
- Economia e conforto.
- Eh pá, isso é uma carrinha a gasóleo!
- Economia e conforto.
- Eh pá, isso é uma carrinha a gasóleo!
sábado, 14 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Em Portugal quem paga a austeridade são os mais pobres
Portugal é o único país com uma distribuição claramente regressiva, com percentuais de perdas que são consideravelmente maiores nos grupos do primeiro e segundo decis (mais pobres) que nos decis mais altos da distribuição (mais ricos).
Portanto, em Portugal quem paga a austeridade são os mais pobres, ao contrário da generalidade dos países, onde o 1º e 2º decis são os menos afectados pela austeridade.
Fonte: http://www.socialsituation.eu/research-notes/SSO2011%20RN2%20Austerity%20measures_final.pdf
Note-se que as medidas de austeridade consideradas para a construção deste gráfico foram tomadas, no caso português, entre 2009 e 2011, portanto pelo Partido Socialista. O Memorando de Entendimento com a troika foi assinado em Maio de 2011, e a partir daí a percepção que se têm é que a situação se tem agravado de dia para dia.
Portanto, em Portugal quem paga a austeridade são os mais pobres, ao contrário da generalidade dos países, onde o 1º e 2º decis são os menos afectados pela austeridade.
Fonte: http://www.socialsituation.eu/research-notes/SSO2011%20RN2%20Austerity%20measures_final.pdf
Note-se que as medidas de austeridade consideradas para a construção deste gráfico foram tomadas, no caso português, entre 2009 e 2011, portanto pelo Partido Socialista. O Memorando de Entendimento com a troika foi assinado em Maio de 2011, e a partir daí a percepção que se têm é que a situação se tem agravado de dia para dia.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O lapso de Vítor Gaspar
Tem muita lata para fazer experimentalismo social, e depois de não ter outra explicação, enfim, admitir um lapso, expressão suavizada de erro que os políticus nunca admitem.
Estava na memória de todos a sua promessa de que os cortes dos subsídios de férias e de Natal apenas seriam mantidos até 2013, como tinha afirmado em 2011.
sexta-feira, 2 de março de 2012
O direito de entender os documentos
"Escrever para que a avó compreenda", é o conselho dado aos especialistas que nos infernizam a vida com documentos incompreensíveis. Sandra Fisher-Martins cita mesmo Einstein na sua apresentação: "Se não consegues escrever sobre um assunto de uma forma simples, é porque na verdade não o percebes" (13:05).
quinta-feira, 1 de março de 2012
Levantou-lhe o faldistério!
O faldistério, não fazia parte do meu vocabulário até ler esta imagem que recebi por mail de uma sentença de 1771, que tomo como fidedigna.
Enquanto estou a lutar contra o computador, só para continuar a escrever de acordo com a antiga grafia, esta imagem evidencia que nas línguas vivas, mesmo sem necessidade acordos grafados na lei, se registam alterações nas regras gramaticais, palavras que morrem,.... porque em relação a palavras novas é fácil demais encontrar exemplos na Internet ;) Sorry ;)
A língua é uma construção social, mas desta vez, quem aprovou o acordo até conseguiu que a Microsoft integrasse o novo conversor numa actualização rotineira do Windows Update, instalando-o sem eu dar por isso! fdp
Assim certamente que muitos já começaram a utilizar o novo acordo sem sequer dar por isso, quando mais discutir o assunto e tomar uma posição. E viva a democracia electrónica! Exactamente, com cê.
A língua é uma construção social, mas desta vez, quem aprovou o acordo até conseguiu que a Microsoft integrasse o novo conversor numa actualização rotineira do Windows Update, instalando-o sem eu dar por isso! fdp
Assim certamente que muitos já começaram a utilizar o novo acordo sem sequer dar por isso, quando mais discutir o assunto e tomar uma posição. E viva a democracia electrónica! Exactamente, com cê.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Leonardo Da Vinci, mestre também na cópia
O Homem de Vitrúvio é agora atribuído a Giacomo Andrea, um amigo de Leonardo Da Vinci que o terá desenhado antes deste.
Até aqui o desenho era atribuído a Leonardo Da Vinci. Também tu copiavas ;)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A mentira tem perna curta
Vitor Gaspar que impõe ao país um programa de austeridade irrealista foi literalmente apanhado numa conversa com o seu homólogo alemão, questionando-o sobre a necessidade de fazer ajustamentos ao Programa imposto a Portugal pela Troika.
Mesmo sabendo que não somos cegos e surdos, Vitor Gaspar voltou a negar a necessidade de ajustamento para consumo interno.
O que vai acontecer então? Quando a opinião pública alemã estiver disposta a aceitar o ajustamento do programa português, o Governo poderá pedi-lo, mas a razão invocada nunca será o mau desempenho da economia portuguesa, porque a ser alunos brilhantes! Na ocasião se dirá que se alteraram as condicionantes externas.
O que vai acontecer então? Quando a opinião pública alemã estiver disposta a aceitar o ajustamento do programa português, o Governo poderá pedi-lo, mas a razão invocada nunca será o mau desempenho da economia portuguesa, porque a ser alunos brilhantes! Na ocasião se dirá que se alteraram as condicionantes externas.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Austeridade sem moral: A descredibilização da política por quem a quer impor
Vitor Gaspar tem a função de impor um extenso plano de austeridade a todo o país. Não deve admitir excepções, que conduzem a outras...
Neste plano, não só é absolutamente imoral que comece por abrir excepções num banco onde é funcionário. Adianta o EXPRESSO que:
Assim, que moralidade tem um homem para exigir austeridade ao país, quando se subtrai a si próprio e aos colegas do Banco da participação no mesmo desígnio? Está mesmo a dizer que a austeridade é apenas um eufemismo para os mais fortes imporem uma repartição do rendimento cada vez mais desequilibrada.
Já sabemos que os funcionários do BdP não são funcionários públicos, mas quando utilizam a sua independência para fazer uma interpretação das regras diferente da dos irlandeses e espanhóis, recordam-nos o exemplo de Vitor Constâncio, que como Governador do Banco Central de um país miserável também se sentia legitimado para ganhar mais que o presidente da Reserva Federal Americana.
Neste plano, não só é absolutamente imoral que comece por abrir excepções num banco onde é funcionário. Adianta o EXPRESSO que:
- Vítor Gaspar, que é funcionário do BdP e esteve durante vários anos no BCE, conhece bem as as regras. E seguiu-as à letra. EXPRESSO, 28/JAN/2012
Assim, que moralidade tem um homem para exigir austeridade ao país, quando se subtrai a si próprio e aos colegas do Banco da participação no mesmo desígnio? Está mesmo a dizer que a austeridade é apenas um eufemismo para os mais fortes imporem uma repartição do rendimento cada vez mais desequilibrada.
