Os sujeitos económicos agiram racionalmente, tomando as melhores decisões para a satisfação das suas necessidades egoístas, mas do conjunto das suas acções não terá resultado uma utilização eficiente dos recursos, postulada por Adam Smith. Os mercados entraram em roda livre. Será necessário repensar a Economia.
sábado, 31 de janeiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O Google já conhece Sócrates
Experimentem escrever socrates é honesto no motor pesquisa.

É engraçado o primeiro resultado apresentado na pesquisa. Seleccionem-no.

E chegarão à conclusão fatal ;)

Update
A brincadeira já não funciona!

É engraçado o primeiro resultado apresentado na pesquisa. Seleccionem-no.

E chegarão à conclusão fatal ;)

Update
A brincadeira já não funciona!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Os jornalistas engolem toda a canalhice

Ontem o PÚBLICO fez propaganda ao Governo, deixando-se levar por Sócrates.
- "Valeu a pena resistir, não desistir, enfrentar as dificuldades. Este é o caminho para o sucesso", afirmou José Sócrates, no encerramento da cerimónia de apresentação do relatório da OCDE sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008). Fazendo rasgados elogios à ministra da Educação, o primeiro-ministro recordou as "dificuldades" e incompreensões que as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues têm enfrentado ao longo dos últimos anos, concluindo que "valeu a pena".
PÚBLICO, 26.01.2009
O leitor mais interessado descobrirá que o dito Relatório da OCDE está no site do ME, em http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=3170&fileName=bilingue_GEPE_portugues_final.pdf, (Backup) mas não o encontrarão no site da OCDE, onde o documento mais recente se refere à Avaliação do Processo Orçamental.
Será que a OCDE já não tem espaço disponível no seu site ou apenas mais uma aldrabice?
Seria o primeiro "relatório da OCDE" que não utiliza o logotipo da mesma!
Só cai quem quer.
Realmente, logo no prefácio somos esclarecidos de que o "produto" resulta da encomenda do ME a um conjunto de "peritos":
- Neste contexto, o Ministério da Educação solicitou o presente relatório a uma equipa de peritos internacionais independentes, liderada pelo Prof. Peter Matthews. A avaliação que realizaram em Portugal segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros ao longo dos anos.
Na introdução os peritos afirmam que trabalharam com base em dados que lhes foram fornecidos pelo Ministério, que lhes fez a encomenda de um "estudo imparcial" e terá pago o respectivo cheque.
- Agradecemos enormemente a ajuda e as informações fornecidas por várias pessoas durante a realização desta avaliação. O nosso trabalho foi facilitado pelo excelente Relatório Nacional elaborado antes da nossa visita (...).
- O nosso trabalho beneficiou do impressionante conjunto de dados prontamente disponibilizados pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), que também nos deu total apoio logístico e proporcionou uma ligação próxima com o gabinete da Ministra.
- O Ministério pediu – e nós realizámos – uma avaliação totalmente imparcial e independente dos elementos mais importantes relativos à reorganização do primeiro ciclo do ensino básico.
O que oferece maior ideia de seriedade ao estudo é a assinatura do prefácio deste por Deborah Roseveare, Chefe da Divisão das Políticas de Educação e Formação, Direcção para a Educação, da OCDE. Suponho que terá subscrito o prefácio a pedido dos colegas que redigiram o Relatório, visto que estes teriam supostamente seguido a metodologia da OCDE.
Realmente certamente que não fará parte da metodologia da OCDE que os peritos se reúnam apenas com autarcas do partido do Governo. Portanto Sócrates também terá enrolado a senhora Deborah Roseveare e os peritos internacionais.

Sócrates é perito na propaganda. Da amostra representativa do estudo apenas Gondomar não é do PS, mas encontra-se sobre controlo através do amigo Valentim ;)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Sócrates FP

