sábado, 17 de maio de 2025

Mariana Mortágua



No final da campanha eleitoral, publicou uma mensagem de apelo ao voto, no final da qual refere as três propostas em que concentrou os esforços do Bloco.

Os tectos nas rendas justificam-se hoje, quando as casas foram transformadas em produto financeiro, reduzindo artificialmente a oferta. Assim, esta medida deveria ser complementada por outras que onerassem os especuladores que mantém indefinidamente os imóveis fechados, pressionando os preços e negando o direito à habitação a numerosas famílias. Porém, esta proposta foi mal explicada, e muitos a associarão a um congelamento de rendas, de má memória, porque iniciou o problema da habitação em Lisboa, ainda no Estado Novo, que a Revolução alargou ao resto do país. Como os preços das habitações não podiam acompanhar a subida generalizada dos preços, o mercado atrofiou-se porque deixou de ser rentável comprar imóveis para arrendar, e mesmo os remediados foram obrigados a comprar a sua casa mediante empréstimos bancários que os pregaram àquela dívida para o resto da vida;

Taxar os ricos também se justifica, porque é a única forma de manter a despesa do Estado social, mas foi igualmente mal explicada porque na comunicação social, o conceito de rico para o BE, parecia aplicar-se a quase toda a gente. Logo no início, deveria ter explicitado o conceito de riqueza e referir que o limite de 3 milhões de euros excluía praticamente toda a população, como explicou no final ao RAP (ver no vídeo, a partir de 08:00);



Dignificar o trabalho, aumentando os salários será a única forma de evitar que Portugal continue a transformar-se na China da Europa, mas é preciso explicar como alterar o perfil de especialização da economia, tarefa bem mais difícil que decretar aumentos do salário mínimo.

Boa sorte Mariana!

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Via Verde Estacionar não funciona com telemóvel desactualizado

Hoje tive problemas ao tentar pagar o estacionamento na aplicação.
Já em casa, consultando e site e verificando a APP descobri outros estacionamentos por pagar. O problema resolveu-se actualizando o número do telemóvel na APP e no site.
A sua actualização na APP deveria ser suficiente, até porque relativamente a outros dados, como a matrícula do veículo, a APP e o site sincronizam-se, como deveria suceder com todos os dados. Ainda por cima, o site apresenta vários campos para o mesmo dado, revelando um design pior pensado... por melhorar, numa Internet em construção.

domingo, 11 de maio de 2025

MARTIM MONIZ 2025 - Vídeo real ou encenado?

Dois furtos seguidos no mesmo ATM/Multibanco.

Como o Correio da Manhã deu conta da PSP ter detido um dos autores do assalto filmado junto a ATM no Martim Moniz em Lisboa, confirma-se que a realidade ultrapassou a ficção.

Não foi possível incorporar o post do vídeo partindo do Twitter porque o autor limitou as permissões. Por essa razão republiquei o vídeo, mostrando que o que fica uma vez na Internet, fica para sempre!





Num momento em que tanto se discute a criminalidade com base em percepções, criticando sempre as redes sociais por discursos de ódio, assinala-se este trabalho colaborativo entre as redes sociais e a polícia, baseado em factos.

Adenda

A PSP deteve os dois assaltantes, utilizando o vídeo captado pelas câmaras de um TVDE Tesla, que “serviu também como meio de prova e foi junto ao auto de detenção”, segundo o recordeuropa.com. Portanto quando o narrador do vídeo diz que telefonou... não passa de mais um armalhão em busca de cliques, a colocar-se no papel do motorista TVDE que ligou para a polícia.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Einstein

"Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio."
Albert Einstein


Li isto no Centro de Saúde, uma expressão adequada para recordar que a abordagem mais eficaz para um envelhecimento saudável e feliz é multifacetada, combinando hábitos de vida saudáveis, atividade física e mental, engajamento social e cuidados médicos preventivos. A ideia central é manter-se ativo e envolvido na vida, tal como Einstein metaforicamente descreveu ao comparar viver com andar de bicicleta.

