Os sete pecados mortais tradicionais - gula, luxúria, avareza, ira, soberba, vaidade e preguiça – foram actualizadas pela Igreja Católica com mais seis, tendo em mente os novos problemas das sociedades. Escolheram os seguintes: aborto, poluição do ambiente, disparidades na repartição da riqueza, tráfico de droga, pedofilia e experiências de manipulação genética. Diário de Notícias
É pena que a Igreja não tenha aproveitado o momento de reflexão para actualizar a sua posição relativamente ao aborto, pois certamente já não viverá neste Mundo nenhuma fiel que exclua o recurso a quaisquer meios contraceptivos, como a Igreja insiste em enfatizar:
Quanto aos «meios» para actuar a procriação responsável, há que se excluir como moralmente ilícitos tanto a esterilização como o aborto. Este último, em particular, é um abominável delito e constitui sempre uma desordem moral particularmente grave; longe de ser um direito, é antes um triste fenómeno que contribui gravemente para a difusão de uma mentalidade contra a vida, ameaçando perigosamente uma convivência social justa e democrática. É igualmente de excluir o recurso aos meios contraceptivos nas suas diversas formas: tal rejeição tem o seu fundamento numa concepção correcta e integral da pessoa e da sexualidade humana e tem o valor de uma instância moral em defesa da verdadeira humanização dos povos. As mesmas razões de ordem antropológica justificam, pelo contrário, como lícito o recurso à abstinência periódica nos períodos de fertilidade feminina. Rejeitar a contracepção e recorrer aos métodos naturais de regulação da fertilidade significa modelar as relações interpessoais entre os cônjuges com base no respeito recíproco e no total acolhimento, com reflexos positivos também para a realização de uma ordem social mais humana. COMPÊNDIO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA
Com esta insistência, a Igreja demonstra não acreditar na sua capacidade evangelizadora para conseguir o número suficiente de crentes, precisando desesperadamente que os seus fiéis caiam na ratoeira do sexo para se multiplicarem.
A Igreja criou um Universo de prescrições à parte do Mundo. Não pode permitir a utilização de preservativos, úteis para evitar a transmissão de doenças, porque condena imediatamente o indivíduo à luxúria, o pecado capital (principal), que para a Igreja se transforma em ira quando insatisfeita, e sendo o grande Demónio conduz o Homem a todo o mal: prostituição, sodomia, pornografia, incesto, masturbação, pedofilia, avareza, gula, preguiça, etc.
Para si a Internet é o SAPO e pouco mais? Lê um pouco de todas as páginas escritas em português, e pensa que já conhece muito?... desengane-se. Se não se desenrascar em inglês, a importância do português na Internet não passa de uns míseros 3%... http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001420/142021e.pdf
Eis os factores considerados por George Weber para eleger o inglês como língua global, apesar de não ser a língua com mais falantes, como se pode conferir nos links abaixo.
A população mundial quase triplicou de 1945 para 2005.
A percentagem da população a viver nas cidades, que representava menos de 29% do total, está quase a tornar-se dominante.
Menos de metade das pessoas teriam competências para ler um texto, contra 81.7%.
A esperança de vida aumentou cerca de 20 anos, permitindo o convívio dos avós com os netos.
A democracia parlamentar impôs-se definitivamente como regime político.
A percentagem de mulheres nos parlamentos cresceu 5.3 vezes, mantendo-se longe da equidade em qualquer país.
A fertilidade decresceu, pois as mulheres descobriram outros papéis além de mães e donas de casa.
A taxa de mortalidade infantil decresceu espectacularmente de 226 por mil para 86 por mil, em larga medida graças ao desenvolvimento da medicina. Este indicador é mais expressivo que a esperança de vida devido à fragilidade das crianças.
A área florestada caiu de 50 milhões de km quadrados para 39.
O consumo anual de água triplicou. Isto é, cresceu sensivelmente ao ritmo da população. O consumo anual de petróleo cresceu 8.5 vezes! A população tornou-se mais consumista do outro negro. A maior justificação para o aquecimento global e alterações climáticas está aqui. É óbvio que este tipo de crescimento económico não pode continuar porque não é compatível com os recursos do planeta. É necessário impor um modelo de desenvolvimento sustentável, mas quem tem autoridade para isso?
O turismo massificou-se crescendo 32.3 vezes!
Estes indicadores são apenas médias, e uma vez que foram calculadas para o Mundo ocultam realidades muito distintas.
Isto é, para que a China atingisse o "nível de desenvolvimento" dos EUA seriam necessários 665 milhões de carros de passageiros só na China! E a Terra aguentaria? Quem tem legitimidade para impor limites ao crescimento industrial dos chineses?
Quando confrontadas com este tema, uma das perguntas mais comuns que as pessoas fazem será, certamente, “mas o planeta não é composto maioritariamente de água? Fala-se em aquecimento global e o subir do nível das águas do mar, como poderá haver escassez de água?” De facto, cerca de 70% do planeta Terra está coberto de água, mas a percentagem passível de ser utilizada é muito menor, como podemos ver no gráfico seguinte:
Fonte: UNESCO, Seeking Alpha.
