terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Escada Social Tecnográfica


JOSH BERNOFF é um dos mais citados analistas americanos na área das tecnologias da informação. Josh tem sido analista de mercado e é actualmente vice-presidente da Forrester Research.

Criou a segmentação Tecnográfica, com a qual visa uma compreensão mais profunda das pessoas, como usam a tecnologia, e como esta afecta os negócios.

A sua classificação foi construída para analisar o consumo, mas não resisto a copia-la para aqui, e cada qual será responsável pelas suas extrapolações.





Na sua metáfora da escada descreve seis níveis de familiaridade com as tecnologias:

  • Criativos: publicam conteúdos sociais. Escrevem blogues, fazem o upload de vídeos, música ou textos.
  • Críticos: respondem aos conteúdos dos outros. Postam nas revistas, nos comentários dos blogues, participam nos fóruns e editam artigos wiki.
  • Coleccionadores: organizam conteúdos para si próprios ou outros utilizando feeds RSS, tags, e votando em sites como o Digg.com.
  • Membros: ligam-se a redes sociais como o MySpace e o FaceBook. Em Portugal tem maior expressão o Hi5.
  • Espectadores: consomem conteúdos sociais, incluindo blogues, vídeos, podcasts, fóruns ou revistas.
  • Inactivos: nem criam nem consomem conteúdos sociais de qualquer tipo.


JOSH BERNOFF explica a sua metáfora da escada numa apresentação, do blogue que escreve em parceria com CHARLENE LI.

Qual o peso relativo das categorias acima apresentadas? Como variam por grupos etários? Como variam por géneros? Para responder questões destas utilize o Profile Tool.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

PIB per capita na UE-27

Possivelmente o aprofundamento da integração europeia está a desenvolver-se à custa das três grandes potências fundadoras: França, Alemanha e Itália. Observem-se os valores referentes ao Produto Interno Bruto per capita na União Europeia a 27 em 2008 comparativamente a 1997. Pouco mais de uma década foi suficiente para estes três países passarem do 4º quintil para o 3º quintil.


Fonte: EUROSTAT. Opções.

Portugal está colorido da mesma cor que Estónia, Lituânia, República Checa, Eslováquia e Hungria. Pior que nós estão Letónia, Polónia, Roménia, Bulgária, a antiga república jugoslava da Macedónia e a Turquia.


Fonte: EUROSTAT.

A estrutura de 2008 assemelha-se à de 1997 caracterizando-se pela relativa estabilidade. Neste período, a Irlanda melhorou a sua posição relativa.

sábado, 23 de agosto de 2008

Basta ficar aprovado a Educação Física para passar de ano!


Não estou a inventar. Vou copiar o início do artigo do EXPRESSO.

  • Luís, 15 anos, já mudou várias vezes de escola e chumbou a oito das nove disciplinas curriculares do 6º ano de escolaridade. Só passou a educação física. Apesar deste resultado, passou para o 7º ano e está inscrito noutra escola vizinha. Aconteceu na EBI 2,3 Vasco Santana, em Odivelas, e não é caso único no país.
    EXPRESSO/Assinatura


Este aluno só ficou aprovado em Educação Física e mesmo assim transitou de ano. Que excelente exemplo!

Há justificações para tudo! Naturalmente que não são consensuais.


Como se compatibilizam exemplos destes com o discurso do trabalho?

Recordo a lei de ouro do trabalho escolar: MAIS TRABALHO deverá traduzir-se sempre por uma MAIOR CLASSIFICAÇÃO.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Magalhães! O computador português :)


Foi com um grande alarido mediático que os três canais de TV anunciaram o grande investimento de Sócrates na Educação, através do "Magalhães", apresentado como computador português.

Para os menos atentos ficou o efeito imediato da propaganda.

Entretanto essas notícias já foram apagadas dos respectivos sites online, e o que podemos continuar a ler é a clara demonstração de que o jornalismo online, fazendo o trabalho de investigação necessário, deu uma brilhante lição ao tradicional.

  • Foi anunciado como o primeiro computador português, mas não é bem assim. O Magalhães é originalmente o Classmate PC, produto concebido pela Intel no sector dos NetBooks, que surge em reacção ao OLPC XO-1, que foi idealizado por Nicholas Negroponte.

