segunda-feira, 20 de julho de 2009
Luli Radfahrer - Para que serve uma monocotiledônea? (nerds, mídias sociais e a escola do século 21)
A ideia básica da educação é estabelecer critério. Pode parecer óbvio, mas não é.
Quem adora a tecnologia tem uma doença chamada tecnofilia. Quem odeia a tecnologia tem uma doença chamada tecnofobia. Os dois são umas bestas.
Classe AB utiliza a Internet para trabalho, classe CD utiliza a Internet para entretenimento (...) porque não têm conteúdos.
A ideia do mais ou menos desenvolve-se na web semântica, dando expressão à realidade prulicolorida, subvertendo a ditadura do pensamento booleano do SIM ou NÃO.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Cristalização da avaliação do desempenho docente

O ME publicou um post onde invoca várias razões para justificar o trabalho que fez no âmbito da avaliação do desempenho dos professores, e concluir que o que deve fazer agora é “prorrogar a vigência do actual regime transitório”, pois será necessário “um período transitório de consolidação da experiência em curso”.
O núcleo central do modelo economicista surge legitimado pela OCDE (1) e apresentado como temporário em duas linhas muito breves: “O estudo da OCDE apoia ainda expressamente a manutenção de quotas para as classificações superiores até à plena maturidade de uma cultura de avaliação”: Este aspecto que nunca poderá ser aceite pelos professores, será a alavanca da contestação.
Porém, outros aspectos são elucidativos da cristalização do modelo de avaliação, como os denominados “pontos fortes”, que já raramente são discutidos. Escolhi três desses aspectos para este post:
1. Retórica: É um sistema integral, que incide sobre a generalidade dos aspectos do trabalho dos docentes.
Na verdade os aspectos considerados são os mais fáceis de objectivar (observar, contar). O trabalho que faz a diferença entre os docentes, o trabalho criativo, não é observado sistematicamente.
2. Retórica: Inclui uma componente de avaliação por pares mais qualificados.
A partir de determinado momento, particularmente nos departamentos mais heterogéneos, os professores terão simplesmente qualificações diferentes, não sendo possível para os melhores a avaliação por pares mais qualificados.
3. Retórica: Estabelece a observação de aulas como factor fundamental para a avaliação da vertente pedagógica e do desenvolvimento profissional.
O que os avaliadores têm estado a observar em duas ou três aulas é a reacção das turmas e dos professores à sua presença. Uma observação séria exigiria a sua integração no grupo, e para contribuírem para o desenvolvimento profissional dos docentes deveriam ser capazes de lhes sugerir novas estratégias de inovação pedagógica.
A melhor fonte de cristalização é a prática. Daí que o maior brilharete do ME esteja neste parágrafo:
“A avaliação é hoje um dado adquirido em todas as escolas. Foi organizada por milhares de professores avaliadores que desenvolveram competências em procedimentos de avaliação. Participaram no processo de avaliação mais de 100.000 professores que entregaram os seus objectivos e que obterão a sua classificação até ao final do presente ano”.
Não temos elementos para confirmar os 100.000 professores, mas não há dúvida que se trata de propaganda porque se a referência contínua a ser o modelo “puro”, o DR 2/2008, que abortou sem nunca ter sido adoptado em qualquer escola, a estatística refere-se ao procedimento simplificado para a avaliação de professores, reduzido aos seguintes elementos: (1) ficha de auto-avaliação; (2) assiduidade; (3) serviço distribuído; e (4) acções de formação. Os elementos fáceis de contar ;)
A repetição da retórica, vezes sem conta, vai tornando aceitáveis uma série de coisas que anteriormente pareceriam estranhas. Este post foi escrito para que a retórica não torne indiscutível o que foi decidido arbitrariamente, discutindo racionalmente alguns aspectos que já pareciam aceitáveis a muitos.
Adenda
- É necessário dar todo o tempo à reflexão técnica e à negociação.
Milu, PÚBLICO, 27 de Julho de 2009
(1) O post do ME refere-se a estudos da OCDE e da Deloitte, mas curiosamente nunca apresenta links para os mesmos. Isto é, pede-nos simplesmente que acreditemos na sua interpretação. Precisavam de umas aulas minhas ;)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Registo de destaque no INTERATIC 2.0

O INTERATIC 2.0 é uma rede social que neste momento já ultrapassou os 1.000 professores interessados em aprender/partilhar o conhecimento com os colegas através da Internet. Este post destina-se a registar o destaque na página de abertura de um dos meus comentários:
- Em destaque:
"Não há mecanismos que permitam o reconhecimento do investimento na auto-formação. Mesmo quem tenha tido 18 créditos por equivalência de um Mestrado tem de continuar a frequentar as acções da tanga ao ritmo de 1 crédito por ano para o mercado continuar a funcionar. Eu nem exigiria ao ME um grande investimento, porque as ferramentas estão na Web, mas que abrissem os olhos aos trabalhos que também estão na Web." Prof. José Neto
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Google Chrome Operating System

Foi anunciado no Blogue Oficial do Google o Google Chrome OS, a designação do sistema operativo da Google que constitui a mais séria ameaça à hegemonia da MicroSoft.
O sistema começará por ficar disponível nos notebooks, mas a partir de 2010 devera ficar disponível para a generalidade dos consumidores, a tempo de rivalizar com o novo produto que a MicroSoft nos quer vender, o Windows 7.
Curioso o argumento da Google. Para as pessoas que vivem na web, o Google Chrome OS é uma tentativa de pensar como os sistemas operativos deveriam ser. Isto é, com o sistema operativo da Google funcionarão melhor as aplicações da Web ;) Este argumento faz lembrar o que o a MicroSoft utilizou para derrotar o Netscape. Então a MicroSoft disse-nos que o browser (navegador) deveria ser integrado no sistema operativo para funcionar melhor ;) O que nunca esperou foi que um motor de pesquisa se tornasse um browser concorrente, e agora quisesse fazer o seu próprio sistema operativo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Segundo o estudo da PJ o número de crianças vítimas de assédio sexual por ano é superior à população do país!

- Se se falar “apenas” de assédio sexual de menores online – sem abuso físico, mas com referências explícitas a sexo, troca de fotos e vídeos com nudez, simulações de actos sexuais e exibições através de webcam - as cifras nacionais estimadas pela PJ sobem para 30 mil vítimas por dia, entre os 10 e os 15 anos. São 5% das crianças portuguesas nessa faixa etária.
EXPRESSO
O título alarmista deste post baseia-se na operação de multiplicar:
30.000/dia x 365 = 10.950.000/ano | Maior que a População portuguesa (INE) |
Contudo esta operação não é aplicável neste contexto, pois estaríamos a supor 30.000 novas vítimas por dia, o que não é o caso. Nesta área o mais frequente é a repetição dos abusos sobre a mesma vítima.
Independentemente da percentagem estimada, trata-se de um drama quando nos toca.

Acrescente-se que o EXPRESSO também revela dados do Crimes against Children Research Center (CCRC), segundo os quais apenas 1% dos adultos condenados por crimes contra crianças travaram conhecimento com a vítima on-line. Nada de alarmismos com a Internet, porque a maioria dos abusos provém dos familiares, vizinhos e "amigos"/conhecidos.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Mind this gap

Why don't look to Fins if they have better results?
Isto é um tweet ilustrado para Don Tapscott em resposta ao seu artigo Obama should look to Portugal on how to fix schools. Este gráfico está incluído no post Don Tapscott passou-se.
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