De toda a água presente no planeta, apenas 3% é doce. A restante, englobando os oceanos, golfos e mares, é salgada e, como tal, não pode ser consumida, nem tão pouco utilizável em agricultura. Olhando só para a água doce, dois terços desta está gelada nos pólos e inacessível para tratamento, deixando só um terço (ou 1% do total) acessível em aquíferos e nascentes.
Contudo, a poluição, os despejos de dejectos, fertilizantes e outros factores têm vindo a diminuir a quantidade de água potável. Muito embora a água seja, de certo modo, renovável, com o ciclo da água – ou ciclo hidrológico, no qual existe uma rotação contínua da água entre os oceanos, os continentes e a atmosfera através de evaporação e precipitação – nada garante que a potável na última passagem pelo ciclo, o seja novamente na próxima. Existem mais de 300 químicos diferentes utilizados em abundância por todo o mundo que contaminam os intervenientes no ciclo. Cada vez mais, para que a água seja utilizável, necessita ser minada, processada, empacotada e distribuída.
Estima-se, assim, que só cerca de 0,25% da água total seja actualmente potável. Fazendo uma analogia, se toda a água do planeta coubesse numa garrafa de 1,5 litros, então a água potável não encheria por completo uma colher de chá.
Contexto Social
Do ponto de vista social, assistimos ao crescimento da população mundial e à utilização da água a ritmos cada vez maiores. Desde 1950, a população mundial mais que duplicou e o consumo de água triplicou, mas apenas 20% tem água corrente e menos de um terço sequer acesso a água potável, facto agravado pelos custos bastante elevados das infra-estruturas necessárias à distribuição da água.
As Nações Unidas estimam que cerca de 50% de todas as camas de hospital a nível mundial estão ocupadas com doentes que padecem de enfermidades relacionadas com água contaminada, sendo que estas doenças representam 80% de todas as doenças em países subdesenvolvidos e cerca de 5 milhões de vidas por ano.
A sociedade moderna consome água a um nível bastante superior ao que o ciclo hidrológico a consegue reciclar, e quando tomamos em conta a industrialização dos países em vias de desenvolvimento, que envolvem consumos de água bastante superiores (não só pelas necessidades das indústrias como também pelo facto que o aumento da qualidade de vida representa maior utilização deste bem) facilmente concluímos que a tendência é que esta situação se agrave. Neste momento, mais de 1,1 biliões de pessoas não têm acesso a meios razoáveis de distribuição de água e prevê-se que este número ascenda a 2,3 biliões até 2025.
No gráfico seguinte podemos verificar a situação em 1995 e as estimativas para 2025, tomando por base a extracção de água (ajustada para o crescimento mundial previsto) em relação ao disponível na área.
A água é um bem de primeira necessidade para o consumo doméstico e para a indústria, e só existe uma quantidade finita deste recurso. Já podemos notar, hoje, o aumento que o preço da água tem vindo a sofrer, basta pensar que há uns anos em grande parte do mundo desenvolvido, a água era paga a uma preço fixo, independentemente do uso e, actualmente como sabemos, existem contadores em todos os domicílios. Mais ainda, se olharmos para o preço de uma garrafa de água mineral, dependendo do local de compra pode, muitas vezes, ser mais caro que o preço do litro do gasóleo.
Sabemos, por outro lado, que este bem é extremamente inelástico – a procura de água não será, naturalmente, afectada por ciclos económicos; não terão efeitos a inflação, as taxas de juros, o câmbio monetário nem o preço de produtos substitutos, que, como já vimos, simplesmente não existem. Muito embora os volumes utilizados pela indústria poderão aumentar e diminuir consoante a sua produção (consequente da maior ou menor procura pelos produtos finais aí preparados), certamente que a população não deixará de beber água. A procura da água está a ser e será impulsionada pelo crescimento populacional contraposto por uma maior escassez. E se existe alguma possibilidade de encontrar água potável de outra forma, nomeadamente através da dessalinização (processo físico-químico de retirada de sais da água), os custos associados e, de maior importância, a quantidade energética necessária para este processo é de tal ordem que estudos indicam que não será viável durante largos anos. Acrescente-se que menos de 50% da água completa o processo, resultando também uma grande quantidade de dejectos dos quais terão de se desfazer (com os custos monetários e ambientais associados a tal).
Os custos associados com a construção de infra-estruturas de tratamento e distribuição de água são muito elevados, criando barreiras à entrada de novas empresas, mas salientando também uma excelente oportunidade para investimento. Como exemplo, a EPA (Environmental Protection Agency – agência para a protecção do ambiente) dos EUA prevê que terá de ser gasto até $1 trilião nos próximos anos para renovar e remodelar a estrutura de distribuição no país, na medida em que boa parte desta tem mais de 20 anos.