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Apagão

Wikipedia: "Eu sei tudo!"
Google: "Eu tenho tudo!"
Facebook: "Eu conheço toda a gente!"
Internet: "Sem mim vocês não são nada!"
IA: "Hummm... interessante. Pelos meus dados, 'saber', 'ter' e 'conhecer' são conceitos distintos com sobreposições complexas. E a 'existência' sem uma rede de comunicação global é uma questão filosófica debatível."


Electricidade: "Querem realmente continuar essa discussão?"

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Ver TV no PC - Todos os canais de sinal aberto na Web

Quando estava na NOS, podia ver televisão no computador através do site https://nostv.pt, mas a DIGI não tem nenhuma aplicação para a web, porque a DIGI TV só funciona em dispositivos móveis.

A primeira ideia foram os emuladores de android para instalar a DIGI TV no Windows, mas as várias tentativas não resultaram.

Finalmente, cheguei a uma solução com 2 passos simples:

1. Instalar a extensão Fast IPTV no Google Chrome;

2. Adicionar o link de canais de sinal aberto em Portugal: https://m3upt.com/iptv

Está feito. Basta ter Internet para ver TV!

Publicado no reddit.com/r/digipt/





Adenda:
Agradeço a quem indicou outra alternativa, mais simples ainda, que consiste em utilizar o Diretório de Streams Oficiais de Canais de Televisão em Portugal, no GitHub.

sábado, 26 de abril de 2025

Ser homem é acordar às 4 da manhã?

Nas democracias, a liberdade expressa-se como um produto da integração social e da regulamentação moral, mas na actualidade, na sociedade dos soundbites e dos cliques, o individualismo excessivo é a justificação mais plausível para muitas condutas estúpidas, como as actividades do Ashton Hall, que o Luís Pedro Nunes brilhantemente comentou.

Viva o 25 de Abril, que nos devolveu a liberdade de construirmos a nossa individualidade, mesmo que alguns desejem simplesmente exibir-se, seja lá como for. A Revolução dos Cravos mostrou quanto vale uma comunidade relativamente homogénea, com forte integração social, onde a generalidade dos indivíduos partilhavam os mesmos valores, língua, história, religião e cultura. Mostrámos ao Mundo como as sociedades podem mudar pacificamente.

Hoje, porém, vivemos numa sociedade excessivamente individualista, na qual os laços sociais são fracos, que paradoxalmente pode diminuir a liberdade, pois os indivíduos sentem-se isolados e desorientados... procurando simplesmente mais e mais cliques.



quarta-feira, 26 de março de 2025

O Whatsapp resolve o maior dos nossos receios!

A portabilidade foi implementada para dar aos consumidores a liberdade de mudar de operadora, sem o receio de perderem os seus números de telefone, muitas vezes associados a contactos pessoais e profissionais importantes.

Antes das tecnologias baseadas na nuvem, para não perdermos os contactos, estes eram copiados de cartão para cartão, frequentemente com a múltipla cópia de uns e a perda de outros. Hoje, quem não utiliza o Whatsapp? Quando mudamos o telemóvel no Whatsapp, todos os contactos ficam com o número actualizado! Já se sabia que os endereços de mail e os telemóveis salvos nos contactos do Google, não seriam perdidos, mas o Whatsapp foi mais longe, actualizando directamente o número em todos os contactos!

As mudanças mais trabalhosas nem o são assim tanto, considerando que se pode fazer uma nova CMD online, e que para actualizar o homebanking e o MBWAY basta ir a um MultiBanco. Nos outros sites, alguns podem ser mais chatos, mas todos permitem alterar o número online.

Se soubesse o que sei hoje, não teria pedido a portabilidade à DIGI, porque o Whatsapp resolve o maior dos nossos receios.

Já tem os serviços da DIGI?

A DIGI começou a publicidade porta a porta. Pela primeira vez vieram umas meninas perguntar se já utilizava os serviços da DIGI, e se estava satisfeito. Por acaso também tinham ligado a dizer que o novo número já estava activo.

