domingo, 11 de outubro de 2009

Tecnologia Sócrates


  • A Balança Tecnológica portuguesa tornou-se persistentemente positiva. Quer dizer, Portugal passou a integrar o conjunto de países que exportam mais bens e serviços tecnológicos do que aqueles que importam.

  • José Sócrates
    http://www.portugaltecnologico.fil.pt/


Sigo com interesse as novidades na área da tecnologia, mas esta propaganda do Portugal Tecnológico 2009 também suscitou outro tipo de interesses. Os indicadores estatísticos acabam por ser uma fonte de construção das mensagens, e de criação de realidades, que não resistem ao mínimo confronto com o real.

Como pode um país exportar tecnologia sem nunca ter desenvolvido a sua indústria? (*)
Como é possível elogiar uma Balança Tecnológica portuguesa tornou-se persistentemente positiva, quando se sabe que a Balança Comercial apresenta um défice estrutural que é talvez o indicador que melhor retrata as debilidades da economia portuguesa face ao exterior?

Visitei a feira ao encontro das vitoriosas empresas portuguesas exportadoras de bens e serviços tecnológicos... A administração pública estava lá em peso: portal das escolas, plano tecnológico, ministério da saúde, segurança social, ministério da administração interna, portal do cidadão, loja do cidadão, cartão do cidadão, SEF, PSP, GNR, Protecção Civil, Universidades, Comissões Coordenadoras Regionais... empresas certamente que contavam pelos dedos, e nenhuma delas tinha dimensão suficiente para reconhecer a sua marca.

Que tecnologia é esta que se faz sem empresas? É a tecnologia Sócrates: basta carregar no botão simplificador.

Consultando os documentos do Banco de Portugal podemos ler que Portugal revela uma clara e sustentada vantagem comparativa no sector de baixa-tecnologia. Os subsectores de “Têxteis, vestuário, couros e calçado” e de “Madeira, pasta, papel e publicações” apresentam índices Balassa muito elevados (...)
Fonte: Banco de Portugal. Backup




Tudo como antes. Só propaganda! Apetece-me carregar noutro botão:



(*) Portugal é o único país europeu onde o sector secundário nunca foi mais importante no conjunto da economia, quer em termos do contributo da produção para o PIB, quer em termos do emprego da população activa. A alergia de Salazar à industrialização (fonte de revolta dos operários...) compreende-se... mas esse "S" já morreu em 1968!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sociologia de cordel: Teoria do macho latino


Confesso que nunca me ocorreu escutar conversas na casa-de-banho. É uma zona privada que utilizamos para nos recompor, e eventuais conversas, sempre muito rápidas, não merecem qualquer significado especial, até que Filomena Mónica resolveu fazer “ciência” porque se treinou a espreitar para dentro do mundo dos outros e gosta de escutar conversas entre homens... Não resisti a fazer umas observações a um artigo tão interessante ;)

A meio da crónica diz que se quiser observar um macho latino terá de ir a Itália… mas no final parece querer fundar uma associação protectora da espécie.

  • Voltando ao princípio, gosto da ideia de "coutada", expressa na sentença judicial, porque ela remete para um espaço fechado, onde, por estarem em vias de extinção, os animais vivem semi-protegidos. O macho latino é, na minha opinião, o nosso lince da Malcata: claro que ainda existem sinais da sua actuação, mas, no fundo, já não são o que eram.
    http://aeiou.expresso.pt/o-macho-latino-segundo-maria-filomena-monica=f538499


Os homens já não os machos latinos que foram, mas as mulheres também mudaram. É interessante que tenha observado que a concepção da mulher como mãe já foi mais importante. Os homens que enviam satélites para o espaço também sabem que as actuais taxas de fecundidade já são insuficientes para assegurar a preservação das culturas. A concepção das mulheres como putas resulta de estas terem deixado de equacionar a sua vida familiar, encarando os homens como parceiros – mutáveis – nas suas relações.

