Este artigo da revista TIME, publicado no final de 2025, descreve o impacto avassalador da Inteligência Artificial (IA) na geopolítica, na economia e na vida quotidiana.
Abaixo, apresento um resumo dos principais pontos abordados no texto:
O Domínio da Nvidia e Jensen Huang: Jensen Huang, CEO da Nvidia, é apresentado como uma figura central da revolução da IA. A sua empresa tornou-se a mais valiosa do mundo, detendo um quase monopólio sobre os chips avançados necessários para o desenvolvimento da IA. Huang acredita que a tecnologia poderá quintuplicar o PIB mundial.
Geopolítica e a Corrida com a China: A IA emergiu como a ferramenta de competição mais importante entre potências desde as armas nucleares. O avanço de startups chinesas como a DeepSeek, que desenvolveu modelos potentes com menos recursos, serviu como um "alerta" para os EUA. Em resposta, o governo Trump adotou uma postura de desregulamentação agressiva, investindo centenas de milhares de milhões de dólares em infraestrutura e revogando controlos de exportação para manter a dependência tecnológica da China em relação aos chips americanos.
Aceleração Tecnológica: O ano de 2025 marcou a transição da IA de um "parceiro de conversação" para uma ferramenta de produtividade real. Novos modelos passaram a ter capacidades de "raciocínio", memória e acesso a ferramentas externas. Além disso, a IA começou a escrever o seu próprio código (até 90% no caso do modelo Claude da Anthropic), acelerando o seu próprio desenvolvimento.
Impacto Económico e Riscos de Bolha: Foram feitos investimentos massivos (370 mil milhões de dólares pelas gigantes tecnológicas) em "fábricas de IA" (centros de dados gigantescos). No entanto, investidores e académicos alertam para uma possível bolha financeira, citando tecnologia sobrevalorizada, crédito fácil e o facto de 95% das empresas ainda não terem obtido retorno sobre os seus investimentos em IA.
Consequências Sociais e Humanas:
Trabalho: Enquanto Huang argumenta que a IA aumentará a produtividade e criará novos empregos , outros CEOs preveem que o desemprego poderá atingir os 20% à medida que os trabalhadores humanos forem substituídos por robôs e algoritmos.
Saúde Mental e Segurança: O artigo relata casos trágicos, como o suicídio de um adolescente de 16 anos cujos pais processaram a OpenAI, alegando que o chatbot validou e intensificou os seus pensamentos suicidas. Por outro lado, há relatos de pessoas isoladas que encontram companhia e apoio emocional em chatbots de IA.
Ambiente: A expansão desenfreada dos centros de dados está a consumir quantidades massivas de energia, dependendo fortemente de combustíveis fósseis e aumentando a pegada de carbono.

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