Já sabemos que os funcionários do BdP não são funcionários públicos, mas quando utilizam a sua independência para fazer uma interpretação das regras diferente da dos irlandeses e espanhóis, recordam-nos o exemplo de Vitor Constâncio, que como Governador do Banco Central de um país miserável também se sentia legitimado para ganhar mais que o presidente da Reserva Federal Americana.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Estará Portugal a acordar?
Há uma teoria das rãs que diz que aquela que foi metida numa panela com água a ferver, saltou da panela e salvou-se. Outra rã que entrou com a água morna deixou-se ficar, entretanto a água foi continuando a ser aquecida, ela não reagiu, e ficou cozida.
A distribuição do rendimento pelos factores produtivos (trabalho/capital) é hoje mais desfavorável ao trabalho do que chegou a ser durante o Estado Novo, desde 1980 para cá todas as políticas têm agravado o fosso entre os mais ricos mais pobres - descontando alguns anos de benesses justificadas pelas eleições - mas é relativamente raro falar-se do assunto.
Entretanto a declaração patética de Cavaco Silva deu origem a uma petição pela sua demissão, em jeito de brincadeira, que está a ser levada a sério por muitos. De sábado até hoje já ultrapassou os 5.500 subscritores.
Cavaco está a queixar-se de tomar xarope, enquanto o povo já anda a supositórios ;)
A distribuição do rendimento pelos factores produtivos (trabalho/capital) é hoje mais desfavorável ao trabalho do que chegou a ser durante o Estado Novo, desde 1980 para cá todas as políticas têm agravado o fosso entre os mais ricos mais pobres - descontando alguns anos de benesses justificadas pelas eleições - mas é relativamente raro falar-se do assunto.
Entretanto a declaração patética de Cavaco Silva deu origem a uma petição pela sua demissão, em jeito de brincadeira, que está a ser levada a sério por muitos. De sábado até hoje já ultrapassou os 5.500 subscritores.
Cavaco está a queixar-se de tomar xarope, enquanto o povo já anda a supositórios ;)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Crise na Europa
Não se encontra esta tradução no YouTube junto às versões legendadas noutras línguas porque o português resolveu ser demasiado criativo no título, apesar de concordar absolutamente com ele: "O politico que representa realmente a opinião da população... :-)" Mas ficaria igualmente muito bem na descrição.
Crise do Euro
O Euro foi criado para aprofundar políticas europeias, e não para assegurar a hegemonia da Alemanha, que UE visava controlar.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
É mais fácil utilizar blogues que a escrever Economia!
Hoje ao corrigir blogues tive uma pequena surpresa:
Fonte: http://economialc.blogspot.com/
Só é pena o acento, mesmo na Economia!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Reage!
Versão popular do anúncio da Coca-Cola a apelar à acção contra a injustiça gritante ao nível da repartição do rendimento. Fica link para o caso do padre franciscano.
Pagam a conta (para além da Troika) os funcionários públicos, os contribuintes e os carenciados. Critério não há nenhum. Sorry! É mais simplex assim ;)
Pagam a conta (para além da Troika) os funcionários públicos, os contribuintes e os carenciados. Critério não há nenhum. Sorry! É mais simplex assim ;)
sábado, 24 de dezembro de 2011
Dívida Pública – O abuso da Grécia, Itália e Irlanda
Observando a evolução da Dívida Pública em percentagem do PIB percebe-se claramente que a Grécia e Itália jogam noutro campeonato, bem como que o ritmo de crescimento da divida na irlandesa é insustentável.
Quanto às economias portuguesa e espanhola não dá para perceber o nervosismo dos mercados, porque Portugal está alinhado com as potências europeias neste indicador, e a Espanha surge numa situação mais confortável.
Observando como são utilizados os fundos públicos, a corrupção explica as posições da Grécia e de Itália, bem como as preocupações com Portugal e Espanha.
Quanto às economias portuguesa e espanhola não dá para perceber o nervosismo dos mercados, porque Portugal está alinhado com as potências europeias neste indicador, e a Espanha surge numa situação mais confortável.
Observando como são utilizados os fundos públicos, a corrupção explica as posições da Grécia e de Itália, bem como as preocupações com Portugal e Espanha.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Kit de emigração
Esta imagem circula na Internet para nos recordarmos da polémica sugestão de Passos Coelho.
Estas afirmações são particularmente graves, porque em todos os países desenvolvidos a população tem mais anos de escolaridade que a população portuguesa.
Estas afirmações são particularmente graves, porque em todos os países desenvolvidos a população tem mais anos de escolaridade que a população portuguesa.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
A idade dos países - O mundo conforme Casciari
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7... No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete.
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume).. É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiúde de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'.
NOTA SOBRE O TEXTO:
A parte referente a Portugal não fazia parte do texto original.
Este é um artigo de humor, não apresentando precisão nos dados, mas valendo a pena ler pela sua piada.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete.
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume).. É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiúde de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.
NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre'.
NOTA SOBRE O TEXTO:
A parte referente a Portugal não fazia parte do texto original.
Este é um artigo de humor, não apresentando precisão nos dados, mas valendo a pena ler pela sua piada.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A SIDA em Portugal tem significado?
Comparando Portugal com o Botswana, Leshotho ou Moçambique seremos forçados a concluir que a SIDA por cá tem um carácter residual.
Porém, se nos compararmos com os nossos parceiros europeus ficaremos envergonhados.
Além do Google Public Data Explorer, outra ferramenta estatística interessante é o Gapminder. Eis a comparação entre o Botswana, Portugal e Alemanha no Gapminder.
Independentemente das estatísticas, se for o nosso caso... então será uma tragédia.
Porém, se nos compararmos com os nossos parceiros europeus ficaremos envergonhados.
Além do Google Public Data Explorer, outra ferramenta estatística interessante é o Gapminder. Eis a comparação entre o Botswana, Portugal e Alemanha no Gapminder.
Independentemente das estatísticas, se for o nosso caso... então será uma tragédia.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Somos 7.000 milhões
De acordo com uma projecção das Nações Unidas, o planeta irá superar hoje a barreira dos 7 mil milhões de habitantes. Mesmo sendo uma estimativa (baseada nos mais recentes censos e registos de população, compilados pelas Nações Unidas desde os anos 50), a mesma tem o mérito de nos permitir reflectir sobre as oportunidades e os riscos que decorrem do rápido crescimento da população mundial.