Proponho ainda a reformulação da sua tese para a divisão qualitativa. Na minha humilde opinião ficaria melhor assim:

Há ainda outra divisão, esta qualitativa. Para a maioria dos homens, as mulheres dividir-se-iam entre as que, na cama, são boas e as que são más. Segundo eles, haveria um critério objectivo - o tamanho das mamas e das nádegas - que lhes permitiria separar umas das outras. As mulheres que sabem da arte com um, certamente demonstrarão idêntica sabedoria com outro que desejem. Adquire então particular importância a sua própria competência e, quando o fazem, contam quantas vezes conseguem penetrar a mulher na mesma noite.

O pensamento do macho latino é a preto e branco, enquanto o pensamento feminino tem toda a palete de cores e tonalidades. Num mundo multicolor, plural e complexo o tipo de raciocínio do macho latino já não permite explicar a realidade. Foi explorando este desajustamento do macho latino à actualidade, provocado pela complexificação do real que Filomena Mónica escreveu a sua crónica. Realmente os homens não querem só ter uma boazona na cama, mas também lhes dá jeito que contribua para o orçamento familiar com outro rendimento. Aí deixa de ter tanto tempo para ser mãe... e cada qual desembrulha-se do problema à sua maneira.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O novo papel dos professores


Ligam-se os computadores e o processo de ensino que centrava no professor, que o controlava plenamente, adquire outra dinâmica. Deixa de ser possível estabelecer o que cada aluno irá observar a seguir, cada qual seguirá o seu caminho, e o professor passa a organizador dar actividades, criador de ambientes de aprendizagem, mas deixa de ser a referência exclusiva do conhecimento.

Vem esta conversa a propósito do pânico provocado pela Internet em Silicon Valley, onde já utilizam filtros para bloquear o acesso ao YouTube e às Redes Sociais.

O bloqueio de uma distracção não resolve a questão dos alunos que não estão orientados para as tarefas, apenas os encoraja a encontrar outro local para se distraírem. O problema destes alunos não é um problema de tecnologia, é um problema de comportamento. Os professores deverão ajudar os alunos a aprender o necessário sobre as tarefas para que estes se apliquem, em vez de assumir que podem usar filtros para os controlar. Ao invés de bloquear sites de modo ad hoc, os professores devem promover a responsabilidade dos estudantes. Os melhores filtros numa sala de aula são as pessoas, tanto o pessoal docente, quanto os próprios alunos.

domingo, 4 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

É invasivo mas é fixe


É invasivo mas é fixe, dizem os utilizadores da Diigo, uma ferramenta que lhes permite escrever notas que serão partilhadas com os restantes utilizadores da comunidade, sobre qualquer página na web.

Estas notas só ficam visíveis para quem utiliza a ferramenta. Esta ferramenta também dá jeito para sublinhar os sites como se dispuséssemos de um marcador.

Viagem pelo Universo



Este vídeo é espectacular, mas fica a milhas dos novos HD que não consigo incorporar aqui. Para experimentar a adrenalina destes clique aqui, ou aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Legislativas 2009 – Sou professor! Não votei no PS!


1. Se a abstenção fosse um partido teria ganho as eleições. Em cada 10 eleitores, 4 não se identificam com nenhum dos partidos concorrentes, o que é um indicador da falta de qualidade da democracia.

2. O PS perdeu a maioria absoluta. Creio que José Sócrates não irá optar por nenhuma coligação. Tentará um governo PS minoritário com acordos pontuais.

3. Os Orçamentos do PS só passarão com acordos à direita (PS+CDS, PS+PSD ou PS+PSD+CDS).

4. Nas “questões fracturantes” o PS precisa da esquerda, incluindo o PC. Os votos da CDU e do BE são necessários para uma maioria de esquerda, necessariamente PS+BE+CDU.

5. A direita sem o PS continua inofensiva (PSD + CDS = 99 deputados).

6. O PSD foi o grande perdedor destas eleições, porque foi o único partido da oposição que não beneficiou da hemorragia de votos sofrida pelo PS. Isso deve-se a MFL que aspirou a ser PM sem fazer comícios. Certamente já concluiu que deverá procurar outro emprego.

