sábado, 24 de janeiro de 2009

Sócrates FP


Dirá certamente o nosso PM que se trata de mais uma invenção para o prejudicar num momento onde a fase de pré-campanha eleitoral já começou. Do meu ponto de vista vivemos num país adormecido e domesticado, resignado a aceitar todas as nódoas.



  • FreePort: dinheiro, mentiras e favores

    Primo de Sócrates afirma ao Expresso que pediu à Freeport recompensa por ter posto a empresa em contacto com o Governo

    Um mail enviado por um primo de Sócrates à Smith&Pedro, intermediária no negócio da Freeport, parece ser o elo que faltava para se perceber como a família do primeiro-ministro (e à altura ministro do Ambiente) se envolveu no caso.
    Nesse mail, Hugo Monteiro (filho do já famoso tio de Sócrates) pedia à Freeport que se lembrasse da agência de publicidade da família, como recompensa pelo facto de ter proporcionado um encontro entre os representantes do outlet e o então ministro do Ambiente, José Sócrates. Em comunicado o primeiro-ministro diz-se “indignado” e repudia quaisquer acusações. EXPRESSO, 24 / JAN / 2009


A situação é politicamente muito complicada, mas para quem já encerrou uma Universidade para concluir uma Licenciatura, este caso é incomparavelmente muito mais simples ;)


  • Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países.

    A hipótese de se criar uma equipa mista, avançada pelas autoridades britânicas ainda antes do Verão de 2008, também não foi aceite. Três anos depois do início da investigação e numa altura em que se aproximam processos eleitorais, os responsáveis do Ministério Público e da PJ (na reunião esteve Cândida Almeida, directora do DCIAP; Pedro do Carmo, número dois da PJ; e Moreira da Silva, responsável pelo combate ao crime económico da PJ) deixaram claras as suas reservas quanto ao timing do processo.

    Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de ‘luvas’ a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto. Depois de uma fase inicial de alguma euforia, o Freeport, empresa que integra capitais da família real britânica, entrou em dificuldades financeiras e alguns centros comerciais faliram mesmo.

    Continuar a ler o desenvolvimento do caso Sócrates FP no Correio da Manhã

  • Mais notícias sobre o caso Sócrates FP


Update 1
Este caso fez passar para um plano secundário o imbróglio da educação, e deixar respirar Milu, aqui muito bem avaliada por Mário Crespo.

A manifestação de 2.000 professores frente a Belém teve pouco eco nos meios de comunicação tradicionais, ocupados com o FP.

Update 2


Links para compor o ramalhete


Efeito do caso sobre o jornalismo

  • Um dos aspectos mais curiosos da cobertura jornalística do caso Freeport é a demissão total dos jornalistas (...)
    É como se as redacções dos jornais, tv e rádios tivessem de repente ficado sem directores ou editores. A funcionar em roda livre. Sem filtro, insisto. Como se todos estivessem permanentemente em directo, ou como se todos os media fossem um Forum TSF ou Opinião Pública, em que tudo é permitido. O directo, como vários teóricos já escreveram, é uma espécie de não-jornalismo.
    A publicação de tudo, sem critério, é a negação do jornalismo.
    E nunca como agora se assistiu a uma tão assustadora demissão do jornalismo. O pior é que a maioria dos jornalistas está convencida do contrário.
    JMF

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