sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Livros Digitais


Já não precisa de ler histórias aos seus filhos! ;) Ligue o computador e indique-hes um site de livros digitais ;) O nome e-livros.clube-de-leituras.pt deve ter sido inventado para nos convencer que os autores pretendiam colocar livros online. Porém, na Internet, ganham outra vida, transformando-se em algo diferente, recordando uma afirmação célebre de Marshall McLuan: "O futuro do livro é a sinopse".

Um computador portátil do primeiro Mundo - Classmate PC

Já é uma banalidade afirmar-se que os computadores mudaram a forma como aprendemos e trabalhamos, bem com os momentos de lazer. Observem este vídeo e imaginem e o que um computador portátil pode mudar nas nossas vidas. Eu escrevi um "computador portátil", o Classmate PC. Este coloca o Magalhães na caixote do lixo ;)




Se querem um computador portátil do primeiro Mundo, é melhor começarem a pensar num Governo igualmente do primeiro Mundo, sem as trafulhices de Sócrates.

A melhor escola pública decidiu continuar a suspensão da avaliação


  • Numa moção aprovada apenas com um voto contra e quatro abstenções, os professores da melhor escola pública do país declaram que não vão pôr em prática o modelo de avaliação defendido por Milu, por entenderem que este «não tem cariz formativo e não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira».
    07 JAN 09, SOL


A censura está aí! Manuel Alegre teve mais espaço de antena ou papel que a Escola Secundária Infanta Dona Maria. Procurando esta escola no Google.News só encontrei a notícia no Correio da Manhã e no Sol. Procurando a mesma escola no Google os primeiros resultados da pesquisa apresentaram logo a notícia porque o PS não consegue controlar os blogues ;) Que chatice!



Update
MOÇÃO

Os professores da Escola Secundária Infanta D. Maria suspenderam, por
unanimidade, a sua participação em todos os procedimentos relacionados com a
aplicação do Dec. Lei 2/2008, tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou
Agrupamentos de Escolas.

A necessidade sentida pelo Governo, na sequência das enormes manifestações de
descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de
alterações sucessivas do Modelo de Avaliação, mais não é que um reconhecimento
inequívoco da sua inadequação pedagógica e da inaplicabilidade do Modelo.

As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os
princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de
Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a
melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para
efeitos de gestão de carreira.

As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo,
nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas
para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos
docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos,
capacidades e investimento na Carreira.

Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e
abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses
aspectos seriam posteriormente retomados para efeitos de avaliação.

A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a
aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em
categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.

Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os professores da
Escola Secundária Infanta D. Maria, coerentes com todas as tomadas de posição
que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a
suspensão do mesmo.

Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de
revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se
substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico,
que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço
educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma
Escola Pública de qualidade.

Coimbra, 6 de Janeiro de 2009
Escola Secundária Infanta D. Maria

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Os políticos são todos a mesma m*


Manuel Alegre tem como profissão "políticu". Fala e faz birras, para o seu nome ir sendo conhecido e ir fazendo marketing aos seus poemas. Estando na Assembleia desde 1975, a ganhar uma reforma por cada 8 anos, já usufruirá de pelo menos 4 tachos sem que eu conheça um único projecto-de-lei que este senhor tenha apresentado! Devo ser ignorante.

  • O PS chumbou hoje os projectos do PSD, Bloco de Esquerda e “Os Verdes” para suspender a avaliação dos professores, com os votos favoráveis de todos os partidos da oposição parlamentar. O documento social-democrata contou com a abstenção dos socialistas Manuel Alegre, Teresa Portugal, Júlia Caré, Eugénia Alho e da independente socialista Matilde Sousa Franco.
    08.01.2009 PÚBLICO



Este senhor faz tanto barulho contra Sócrates, mas quando chega o momento da verdade mostra que acima de tudo terá de preservar o seu emprego! Até tem um site para escrever disparates, mas já percebemos quais são os serviços públicos de Manuel Alegre e qual é a sua "Democracia", sensível ao mau-estar das pessoas ;)

Manuel Alegre disse que "acha que é preciso suspender este modelo de avaliação", mas conseguiu enrolar as palavras para defender a sua abstenção, justificando-o como "uma questão de coerência". Palhaços!



O líder parlamentar do PSD criticou a ausência da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no debate de hoje, que consta encontrar-se a PROZAC's. Será que já percebeu a sacanice de impor um modelo impraticável? Já só Sócrates aguenta continuar esta obra, verdadeiramente ao seu estilo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Alerta: Acorda que tens de aprender a lição!


Limito-me a publicar um texto que me chegou por mail, sem indicação de autor. Já o descobri na Indignadamasnaocalada, mas como a sua formatação naquele blogue dificulta a leitura, justifica-se a sua republicação.

