quinta-feira, 18 de março de 2010

Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais

Em que medida os problemas das escolas resultam do choque de culturas entre os nativos digitais e os imigrantes digitais?

Estes termos são de Marc Prensky. Refere por nativos digitais aqueles que nasceram após 1980, imersos em televisão, jogos, Internet, telemóveis, e que em razão dessa vivência consideram a tecnologia como a sua estratégia natural de desenvolvimento.

Aqueles que nasceram na Galáxia Guttenberg, no mundo do papel, estão a adaptar-se às tecnologias - lamento, mas já não são "novas" - por mera estratégia de sobrevivência profissional. São os imigrantes digitais.

O blogue do nativo são as redes sociais, onde retrata as suas emoções num diário partilhado com os amigos. O imigrante transformou o blogue numa ferramenta intelectual.

Para os nativos a Web é uma nova plataforma de encontro entre a oferta e procura no mercado de emprego, no mercado de bens e serviços, nos encontros de amigos ou de relações amorosas. Os imigrantes desperdiçam muitas oportunidades na Web.

Os nativos gostam de partilhar, trocar, obter, expressar a sua personalidade... criar... encontrar-se.... coleccionar... Os imigrantes vivem como ilhas isoladas.

Os nativos utilizam sistemas de avaliação da informação que lhes permitem seleccionar mais rapidamente a informação relevante. Os imigrantes queixam-se do volume excessivo de "informação".

As Webcams são utilizadas pelos nativos para partilhar... enquanto os imigrantes as utilizam para monitorar.

Como em todos os imigrantes, também nestes podemos observar uma pronúncia mais acentuada ao seu Planeta. Alguns exemplos anedóticos do ponto de vista dos nativos consistem:
- na impressão de e-mails, antes de responder;
- na impressão de textos antes de os editar ou simplesmente para os ler;
- na memorização de telemóveis;
- na memorização de endereços de e-mail ou da web;
- nas listas em papel com endereços da web, de e-mail ou de telemóveis.












Fonte: http://www.scribd.com/doc/9196803/Estudantes-Nativos-Digitais-Tabela

Trabalho de MDS


Bibliografia

Digital Natives, Digital Immigrants

The Emerging Online Life of the Digital Native

José Trocas-Te

A voz em OFF anunciou: E agora vai usar da palavra o primeiro-ministro, José Trocas-Te.



E não é que continuou a cerimónia impávido e sereno?

domingo, 14 de março de 2010

Deus Internet!


Há uma famosa banda desenhada sobre a Internet: representa um cão em frente ao computador. A legenda diz: “O que é óptimo na Internet, é que ninguém pode saber que és um cão”. A palavra “dog” (cão) se for lida ao contrário significa “God” (Deus)!

Outra história que a relação de Deus com a tecnologia me recorda é aquela em que teólogo perguntou a um super-computador muito potente:

- Deus existe?

O super-computador respondeu que não tinha poder suficiente, em termos de capacidade de processamento, para poder responder àquela pergunta. Pediu para ser ligado a outros super-computadores do mundo, mas mesmo assim o seu poder continuava insuficiente. Por isso, o super-computador foi ligado às principais redes militares e universitárias mundo, depois foi ligado às redes das empresas e a todos os computadores pessoais de secretária ou portáteis, aos telemóveis, aos computadores instalados nos automóveis, aos relógios digitais, aos VCR’s, frigoríficos, microondas,..

O teólogo perguntou novamente ao super-computador:

- Deus existe?

E o computador respondeu:

- Sim, agora já existe!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Professores e estudantes do séc. XXI

Encalhei nestes vídeos a surfar pela web, num momento em participava numa discussão sobre os prós e os contras da tecnologia, particularmente das tecnologias da informação.






O que me custa compreender é como ainda se discute tecnologia. Melhor, compreendo. Apenas se discute a tecnologia porque ela não foi integrada no quotidiano escolar.

terça-feira, 9 de março de 2010

O telemóvel é o objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais

Aproveito o facto de o colega CJ se ter referido ao telemóvel para contrariar a tese da “injecção de informação”, argumentando que não vivemos em nenhuma sociedade da informação, mas sim na SOCIEDADE DO TELEMÓVEL! Assim, o autor de TECNOGNOSE terá construído “mapas imaginários” contra os excessos de uma imaginária “sociedade da informação”.

A hierarquia de necessidades que o colega terá desenhado foi certamente a Pirâmide de Maslow.

Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas – onde se inclui o sexo -, a segurança e o amor/relacionamento. É para estas necessidades que o telemóvel serve, como mais abaixo ficará claro.

No nosso caso particular, como professores, todos temos uns colegas que muito dificilmente encontramos precisamente porque não utilizam a Internet. Esses são exactamente os que mais gostam de nos ligar! Os telemóveis até já têm Internet, mas são o instrumento ideal para não a utilizar!

O telemóvel é o objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais desde que existe. Não é o computador, nem a Internet, nem o cabo, é o telemóvel. E continua a mudar sem darmos muito por isso, porque a mudança se faz de forma desigual, quer no que muda, quer em quem muda. Dito de outra maneira, muda certas coisas nos jovens e muda outras nos adultos e os seus efeitos estão longe de ter terminado ou sequer de se saber até que ponto de transformação vão.

Os jovens têm num telemóvel muito do seu mundo: telefones dos amigos, telefone dos namorados, passwords, fotografias, mensagens, vídeos, agenda pessoal, um brinquedo que além de fotografar e filmar também serve como despertador, rádio, hi-fi de bolso ou calculadora.

