quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Deputado iletrado



O tweet da polémica: Aquela jurista foi um erro de casting. Não sei nem quero saber a sua orientação, mas falta-lhe homem

Independentemente da infelicidade da frase, custa-me ver que alguém abandona a rede apenas por falta de precaução relativamente à sua password.

  • "Na política, as novas tecnologias são importantes porque nos aproximam dos cidadãos", mas para já, "sinto-me mais seguro em apagar a conta do Twitter", disse o deputado.
    PÚBLICO, 17.02.2009


Utilizar um serviço da Internet divulgando a password seria equivalente a partilhar o código do MultiBanco com os amigos. Será assim tão difícil de perceber?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A difusão gratuita das versões dos livros em pdf pode ser um estimulo à sua aquisição em papel


José Sócrates veio contribuir involuntariamente para a publicidade ao livro Clube Bilderberg, do qual começaram a circular muitas versões em pdf. Estas versões terão aberto o apetite para a versão em papel, que no fim-de-semana estava em 5º lugar no top de vendas da Livraria Bulhosa. Foi fácil sentir a necessidade da compra da 2ª edição, visto que a versão em papel tinha mais 150 páginas, actualizava informação e inseria muitas fotografias e documentos que não tinha visto na 1ª edição, em versão em pdf. Terei sido conquistado pelas fotografias e pela documentação, porque para ler o texto acho mais cómoda a versão pdf, uma vez que já não dispenso a função “find” ;)

Continuar a abandalhar a educação


  • Doze horas é a carga horária mínima anual para os temas de educação sexual serem tratados na escola. Esta é uma das propostas previstas no projecto entregue ontem no Parlamento pelo PS, que prevê ainda a inclusão obrigatória da educação sexual nas escolas e um dia para assinalar o tema.
    A iniciativa legislativa é da Juventude Socialista (JS) mas apresentada pelo PS, informa o vice-presidente da bancada parlamentar socialista e ex-líder da JS, Pedro Nuno Santos.
    PÚBLICO, 13.02.2009


Escolarizar a educação sexual é certamente roubar aos jovens o encanto da descoberta. A escola deveria limitar-se ao seu core business, os saberes clássicos: ensinar a ler, escrever, contar, raciocinar em termos lógicos... e já agora a saber utilizar as tecnologias da informação. Se a escola cumprisse a sua função, cada qual seria livre para aprender o que desejasse.

Juntar rapazes com raparigas - que obviamente têm interesses diferentes - para lhes "dar" educação sexual acabará por ser mais uma seca da escola depósito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Alteração ao regime legal comunicada por mail - 7


Depois do parecer de Garcia Pereira vir dizer o que todos sabiam, mas com outra autoridade, visto que é especialista em Direito do Trabalho, o ME utilizou agora os nossos mails para nos tentar convencer da legitimidade da invenção de uma nova fase na avaliação do desempenho: a entrega dos objectivos individuais.


from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 13 February 2009 08:49
subject Objectivos individuais
mailed-by dgrhe.min-edu.pt



Professor,

Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:

1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.

Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro).

A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia.

A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação.

Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.


Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.

Com os melhores cumprimentos,

DGRHE

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Professores da Gama Barros criaram um fundo de emergência para ajudar alunos carenciados


A escola sente a cise e tenta fazer o que pode.

  • Os professores da Escola Gama Barros criaram um fundo de emergência para ajudar alunos carenciados da cidade Agualva-Cacém num momento em que circula na escola uma recolha de doacções para apoiar uma aluna em dificuldades económicas.

    "Existem situações difíceis em algumas famílias e temos um fundo de emergência para ajudar, feito através de donativos, a maior parte de professores que são extremamente solidários, para acudir essas famílias", disse à agência Lusa, o professor Adérito Cunha.

    Os "três D´s" (divórcio, doença e desemprego= potenciam, segundo o professor, as situações difíceis que algumas famílias de alunos da Gama Barros enfrentam em 2009.

    "Estes três factores são uma mistura explosiva e são insustentáveis para as famílias", garantiu Adérito Cunha, acrescentando que, do total de 1500 estudantes da escola, um terço já recebe apoio do Serviço de Acção Social Escolar (SASE).

    Segundo o professor, tem havido um aumento gradual de alunos a solicitar refeições na escola, o que demonstra a debilidade financeira das famílias.

    "Uma directora de turma colocou-me um problema muito difícil: uma aluna estava a faltar e a directora já tinha desenvolvido todos os mecanismos para ela vir à escola" mas veio-se a saber que "era porque não tinha roupa", disse.
    JORNAL DE NOTÍCIAS, 10 / FEV / 2009
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