No móvel, muita gente se queixa da necessidade de configuração manual da APN, mas levei isso na desportiva, recordando velhos tempos (1996...), em que configurava a internet, os clientes de mail, clientes de ftp, browsers, leitores de news,...escrevia horrorosas strings dos modens, e no fundo me recordava que fui mais jovem ;)

Ontem tinha passado uns 30 minutos a ligar para o SAC, para resolver problemas com as SMS’s. Depois comecei a mudar o móvel nos sites, na chave móvel e no homebanking. Foi o trabalho que tive porque a DIGI não realizou a portabilidade, como contratado, mas valeu a pena, porque sabe bem pagar apenas 30€/mês por um pacote até melhor que o anterior, que me levava 64€/mês.

Estou satisfeito com o serviço. Na Internet, já tinha dito na mensagem anterior que fiquei bastante melhor, tanto em velocidade como em estabilidade.

Na TV foi entretanto alargada a oferta de canais, incluindo os do grupo SIC e foi lançada a APP DIGI TV, que se instala tanto na smartTV como nos smartphones. As coisas vão mudando e vou aprendendo funções novas todos os dias. O telemóvel pode ser utilizado alternativamente aos comandos da box ou da TV, mas ainda não chegou o dia de poder escolher a programação por voz ;)

segunda-feira, 10 de março de 2025

Experiência de um utilizador que não recebe chamadas de voz desde novembro

Utilizador apaixonado por tecnologia, logo paciente, porque conhecedor de lançamento de produtos que nem passam da fase beta. Fui acompanhando com interesse a DIGI, desde que começou a falar-se do seu projecto, em sites como o 4gnews e o pplware. Por impedimentos do serviço não tive tempo no dia 5, mas a 6 de novembro assinei contrato com a DIGI, online, subscrevendo os três serviços: internet, tv e móvel.


Internet

A instalação da internet ficou marcada inicialmente para 18 de novembro, mas apenas se verificou a 28. O motivo foi simples, e fiquei muito agradado com este atraso.  Efectivamente, o antigo operador tinha estado anos a cobrar-me fibra, utilizando cabo coaxial. A DIGI só instalou os seus serviços após colocar cabos de fibra até minha casa, ganhando muitos pontos com a sua postura ética, de só vender fibra utilizando fibra. Pedindo ao antigo operador uma indemnização pelo tempo em que me venderam fibra através de cabo coaxial, consegui sair antes de terminar o período de fidelização, sem pagar a respectiva multa.  

Apesar de com antigo operador já ter internet a 500MB, passar a ter 1GB representou um salto significativo em termos de velocidade, e sobretudo em termos de estabilidade, porque o sinal nunca mais falhou, enquanto antigamente não passava uma semana sem falhas. É excelente o serviço internet da DIGI.


TV

A qualidade de imagem melhorou bastante, mas aquela box tem muitas limitações conhecidas que não vou referir, aguardando ansiosamente pelo lançamento da vossa APP.


Móvel – o busílis

Se soubesse o que sei hoje não teria pedido a portabilidade dos dois números: *90 (meu) e *28 (minha mulher). Estes nunca receberam chamadas de outras redes nem SMS OTP.

Não ficámos “incontactáveis”, como dizem os funcionários das outras operadoras, porque felizmente, hoje muitas APP’s substituem vantajosamente o serviço telefónico tradicional, com destaque para o WhatsApp.

Quanto a mensagens SMS OTP, por exemplo, o homebanking no site exige confirmações através destes códigos para algumas operações, mas felizmente podem realizar-se todas através da APP. Também estava habituado a utilizar a Chave Móvel com código por SMS, mas também passei a utilizar o código via APP, pelo que dei a volta nestas situações. Porém, há outros sites em que nunca mais consegui entrar desde que perdi as SMS OTP da NOS, bem como não sei quantas mensagens do SNS e de outros perdemos.

Lendo o fórum da DIGI na reddit e pesquisando pela internet concluí que os problemas poderiam estar relacionados com a portabilidade, decidindo pedir números novos para resolver o assunto de vez.

A 25/Fev pedi online um novo número, *27, para substituir o *90, desistindo de vez da portabilidade. Convencido de tinha tomado a opção certa, enquanto esperava este cartão, fui a uma loja da DIGI, a 01/Mar, buscar o cartão *44 para substituir o *28, ficando a minha mulher com o problema resolvido a 03/Mar, comprovando a minha teoria.