Estima-se que o mercado global de tratamento e distribuição de água represente cerca de 240 mil milhões de euros, com crescimentos na ordem dos 4% a 6% nos países desenvolvidos e 10% a 15% nos países em desenvolvimento. O sector público não conseguirá acompanhar os volumes de investimento necessários, muitas vezes no âmbito local ou regional, para renovar e construir infra-estruturas, pelo que, cada vez mais, necessite de investimento privado e se assista, inclusive, à privatização de várias áreas do sector. A Lehman Brothers, estima que o número de pessoas em todo o mundo servidas por companhias de água detidas por investidores privados cresça 500% nos próximos 10 anos.
Assim, o potencial de crescimento das empresas relacionadas com a indústria global da água é elevado, não só para as directamente envolvidas, como companhias de tratamento, de distribuição urbana e de gestão da água, mas também para as que, indirectamente, fazem parte do processo sendo fornecedores das anteriores, como são os fabricantes de bombas, tubos, válvulas, filtros, instrumentação e construção de sistemas de água.
Em conclusão...
Todos os factores supracitados ajudam-nos a concluir que as palavras de W.H. Auden teriam, realmente, um significado profundo. Sendo um bem naturalmente escasso, e indubitavelmente essencial à preservação da vida, a água é, cada vez mais, um bem precioso, com potencial de procura em muito superior ao carvão, ouro, gás ou petróleo.
É necessário, neste momento e de futuro, um grande investimento privado para a concretização de enormes reestruturações, que aumentarão as redes de distribuição globalmente, assim como existe um potencial de crescimento elevado nos mercados, com o actual boom da população mundial e estimativas futuras.
Será o crescimento do sector sustentável? É uma pergunta aberta a debate, mas o facto permanece que a água tem características muito semelhantes às commodities, como o ouro e o petróleo, na sua procura crescente e oferta decrescente. E, tal como na famosa Febre do Ouro do século XIX, as maiores fortunas podem não vir necessariamente de quem encontrou o ouro, mas sim dos comerciantes na retaguarda, que vendiam as picaretas, panelas e restantes ferramentas...
Muita gente consegue viver sem amor, mas ninguém sobrevive sem água. Portanto face à sua procura crescente pode dizer-se que este investimento é dos que apresenta risco praticamente nulo, e rentabilidade garantida. No entanto não se nota entre os particulares qualquer interesse por este negócio, porque exige a construção de infra-estruras que apenas remunerarão o capital investido a longo prazo. No entanto é próprio equilíbrio da Terra que exige esse esforço de investimento. Então não pode deixar de se colocar a questão: permitirão as nossas economias de mercado o desenvolvimento sustentável do Planeta?
A distribuição Normal pode ter as mais diversas aplicações. A partir do momento em que se estabelecem três áreas sob a função de distribuição, podemos utilizar a nossa imaginação para a aplicar nos mais diversos campos. A aplicação mais divertida que li, relaciona o número de ocorrências com o grau de devassidão da relação sexual para distinguir fazer amor de cumprir tarefas e de fazer sexo.
Naturalmente que há interesses conflituantes, mas sobre esses não me quero aqui referir. Gostaria apenas de enfatizar neste post que o conflito entre o ME e os sindicatos poderá resultar em parte das próprias ferramentas cognitivas que utilizam, designadamente da curva normal. A curva normal padrão, com média 0 (zero) e desvio padrão 1 (um) apresenta a seguinte configuração.
Na sua caracterização apresentam-se geralmente as percentagens definidas pelos valores: - a média mais ou menos 1 desvio padrão
- a média mais ou menos 2 desvios padrões
- a média mais ou menos 3 desvios padrões
Recordando as suas aulas de Estatística elementar os sindicatos argumentarão que a generalidade dos professores (99,7%) têm um desempenho mediano, não fazendo sentido implementar mecanismos de avaliação que apenas satisfariam o ego de conjunto reduzidíssimo de profissionais. Por seu lado, o ME recordará igualmente a sua Estatística elementar, mas incluirá apenas na classe mediana 68% dos docentes, justificando assim a sua persistência em implementar um modelo de avaliação dos professores.
"Em qualquer grupo [profissional], se todos puderem ser excelentes o que está errado é a própria definição de excelência", disse Jorge Pedreira na abertura do seminário 'A escola face à diversidade: percepções, práticas e perspectivas' que decorre hoje no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa. PÚBLICO, 29.05.2008
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) manifestou hoje a sua “completa rejeição” do despacho que estipula as quotas para as classificações mais elevadas no âmbito da avaliação dos professores, por não permitir uma “avaliação correcta” dos docentes. PÚBLICO, 29.05.2008
Qualquer das partes envolvidas teria interesse em observar o que se passa noutros países desenvolvidos, como a Finlândia, para se libertar desta linguagem de debate e de pensamento introduzida pela Estatística.