Os adultos dão aos filhos e aos idosos telemóveis com números gravados nas memórias e recomendam-lhes uma utilização parcimoniosa: “em caso de emergência é só carregares aqui e nunca estarás sozinho”. Para os adultos o telemóvel é o instrumento de controlo perfeito dos filhos, dos idosos e dos pares. O telemóvel oferece a sensação de estar em simultâneo com toda a gente, mesmo que não esteja com ninguém.

Um telemóvel desligado é motivo de desconfiança. Têm de estar ligados 24/24 horas e se suceder receber uma SMS ou uma chamada inoportuna da namorada enquanto estamos com a mulher o caldo fica logo entornado, como no filme Enough, de Jennifer Lopez, http://www.youtube.com/watch?v=pNAdBSxZ9XQ . Se recusarmos dar o número de telemóvel ou somos mal educados ou não somos sociáveis porque não ficamos disponíveis.

Ligar é ter poder para decidir quando o outro deverá responder. Se não atendeu terá de arranjar uma justificação. Este é o jogo dos amantes, das relações patrão/empregado, etc. Na verdade a esmagadora maioria das chamadas de telemóvel não tem qualquer objecto ou necessidade de ser feita, ninguém as faria num mundo de telefones fixos, que não seja pelo controlo, pelas inseguranças, pela solidão. São estas as necessidades “básicas” que justificam a presença quase universal dos telemóveis desde as crianças até aos velhos, as chamadas a qualquer hora do dia, em qualquer sítio, do cinema à sala de aulas, resultado do complexo jogo de interacções sociais que ele permite, sem as quais já não sabemos viver. Vivemos num mundo muito diferente e cada vez mais diferente.

Se a dita “Sociedade da Informação” não passa parra a generalidade das pessoas da SOCCIEDADE DO TELEMÓVEL, Erik Davis falhou o alvo quando criticou os excessos da primeira.


NOTA:
As minhas referências sobre a SOCCIEDADE DO TELEMÓVEL encontram-se aqui.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Para que servem os pais?


A Confap quer transformar as escolas em colégios internos. Pediu agora a extensão de horário de 8 para 12 horas, mas certamente a lógica da escola-depósito não ficará por aqui, e o Ministério da Educação compreende imediatamente que os papás não podem "perder tempo" com as crianças.

A possibilidade de as escolas do 1.º ciclo do ensino básico funcionarem 12 horas por dia, entre as sete da manhã e as sete da tarde, posta esta semana em cima da mesa pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), está longe de gerar consensos. A filosofia é adequar o horário das escolas públicas às jornadas de trabalho dos pais, libertando-os da necessidade de recorrer aos ATL (Actividades de Tempos Livres) que, ainda por cima, saem muito caros. De caminho, procura-se pôr a escola pública a funcionar numa lógica de centro escolar, capaz de oferecer terreno seguro para a brincadeira e para aprendizagens alternativas.

Para os porta-vozes da Confap a escola-armazém "tem que obedecer à regra dos três D's: descansar, divertir e desenvolver", defende Lucília Salgado. Um tempo que "seja de aprendizagem mas com características lúdicas e sem stress escolar".
Em defesa deste modelo recordam que "imensa gente frequentou colégios internos, portanto muito mais longe da família, e não me parece que isso lhes tenha tirado capacidade de imaginação ou autonomia". (Fórum Confap)

Contra este modelo manifestou-se Daniel Sampaio, afirmando que "é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não fazendo sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja". (Ler artigo)

Sobre este tema é oportuno recordar o artigo de Joaquim Azevedo, E24: a grande solução para a educação.

  • De facto, a E24 é a grande solução social do futuro. Famílias não haverá (e para que é que deveria haver, se os pais não ligam nada aos filhos e os filhos aos pais, se as famílias se fazem e desfazem ao ritmo dos bonecos de neve), os empregos serão cada vez mais precários, incertos e mal pagos (e para quê ser diferente se podemos agora combinar dois e três turnos?) (...)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ordenamento do Território? Que é isso?

Creio que a generalidade das pessoas encara as políticas de Ordenamento do Território como uma chatice a contornar. Se a Madeira tivesse marcado uma mudança de atitude, então nem tudo se teria perdido. Segue-se um vídeo que recorda uma reportagem que passou na TV dois anos antes da tragédia.



Com aqueles palhaços que dizem que "há males que vêm por bem" porque ficaram in love agora quanto à lei das finanças locais, não vamos a lado nenhum.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Second Life - Não serve para quê?

Confesso que nunca fui um entusiasta do Second Life, que sempre vi apenas como um jogo. Hoje demorei-me mais tempo a explorar as suas potencialidades e creio que a abordagem mais esclarecedora é a que pretende responder à pergunta:

O que é que não se pode fazer no Second Life?

Para quem já teclou no MIRC ou utiliza uma qualquer rede social, o Second Life representa sem dúvida nenhuma uma nova dimensão. Por exemplo, dançar com os outros é algo que nunca fará no Twitter nem no FaceBook.





Utilizar as suas imagens 3D para desenhar ou fazer vídeos abrem um novo mundo...



Evidentemente que não serve para substituir o Mundo real, mas para simular é excelente! Por exemplo, os arquitectos poderão observar como se integram as casas na paisagem em modelos 3D mais fáceis de conceber que os programas de AutoCAD convencionais. A facilidade de simulação a custos muito baixos está a transformar o Second Life numa cópia do mundo real. As diversas marcas e instituições que já conhecemos, criam lá as suas ilhas para as podermos visitar, e se possível, fazerem negócios.