Quanto ao cartão que pedi online, os Correos espanhóis não o entregaram, apesar de terem estado aqui à porta, por duas vezes, porque eu não tinha o código! Esperei pela terceira entrega, que deveria ter sucedido dia 05/Mar (4ª-feira) porque entretanto já tinha mudado o contacto para receber a SMS num número da Lycamobile, mas desta vez nem os Correos enviaram o código. Assim, fui a uma loja física, garantir que trazia um novo cartão.  Na loja disseram-me que não podia pedir cartões novos assim! Deram-me um cartão em branco e fizeram uma chamada para o suporte, garantindo dia 07/Mar (6ª-feira) teria a segunda via do cartão a funcionar. Sábado, 08/Mar, passei uma hora ao telefone, 923 30 90 30, a ouvir aquela música ou a falar com certamente mais de 5 operadores, que iam passando a chamada entre si, porque o problema era com outro. Finalmente o último, disse que nº *27 se encontra na fila para activar, mas não podia fazer mais nada, a não ser esperar. Hoje, 10/Mar (2ª-feira), enquanto esperava, resolvi passar a escrito a minha experiência.  

A oferta da DIGI é muito boa, mas são amadores em muitos aspectos. Veja-se o marketing. Dizem que tem pacotes desde 27€/mês, mostrando imediatamente abaixo um pacote por 26€/mês. Nenhum outro operador teria uma falha destas. 

A MENSAGEM FOI ACTUALIZADA QUANDO O PROBLEMA FICOU RESOLVIDO! ACIMA!

Mensagem publicada no Forum https://www.reddit.com/r/digipt/ - ligação aqui

sábado, 8 de março de 2025

O excesso da “demanda” como causa da inflação

Na unidade 4 do 10º ano, Comércio e moeda, explica-se entre outros aspectos, que o excesso da procura é uma das causas da inflação:
  • “Por exemplo, suponhamos que na loja só resta um CD e que tu e todos os teus amigos o querem comprar. O vendedor irá provavelmente aumentar o preço do CD porque sabe que a procura é muita e que pode conseguir mais dinheiro por ele.” (Brochura do BCE)
Muitos professores desatinavam com a prática dos estudantes que consistia em confrontarem as suas informações com o Google, aspecto que nunca me perturbou, mas agora há um verdadeiro elefante dentro da sala, que não pode ser ignorado: os chatbots de IA. Como têm resposta para todas as perguntas, oferecem informações e entretenimento de forma mais rápida e atraente que qualquer professor, levando a que os alunos sintam cada aula como uma “seca” e deixem os professores a falar para as paredes.

Imaginem que explicaram o excesso da procura como causa da inflação, como têm explicado sempre, como vem em todas as obras de referência e em todos os manuais. Só que desta vez, no teste, todos os alunos da turma explicaram o excesso da “demanda”... e após confrontarem a turma com estas respostas ainda algum palerma observou:

- Mas professor, procura ou demanda não são a mesma coisa?

quarta-feira, 5 de março de 2025

Continuamos no pântano. É o que temos!

Em Portugal, a alternância tem sido entre o PS e o PSD.

Estamos numa fase em que nem o Governo é digno da aprovação de uma moção de confiança, nem a oposição deseja aprovar uma moção de censura. Ficam naquela langonhice… não entra nem sai de cima. Algo que Guterres celebrizou, chamando-lhe "pântano político".

terça-feira, 4 de março de 2025

O fato e a t-shirt

O fato, historicamente, é um símbolo de conformidade com normas sociais e profissionais. Ao usá-lo, o indivíduo demonstra que está ciente e disposto a seguir as regras do jogo, a se adequar a um determinado contexto, seja num casamento, num funeral, num emprego ou no circo da AR. O fato pode ser visto como uma espécie de armadura social, uma forma de representar um papel, seja ele o de profissional competente, de pessoa elegante e respeitável, ou de membro de um determinado grupo ou gangue.