Após as tréguas do Natal, a blogoesfera recomeça a ser utilizada na mobilização dos docentes, agora contra o Simplex2 (Decreto Regulamentar 1-A/2009 de 5 de Janeiro).

Neste momento do campeonato, os professores já aprenderam que o seu poder está nas redes que construírem entre si. Só é lamentável que em escassos meses tenham sabido construir redes para defender os seus interesses profissionais, mas 10 anos após a banalização da Internet em Portugal sejam praticamente inexistentes as redes de docentes interessados nesta enquanto recurso educativo.



FW: Alerta: Acorda que tens de aprender a lição!



Quando este governo tomou posse, deram-lhe um estado de graça, que ele aproveitou para:

- Aumentar o IVA, mesmo depois de ter prometido que não aumentaria impostos;
- Aumentar a idade da reforma, apesar de ter prometido que o não faria;
- Congelar as carreiras de alguns sectores da Função Pública.

O povo continuou adormecido.

Depois, provou-se que o Primeiro-Ministro falsificou documentos da Assembleia da República para que o tratassem por Engenheiro, que tirou um curso de Engenharia sem ir às aulas, enviando trabalhos por fax, e que, enquanto recebia um subsídio de exclusividade, assinava projectos.

O povo mostrou-se indiferente, achando que, se ele queria que o tratassem por Engenheiro, era lá com ele.

De seguida, decidiu fechar escolas e urgências; a população começou a despertar e o ministro da saúde foi demitido, mas a política continuou.

Posteriormente, vieram as aulas de substituição gratuitas e a responsabilização dos professores pelo insucesso dos alunos.

Os professores acordaram e os tribunais deram-lhes razão na ilegalidade das aulas de substituição não remuneradas.

Depois veio o Estatuto da Carreira Docente, que dividia os professores em duas categorias, sem qualquer análise de mérito, e impedia que dois terços dos professores atingissem o topo da carreira.

Os professores ficaram atordoados e a Ministra aproveitou para esticar a corda ainda mais, tratando os docentes por "professorzecos" e criando um modelo de avaliação que ela própria considerou "burocrático, injusto e inexequível" e que prejudica os professores que faltassem por nojo, licença de paternidade, greve ou doença.

Aí os professores indignaram-se e vieram para a rua. O Governo e os sindicatos admiraram-se com a revolta dos professores e apressaram-se a firmar um entendimento que adiava a avaliação.

No ano lectivo seguinte, os professores foram torturados com o suplício de pôr a andar um monstro, cavando a sua própria sepultura. Em todas as escolas, começou a verificar-se que esse monstro não tinha pernas para andar. Os professores começaram a pedir a suspensão do processo e marcaram uma manifestação para o dia 15 de Novembro. Os sindicatos viram o descontentamento geral e marcaram outra manifestação para o dia 8 de Novembro.

Os professores mobilizaram-se e a Ministra tremeu... Os alunos aprenderam com os professores o direito à indignação e aperceberam-se de que o seu estatuto também era injusto, porque penalizava as faltas por doença, e começaram a manifestar-se. A Ministra percebeu que tinha de aliar-se aos alunos e cedeu nas faltas, culpando os professores pela interpretação da lei. Conseguiu mesmo alterar sozinha uma lei aprovada pela Assembleia da República perante os mudos parlamentares.

O ambiente na Escola tornou-se tão insustentável que a Ministra deixou de ter coragem de visitar escolas. Então, decidiu alterar novamente o seu modelo, sem o acordo de ninguém, pois só ela não entende que está a mais no Governo, defendendo um modelo que sabe que é errado, só para não dar o braço a torcer (lembrando a teimosia de Paulo Bento que, para afirmar o seu poder, prefere perder). Se fizesse uma auto-avaliação, percebia que está tão isolada que até o representante das associações de pais, aliado de outras batalhas, tomou consciência do que estava em causa.

Agora, o Secretário de Estado Adjunto vem dizer que a Lei é para cumprir. Mas qual Lei? A da Ministra que não respeita os tribunais, que altera as leis da Assembleia da República a seu belo prazer, que manda repetir exames, mesmo sabendo que é inconstitucional, que penaliza os professores pelo direito à greve e às faltas por nojo, por doença ou por licença de paternidade?

Quem deixou de cumprir a Lei foi a Ministra e o Governo. Lembram-se de alguém que fumou ilegalmente num avião, afirmando que desconhecia uma Lei imposta por si? É o mesmo que vem dizer que nem ele está acima da Lei.