Referências em Português

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Democracia e o Palhaço

A Democracia europeia e o Palhaço português estão representados abaixo. Ela é bela, charmosa, e caminha com elegância e segurança. O palhaço observa-a e faz figuras tristes ;)

Foi a melhor ilustração original que consegui para o caso "Face Oculta". Conhecem algum Primeiro-Ministro europeu com tantos casos como este?

O Polvo que nos consome o Sol de cada dia


Quem trabalha todos os dias paga impostos mas são sempre insuficientes para os apetites da máquina. A providência cautelar interposta por Rui Pedro Soares, além de ter constituído a maior operação de Marketing a um jornal em Portugal, foi muito bem sucedida porque o país se encontra mergulhado numa crise de regime. Ninguém se sente representado por este primeiro-ministro, mas também não apareceu outro candidato credível. Esta é a democracia de m... a que temos direito! Não fosse a integração na União Europeia, e já teríamos derrapado para um regime musculado à semelhança dos países latino-americanos.

Na opinião de Menezes Leitão, Professor da Faculdade de Direito de Lisboa, o Presidente da República tem de intervir:

  • O único paralelo que me recordo com isto foi o caso República em pleno gonçalvismo. Na altura, a República era o único jornal que não aparecia alinhado com o chamado PREC e por isso foi silenciado, tendo surgido depois já totalmente alinhado com o Governo. Por causa desse episódio, o PS abandonou então o Governo e iniciou a luta contra Vasco Gonçalves.
    Ora, a ser verdade a existência de um plano do Primeiro-Ministro para controlar a comunicação social, é manifesto que o mesmo perdeu quaisquer condições para se manter no cargo. O PS deveria ser o primeiro partido a reconhecê-lo e procurar uma solução para o substituir. Ao que julgo, o PS ainda é o Partido Socialista e não apenas o Partido Sócrates.
    Há quem critique este óbvio entendimento, invocando as dificuldades económicas do país e a atenção das agências de rating. Mas o primeiro pressuposto para resolver as crises económicas é a existência de um Governo forte e credível que tenha a legitimidade política necessária para exigir aos portugueses os sacrifícios que se impõem. Manter em funções um Governo descredibilizado, sujeito à revelação constante de factos comprometedores — que não fazem parte da esfera privada, ao contrário do que se tem dito — atenta contra o prestígio das instituições e põe em causa o interesse nacional. O Presidente da República não pode continuar em silêncio por mais tempo.
    Menezes Leitão






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Isto está a passar todas as marcas!

Teoria da vitimização:

  • Isto está a passar todas as marcas! Durante meses a fio eu fui escutado. É preciso saber se essas escutas são legais e se é possível faze-las num Estado de Direito.
    José Sócrates




Fonte: Cartoons do Jornal de Notícias, 06-02-2010.

A forma como S. Exa. obteve o canudo não interessa desde que o seu partido obtenha votos suficientes para o designar primeiro-ministro. O percurso tortuoso como o "Sol" chegou ao seu plano para controlar a comunicação social também não é da minha conta, mas viver num país com um PM destes é deprimente. Incluem-nos nos PIGS por motivos de vária ordem. Se é verdade que a nível da estrutura económica esta não poderá mudar tão rapidamente quanto seria desejável, a nível da estrutura política já caímos num pântano tal que qualquer coisa seria melhor.


Links relacionados

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mariah Carey - We Belong Together

Videoclips musicais para ouvir e ver mesmo! A arte de Mariah Carey não permite que os seus "telediscos" - como se dizia antes - funcionem apenas como música de fundo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os mais jovens utilizam mais frequentemente a Internet mas blogam menos

Os mais jovens utilizam mais frequentemente a Internet mas blogam menos. Tanto nos homens como nas mulheres 3 em cada 4 utilizam a Internet. Não se sabe se a rede virá a ser o mecanismo de promoção social equalizador de oportunidades que os iluministas sonharam implementar através da Escola. Certo é que a utilização da Internet está positivamente correlacionada com o nível de rendimento e com a escolaridade.


Entre os países com maior penetração da Internet encontramos o mais desenvolvido do Mundo - por ordem do IDH - o 4º, o 10º, o 11º e o 13º.

📜 Use a barra lateral para fazer scroll e ver a infografia completa

Fonte: http://www.focus.com/fyi/information-technology/state-internet/


Que poderemos concluir com interesse para a Escola? Se não forem os professores a forçar os alunos à maçada da escrita, a sua experiência de Internet não irá além de uns cliques pelo YouTube, redes sociais e pouco mais. Esta experiência da rede fornecida pelas escolas será um factor de exclusão social particularmente grave no caso dos jovens sem acesso a adultos com literacia digital.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Fim da Linha - Mário Crespo


Concretizou-se hoje o despedimento de Mário Crespo, que segundo a lógica de Sócrates já tardava. Como poderia admitir que alguém escrevesse artigos como "O palhaço"? A imprensa confirma hoje que "o PM resolveu mais um problema"(EXPRESSO).

Não gosto de fazer copy/paste, mas desta vez não vejo melhor forma de expressar a minha humilde solidariedade que copiar a crónica que lha foi censurada no Jornal de Notícias.

  • Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de ("ir para o manicómio"). Fui descrito como "um profissional impreparado". Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como "um problema" que teria que ter "solução". Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): "(...) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (...)". É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser "um problema" que exige "solução". Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009. O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado". O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema". Foi-se o "problema" que era o Director do Público. Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais "um problema que tem que ser solucionado". Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.