A t-shirt, por outro lado, é uma peça de roupa muito mais pessoal e expressiva. Ela permite que o indivíduo mostre sua individualidade, seus gostos, suas preferências e até mesmo suas convicções, adequando-se a ambientes onde pode relaxar, ser ele mesmo, sem a necessidade de se preocupar com formalidades. A t-shirt expressa descontração, informalidade, conforto e autenticidade.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Estamos fartos da política com truques

Miguel Morgado expôs brilhantemente porque cresce o fosso entre os políticos e o interesse da população pela política.
Parece que as pessoas estão a ficar fartas da política com truques um pouco por todo o lado... e acabam por votar em quem não merece.
Trump e Putin são o expoente máximo da política com truques. Só são mais perigosos porque se encontram sentados nos arsenais nucleares.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Os amigos e os professores, fazem falta?!

E lá estava eu, um jovem curioso nos anos 80, diante de um desafio colorido que prometia levar-me à loucura: o cubo mágico. Meus pais, com a melhor das intenções, presentearam-me com aquele objeto misterioso, e eu, com a ingenuidade da idade, acreditei que seria capaz de decifrá-lo num piscar de olhos.

Puro engano! Passei a noite em claro, tentando inutilmente alinhar aquelas cores teimosas, mas o máximo que consegui foi embaralhar ainda mais o cubo. Desolado, recorri à sabedoria dos livros e adquiri um exemplar de mais de 100 páginas intitulado "Todos Podem Fazer o Cubo Mágico", mas perdi a paciência antes de o conseguir fazer.

Não podia desistir! Recorri a um amigo macanudo, daqueles que parecem ter todas as respostas para os enigmas da vida. Ele, com a paciência de um monge budista, ensinou-me um método para fazer o cubo mágico, e anotámos um esquema com as etapas a seguir.

Com a ajuda dessa cábula, passei a dominar o cubo mágico com maestria. Nas competições com amigos orgulhava-me de resolver o cubo em menos de 60 segundos. Era uma febre!

Naquela época, a informação disseminava-se pela rádio, tv, jornais e revistas, e pelo boca-a-boca. Não havia nenhum Google, nem ChatGPT! Cada interessado tinha seu próprio método para resolver o enigma. Eu, por exemplo, apeguei-me ao método que meu amigo macanudo me ensinou e não quis saber de outros.

Hoje em dia, com a internet e a inteligência artificial, tudo parece mais fácil. Basta digitar "como resolver o cubo mágico" no Google e pronto, temos acesso a milhares de tutoriais e vídeos explicativos. Mas será que essa facilidade toda não nos afasta um pouco da importância de ter um bom amigo ou um bom professor?

Dedico esta mensagem ao meu amigo macanudo Necas, operador da estação Bala, já no céu. Ele ensinou-me não apenas a resolver um quebra-cabeças, mas também a importância de ter alguém para nos guiar e nos ajudar a superar alguns dos desafios da vida.

Aos interessados, deixo aqui alguns esquemas para resolver o cubo mágico. Virem-se!

E você, já teve alguma experiência parecida? Compartilhe sua história nos comentários!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Repensando a Riqueza: Da Acumulação Ilimitada à Vida Boa

Já parou para pensar sobre o verdadeiro significado da riqueza? Aristóteles, há milhares de anos, já diferenciava a economia (uso da riqueza para a "Vida Boa") da crematística (busca pela riqueza em si). Será que essa distinção ainda é relevante hoje?

Em um mundo obcecado pelo crescimento económico, muitas vezes esquecemos que a riqueza é apenas um meio para um fim: o bem-estar humano. Mas será que mais riqueza significa necessariamente mais felicidade? Um estudo recente, baseado em dados de diversos países, revela uma relação complexa entre rendimento e bem-estar, mostrando que, acima de um certo ponto, o aumento da riqueza não se traduz em melhorias significativas na qualidade de vida.

Este artigo explora a fundo essa questão, revisitando as ideias de Aristóteles e trazendo para o debate as contribuições de economistas contemporâneos como Amartya Sen. Sen convida-nos a repensar a própria noção de prosperidade, indo além da simples acumulação de bens materiais e focando nas capacidades que as pessoas precisam desenvolver para alcançar uma vida plena e feliz.

