sábado, 6 de dezembro de 2008

Portugal é dos países mais corruptos

Portugal é dos países mais corruptos. 32º lugar a nível mundial! Bate praticamente todos os parceiros da União Europeia.


Fonte: www.transparency.org

Para memória
A mesma organização atribuiu a Portugal a 28ª posição do ranking em 2007, e a 26ª em 2006 e 2005. Conclusão: No país floresce a corrupção.

II Memorando de Entendimento: Um diálogo de surdos


Mário Nogueira já tinha ficado refém de Milu quando assinou o I Memorando de Entendimento com ME em Abril de 2008, que oferecia à Ministra a tranquilidade que desejava na aplicação do modelo DR 2/2008, visto que este só seria objecto de revisão em Junho e Julho de 2009, segundo o ponto 5. do referido acordo:

  • 5. Durante os meses de Junho e Julho de 2009 terá lugar um processo negocial com as organizações sindicais, com vista à introdução de eventuais modificações ou alterações, que tomará em consideração a avaliação do modelo, os elementos obtidos até então no processo de acompanhamento, avaliação e monitorização de primeiro ciclo de aplicação, bem como as propostas sindicais.


Acontece que a educação não é um negócio entre o ME e os sindicatos, e como o modelo é mesmo irrealista, os professores manifestaram-se pela blogoesfera fora, forçaram os sindicatos a romper com o I Memorando de Entendimento, e a avançar para a discussão do novo Estatuto da Carreira Docente, que transformou o anterior tempo livre dos docentes em trabalho gratuito que lhes é exigido agora de vários modos (aulas de substituição, cargos, papelada...).

Com o II Memorando de Entendimento, os sindicatos ofereceram ao ME 10 dias de tréguas até dia 15, certamente à espera que se aproxime o final do período lectivo e a correspondente desmobilização. A justificação que a FENPROF apresenta no seu site é evidentemente excessiva. Diz que finalmente nessa reunião “tudo estará em cima da mesa, pela primeira vez”!

A melhor prova de que o ME continua com a mesma arrogância de sempre foi o mail com que nos brindou novamente, insistindo no “prosseguimento” em todas as escolas da avaliação do desempenho, quando todos sabemos que o processo se encontra de facto parado. Evidentemente que este Governo não mudará esta política, visto que até está a subir nas sondagens, pois fazer os professores trabalhar de borla agrada à populaça.



from DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
to
date 5 December 2008 21:53
subject Esclarecimento - Avaliação de desempenho
mailed-by dgrhe.min-edu.pt


Esclarecimento

1 - Chegou hoje ao fim o processo de negociação das medidas tomadas pelo Governo no dia 20 de Novembro para facilitar a avaliação do desempenho dos professores.

2 - Os sindicatos neste processo não apresentaram qualquer alternativa ou pedido de negociação suplementar, pelo que o Ministério da Educação (ME) dá por concluídas as negociações, prosseguindo a aprovação dos respectivos instrumentos legais.

3 - O ME, mantendo a abertura de sempre, que já conduzira ao Memorando de Entendimento com a plataforma sindical (ver infra), respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos. Foi por isso agendada uma reunião para o dia 15 de Dezembro, com agenda aberta.

4 - Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho, que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida.


Informação complementar

1 - "Uma avaliação séria melhorará a escola" - discurso da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, na Assembleia da República, em debate sobre a avaliação de desempenho, em http://www.min-edu.pt/np3/2923.html.

2 - Notas sobre um modelo de avaliação que protege os professores, em http://www.min-edu.pt/np3/np3/2905.html.

3 - Dossier Avaliação do Desempenho Docente, em http://www.min-edu.pt/np3/193.

4 - Memorando de Entendimento entre o Ministério da Educação e os sindicatos em http://www.min-edu.pt/np3/1900.html.


Lisboa, 05 de Dezembro de 2008.



Comparando o texto da FENPROF com o mail do ME, só me resta uma dúvida:

Falam a mesma língua?



Como pode estar tudo em aberto, mantendo o ME que não suspenderá a avaliação de desempenho, que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida?