Mário Crespo explica a situação no vídeo abaixo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gripe A foi uma invenção dos "peritos" e das farmacêuticas

Janeiro está a terminar e estamos vivos depois da loucura alarmista da pandemia em entraram todas as entidades oficiais e a "imprensa dita séria".


Fonte: Micosite da Gripe

Agora que já toda a gente viu que fomos enrolados pela OMS, a Ministra da Saúde tenta desfazer-se de 6 milhões de doses da vacina, para evitar esse rombo no Orçamento. Aqui calhou bem o atraso, porque os países que se anteciparam nas compras, compraram uma vacina para uma pandemia de Gripe inventada.


  • «A OMS avançou com a possibilidade, muito reduzida, de haver 71 milhões de mortos no Mundo [vítimas da gripe A]. A verdade é que até hoje morreram 12 mil no Mundo. Valor muito abaixo da gripe sazonal, que só em Portugal mata dois mil por ano».
    Avante!



Foi a Internet (web, blogoesfera, mails, YouTube, newsgroups, twitter, FB) que me livrou desta paranóia colectiva, permitindo-me viver tranquilamente este inverno. Obrigado Internet!


Ninguém vai esquecer a Ministra da Finlândia enxovalhada pela imprensa "certinha":


  • A "ministra" da Finlândia
    Mesmo antes de se iniciar o Programa de Vacinação contra a Gripe A, já circulava na Internet um "famoso" vídeo da autoproclamada ex-ministra da Saúde da Finlândia, denunciando várias conspirações e maroscas que, resumidamente, davam a vacina contra a gripe A como um produto feito pelos americanos, destinado a extinguir a população de várias zonas do globo.
    O vídeo circulou, mas poucos se deram ao trabalho de questionar tamanho disparate. Pois a senhora Rauni Kilde era médica e directora-geral da Saúde quando, em 1986 (há mais de 20 anos), teve um acidente de viação e ficou, digamos, com uma diminuição acentuada da sua lucidez. Por essa razão, foi declarada inapta e passou a ser uma entusiasta da ovnilogia, ou seja, o que trata de discos voadores e ET, tendo publicado inclusivamente um livro em que afirma ter sido salva três vezes por extraterrestres.
    PÚBLICO, 19.11.2009




A ameaça da gripe A foi ou não exagerada sob pressão dos laboratórios farmacêuticos? O Conselho da Europa tenta determinar a autenticidade das acusações contra a Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS tenta defender-se desta fraude escandalosa.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

50 anos de Estatísticas da Educação

O INE e o ME publicaram três volumes com estatísticas da educação, disponibilizando igualmente os dados em ficheiros do Excel.

Destaco aqui a parte mais recente da "Serpentina da Educação" que é apresentada no Volume I.



Uma promessa de Abril, a igualdade de oportunidades no acesso à educação apenas é efectivo para as crianças do 1º Ciclo, desde 1980/81. Nos outros níveis de ensino, designadamente no Secundário, ainda está longe de ficar cumprida a promessa a avaliar pela relação percentual entre o número de alunos matriculados num determinado ciclo de estudos, em idade normal de frequência desse ciclo, e a população residente do mesmo nível etário (Taxa Real de Escolarização).



Destaque-se que para a subida da Taxa Real de Escolarização do ensino Secundário terá sido importante a diversificação da sua oferta, com a criação dos cursos técnico-profissionais em 1983, das escolas profissionais em 1989 e dos cursos tecnológicos em 1993. O efeito dos CEF e das Novas Oportunidades não afecta a coluna do Secundário na tabela acima porque os seus alunos pertencem a um nível etário diferente.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Os Desastres Climáticos afectam cada vez mais pessoas

Os Desastres Climáticos afectam cada vez mais pessoas, crescendo as suas vítimas a um ritmo galopante no período documentado (1975-2004).

O risco climático constitui um facto para o mundo inteiro, mas a vulnerabilidade é muito diferente. Quase todas as vítimas tinham o "azar" de viver no Terceiro Mundo, pagando com as suas vidas pela ausência de estruturas características dos países industrializados.


Fonte: Relatório do PNUD 2007/08

Mesmo assim, o "nacionalismo Americano" primário já começou a manifestar-se contra a ajuda prestada ao Haiti, como se pode observar na imagem abaixo, retirada do FaceBook.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Alterações Climáticas - Temos o direito de escolher?

Temos o direito de escolher entre um futuro sustentável e o 2012?





Imagino que todos prefiram a primeira hipótese, mas os nossos líderes recentemente reunidos em Copenhaga não se comprometeram a arrefecer a actividade económica nem a uma distribuição mais equitativa da riqueza. A Terra continua como se fosse um veículo desgovernado a descer um desfiladeiro em direcção a um precipício. Evidentemente que antes de se fazer sentir o aquecimento do Planeta, em resultado da sobreindustrialização (...) já se teriam registado algumas catástrofes. Este registo apenas pretende sublinhar a contribuição das alterações climáticas parra a agudização das tragédias.

Este post destina-se a guardar links que recordem as catástrofes, cada vez mais frequentes e de maiores proporções, cujo impacto é sentido com maior gravidade nos países subdesenvolvidos.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Um dia na Internet

A Day in the Internet


Fonte: http://www.onlineeducation.net/internet/

"O futuro do livro é a sinopse", disse um dia Marshall McLuan.
Que o mundo do papel cria obstáculos ao mundo digital porque não tem a versatilidade deste ambiente é hoje indiscutível.