Quer saber mais sobre como a riqueza pode contribuir (ou não) para a sua "Vida Boa"? Descubra como repensar seus valores e prioridades, e como buscar uma prosperidade mais autêntica e significativa.

Leia o artigo completo aqui e junte-se a nós nesta importante reflexão! [Link para o artigo]

#riqueza #felicidade #bemestar #economia #aristoteles #amartyasen #vidaboa #prosperidade #consumo #desenvolvimento

sábado, 4 de janeiro de 2025

Ilusões da juventude

Quando era estudante de Economia, acreditávamos que a compreensão se traduziria numa política melhor. Pensávamos que as pessoas com poder iriam ouvir os especialistas. E, se tivéssemos ideias melhores, poderíamos influenciar seriamente a política na direção certa. Neste momento, não tenho a certeza disso. O mesmo acontece em muitos campos. Há os cientistas do clima e os epidemiologistas que estão a arrancar cabelos. Não creio que o nosso problema seja não sabermos o que fazer. Acho que o problema é que as pessoas com poder real não se importam.

Disse Paul Krugman, em entrevista ao EXPRESSO (02/JAN/2025)

domingo, 25 de junho de 2023

O maior risco da inteligência artificial é não haver suficiente

Resumo do texto de PEDRO DOMINGOS, Licenciado no IST, Professor na UNIVERSIDADE DE WASHINGTON, autor de “A REVOLUÇÃO DO ALGORITMO MESTRE”, EXPRESSO, REVISTA E, 23/06/2023.

No texto, Pedro Domingos aborda os potenciais benefícios da inteligência artificial (IA) e enfatiza a importância de não se deixar levar pelo medo dos seus riscos, a fim de não perdermos a oportunidade única que ela nos proporciona.

Domingos destaca que os benefícios da IA são extraordinários e abrangem diversas áreas, como a cura de doenças, a gestão eficiente de cidades e do meio ambiente, a geração de riqueza e a realização de novas descobertas científicas. A capacidade da IA de processar grandes quantidades de dados e identificar padrões complexos pode levar a avanços significativos em campos como medicina, energia, transporte, entre outros.

O autor argumenta contra a visão apocalíptica de que a IA pode levar à extinção da humanidade, ressaltando que isso se baseia em pressupostos equivocados. Ele desmistifica a ideia de que os sistemas de IA possuem características humanas, como emoções, desejos e consciência. Na realidade, os algoritmos de IA são sequências de instruções programadas pelos humanos e executadas pelos computadores.

Domingos defende que o alarmismo em torno dos riscos da IA está focado principalmente nos algoritmos de aprendizagem automática, mas argumenta que esses sistemas são regidos por objetivos fixos estabelecidos por humanos. Eles procuram maximizar o envolvimento em redes sociais ou minimizar erros de previsão, por exemplo, e não têm a capacidade de evoluir de forma arbitrária para se tornarem malévolos.

O autor destaca ainda que a IA pode contribuir para combater a desinformação online, detectando e filtrando conteúdos falsos. Embora existam preocupações sobre a manipulação humana por meio da IA, Domingos argumenta que os humanos são mais capazes de manipular os sistemas de IA do que o contrário. Ele afirma que a inteligência humana e a capacidade de discernimento são fundamentais na detecção e resposta à desinformação.

Quanto aos enviesamentos e discriminação associados à IA, Domingos aponta que muitas vezes ocorre confusão entre correlação e causalidade. Ele argumenta que as diferenças de resultados em sistemas de IA podem refletir realidades sociais e não necessariamente enviesamentos. Ele defende que a IA oferece uma oportunidade única para combater esses enviesamentos e discriminações, uma vez que os algoritmos não possuem predisposições relacionadas a sexo, raça ou outros fatores.