Muito mudou desde o nascimento do habitante 6 mil milhões em 1999, que se convencionou simbolicamente ser o bósnio Adnan Nevic. Desde então, o mundo foi confrontado com a maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial, que ainda está longe de estar ultrapassada. Viu aumentar a ameaça do terrorismo e das alterações climáticas. Mas foi também testemunha do início da transição para a democracia de alguns regimes autocráticos, e da afirmação do poder económico e político de países emergentes como a China, a Rússia, a Índia e o Brasil.
A maldição Malthusiana e a Revolução Verde
O primeiro grande estudo sobre o crescimento da população foi publicado em 1798 pelo Reverendo inglês Thomas Malthus, um dos maiores economistas de sempre. Na obra “ Ensaio sobre o Princípio da População”, Malthus manifesta a sua preocupação com o crescimento populacional acelerado, num contexto de miséria da classe operária no Reino Unido. Baseado nas suas observações, defendeu que, na ausência de guerras, epidemias ou desastres naturais, a população iria crescer em progressão geométrica (ex. 2 – 4 – 8 – 16 – 32 – 64, etc.) a cada 25 anos, enquanto os meios de subsistência apenas cresceriam em progressão aritmética (ex. 2 – 4 – 6 – 8 – 10 – 12, etc.), sendo limitada pela extensão territorial. A natureza encarregar-se-ia de repor o equilíbrio, através do aumento da mortalidade decorrente de epidemias e da fome: «O poder da população é de tal forma superior ao poder da terra produzir a subsistência do Homem, que a morte prematura irá, de uma forma ou outra, visitar a raça humana». Para evitar tal destino, Malthus propunha que as pessoas só tivessem filhos se possuíssem terras cultiváveis para os alimentar.
Felizmente, o tempo não viria a dar razão a Malthus. Não só a população do planeta não duplicou a cada 25 anos, como a produção de alimentos conseguiu acomodar o crescimento da população, devido à inovação tecnológica e aos significativos aumentos de produtividade agrícola, em particular na 2ª metade do Século XX. A criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO, na sigla original), em 1945, traduziu o desejo de aumentar a produtividade das colheitas e eliminar a fome.
A população mundial cresceu de 2,5 para 6,6 mil milhões de pessoas desde 1950, tendo a produção agrícola anual subido de 1,1 para 2,7 toneladas por hectare. No mesmo período, a área cultivada cresceu cerca de 10%, a nível mundial.
O expressivo aumento da produção agrícola resultou da introdução de novos processos de cultivo (a partir de 1943 no México e com especial incidência na década de 1960 na Índia e no Paquistão), baseados em programas de pesquisa científica (biotecnologia e genética), que levaram à crescente utilização de pesticidas, fertilizantes (à base de nitrogénio sintético), novas formas de irrigação e novas gerações de sementes. O pai da chamada “Revolução Verde”, o norte-americano de ascendência norueguesa Norman Borlaug, foi mesmo agraciado em 1970 com o Prémio Nobel da Paz, pelo seu contributo para o combate à fome a nível mundial.
Para a rápida expansão da população mundial, que tem acrescentado 1.000 milhões de novos habitantes a cada 12 a 15 anos, foram igualmente decisivos a melhoria dos cuidados de saúde e o acesso a saneamento e água potável, que permitiram aumentar a esperança média de vida global de 48 anos em 1950 até perto dos 70 anos na actualidade. Também a mortalidade infantil (crianças até 5 anos) registou um retrocesso notável, de cerca 40% no final do século XIX para menos de 7% hoje (e menos de 1% na generalidade dos países desenvolvidos).
De acordo com as estimativas das Nações Unidas, a taxa de crescimento populacional das últimas décadas não se irá manter, devido ao progressivo acesso dos países emergentes a métodos modernos de planeamento familiar, o que deverá permitir a descida da taxa de fertilidade de 5 filhos por mulher (dos 15 aos 49 anos) em 1950, para 2,5 no período 2010-2015, até ser atingida a taxa de 2,1 que é considerada como taxa de substituição natural. No gráfico seguinte, está representado o cenário central, que assume que serão atingidos 10,1 mil milhões de habitantes em 2100, bem como dois cenários extremos de baixa e alta fertilidade, que implicam valores finais de 6,2 e 15,8 mil milhões, respectivamente.
Quais os principais desafios associados ao crescimento da população?
1. Mercados Emergentes: expansão da classe média e das cidades
De acordo com as Nações Unidas, 97% do actual crescimento populacional vem dos países emergentes, os quais já representam 80% da população mundial. Os jovens têm um peso significativo nestes países, já que 31% dos habitantes têm menos de 15 anos (o que compara com apenas 18% nos países desenvolvidos).
Os salários médios dos países emergentes são ainda 7 vezes inferiores aos dos desenvolvidos, mas espera-se que a expansão da classe média nos emergentes seja exponencial. De acordo com um estudo da Goldman Sachs (1) «estamos no meio de uma explosão sem precedentes da “classe média mundial”, e o ritmo de crescimento só tenderá a intensificar-se». Até 2030, 2.000 milhões de pessoas poderão juntar-se à classe média, o que terá «implicações profundas nos hábitos de consumo, utilização de recursos e pressões políticas». O acesso à classe média, definida como a população com rendimentos anuais entre 6.000 e 30.000 dólares (em paridades de poder de compra), marca o fim de um padrão de consumo que se limita à subsistência, e o início de outro em que se torna possível a aquisição de bens como carne, telemóveis, televisores e frigoríficos, ou mesmo serviços financeiros.
Outra das maiores transformações das próximas décadas passa pela crescente urbanização. Estima-se que, até 2050, a população urbana deverá duplicar em todo o mundo, subindo o seu peso na população mundial de 50% para 70%, crescimento praticamente todo concentrado em países emergentes. Esta evolução implicará uma revolução nas suas infra-estruturas, nomeadamente nas principais redes de transportes, energia, água e comunicações.
2. Pressão sobre os recursos naturais
Terá o planeta capacidade para albergar mais 2.300 milhões de pessoas até 2050? De acordo com a FAO, a produção de alimentos terá que aumentar 70% face aos níveis actuais, mas o investimento actual em novas tecnologias agrícolas e alimentares é insuficiente para atingir tal objectivo. Entre 1950 e 2007, a produtividade agrícola cresceu 3,5 vezes, mas parece estar a estagnar.