O prémio de Milu


Dia 8 culminou uma extensa maratona negocial entre Isabel Alçada e os sindicatos, traduzida num Acordo de Princípios que legitima o fundamental do modelo de avaliação criado pelo DR 2/2008, parido por Milu, criando a ilusão que esta instituiu a avaliação dos docentes. O barulho das luzes através da comunicação social criou esse efeito.

Dia 9, hoje, sabe-se que o prémio de Milu por ter consagrado, institucionalizado, implementado, ... f... a avaliação do desempenho dos docentes foi nomeada para a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

A lógica desta nomeação é a seguinte. Dada a Excelência do seu desempenho no Ministério da Educação, era boa demais para continuar sujeita às críticas dos professorzecos, e daí a necessidade da sua substituição. O Acordo de Princípios veio consagrar a visão desta “ilustre educadora” porque o seu “modelo chileno de avaliação” nem sequer foi suspenso.

Se esta lógica fosse aplicável nas escolas, os professores Excelentes sairiam para um lugar paradisíaco deixando as escolas entregues aos “normais”... Grande visão Sócrates!

Este é mais um sinal claro de que Isabel Alçada foi escolhida para perpetuar a "obra" de Milu, que se mantém com ajustamentos subtis. Por exemplo, desapareceram os contestados professores titulares, mas já foram considerados especiais os professores dos dois últimos escalões para o exercício das mesmas funções...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

GLOBAL REPORT ON ADULT LEARNING AND EDUCATION






Uma maior participação da educação dos adultos está correlacionada com o desenvolvimento dos países, tomando como indicador o PIB per capita (Figura 4.1).
Os níveis de literacia funcional também se encontram positivamente correlacionados com o PIB per capita (Figura 4.2)

Em ambas as imagens Portugal é facilmente identificável por reunir os piores indicadores em termos de PIB per capita, participação da educação dos adultos e literacia funcional.
Portanto, é pouco provável que o leitor deste post conheça o efeito espiral ascendente da aprendizagem ilustrado na Figura 4.3.



Nada disto é novidade! A novidade foi ter sido publicado o primeiro relatório das Nações Unidas sobre a educação de adultos envolvendo mais de 150 países.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Delfins - Nasce Selvagem





Mais do que um país
que a uma família ou geração
mais do que a um passado
que a uma história ou tradiçao

tu pertences a ti
não és de ninguém...


mais do que a um patrão
que a uma rotina ou profissão
mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião

tu pertences a ti
não és de ninguém...
vive selvagem
e para ti serás alguém nesta viagem...

quando alguém nasce
nasce selvagem
não és de ninguém


Obrigado pela vossa obra!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Web - Esse Mundo por explorar


Ultrapassada a fase das dificuldades técnicas na ligação à Internet, deparamos com uma infinidade de ferramentas na Web que é necessário conhecer e obviamente seleccionar. O melhor blogue do reino se Sua Majestade facilita-nos a tarefa. portanto aqui fica um link para http://springfieldlibrary.wikispaces.com/

Repare-se só na página que ilustra as opções de pesquisa do Google!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

“Isto foi como um jogo de futebol em fim de campeonato em que tudo já está decidido. Não serve para nada”


Para os inocentes que ainda alimentassem dúvidas quanto ao "modelo de avaliação" dos docentes, o Governo terá tornado claro que a gestão de recursos humanos do Ministério da Educação está subordinada à política e às dotações do Ministério das Finanças, servindo o dito modelo apenas de funil para impedir a generalidade dos professores de atingir os escalões mais elevados impondo quotas administrativas.

A FENPROF reagiu com a expressão lapidar que escolhi para título deste post, (PÚBLICO, 23/DEZ/2009) mas a lógica da subordinação das remunerações de professores ao défice orçamental tem sido a política mais coerente deste Governo. Obviamente já recebeu as mais violentas manifestações de professores e fez o PS perder a maioria absoluta, mas particularmente num contexto de crise a insistência no funil pode tornar-se uma política populista. Leia-se Milu na versão Isabel Alçada:

  • Durante a sua primeira audição na Comissão de Educação, a ministra referiu que o sistema a que estão sujeitos os professores vigora na restante administração pública e não é defensável, no actual momento de crise, uma profissão ter uma situação de benefício face às outras.
    PÚBLICO, 21/DEZ/2009


Uma avaliação meritocrática aplicada ao Governo certamente começaria com a começaria com demissão do Primeiro-Ministro, que vai fintando tudo e todos, inclusivamente o sistema judicial, com as suas manobras políticas, recordou o Bloco de Esquerda.

Faz-se frequentemente a comparação entre a hierarquia militar e os professores para afirmar que nem todos poderão ser generais, alguns terão que ser soldados! De facto, quando se faz esta analogia está-se a fugir à explicação de duas situações muito diferentes. Admito que na estrutura militar baste um centro de comando, e qualquer outra opinião possa atrapalhar as operações. Na educação cada professor deverá ter como formação de base um Mestrado, precisamente para assegurar que é capaz de resolver os seus problemas com autonomia. Isto é, cada professor não é um mero executante, é um autêntico centro de comando!

Que interessa à populaça que cada professor seja necessariamente um investigador? Absolutamente nada. Recordo-me de uma "explicação" de Cavaco Silva para os professores ganharem pouco: são professoras que vivem com os maridos e escolheram o ensino para ter tempo disponível para as tarefas domésticas... Parecia mal se recebessem tanto quanto eles!

Do palhaço já não vale a pena falar. A "boa moeda" pensa assim. Que podemos fazer? Para já, os blogues de professores voltaram a actualizar-se...

