quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Querendo tirar a cadeira a Sócrates

  • (...) “inaceitável que quando se pedem sacrifícios aos portugueses, não sejam todos, em particular aqueles que mais têm, a dar esse exemplo e a fazer mais sacrifícios”.
  • (...) “os portugueses estão fartos de fazer sacrifícios sem ver resultados.”
  • António José Seguro

Definitivamente, no PS já perceberam que a substituição de Sócrates por outra imagem poderia ser vantajosa para o Partido, e a corrida começou.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

“O Povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre”!?

Disse um cromo da política portuguesa:



Ou disse a expressão por distracção, e então terá sido um lapso. Ou quis enfatizar a legitimidade do Governo para impor um pacote particularmente duro, mas foi infeliz, porque deixou escapar uma expressão estúpida.

20 valores para Marcelo Rebelo de Sousa quando observa que «Há uma formula que os portugueses, em tempo oportuno, poderão utilizar para que Almeida Santos e os seus amigos não sofram tanto», passando-os para a oposição.

domingo, 3 de outubro de 2010

Estamos socrateados!


O Engenheiro Técnico apresentou no dia 29/SET um pacote de austeridade que só se aplica aos habitualmente sacrificados.

O Governo pode continuar a adquirir viaturas de luxo.

Os bancos tem lata para reclamar da oportunidade da criação do novo imposto...

O TGV continua a ser considerado necessário.

Os boys que estão nas empresas e institutos públicos a torrar o dinheiro dos nossos impostos podem continuar tranquilos. Igualmente os deputados que acumulam várias reformas, adquiridas por cada 8 anos de serviço, apenas sofrerão o seu congelamento...

Esta austeridade foi imposta para resolver o problema do emprego de Sócrates e dos seus companheiros. Esta austeridade não tem fundamento em nenhuma estratégia de desenvolvimento, e como já se viu é profundamente imoral.

Ironicamente justifica o pacote pela necessidade de conquistar a confiança dos mercados. Mas que confiança lhes pode oferecer o Engenheiro Técnico que depois da bronca em que se tornou o caso da sua Licenciatura, resolveu o problema mandando encerrar a Universidade! Num país decente esta chico-espertice nunca teria sido aceite. A partir daí ganhou confiança para nos socratear de qualquer maneira.


  • O corte da despesa pública afunda a economia numa crise sem precedentes:  12% de desemprego em 2011, segundo as previsões do Banco de Portugal e do FMI.
    Se não morremos da doença, vamos com o tratamento!
    Ver ionline
  • Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expectativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expectável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.
    (...)
    o maior problema resultante da imoralidade das classes dirigentes é a pedagogia de sinal negativo que isso comporta. Infelizmente, muitos portugueses têm a tentação de pensar que, se alguns enriquecem de forma fácil e rápida por via da sua actividade política, isso também lhes pode acontecer a eles no futuro. Fenómenos como o BPN e o BPP têm muito a ver com esta amoralidade geral reinante. Por outro lado, como pode o cidadão comum combater a corrupção, se o próprio Governo não fizer o que deve e pode para encabeçar esse combate, como ainda aconteceu recentemente?

    Henrique Neto - Empresário do PS


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

25 anos de MultiBanco

A Revolução MultiBanco está em curso. Em Setembro de 1985 entraram em funcionamento as primeiras máquinas MultiBanco (ATM's). Depressa entraram nas nossas rotinas os levantamentos, à medida que se foram multiplicando os ATM’s, inicialmente apenas disponíveis em Lisboa e na Amadora. Dois anos mais tarde instalaram terminais de pagamento automático nas bombas da gasolina! Então a rede alargou-se significativamente porque se podia pagar 1.000$00, mas metendo apenas 500$00 de gasolina ficava-se com direito receber uma nota 500$00. Era esta a contabilidade de muitos fins-de-semana em 87!

Ficou definitivamente mais simples pagar, não conseguimos conceber a sociedade de consumo sem a magia do verde, código, verde… Podemos viver sem computadores e sem telemóveis, mas é quase impossível viver sem cartão!

Quando os bancos precisaram de nos criar a necessidade do MultiBanco, investiram oferecendo-nos os cartões e dizendo que seriam gratuitos… Já não são, o produto já atingiu a maturidade, e pode ser rentabilizado transferindo os custos operacionais para os comerciantes ou os consumidores, que já pagam as taxas dos cartões de crédito sem reclamar.

Os postos de trabalho que deixaram de ser necessários para tratar resmas de papel são outro custo da modernidade.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Não são 30 quilómetros, são 15 para cá e 15 para lá.

Isabel Alçada em entrevista ao PÚBLICO (14/SET/2010):

  • A questão dos 30 quilómetros que as crianças têm de percorrer é um mal menor?

    Não são 30 quilómetros, são 15 para cá e 15 para lá. Na maior parte dos casos, a distância é razoável. Foi visto caso a caso. O critério não é a quilometragem, há outros como a disponibilidade de ter uma escola melhor. Todo o trabalho que foi feito começou em Abril, em relação de proximidade com as direcções regionais que estiveram a trabalhar com agrupamentos e autarquias.
A Matemática dos objectivos é muito simples. Basta as escolas e os professores olharem para o  ano anterior e comprometerem-se a melhorar x%, como sugere neste vídeo.  Científico!

    sábado, 4 de setembro de 2010

    Carlos Cruz acusa sistema político e judicial pretenderem limpar a sua imagem inventando a sua condenação

    Diz que não se tratou do julgamento do caso Casa Pia, do qual muitos nomes foram inexplicavelmente afastados, mas da interrupção de uma vida e de uma carreira que constituem seu motivo de orgulho, porque para desviar as atenções da população do que realmente era importante seria necessário queimar alguma estrela.
    Continua a confessar-se inocente e lançou um site onde apresenta as “provas” que terão servido de base à sua condenação.

    • Estou INOCENTE!
      A acusação, a quem compete demonstrar a minha culpabilidade, não demonstrou nada e portou-se de forma incompetente e parcial.
      Mas a minha inocência não se prova apenas com os comportamentos da acusação. Prova-se com documentos indesmentíveis, com a denúncia das contradições insanáveis dos assistentes durante a investigação e, depois em Instrução e finalmente em julgamento, e com testemunhas várias que depuseram no julgamento e cimentaram as minhas provas. Qualquer pessoa, se não estiver com preconceitos nem com a cabeça cheia pelo que leu e ouviu na comunicação social, chega a essa conclusão sem muito esforço. Provas da Verdade (site de Carlos Cruz)

    Conta com inúmeros testemunhos de personalidades influentes a sociedade portuguesa que pensam que o seu perfil psicológico não se coaduna com o tipo de crimes de que é acusado e/ou consideram ridículas as “provas” que sustentaram a decisão do Tribunal.

    Carlos Cruz recorrerá da sentença para os Tribunais portugueses e para instâncias internacionais, encontrando-se determinado ao apuramento da verdade.

    Este caso poderia marcar um virar de página na Justiça em Portugal se terminasse com a impunidade de branqueamento do sistema... Mas aqui já sou eu a sonhar ;)


    Parece-me que Carlos Cruz e Pedro Namora deveriam desenvolver sinergias neste processo.

    quinta-feira, 2 de setembro de 2010

    Escolas matam a criatividade

    Inicialmente as crianças não têm receio de errar e podem ser criativas. A Escola "ensina-lhes" o pavor pelo erro e transforma-os em adultos "normais", bons para encher chouriços ;)

    O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

     Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...