O autor aborda ainda a questão da privacidade, destacando que a publicidade direcionada proporcionada pela IA não é prejudicial aos utilizadores, mas sim um benefício para todos os envolvidos. Ele argumenta que a publicidade direcionada permite que os utilizadores desfrutem de serviços valiosos sem custos diretos, enquanto as empresas obtêm receitas por meio dos anunciantes.

Em suma, Pedro Domingos defende que a IA possui uma série de benefícios extraordinários em diversas áreas da sociedade. Ele destaca a importância de compreendermos corretamente as características e limitações da IA, a fim de aproveitar suas vantagens sem cair no medo irracional de seus riscos.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

A desresponsabilização geral

Miguel Esteves Cardoso, escreveu hoje do Público, um artigo onde responsabiliza as redes sociais pelo estado a que chegámos, como se o “estruturalismo dos anos 60” fosse melhor. Cumpre-me defender as redes sociais como conquista de Abril.

A liberdade conquistada em Abril permite-me escolher o que leio, mas infelizmente não consigo mudar quase mais nada.

Em 1960 as elites viviam tranquilas, dos escribas aos professores particulares, dos médicos para os ricos aos políticos que nem precisavam de ser vigaristas...

Cerca de metade da população nem sabia ler, a escolaridade obrigatória ia até à 4ª classe na letra da lei, mas muitas crianças abandonavam a escola antes de completar esses quatro anos, devido a factores como pobreza, falta de rede escolar e desigualdade social.

Em 1960, a assistência médica em Portugal abrangia apenas uma parte limitada da população. A maioria dos serviços de saúde era prestada pelo Estado, mas o acesso aos cuidados de saúde era bastante limitado, especialmente para as pessoas que viviam em áreas rurais e para as famílias mais pobres. Na época, a maioria das pessoas em Portugal dependia de médicos privados ou de instituições de caridade para obter assistência médica.

A taxa de natalidade era elevada, porque cada mulher em idade fértil tinha em média 4,5 filhos! Mas muitas crianças morriam, pois a taxa de mortalidade infantil era de cerca de 75 mortes por 1000 nados-vivos. Mas estes valores são apenas médias, porque nas famílias mais pobres nasciam e morriam muitos mais. A assistência médica no parto era um luxo reservado aos privilegiados, os outros podiam morrer ou ficar fodidos para o resto da vida.

Agora, com as redes sociais é uma chatice! Sabe-se quantos kms as grávidas fazem por as maternidades encerrarem. Os médicos podem ser incomodados por negligência. Os professores têm que aguentar as crianças até aos 18 anos, que os pais depositaram nas escolas, para fazerem a sua vida. Os escritores não conseguem vender livros, porque todos escrevem. Vemos, ouvimos e lemos. Sabemos que pelo Índice de Percepção da Corrupção de 2022, Portugal com 62 pontos, ficou no 33º lugar num ranking de 180 países. Está bem no fundo da UE, junto a Israel, Coreia do Sul, Lituânia, Botsuana e Cabo Verde. Bela companhia!

Os políticos não são incomodados. Mesmo os criminosos, contam com tribunais desenhados para arrastar os processos sine die.

Os partidos que nos tem governado, vão alternando entre si a condução da mesma política, mas nenhum eleitor se sente responsabilizado por irmos sendo levados para o abismo.

O meu 25 de Abril seria o caminhar para uma sociedade onde deixassem de existir “azares sociais”, mas o agravamento das desigualdades indica que estamos a ir no sentido oposto.

  • (...) os presidentes executivos (CEO) das empresas cotadas no índice PSI (antigo PSI20) viram as suas remunerações aumentar 47%. Já o vencimento médio bruto anual dos trabalhadores recuou 0,7% no mesmo período. Contas feitas, entre 2012 e 2022 o fosso salarial (pay gap) entre as remunerações dos CEO das empresas cotadas e o vencimento médio bruto anual dos funcionários que empregam acentuou-se. Se em 2012 os líderes destas empresas ganhavam, em média, 20 vezes mais do que os seus trabalhadores, no ano passado auferiram 36 vezes mais. E há mesmo casos em que o salário de 186 trabalhadores não chega para pagar o do seu CEO.
    EXPRESSO (Assinantes), 14 de Abril de 2023.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...