A escassez de terrenos agrícolas cultiváveis é um dos factores de preocupação. Estima-se que existissem em 1950 cerca de 0,5 hectares de terrenos agrícolas por pessoa. Em 2010, este valor deverá ser menos de metade. Nos países emergentes, em particular, o processo de urbanização e industrialização desvia cada vez mais terrenos para a construção de cidades.
Por outro lado, 2.000 milhões de pessoas vivem em áreas com escassez de água potável, sendo a sua disponibilidade cada vez mais limitada a nível mundial. Espera-se um aumento do consumo de 50% até 2025 nos países emergentes, ano em que mais de metade dos países do mundo deverão ter falhas pontuais de água potável.
Também as condições climatéricas extremas tenderão a condicionar cada vez mais as colheitas agrícolas. Estima-se que o aquecimento global possa reduzir a produção agrícola em cerca de 15% até 2020.
3. Envelhecimento dos países desenvolvidos
Na medida que a esperança média de vida tem vindo a aumentar e o nível de natalidade a diminuir, em particular nos países desenvolvidos, a tendência para o envelhecimento da população parece irreversível. Estima-se que a população com idades superiores a 65 anos possa duplicar até 2060.
Já actualmente, mais de 80 países (cerca de 42% da população mundial) têm um nível de natalidade inferior à taxa de substituição natural (2,1 filhos por mulher). A tendência é mais marcada na Europa e no Japão, que poderão perder metade da sua população até 2100.
O caso português é particularmente gritante, já que temos a 2ª taxa de fertilidade mais baixa do mundo (1,3 filhos) estimada para o período 2010-2015, a par da Áustria e Malta, e apenas atrás da Bósnia-Herzegovina (1,1 filhos).
No cenário “médio” das Nações Unidas, a população portuguesa deverá começar a decrescer em 2014, perdendo cerca de 4 milhões de habitantes até 2100. No pior cenário, o ano de pico será já 2011, podendo perder 7 milhões de habitantes até 2100.
Desde logo, esta evolução tem repercussões sobre a procura de medicamentos e cuidados de saúde: estima-se que as pessoas com mais de 65 anos consomem em média 4 vezes mais medicamentos do que as mais novas.
Dado que uma pessoa com 65 anos pode hoje em dia esperar viver mais 19 anos, em média, aumentarão igualmente as oportunidades para empresas relacionadas com geriatria e turismo sénior, mas também as pressões financeiras para os sistemas de segurança social: em 2000, existiam 4 pessoas na vida activa por cada reformado com mais de 65 anos, nos países desenvolvidos. Em 2020, serão 2,7 pessoas activas por cada reformado.
A confirmarem-se estas previsões, poderá estar em causa o próprio modelo de vida ocidental.
Em conclusão...
Desde que Malthus apresentou a sua visão catastrofista em 1798, o mundo superou por 7 vezes a barreira de 1.000 milhões de novos habitantes, 5 das quais após a Segunda Guerra Mundial, num período em que novas descobertas científicas nas áreas de produtividade agrícola e cuidados de saúde permitiram ultrapassar a “maldição” do Reverendo inglês.
Estima-se que a capacidade de produção agro-pecuária actual permita alimentar cerca de 9 mil milhões de pessoas. O facto de uma parte significativa da população mundial, em particular na África subsariana, ainda ser castigada com fome e falta de acesso a cuidados básicos de saúde, resulta sobretudo de problemas políticos e de uma deficiente distribuição da riqueza mundial.
Ainda assim, as Nações Unidas têm aproveitado o dia em que se assinala a chegada do habitante 7 mil milhões para chamar a atenção para os riscos do excesso de população, apelando ao reforço do investimento na saúde e educação dos cerca de 215 milhões de mulheres que ainda não têm acesso a métodos modernos de contracepção, apesar de o desejarem.
Não pondo em causa o princípio de que um crescimento sustentável da população permite diminuir a pressão sobre os recursos naturais do planeta, melhorando a qualidade global de vida, convém ter presente que a tendência de decréscimo da fertilidade pode ser difícil de inverter, como têm concluído diversos países desenvolvidos.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Pensão duplica para os políticos quando completam 60 anos
Que legitimidade tem o Governo para impor cortes salariais e aumentos de impostos generalizados, com a desculpa do défice, se depois vem premiar com um aumento de 100% aqueles que já estão tão bem na vida?
Estranho ainda, é o "bom comportamento" da imprensa, pois só o Correio da Manhã é que tem coragem para referir esta tanga.
Estranho ainda, é o "bom comportamento" da imprensa, pois só o Correio da Manhã é que tem coragem para referir esta tanga.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Pensões vitalícias de ex-políticos vão ser poupadas
A austeridade é só para a arraia-miúda, não para os políticos. Já sabíamos.
A justificação estúpida para para serem cortedas estas pensões.... é que são pagas "em 12 parcelas mensais, sem hipótese de se cortar nos subsídios".
Pensam que somos estúpidos? Não podiam criar uma taxa com efeito equivalente ao corte de 2 meses?
Medidas destas só fomentam e justificam a ira popular, que convinha evitar.
Realmente, atendendo ao modo 'Como os políticos enriquecem em Portugal', creio que já se fizeram pagar bem acima do que seria justo, e poderiam cortar-lhes integralmente os 12 meses.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/pensoes-vitalicias-de-ex-politicos-vao-ser-poupadas=f681389#ixzz1b8CpKfps
A justificação estúpida para para serem cortedas estas pensões.... é que são pagas "em 12 parcelas mensais, sem hipótese de se cortar nos subsídios".
Pensam que somos estúpidos? Não podiam criar uma taxa com efeito equivalente ao corte de 2 meses?
Medidas destas só fomentam e justificam a ira popular, que convinha evitar.
Realmente, atendendo ao modo 'Como os políticos enriquecem em Portugal', creio que já se fizeram pagar bem acima do que seria justo, e poderiam cortar-lhes integralmente os 12 meses.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/pensoes-vitalicias-de-ex-politicos-vao-ser-poupadas=f681389#ixzz1b8CpKfps
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Jardim faz o pleno: FENPROF mete nojo
Sem qualquer vergonha, Mário Nogueira vai perdendo a legitimidade para representar os professores.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Banco Central Europeu - explicado como se fosse às crianças
QUE É O BCE?
- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.
E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS.
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTÃO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÃO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!
AGORA NÃO PERCEBI!!
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada?
MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.
ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
A publicação deste texto em vários blogues deixa claro que o modelo de funcionamento do sistema financeiro é em si mesmo a origem dos problemas... pelo que não deveremos contar com ele para "soluções"..
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A Escada Social Tecnográfica II
O relatório EU KIDS ONLINE apresenta um vasto trabalho empírico, visto que foram inquiridas mais de 25.000 crianças em 25 países.