Santana Castilho expressou o mau-estar dos docentes este Natal:

  • (...) congelaram-se salários e pensões acima dos mil euros; congelaram-se as progressões nas carreiras e as admissões; agravaram-se drasticamente as condições de reforma; reduziram-se regalias sociais, ao mesmo tempo que se aumentaram os descontos para a ADSE e aposentação. Tudo porque foi dito, em tempo de alarme, que sem isso não reduziríamos o défice. Mas com isso os funcionários públicos terão perdido nos últimos anos oito por cento do seu anterior poder de compra e o défice subiu para números nunca dantes vistos. Será pois altura de baterem à porta do dinheiro, da corrupção, da especulação e das obras faraónicas sem retorno. Será altura de nos preocuparmos seriamente com o terço da população portuguesa que vive abaixo do limiar da pobreza e de reconhecermos que os cânones da globalização feroz e do capitalismo sem ética estão na origem de uma legião de desempregados que nunca tínhamos visto. Será altura de nos opormos à arrogância cultural e política que vem impedindo os nossos jovens de compreenderem a realidade que os escraviza e a hipocrisia do discurso da modernidade que os deixa sem futuro.
    Santana Castilho, PÚBLICO, 23/DEZ/2009


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dropbox: Livre-se de transportar pens e CD’s todos os dias!


Temos um desktop em casa e andamos com um portátil. Trabalhamos em ambos os computadores, e às tantas temos versões dos mesmos ficheiros num e noutro. Aí entram as pens ou os CD’s para copiar a versão mais actualizada para a outra máquina.

A Dropbox é uma aplicação que uma vez instalada dispensa a utilização de quinquilharia. O software cria-lhe um directório Dropbox em cada computador. Colocando os ficheiros nesse directório, ficam nos servidores da Dropbox (Internet) e a partir daí serão repostos nos restantes computadores, no telemóvel, etc. Há ideias fantásticas, não há?!



terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Solidariedade Natalícia!?


Deixei os médios acesos durante excessivos minutos num fim de tarde frio e chuvoso. Quando quis ligar o carro, verifiquei que a bateria não tinha carga. Tinha ficado empanado logo naquela noite de domingo (20/DEZ/2009), com tempo invernoso.

Antes de chamar o reboque olhei à minha volta e pensei que até estava com sorte. Apesar de o terreno ser plano – senão bastaria deixar o carro descair e aproveitar o balanço – estava estacionado em frente a um café. Fui tomar uma bica e conhecer a malta que lá estava na esperança que alguém se voluntariasse para empurrar o carro. Falei-lhes da técnica de ligar duas baterias através de um cabo, armando-me em mecânico, quando um deles abreviou a conversa e estabeleceu linearmente as regras do jogo:

- Cabos não temos! Se quiser que eu empurre o carro, empurro, mas são 20 euros que eu estou desempregado e estou a precisar!

Aceitei. Afinal até ficou mais barato que o reboque e fiquei imediatamente com o problema resolvido.

Fala-se muito em solidariedade no Natal, e talvez por isso me tenha custado mais que alguém se tivesse aproveitado de um momento de fragilidade minha para me sacar 20 euros. Tenho pena do desempregado que precisou do meu azar para ter mais aquela nota. Gostaria de viver num país onde todos pudessem ser solidários com os outros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Earth Song - Michael Jackson



Cantando a "verdade inconveniente" o videoclipe de Michael Jackson não passava nas cadeias de TV dominadas pelo maior poluidor do planeta. Recordo-me de ter ouvido a música algumas vezes na rádio, mas apesar da sua beleza nunca chegou a ser popular. A Internet manifesta-se como a melhor arma contra a censura.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Face Oculta - Um país condenado ao subdesenvolvimento


Há países desenvolvidos e outros que teimam em não atingir determinados níveis de bem-estar. Há condições de partida muito diversas, assim como múltiplas condicionantes e processos históricos que impedem a indicação de uma receita padrão para os países atingirem os níveis mais elevados do desenvolvimento humano. Contudo pode verificar-se que nenhum país atinge um nível de desenvolvimento elevado sem respeitar duas condições básicas, a saber:
1 - Dispor de um Estado que assegure um quadro legal uniforme para todos os cidadãos. É importante que os Estados sejam reconhecidos como árbitros, enquanto os particulares e as empresas deverão ser os jogadores, dotados de iguais direitos e deveres;
2 - A riqueza criada deverá ser equitativamente distribuída, de modo a que mais pessoas possam usufruir do bem-estar proporcionado pela produção.

Aqui vivemos num país onde um após um jornal - SOL - ter divulgado transcrições de gravações de telefonemas que incriminam o Primeiro-Ministro, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha de Nascimento, considerou nulas e ordenou a destruição das escutas das conversas entre o Primeiro-Ministro, José Sócrates, e Armando Vara, no âmbito da operação “Face Oculta”.

A forma como foram obtidas as provas tiveram mais valor que o seu conteúdo, do ponto de vista do presidente do STJ, que com a destruição das provas safou os dois interlocutores. Fazer justiça em Portugal é destruir as provas quando é apanhado peixe graúdo, porque ninguém neste país acredita na independência do sistema judicial para julgar as trafulhices de Sócrates, Vara e companhia.