Dirá certamente o nosso PM que se trata de mais uma invenção para o prejudicar num momento onde a fase de pré-campanha eleitoral já começou. Do meu ponto de vista vivemos num país adormecido e domesticado, resignado a aceitar todas as nódoas.
- FreePort: dinheiro, mentiras e favores
Primo de Sócrates afirma ao Expresso que pediu à Freeport recompensa por ter posto a empresa em contacto com o Governo
Um mail enviado por um primo de Sócrates à Smith&Pedro, intermediária no negócio da Freeport, parece ser o elo que faltava para se perceber como a família do primeiro-ministro (e à altura ministro do Ambiente) se envolveu no caso.
Nesse mail, Hugo Monteiro (filho do já famoso tio de Sócrates) pedia à Freeport que se lembrasse da agência de publicidade da família, como recompensa pelo facto de ter proporcionado um encontro entre os representantes do outlet e o então ministro do Ambiente, José Sócrates. Em comunicado o primeiro-ministro diz-se “indignado” e repudia quaisquer acusações. EXPRESSO, 24 / JAN / 2009
A situação é politicamente muito complicada, mas para quem já encerrou uma Universidade para concluir uma Licenciatura, este caso é incomparavelmente muito mais simples ;)
- Os ingleses pediram a Portugal que José Sócrates fosse formalmente investigado, no âmbito do processo Freeport. A sugestão, que poderia implicar escutas telefónicas ao primeiro-ministro e buscas residenciais, não gerou consenso e recebeu imediatas reticências das autoridades do nosso país. O pedido foi formalizado a 18 de Novembro, numa reunião em Haia, promovido pelo Eurojust, que sentou à mesma mesa as polícias dos dois países.
A hipótese de se criar uma equipa mista, avançada pelas autoridades britânicas ainda antes do Verão de 2008, também não foi aceite. Três anos depois do início da investigação e numa altura em que se aproximam processos eleitorais, os responsáveis do Ministério Público e da PJ (na reunião esteve Cândida Almeida, directora do DCIAP; Pedro do Carmo, número dois da PJ; e Moreira da Silva, responsável pelo combate ao crime económico da PJ) deixaram claras as suas reservas quanto ao timing do processo.
Nessa altura, as autoridades inglesas deram conta de que tinham na sua posse um DVD que documentava uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial de Alcochete e um sócio da consultora Smith & Pedro. Naquela, era assumido claramente o pagamento de ‘luvas’ a José Sócrates, então ministro do Ambiente de António Guterres. A administração do Freeport, que já não era a mesma que lançara o projecto, pretendia recuperar uma verba de 4 milhões que entregara à consultora para obter licenciamentos e aprovações administrativas do projecto. Depois de uma fase inicial de alguma euforia, o Freeport, empresa que integra capitais da família real britânica, entrou em dificuldades financeiras e alguns centros comerciais faliram mesmo.
Continuar a ler o desenvolvimento do caso Sócrates FP no Correio da Manhã - Mais notícias sobre o caso Sócrates FP
Update 1
Este caso fez passar para um plano secundário o imbróglio da educação, e deixar respirar Milu, aqui muito bem avaliada por Mário Crespo.
A manifestação de 2.000 professores frente a Belém teve pouco eco nos meios de comunicação tradicionais, ocupados com o FP.
Update 2
Links para compor o ramalhete
- O Caso da Licenciatura num Blogue
- Dossier Licenciatura de Sócrates no PÚBLICO
- Os projectos abarracados de José Sócrates
- Casa de Sócrates no registo predial, não passa de um apartamento
- Watergate à portuguesa? Comentário de José António Saraiva
- Apresentação PowerPoint com a síntese dos contributos de Sócrates para o afundamento do país
- Perguntas de Mário Crespo
- Dez razões porque o caso FreePort é Importante JPP
- José Sócrates, o Cristo da política portuguesa João Miguel Tavares - Processado
- Sócrates no YouTube
- Charles Smith chama corrupto a Sócrates
- O Dossiê Sócrates - António Balbino Caldeira (Do Portugal Profundo)
- Recordar é viver: "Sócrates, o ditador" - António Barreto
- O palhaço - Mário Crespo
- Face Oculta
Efeito do caso sobre o jornalismo
- Um dos aspectos mais curiosos da cobertura jornalística do caso Freeport é a demissão total dos jornalistas (...)
É como se as redacções dos jornais, tv e rádios tivessem de repente ficado sem directores ou editores. A funcionar em roda livre. Sem filtro, insisto. Como se todos estivessem permanentemente em directo, ou como se todos os media fossem um Forum TSF ou Opinião Pública, em que tudo é permitido. O directo, como vários teóricos já escreveram, é uma espécie de não-jornalismo.
A publicação de tudo, sem critério, é a negação do jornalismo.
E nunca como agora se assistiu a uma tão assustadora demissão do jornalismo. O pior é que a maioria dos jornalistas está convencida do contrário.
JMF
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A logica do faltou-te “um bocadinho assim”

Num post anterior tinha referido a lógica do faltou-te “um bocadinho assim”. Hoje, sem surpresa, os sindicatos anunciam "por cautela, e porque mais vale prevenir do que remediar, pusemos o pré-aviso para que os professores com funções de avaliadoras possam fazer, se assim entenderem, greve às aulas assistidas".
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