O relatório utiliza uma escada para nos indicar como as crianças utilizam a Internet. 100% das crianças - Quando as crianças começam a usar a internet, o que fazem inicialmente são os trabalhos escolares e jogar jogos sozinhas ou contra o computador.
86% das crianças - Além dos trabalhos escolares e jogos, esta etapa adiciona assistir a vídeos on-line (por exemplo, no YouTube). Estes são a maneira de usar a Internet como um meio de massa – para informação e entretenimento.
75% das crianças - A maioria das crianças usam a internet de forma interactiva para a comunicação (social networking instantâneas, de mensagens, e-mail) e ler / ver as notícias.
56% das crianças - A etapa 4 inclui jogar com outras pessoas online, download de filmes e música e partilha de conteúdo peer-to-peer (por exemplo, via webcam ou quadros de mensagens).
23% das crianças – Menos de um quarto das crianças chega a esta etapa, a mais avançada e criativa. Inclui visita a salas de chat, partilha de ficheiros, publicação de blogues e gastar tempo num mundo virtual.
Merece destaque a secção dos TOP 10 DOS MITOS SOBRE RISCOS DAS CRIANÇAS ONLINE.
Assim, por exemplo, será errada a ideia de que os nativos digitais têm conhecimentos superiores aos dos seus pais.
Ler o Relatório?
Post anterior sobre este tema:
http://netodays.blogspot.com/2008/09/escada-social-tecnogrfica.html
O relatório utiliza uma escada para nos indicar como as crianças utilizam a Internet. 100% das crianças - Quando as crianças começam a usar a internet, o que fazem inicialmente são os trabalhos escolares e jogar jogos sozinhas ou contra o computador.
86% das crianças - Além dos trabalhos escolares e jogos, esta etapa adiciona assistir a vídeos on-line (por exemplo, no YouTube). Estes são a maneira de usar a Internet como um meio de massa – para informação e entretenimento.
75% das crianças - A maioria das crianças usam a internet de forma interactiva para a comunicação (social networking instantâneas, de mensagens, e-mail) e ler / ver as notícias.
56% das crianças - A etapa 4 inclui jogar com outras pessoas online, download de filmes e música e partilha de conteúdo peer-to-peer (por exemplo, via webcam ou quadros de mensagens).
23% das crianças – Menos de um quarto das crianças chega a esta etapa, a mais avançada e criativa. Inclui visita a salas de chat, partilha de ficheiros, publicação de blogues e gastar tempo num mundo virtual.
Merece destaque a secção dos TOP 10 DOS MITOS SOBRE RISCOS DAS CRIANÇAS ONLINE.
Assim, por exemplo, será errada a ideia de que os nativos digitais têm conhecimentos superiores aos dos seus pais.
Ler o Relatório?
Post anterior sobre este tema:
http://netodays.blogspot.com/2008/09/escada-social-tecnogrfica.html
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Porquê integrar as tecnologias na sala de aula?
Os documentos em papel, como os cadáveres, estão expostos à corrupção do tempo, são alimento de pequenos vermes e, bastas vezes, o seu destino é converterem-se em pó.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Como Jardim esbanja os milhões
Explicações da SÀBADO para a dívida da Madeira:
Uma marina que está vazia
Estádios relvados, com despesas de manutenção tão elevadas que os clubes não as querem assumir
Uma via de 1 milhão de euros que só serve duas casas
Um heliporto inaugurado há 7 anos que nunca foi utilizado
O Museu da Baleia custou mais 760% que o orçamentado
O Governo é proprietário de 70 restaurantes
Uma piscina que custou 2 milhões de euros fechou ao fim de quatro meses
Só 51 empresas na Madeira pagam IRC, à taxa média de 0,16%, para dizer que pagam alguma coisa ;)
Que legitimidade têm os políticos para impor austeridade só no continente? Cavaco não sabia nada disto? É PR para quê?
Uma marina que está vazia
Estádios relvados, com despesas de manutenção tão elevadas que os clubes não as querem assumir
Uma via de 1 milhão de euros que só serve duas casas
Um heliporto inaugurado há 7 anos que nunca foi utilizado
O Museu da Baleia custou mais 760% que o orçamentado
O Governo é proprietário de 70 restaurantes
Uma piscina que custou 2 milhões de euros fechou ao fim de quatro meses
Só 51 empresas na Madeira pagam IRC, à taxa média de 0,16%, para dizer que pagam alguma coisa ;)
Que legitimidade têm os políticos para impor austeridade só no continente? Cavaco não sabia nada disto? É PR para quê?
domingo, 25 de setembro de 2011
Justiça do caraculu
Um cabo da GNR pediu para trocar de serviço, mas o sargento não autorizou a troca. Vai daí, o cabo respondeu "não dá pra trocar, então prò c...".
No entendimento comum dos mortais o comportamento do cabo deveria ser punido, mas os especialistas que administram a justiça em nome do Estado ainda elogiaram o tom da sua linguagem!
As normas jurídicas encontram-se particularmente distantes. A sua aplicação é muito demorada, instituindo-se mais como um mecanismo de gestão do tempo entre as partes em confronto, que como parte do sistema de justiça. Eis um exemplo anedótico de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que evidentemente não deverá ser extrapolado para outros contextos, pois legitima a insubordinação e a linguagem ordinária entre pares, nas relações de trabalho, apresentando a "linguagem de caserna" como "mero sinal de virilidade verbal"!
Aqui está um lindo exemplo de uma justiça boa como o c...
No entendimento comum dos mortais o comportamento do cabo deveria ser punido, mas os especialistas que administram a justiça em nome do Estado ainda elogiaram o tom da sua linguagem!
As normas jurídicas encontram-se particularmente distantes. A sua aplicação é muito demorada, instituindo-se mais como um mecanismo de gestão do tempo entre as partes em confronto, que como parte do sistema de justiça. Eis um exemplo anedótico de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que evidentemente não deverá ser extrapolado para outros contextos, pois legitima a insubordinação e a linguagem ordinária entre pares, nas relações de trabalho, apresentando a "linguagem de caserna" como "mero sinal de virilidade verbal"!
Aqui está um lindo exemplo de uma justiça boa como o c...
domingo, 18 de setembro de 2011
Listagem das entidades extintas/fundidas no âmbito do PREMAC
-1.711 cargos de direcção superior e intermédia no papel. E agora? Que fazem a esta gente?
Terá o Estado capacidade para os afectar a outros serviços onde sejam necessários, ou dispensar mesmo?
Ou vão recontratá-los em outsourcing?