É evidente que que estes episódios só desenvolvem mais a mentalidade terceiro-mundista: Não quero factura nenhuma! Não preciso de pagar impostos para estes filhos da p*

Mete nojo viver num país que só consegue julgar o ladrão que rouba um automóvel, mas não é capaz de capturar aqueles que roubam todos os dias! À boleia de Sócrates, Vara safeu-se! Mas a imagem do país no exterior é cada vez mais a de uma República das Bananas. Leia-se a versão inglesa da Wikipédia, que é o primeiro resultado do Google para "Face Oculta":

  • O ex-político Armando Vara é relatado no inquérito policial por ter tido ligações suspeitas com o Primeiro-Ministro Português José Sócrates. Estas ligações telefônicas foram gravadas pelos investigadores. José Sócrates negou qualquer envolvimento, alegando que ele estava apenas conversando com um amigo.

  • Wikipédia Inglesa


Além de serem responsáveis por situações de cambalacho que justificam o subdesenvolvimento do país, contribuem para a degradação da sua imagem perante a comunidade internacional, que naturalmente penaliza países com Primeiros-Ministros associados ao crime.

Que José Sócrates precise disto, compreendo, pois a sua "Licenciatura em Engenharia" não lhe deve servir para nenhum outro emprego. Agora, também me parece que para se desenvolver, o país precisa pelo menos de um sistema judicial independente do poder político, que aplique a todos o mesmo quadro normativo. Quando estas regras fundamentais não são respeitadas é o próprio Estado de Direito que está em causa. Daí que não me pareça excessivo o post do Do-Portugal-Profundo que apela à intervenção do Presidente da República. O problema é que como a má moeda é exactamente aquela que fica em circulação (Lei de Gresham), Cavaco não fará nada... temos uma rainha de Inglaterra na presidência!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Como seria o e-mail se fosse inventado agora?


Depois de recordar que o mail já é uma ferramenta antiga – foi arma estratégica durante a Guerra Fria! – o Google pergunta-se se com a tecnologia hoje existente não seria possível inventar uma melhor, e aposta em vencer esse desafio com o GWave. Estas Waves (ondas) são uma espécie de mails enviados para múltiplos utilizadores, a que cada qual pode ir acrescentando informação – mais texto, novas imagens, mapas, vídeos, links, etc. – transformando o próprio mail em objecto de trabalho colaborativo, em vez de ser utilizado simplesmente para combinar o trabalho a fazer.

Já experimentei tanto software de comunicação, que neste momento conheço certamente mais ferramentas que pessoas! Nenhuma ferramenta chega a ter verdadeira utilidade se não se generalizar entre os utilizadores não técnicos também. Desse ponto de vista o GWave parece-me ser a aplicação de comunicação com mais possibilidades de se tornar padrão, porque após a primeira experiência é mais difícil apontar algo que seja impossível de fazer no GWave do que enumerar a sua extensa lista de características.

Imagine-se a planificação de uma unidade didáctica sobre Economia Portuguesa no GWave. O Professor A envia o programa iniciando uma Wave que envia para os colegas B, C, D, E e F. Só representei seis, mas a Wave pode ser dirigida a muitos mais…. O B adiciona a planificação da unidade que adoptou o ano anterior… O C diz que está interessante mas sugere umas alterações e adiciona uns links para uns sites. O D elogia o trabalho mas acrescenta uns vídeos excelentes. O E volta a elogiar mas sugere umas sínteses e uns esquemas que disponibilizou no Google Docs. O F sugere um teste somativo da unidade que acrescenta à Wave em formato PDF.
Moral da história: O trabalho foi feito na Wave e não foram necessárias reuniões.
Estou ansioso por experimentar isto ;)







O estado do GWave em Fevereiro de 2010

Google Wave. Grande potencial, pouca adesão

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames


  • Na Dinamarca, os estudantes finalistas do ensino secundário vão poder consultar a Internet durante os seus exames finais. A medida foi autorizada pelo Governo e o sentimento geral é de que os alunos são suficientemente sérios para poderem usufruir desta medida sem copiarem. Os chats e a troca de e-mails durante o exame estão, obviamente, proibidos.

  • PÚBLICO, 10/NOV/2009


Por cá inventam-se prémios para o "melhor professor do ano", oferece-se gorja aos "melhores" alunos das escolas... Mas utilizar os computadores eficientemente, para resolver problemas, é coisa a que não estão habituados, e com a mediania o panorama piora bastante. No quotidiano das escolas, os professores são obrigados a apresentar resultados, e isso consegue-se mais facilmente instruindo os alunos a repetir aquilo que nós dissemos, que a fazê-los reflectir sobre a realidade.

Quando os testes apelam quase exclusivamente à utilização da memória os alunos safam-se. Quando se exige esforço de compreensão, relacionamento, síntese, os alunos afundam-se. Como precisamos de obter resultados... estamos a formar papagaios de sucesso.

sábado, 31 de outubro de 2009

M4T - Moodle for Teachers


É divertido aprender online. Infelizmente não abundam por lá perfis portugueses... Irei tentar minorar o meu défice nesta área seguindo este curso que inicia a 2 de Novembro, em http://www.integrating-technology.com/pd/.

Considerem-se convidados.




Final Presentation - Team 7

sábado, 24 de outubro de 2009

Did You Know?

Um mundo em mudança descontrolada. Nada de novo desde a imagem do carro de Jagrená descrita por Giddens, mas ficam os vídeos para actualização de dados.

Não é só a tecnologia e as relações sociais que estão a mudar exponencialmente...