A verdade é que Milu ficou aliviada da pressão das greves... mas eu certamente não darei um cêntimo para o peditório da FENPROF.

Evidentemente que é absurdo permitir mudar e até substituir o modelo de avaliação do desempenho e ao mesmo tempo exigir a sua aplicação instantânea. Com a Ministra fragilizada, os sindicados poderiam fazer melhor que dar-lhe os trunfos da trégua.

Hoje veremos a resposta que tem para isto o Teatro José Lúcio. Os professores precisam mesmo dos sindicatos para manterem até à vitória a luta pelos seus objectivos?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Erros de ortografia não contam para avaliação


  • Valeu tudo: tratar um sujeito como predicado, usar um "ç" em vez de dois "s", inventar palavras. O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação deu ordens para que nas primeiras partes das provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º e 6.º anos, os erros de construção gráfica, grafia ou de uso de convenções gráficas não fossem considerados. E valeu tudo menos saber escrever em português. Isso não deu pontos.
    Ciberdúvidas / DN / Continuar a ler

Viagem pela língua portuguesa

A língua portuguesa apresenta alguma diversidade regional. Eis a lista de expressões cujo significado pode conferir no vídeo:

Acoutro dia fui de horário e vim de abelhinha
Alcagoita
Aloquete
Andar à porra e à massa
Apastorar-se
Borrachão
Borrona
Cajado
Chinesa
Correr a roupa
Cruzeta
Friza
Grezéus
Malga
Marafado
Morcão
Prego
Sertã
Texto
Trugalheiro


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Numa economia eficiente os mercados funcionam!


Numa economia eficiente os mercados funcionam! A falência das empresas ineficientes permite que se inicie o processo de "destruição criadora" que entrou na história da Economia pela descrição de Joseph Schumpeter. Sucintamente, será a oportunidade de os recursos se deslocarem para sectores de actividade onde serão mais produtivos, levando a economia para um ponto de maior eficiência.


Por cá o Governo pretende substituir-se aos mercados em todas as áreas. Na banca compreende-se que se evite o efeito psicológico que provocaria a falência de um banco. Agora, começando a pagar os salários da indústria automóvel, onde vamos parar?

  • Plano de apoio. O Governo assegura 80% dos salários dos trabalhadores do sector durante as paragens de produção para evitar despedimentos. Trata-se de uma medida inserida no Plano de Apoio ao Sector Automóvel, apresentado ontem pelo primeiro-ministro, e que custará 900 milhões de euros.
    Diário de Notícias, 04/DEZ/2008


Será preciso o país ir à falência?

Até a Suécia entrou em recessão, mas por lá ninguém inventou truques destes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A história das coisas

Um vídeo interessante para associar o consumismo ao desenvolvimento sustentável.

Revogação do DR 2/2008, já!


Se o DR 2/2008 se revelou inviável na sua implementação, deverá terminar a suspensão da avaliação de desempenho. Revogue-se o DR 2/2008, e publique-se algo exequível.
Mais uma vez chamo a atenção para o modelo Finlandês.

Estão disponíveis para estender a aplicação deste regime transitório por mais algum tempo, para o próximo ano lectivo ou até mais, no sentido de criar confiança junto dos sindicatos, (...) desde que eles aceitem negociar e abdiquem de uma posição de tudo ou nada, e estarão dispostos a inventar qualquer coisa que transmita a sensação de que os professores foram avaliados PORQUE VOCÊS O IMPUSERAM. A única coisa que tem para defender, num modelo sem pés nem cabeça, é A VOSSA PATERNIDADE, por copy/paste desavergonhado do modelo chileno.

Já se gabaram de ter avaliado professores o ano passado, apesar de terem adoptado um procedimento simplificado, que na prática correspondeu à aplicação do DR 11/98, que definia o modelo de avaliação anteriormente em vigor, e que nenhum Ministro se interessou por regulamentar, de modo a premiar o mérito daqueles que obtivessem menção de Bom ou de Muito Bom!

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...