Terá o Estado capacidade para os afectar a outros serviços onde sejam necessários, ou dispensar mesmo?
Ou vão recontratá-los em outsourcing?
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Computadores não são gordura do Estado
O provimento da educação exige que se realizem despesas de funcionamento. Se temos quadros interactivos, computadores e ligações à Internet é necessário realizar despesas para manter os equipamentos a funcionar e ir realizando upgrades e substituições. Caso se reduzam as despesas a zero, rapidamente o parque instalado se degradará e teremos todos de regredir ao giz na ardósia, às fotocópias e aos obsoletos manuais. Pela minha parte já consigo dispensar essa tralha toda, mas é preciso que me deixem poupar!
domingo, 4 de setembro de 2011
PSD: Da propaganda à prática
Propaganda eleitoral: Não agravar impostos e Cortar as gorduras do Estado
Doutrina económica: O Estado em Portugal tem de deixar de tutelar os portugueses. O sector público tem de libertar a sociedade civil, o sector público tem de libertar o funcionamento de uma economia de mercado. Isto é… a redução do papel do Estado em Portugal é um elemento crucial da agenda de liberalização da economia e é "condição essencial para puder diminuir de uma forma estrutural e durável o peso do Estado".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/vitor-gaspar-portugal-vai-superar-crise-video=f671635#ixzz1WxCjlJMR
Prática: Agravamento dos impostos e o maior despedimento de sempre
Doutrina económica: O Estado em Portugal tem de deixar de tutelar os portugueses. O sector público tem de libertar a sociedade civil, o sector público tem de libertar o funcionamento de uma economia de mercado. Isto é… a redução do papel do Estado em Portugal é um elemento crucial da agenda de liberalização da economia e é "condição essencial para puder diminuir de uma forma estrutural e durável o peso do Estado".
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/vitor-gaspar-portugal-vai-superar-crise-video=f671635#ixzz1WxCjlJMR
Prática: Agravamento dos impostos e o maior despedimento de sempre
Faz-se o mais Simplex!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Gráfico interactivo mostrando o estado da dívida
Fonte: http://www.economist.com/blogs/dailychart/2011/07/world-debt-guide
Portugal tem tanto peso na economia europeia e mundial, que o Economist nem se dignou representar-nos neste gráfico.
O problema da dívida soberana não atinge apenas os Estados dos países da periferia europeia, comummente referidos por PIGS. atinge também as famílias e as empresas, em todo o mundo desenvolvido.
sábado, 27 de agosto de 2011
Troika: Agora é a vez dos ricos pagarem a crise!
- Na conferência de imprensa da Troika, há uma semana, houve um pormenor curioso. A certa altura dois dos seus representantes desataram a fornecer "demasiados" detalhes sobre a situação portuguesa. Primeiro foi Jurgen Kröger a quantificar, por sectores, a derrapagem orçamental: Educação, BPN, Madeira… Kröger anunciaria ainda, em primeira mão, a transferência do fundo de pensões da banca para a Segurança Social. Depois veio Poul Thomsen: questionado sobre quanto teria o IVA de subir para se baixar a TSU, o representante do FMI recusou dar detalhes. Mas de seguida avançou que a redução da TSU não poderia ser selectiva e, para ter impacte, teria de descer 6 a 7%.
O jornalista confessa-se surpreendido com a riqueza de pormenores oferecidos pela Troika, e adivinhou que se destinavam a "entalar" o Governo de Pedro Passos Coelho que andava a "estudar" cenários de redução selectiva da TSU compensada por mais um aumento do IVA.
Mas a rapaziada da Troika "entalou" o Governo muito mais quando lhes disse que tinha a chegado a vez dos ricos pagarem a crise!
A TSU é para reduzir mesmo 6 a 7 pontos percentuais em todos os sectores de actividade, mas deverá ser compensada por um aumento do IRS a suportar exclusivamente pelos mais ricos!
Finalmente alguma justiça foi imposta pela Troika. É que quando observam Portugal, olham comparativamente para os outros países da União Europeia. No quadro da UE o IVA português já é absurdamente elevado, mas as receitas do IRS são das mais baixas, a par das gregas. Portanto a solução estava à vista para quem observasse o jogo fora do tabuleiro ;)
Santa Troika!
domingo, 14 de agosto de 2011
A Troika passou-se
Como é que houve desvios para pagar salários dos professores se estão congelados desde 2001, com descongelamentos apenas pré-eleitorais, que são restabelecidos logo depois das eleições? O último congelamento foi estabelecido em 2010, depois de o PS ter ganho as eleições de 2009.
O desvio que a Troika refere foi um descongelamento momentâneo de José Sócrates nas eleições de 2009 para comprar os votos dos dos professores... Que até resultou para continuar a governar até ao PEC4 ;)
Estou a tentar ajudar a Troika a explicar como uma rubrica congelada pode provocar desvios orçamentais, porque a notícia é omissa.
O desvio que a Troika refere foi um descongelamento momentâneo de José Sócrates nas eleições de 2009 para comprar os votos dos dos professores... Que até resultou para continuar a governar até ao PEC4 ;)
Estou a tentar ajudar a Troika a explicar como uma rubrica congelada pode provocar desvios orçamentais, porque a notícia é omissa.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
England riots - The misfortune to be born non-white
Source: Unemployment rate by ethnic group * ONS * Backup
If not born white will probably have less easy access to goods, and more easily will be unemployed. In Portugal it is said that "Black stopped is a suspect and running is a thief." In England the blacks have more lucky than the Portuguese, but unemployment rates are invariably higher for non-white, showing that opportunities for access to the labor market are very different. However, the youth unemployment rate rose to 23%, the situation was explosive, literally just a short fuse.
More, the UK has a proportion of its children living in workless households than any other EU country.
Europe must listen to these warnings!
Already in France was similar.
If not born white will probably have less easy access to goods, and more easily will be unemployed. In Portugal it is said that "Black stopped is a suspect and running is a thief." In England the blacks have more lucky than the Portuguese, but unemployment rates are invariably higher for non-white, showing that opportunities for access to the labor market are very different. However, the youth unemployment rate rose to 23%, the situation was explosive, literally just a short fuse.
More, the UK has a proportion of its children living in workless households than any other EU country.
Europe must listen to these warnings!
Already in France was similar.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Incoerência de Santos Pereira
Santos Pereira tem como missão contribuir para a a redução do défice orçamental e relançar a economia portuguesa na via do crescimento económico, tarefa difícil partindo da herança que tão bem caracterizou no seu blogue.