... as mudanças climáticas também. É um tema desagradável para conversar, por isso proponho-vos uma brilhante viagem pelo Cosmos na companhia de Carl Sagan.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ranking de Escolas do Concelho de Sintra


Posições muito dispares nos rankings de escolas são habitualmente explicadas pela qualidade da "matéria-prima" ou origem social dos alunos. Porém, tomando apenas as escolas publicas do Concelho de Sintra, como se justifica que estas se distribuam ao longo da lista das 500 escolas secundárias que realizaram mais de 100 provas? (EXPRESSO)

Aparentemente, como as escolas são vizinhas pode argumentar-se que não se espera que variem significativamente as características da população escolar, havendo que atribuir a outros factores a oscilação das escolas entre a posição 87 e a 450! Numa análise mais aprofundada deveria observar-se que as escolas básicas e regiões do concelho de Sintra que funcionam como áreas de recrutamento dos alunos das escolas secundárias são diferentes. Certamente que as escolas que ocupam posições mais baixas no ranking vivem com uma população escolar mais heterogénea, vivendo muito mais intensamente a riqueza e a problemática da multiculturalidade que os rankings ignoram.




Por exemplo, choca-me a diferença de quase 150 posições entre duas escolas vizinhas, como são a Ferreira Dias e a Gama Barros. Ao nível do ensino, da preparação e da dedicação dos docentes não posso atribuir qualquer vantagem à FD. Esta tem a vantagem de ocupar geograficamente o centro de Agualva-Cacém, sendo a escola mais acessível à população escolar da freguesia, além de dispor ainda do acesso rápido através do comboio. A escola básica António Sérgio fornece-lhe os melhores alunos que são atraídos por esta centralidade, que se traduz todos dias numa poupança de tempo no percurso casa-escola. Os alunos menos bons da António Sérgio acabam por ir estudar na GB, que também recebe estudantes de S. Marcos, Cotão, Albarraque, etc.... reunindo uma diversidade muito maior de jovens, oriundos de zonas menos centrais, zonas mais carecidas. Se estes jovens gastassem a estudar só o tempo que demoram em viagem já teriam muito melhores resultados, mas o problema é que a deslocação basta para os deixar cansados...

Não se depreenda desde meu comentário que sou um fanático dos rankings. Por exemplo, certamente que alguma coisa correu mal porque a disciplina de Português discriminou as escolas num intervalo superior ao da Matemática, como se pode observar na tabela abaixo. Destaca-se a azul esta disciplina, em sinal de gratidão aos docentes de Matemática, o grupo disciplinar que contribuiu para uma melhor imagem da escola através dos rankings.



Que pode a escola fazer para melhorar a sua posição nos rankings de escolas?

Primeiro, temos de reconhecer que o problema fundamental deriva da composição da população escolar, muito diversa e oriunda de meios sociais dotados de escassos recursos cognitivos. Este aspecto é uma condicionante que não podemos mudar. Por mais planos para a Matemática ou para a Leitura que o ME trace para as escolas, a nossa desvantagem competitiva mantém-se, cristalizando a nossa posição no final da tabela como um problema estrutural.

E então perguntam-nos novamente o que poderá a escola fazer. Situações específicas exigem respostas pensadas à sua medida. Ficam algumas sugestões:
- A escola deveria adaptar melhor a sua oferta escolar aos interesses da população discente, designadamente prevendo mais turmas na área da informática;
- Conhecendo o problema central de muitos alunos, deveriam promover-se actividades que contribuíssem para a sua aprendizagem da língua, tanto na sala de aula como fora da sala de aula:
a) Na sala de aula. Os alunos geralmente desenrascam-se a falar, mas sentem grandes dificuldades em transpor as suas ideias para o papel. Creio que os problemas a português são de tal dimensão, que todos os professores deveriam esforçar-se por reforçar a componente escrita das aulas, ditando mais e falando menos…. Apesar de poder parecer um retrocesso em termos de estratégias pedagógicas, os nossos alunos precisam desesperadamente de aprender a escrever!
b) Fora da sala de aula. Deveria ser criada uma sala de convívio que poderia funcionar no refeitório durante quase todo o dia, pois este é utilizado para servir almoços durante escassas horas. Os professores que agora fazem substituições iriam dialogando com os estudantes, enriquecendo o seu vocabulário e assegurando a vigilância do espaço. As actuais aulas de substituição só servem para os alunos grunhirem entre si numa linguagem que a escola não tem interesse em promover, e portanto deveriam ser substituídas pela sala convívio.




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor com amor se paga


Será saliva ou será leite? É fácil responder à pergunta observando a visita guiada que Maitê Proença conduziu para tentar desprestigiar Portugal. Os portugueses responderem ao vídeo – que passou no canal de TV GNT – no YouTube, alteraram o currículo da actriz brasileira na Wikipedia inglesa para estrela porno, inundaram de comentários a página do GNT e na blogoesfera há cada vez mais posts sobre o tema.




Miguel Sousa Tavares
já veio defender a sua ex-amante classificando como provinciana e saloia a reacção dos portugueses, criticando a nossa capacidade de humor e de autocrítica.
No vídeo onde pretensamente Maitê Proença pede desculpas, em vez de reconhecer o erro, volta a insistir na sua propensão para as brincadeirinhas. Espero que aprecie a seguinte:

Será saliva, será spérma?
Saliva não é certamente, porque a saliva não é tão espessa assim!

Causa no Facebook

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Biblioteca Digital Mundial da Unesco


  • Quando se faz clique sobre o endereço www.wdl.org/pt , tem-se a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
    Ler mais...


Outras Bibliotecas

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Na escola em 1969 e em 2009...



"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...



Mail em circulação na Internet.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...