Já que a Comunicação Social está instrumentalizada e não há oposição firme, o povo devia seguir a lição dos professores e manifestar-se:

- Contra o elevado preço dos combustíveis, uma vez que o preço do petróleo desceu para um terço do que custava há meses e em Portugal os combustíveis ainda só desceram cerca de 20%;

- Contra os elevados salários de gestores de empresas públicas que dão prejuízo;

- Contra a entrega de computadores "Magalhães" que depois têm de ser devolvidos, como quem tira doces a crianças;

- Contra o financiamento público de bancos que exploram os clientes com elevados juros;

- Contra as listas de espera na saúde;

- Contra as portagens nas SCUT;

- Contra a criminalidade e a insegurança que se vive em Portugal;

- Contra as elevadas taxas de desemprego;

- Contra o desvio do dinheiro de impostos para o TGV;

- Contra as mentiras.

Se os Portugueses acordarem e seguirem o exemplo dos professores, os governantes deixarão de se "governar" e passarão a defender o interesse das pessoas.

"Ao emendar aquilo que precisa de correcção, o bom professor não está a ser rude."

sábado, 3 de janeiro de 2009

MST: Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!


Elogiei o artigo de sábado passado em que Miguel Sousa Tavares destacava a relevância dos princípios políticos e éticos. Hoje, meu caro MST, escrevo-lhe para lhe dizer que me traiu. Os valores políticos e éticos nunca se podem esquecer!

E MST esqueceu-os, oferecendo a Sócrates e a Milu excelentes epitáfios:

  • Sócrates
    Teve o mérito de ter tentado,
    Sozinho e contra todos,
    Reformar o que precisava de ser reformado.
    Assim, não podia vencer e não venceu.
  • Milu
    Vencida não por não ter razão,
    mas precisamente por a ter.


Quanto a Milu a única coisa certa é o princípio da avaliação, mas no processo de implementação do modelo de avaliação não acertou uma para amostra. Inventou um modelo impossível de adoptar, e persiste com o mesmo apesar dos simplexes. Usa o “mérito” dos professores no seu vocabulário, mas não consta que tenha sido uma docente brilhante para compreender o significado da expressão. Já demonstrou a inutilidade do seu modelo de avaliação, e simultaneamente a sua falta de carácter.

Deus me desculpe pela frontalidade, mas devia rebentar uma granada na boca de quem tem lata para elogiar o mérito de Sócrates, pouco tempo depois de ter colocado em causa a sua seriedade:

  • Nenhum aluno que tenha feito um curso ‘a sério’ numa Universidade ‘a sério’ teve, no ano de licenciatura, cinco cadeiras, das quais quatro dadas pelo mesmo professor; nenhum aluno se esqueceria do nome dos professores, para mais se só teve dois; nenhum aluno acreditaria que era possível ser membro do Governo e simultaneamente concluir uma licenciatura com aulas nocturnas e fazendo o ano com média de 17; nenhum aluno viu um professor dar-lhe as notas durante as férias de Agosto, e logo quatro no mesmo dia; nenhum aluno tem um certificado de curso passado durante as férias, num domingo, e assinado pelo reitor e pela filha, na qualidade de directora administrativa (típico de Universidade de vão de escada). A isto, basicamente, José Sócrates respondeu que são questões a que é alheio e cuja responsabilidade só pode ser imputada à Universidade. Mas há uma coisa a que ele não foi alheio, que foi a escolha desta Universidade para se licenciar. (Não posso referenciar por causa da política do EXPRESSO relativamente à descontinuação dos seus produtos)


MST, lembra-se de quem escreveu isto? O mérito de Sócrates é aplicar regras diferentes quando pensa em si ;) Este homem alguma vez terá legitimidade para propor e implementar alguma das reformas que a economia portuguesa exige?

Só fica uma dívida. Já terá sido MST contratado pelo Governo como assessor de imagem, ou outra coisa qualquer?

O Governo não tem legitimidade democrática para impor a sua política nas escolas, nem em sector de actividade nenhum, porque pulou a cerca. Não lhe basta a maioria absoluta no Parlamento, e ainda tem o Banco de Portugal liderado por um ex-Secretário-Geral do PS; o Tribunal de Contas é comandado por um homem do PS; a Autoridade para a Concorrência é dirigida por um parceiro de negócios do ministro da Economia; o ministro da Administração Interna é um ex-juiz do Tribunal Constitucional. Não é normal num regime democrático um só partido controlar a generalidade das instituições. Somos definitivamente um país terceiro-mundista, que aprecia as aldrabices de Sócrates, gosta de viver o farrabadó dos campeonatos quase ganhos, valoriza mais uns cêntimos antes das eleições. Simultaneamente adoramos exercitar a má língua observando as barracas de Sócrates, nem nos ralamos quando observamos os outros países a ultrapassarem Portugal em termos do PIB per capita, e já estamos habituados a apertar o cinto com as mais diversas justificações.

Integridade, carácter, exemplaridade... Tudo isto são palavrões a anos-luz de Sócrates e do país que temos.
Bem vistas as coisas, José Sócrates é simplesmente o político melhor adaptado às vigarices do país.



Adenda
Perante os esses de MST naturalmente que que compreendo todos os colegas que amavelmente me enviaram uma cópia do Equador.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...