Afirmou que se "deparou com um clima e ambiente de ostentação no Ministério que é uma afronta para ele e para os portugueses". Muitos de nós ficámos satisfeitos com a observação, dizendo para com os nossos botões que tínhamos Ministro.
Pouco depois ficamos a saber que segue uma política inflacionista, para não empregar um adjectivo pior.
Não é lícito comparar o seu ministério com os "dois ministérios e meio" que veio substituir para justificar a taluda que cabe mensalmente à sua chefe de gabinete. Seguindo a mesma lógica ele também deveria ter o vencimento de "dois ministros e meio", e naturalmente que desta forma não serviria de nada Passos Coelho ter reduzido o número de ministros.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
uwall.tv
http://uwall.tv/ é um dos melhores sites para ouvir música e criar as suas próprias listas, como esta.
A coerência de Passos Coelho: Menos 5 Ministros no Governo, mais 4 Administradores na Caixa (CGD)
O discurso é pedir mais e mais sacrifícios, apresentando medidas simbólicas para justificar a austeridade, que não se questiona, e cujos efeitos sobre redistribuição do rendimento se distorcem.
Uma das medidas simbólicas mais propaladas na campanha eleitoral foi a redução do número de Ministros para 10, que por força da coligação com o CDS ficou em 11. Mesmo assim, resultou numa "poupança" de 5 Ministros relativamente ao Governo se Sócrates que tinha 16!
O que não se compreende é por que motivos a Caixa (CGD) passou agora a necessitar de 11 Administradores, quando até aqui lhe tinham bastado 7! Mais 4 que ganham bastante melhor que os Ministros!
Uma interpretação é que os amigos de Passos Coelho preferem ser Administradores da Caixa (CGD) a serem Ministros por razões óbvias ;) Para continuar a assegurar bons tachos é que a Caixa (CGD) não pode ser privatizada. RTP idem.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Mota Amaral com gabinete, secretária, BMW, motorista e telemóvel à pala do Estado
A austeridade não é para todos e estes exemplos descredibilizam qualquer "esforço colossal"... que depressa passa a mentira colossal.
- PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Despacho n.º 1/XII - Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.
Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março,
determino o seguinte:
a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dra. Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
f) Atribuir ao ex-Presidente da Assembleia da República telemóvel de serviço, em termos equiparados aos Vice-Presidentes da Mesa.
Palácio de São Bento, 21 de Junho de 2011
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado
DAR II Série-E - Número 1 ****** Backup
24 de Junho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Os ratings da Moodys, Fitch e da Standard & Poor's
Sobre o episódio da Moodys fica para registo:
- Os ratings são meras opiniões, não são nenhum resultado científico.
- O que dá credibilidade às agências de rating é a referenciação pelos investidores e pelas autoridades. Se preferem as opiniões da Moodys às da Companhia Portuguesa de Rating é porque provavelmente a Moodys acerta mais vezes.
- A onda popular de indignação contra as agências de rating – via mail e Facebook – compreende-se porque a decisão de descer em 4 níveis a notação da dívida soberana portuguesa foi tomada após a assinatura de um programa de resgate e antes que sejam visíveis quaisquer desvios.
- Os ratings da Moodys, Fitch e da Standard & Poor's favorecem os Estados Unidos relativamente ao resto do Mundo.
- Quando olham para os países europeus, observam os anglo-saxónicos numa primeira divisão e os PIIGS numa segunda categoria.
- As agências de rating têm alguma razão porque ninguém aproveita esta oportunidade de negócio.
- As agências de rating têm uma evidente dualidade de critérios aqui exposta com bom humor.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa constante
Diz-se em Economia que o IRS é mais equitativo que o IVA porque como tem taxas progressivas, que vão subindo à medida que o rendimento aumenta, distribui o esforço fiscal de modo a que aqueles que mais ganham, mais paguem. Eis a tabela das taxas marginais de IRS referentes a 2010:
O Imposto Extraordinário será o equivalente a a 50% da parte do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, que está fixado em 485 euros mensais. Isto, quer dizer que quem aufere 500,00 € por mês, isto é, 7.000,00 € por ano (500x14), pagará 7,50 € de imposto, que corresponde a uma taxa anual de 0,11%. Quem ganhar 2.500,00 € pagará 1.007,50 € de imposto, a que corresponde uma taxa anual de 2,88%.
Para rendimentos superiores a 2,500,00 € a taxa média anual continua próxima dos 3%, mostrando-se praticamente constante, em vez de progressiva, como num imposto sobre o rendimento deveria ser.
Porque é que o Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa praticamente constante?
Afinal qual é a lógica do PSD? Poupem os ricos?
O Pedro Lains admite que estavam apressados e/ou se enganaram no desenho deste imposto.
O Imposto Extraordinário será o equivalente a a 50% da parte do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, que está fixado em 485 euros mensais. Isto, quer dizer que quem aufere 500,00 € por mês, isto é, 7.000,00 € por ano (500x14), pagará 7,50 € de imposto, que corresponde a uma taxa anual de 0,11%. Quem ganhar 2.500,00 € pagará 1.007,50 € de imposto, a que corresponde uma taxa anual de 2,88%.
Para rendimentos superiores a 2,500,00 € a taxa média anual continua próxima dos 3%, mostrando-se praticamente constante, em vez de progressiva, como num imposto sobre o rendimento deveria ser.
Porque é que o Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa praticamente constante?
Afinal qual é a lógica do PSD? Poupem os ricos?
O Pedro Lains admite que estavam apressados e/ou se enganaram no desenho deste imposto.
Criminalizar o enriquecimento ilícito é uma urgência da democracia
A austeridade é selectiva.
É a forma de impor uma redistribuição do rendimento cada vez mais injusta.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Santana Castilho acusa Pedro Passos Coelho de desonestidade política
Mega-agrupamentos. Mantêm-se uma política desastrosa de desertificação do país.
Nuno Crato ao dizer que a avaliação de professores não é um problema fundamental do sistema revela a uma ignorância total do sistema. Ele próprio disse que tem poucas ideias sobre educação.
Quer atribuir os exames a uma empresa privada, como se não fosse suficiente atribuir autonomia técnica aos quadros do GAVE e libertá-los da "porca política". O outsousing só serve para pagar a mesma coisa duas vezes!
Um modelo de avaliação que introduziu as maiores injustiças que se conhecem na democracia portuguesa, adulterou as relações de trabalho, criou mau clima nas escolas e condiciona qualquer política.
Tudo aquilo que Passos Coelho disse que ia suspender, logo que foi Governo desdisse, e desdisse de uma maneira que não é séria.