    Será, no fundo, um computador montado em Portugal, mais propriamente pela empresa JP Sá Couto, em Matosinhos. Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto. IOL/Diário


Afinal trata-se apenas da concorrência da Intel ao PC de 100 dólares de Nicholas Negroponte.



A Igreja queixou-se deste sketch, sem sucesso, à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

domingo, 17 de agosto de 2008

A Escola do Futuro

A escola tem sido a instituição mais resistente à mudança. Os alunos não sabem tocar piano nem falar francês, mas já se sentem mais familiarizados com as ferramentas digitais que muitos professores. Porque é que não são utilizadas estas ferramentas, e prevalecem sempre os manuais e os testes escritos?


Atenção! Não adianta mudar as tecnologias de ensino, sem adoptar metodologias de aprendizagem que as rentabilizem.

PhotoShop: A perfeição do Mundo digital


A fotografia revolucionou a nossa forma de observarmos o mundo, fazendo da imagem um documento. Observando a fotografia estávamos indirectamente a observar as “coisas”. O PhotoShop veio popularizar a manipulação das imagens, hoje particularmente significativa nas fotografias profissionais das mulheres, que assim ficam sem nenhuma celulite, nenhuma ruga, etc. É a perfeição do Mundo digital ao alcance dos humanos… Um dos sites onde podem ser observados os efeitos da manipulação de imagens é o photoshopbeforeandafter.








Um vídeo que ilustra o efeito PhotoShop foi visto mais de um milhão de vezes em dois meses!

As lições de PhotoShop no YouTube são abundantes.

sábado, 9 de agosto de 2008

Rigor e avaliação de professores


O ME tem feito muita propaganda com o pretenso rigor do sistema de avaliação de professores que propôs. Serão as escolas ilhas de rigor numa sociedade submersa na economia informal?

Esta questão recordou-me um texto que tinha lido na Professorinha, e que tomo a liberdade de transcrever. O ambiente em que vivemos é propício a este tipo de opiniões.

  • Acho que há demasiada gente um pouco enganada sobre esta nova treta dos Bons, Muito Bons e Excelentes... Realmente há quem acredite que os Muito Bons e os Excelentes vão para os professores que o são?? Realmente há quem ache que isto das escolas verem as suas percentagens de Muito Bons e Excelentes aumentar se vai dever a um REAL melhoramento da qualidade de ensino?? Que os professores vão, de repente, passar a trabalhar melhor (como se andassem a trabalhar mal... enfim...)???

    Realmente... se acreditam nisso andam muito enganados. Primeiro os Muito Bons e os Excelentes estão destinados aos amigos de quem avalia. E MAIS NADA... nem vale a pena discutir mais sobre esse assunto porque é isso mesmo que vai acontecer. E, mesmo que sobre algum Muito Bom... de certeza que não o vão dar a um professor contratado ou a uma professora como eu, praticamente em início de carreira. Vão dar a quem estiver perto de subir de escalão, claro está!!...

    Não me venham com doutrinas ou teorias muito bonitas. Estamos em PORTUGAL, onde todos são experts em enganar o vizinho e onde a honestidade e o trabalho não são recompensados... A amizade e conluio... isso sim, é compensado... E infelizmente, não gosto de dar graxa... e por isso, bem me tenho lixado e vou continuar a lixar-me. Conforme um amigo me disse: "Tu vais chegar lá porque mereces lá chegar, apenas vais demorar mais tempo porque não vais usufruir das amizades e politiquices em que muita gente anda metida."

    E com isto se resume o que irá acontecer com a avaliação... quer de docentes, quer das escolas.



Este ano, com a invenção do procedimento simplificado, foram todos os professores classificados com Bom. Que rigor foi este?

Os amigos referidos pela Professorinha são um perigo real, mas numa escola onde as estruturas pedagógicas funcionem está relativamente controlado. Neste modelo os avaliadores continuarão nas escolas, e a sua função só será prestigiada se convencerem os colegas da legitimidade dos seus juízos.

Na mesma lógica, a alternativa seria uma avaliação externa, cujas apreciações, eventualmente injustas, seriam muito mais difíceis de impugnar.

Não quer dizer que não existam outras hipóteses de avaliação dos professores, do meu ponto de vista bem mais práticas e objectivas, como o modelo finlandês.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...