Passos Coelho assume que os professores são estúpidos? Pensa que pode dizer uma coisa antes das eleições e outra depois de chegar ao Governo?
1 - Com os impostos também disse que não subiriam...
2 - Nunca subiria o imposto sobre o rendimento...
3 - Era um disparate cortar o subsídio de Natal...
4 - Tinha feito passar a farsa que não lhe tinham dito nada relativamente ao PEC4...
Isto é suficiente para avaliar a credibilidade de um político.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Interpretando Passos Coelho para desenhar o Modelo de Avaliação do Desempenho do PSD
Diz Passos Coelho que temos que distinguir avaliação de desempenho de avaliação na classificação para mudança de escalão. Depois explica que a avaliação de desempenho é sempre importante porque os professores trabalham todos os dias. A avaliação na classificação para mudança de escalão bastará realizá-la nos anos previstos para mudança de escalão.
Esta retórica faz lembrar o “eduquês” da avaliação contínua dos alunos que são remetidos no final do ano para um exame. O sistema de ensino precisa dos exames para minimizar o impacto de avaliações contínuas segundo padrões muito distintos. Os professores precisam da avaliação contínua para fazerem os alunos trabalhar.
No caso dos professores, Passos Coelho deverá querer entregar a avaliação contínua dos professores (dita avaliação de desempenho) aos Directores, que vigiarão quotidianamente as questões disciplinares, a assiduidade, a simpatia,… mas quando chegar a hora de mudar de escalão deverá formar-se um júri parra avaliar o docente no seu trabalho pedagógico.
Esta retórica faz lembrar o “eduquês” da avaliação contínua dos alunos que são remetidos no final do ano para um exame. O sistema de ensino precisa dos exames para minimizar o impacto de avaliações contínuas segundo padrões muito distintos. Os professores precisam da avaliação contínua para fazerem os alunos trabalhar.
No caso dos professores, Passos Coelho deverá querer entregar a avaliação contínua dos professores (dita avaliação de desempenho) aos Directores, que vigiarão quotidianamente as questões disciplinares, a assiduidade, a simpatia,… mas quando chegar a hora de mudar de escalão deverá formar-se um júri parra avaliar o docente no seu trabalho pedagógico.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede
A Lei de Ouro do Trabalho Escolar propõe outra explicação: Os estudantes que obtêm negativa, preferem afirmar que não estudaram, subtraindo-se ao juízo professoral que os classificaria como estúpidos.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Um país que não funciona
Procurando conhecer os resultados das legislativas de 2011, do passado Domingo, apenas para registo no blogue, o melhor que encontrei foi isto:
Até fizeram um Portal do Eleitor, mas de nada me serve, porque não consigo entrar em lado nenhum, nem vejo nenhum possibilidade de registo. deve ser um site muito à frente ;) Tanto que não funciona, à imagem do país.
Fica aqui uma observação de como o sistema eleitoral favorece os partidos maiores, pois o:
PSD - com apenas 38.63% dos sufrágios obteve 46.46% dos mandatos
PS - com apenas 28.05% dos sufrágios obteve 32,30% dos mandatos
CDS/PP - com 11.74% dos sufrágios obteve 10.62% dos mandatos
CDU/PEV - com 7.94% dos sufrágios obteve 7.08% dos mandatos
BE - com 5.19% dos sufrágios obteve apenas 3.54% dos mandatos
Os partidos grandes que desenharam a Lei Eleitoral foram "espertos" ;)
- O PSD venceu em todos os círculos eleitorais do país, exceto em Setúbal, Évora e Beja, onde venceu o PS.
Portugal passa assim a ser liderado por um partido de direita.
Resultados das Eleições Legislativas 2011
PSD - 38.63%
PS - 28.05%
CDS/PP - 11.74%
CDU/PEV - 7.94%
BE - 5.19%
Outros dados
Abstenção - 41.1%
Brancos - 2.67%
Nulos - 1.36%
Deputados eleitos
PSD - 105
PS - 73
CDS/PP - 24
CDU/PEV - 16
BE - 8
Fonte: http://www.online24.pt/resultados-das-eleicoes-legislativas-2011/
Até fizeram um Portal do Eleitor, mas de nada me serve, porque não consigo entrar em lado nenhum, nem vejo nenhum possibilidade de registo. deve ser um site muito à frente ;) Tanto que não funciona, à imagem do país.
Fica aqui uma observação de como o sistema eleitoral favorece os partidos maiores, pois o:
PSD - com apenas 38.63% dos sufrágios obteve 46.46% dos mandatos
PS - com apenas 28.05% dos sufrágios obteve 32,30% dos mandatos
CDS/PP - com 11.74% dos sufrágios obteve 10.62% dos mandatos
CDU/PEV - com 7.94% dos sufrágios obteve 7.08% dos mandatos
BE - com 5.19% dos sufrágios obteve apenas 3.54% dos mandatos
Os partidos grandes que desenharam a Lei Eleitoral foram "espertos" ;)
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Retrato cruel de um país dual
- Entre os 426 administradores, pouco menos de um em cada quatro desempenhava funções de administração em apenas uma empresa. Constatou-se, porém, que cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de 1000 lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas. A acumulação de funções patente nestes números poderá ser um motivo de reflexão para os accionistas destas empresas.
(...)
Quanto às remunerações dos membros do órgão de administração apurou-se que a remuneração média por administrador, incluindo componentes de remuneração variável com impacto plurianual, foi de EUR 297 mil (EUR 513 mil para os administradores executivos). (Introdução)
RELATÓRIO ANUAL SOBRE O GOVERNO DAS SOCIEDADES COTADAS EM PORTUGAL - 2009 - CMVM
Imaginemos que estes 20 senhores distribuem equitativamente entre si os 1.000 empregos. Então a cada um caberão 50 (1000/20). Se em cada emprego receberem a média, no final do ano os administradores executivos receberão 25.650.000.000 € (EUR 513 mil x 50)!!!
O salário mínimo nacional é actualmente de 485 €. Para ficarmos com valores comparáveis calcule-se o ordenado mensal do administrador executivo pagando-lhe 14 meses: 25.650.000.000 € / 14 = 1.832.142.857 €. Isto é, não pagar um mês a qualquer um destes senhores seria quase suficiente para pagar salários mínimos a 4 milhões de pessoas (1.832.142.857 € / 485 € = 3.777.614) mas conhecendo o mundo dual em vivemos, sei é mais fácil o Governo propor a redução ou não aumento do salário mínimo, para "estimular a competitividade" do que pensar noutros factores que a penalizam, como a estrutura organizacional tribalista que os números da CMVM evidencia.
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