7. O PS ganhou as eleições porque o PSD nem fez campanha. Se em vez do Pacheco Pereira ficar na retaguarda a interpretar os disparates de MFL, tivesse sido ele próprio o candidato, certamente o PSD teria tido outro resultado.

8. A hemorragia que afectou o PS não se deve ao mérito especial dos outros partidos, que cresceram todos salvo as abéculas do PSD. Um factor determinante da nova correlação de forças no parlamento foi o trabalho dos professores. Sócrates deveria recordar-se que estes promoveram a campanha "Sou professor! Não voto PS!", que conduziu a esta dispersão dos sufrágios. Estes partidos subscreveram um Compromisso Educação que poderão agora honrar, colocando termo aos principais disparates de Milu.


Fonte: EXPRESSO.

Se José Sócrates insistir nas políticas da educação que lhe deram este cartão amarelo, bastará que o PSD encontre um líder - MFL foi simplesmente Presidente, com autoridade estatutária. Um líder tem autoridade muito superior! - e que o PR convoque eleições antecipadas para que o PSD lhe tome o poder. Quererá Sócrates correr esse risco?

sábado, 26 de setembro de 2009

Para que a plebe saiba e se recorde


Não são claros os objectivos políticos. Contudo é cada vez mais claro que os políticos têm dois objectivos:

1. Atingir o poder;

2. Uma vez no poder, o objectivo é manterem-se no poder.


Já é António Barreto que acusa Sócrates de ditador, e contudo ele desgovernará o país mais quatro anos (Sondagem Intercampus/PÚBLICO/TVI/RCP).

Se tivessem objectivos políticos, certamente o desenvolvimento do país teria prioridade máxima. Não é sério falar em promover a competitividade das empresas quando se permite que uma larga maioria destas fundamente as suas vantagens concorrenciais na batotice. A evasão fiscal é uma das faces mais visíveis da desigualdade na repartição do rendimento. Os trabalhadores pagam IRS mas 64% das empresas não contribuíram em um cêntimo para o IRC (conferência anual da revista "Exame", por Nicolau Santos). Assim nos continuaremos a destacar como o país da zona Euro onde o rendimento se encontra se encontra pior distribuído (conferir coeficientes de Gini).

Estas políticas "socialistas" resumem-se ao compadrio que nenhuma economia suporta. Vocês sabem que as denúncias publicadas, por exemplo, no post "para que a plebe saiba", são verdadeiras. O país assim não tem futuro. E não se passam?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A vitória anunciada do aldrabão profissional


Que sabe fazer Sócrates além da gincana política? O projecto de uma obra, dar aulas de Matemática,… Não o imaginamos em nenhum destes papéis, mas temos de reconhecer que embrulhou todos os líderes da oposição.

Apareceu contra MFL como defensor do investimento, da aposta no futuro, do emprego, passando desta a imagem salazarenta da dona de casa que se preocupa excessivamente com o orçamento doméstico.

Roubou metade dos eleitores a Louçã quando este se embrulhou em explicações ininteligíveis sobre os PPR’s. Duma só estocada, associou Louçã à imagem de um radical com soluções escondidas na manga que prejudicariam a classe média.

As pessoas não votam com base numa “análise científica” do real – que não está ao seu alcance – mas sim com base em imagens, representações sociais do real. Na manipulação destas imagens sem dúvida que Sócrates é Mestre. Assim, já começou a contagem decrescente até à reeleição do “grande líder” esquecendo o seu mandato miserável e branqueando o carácter de um aldrabão profissional, com receio do apocalipse...

Sócrates faz-me lembrar a história da rã numa panela. Se a água for aquecendo lentamente a rã não reage, deixa-se ficar, permite que a água vá aquecendo, e no fim acaba cozida. Se tivessem colocado a rã directamente na água quente, ela teria reagido, saltaria e salvar-se-ia.

A Sócrates perdoou-se a trafulhice na Licenciatura, e ele sentiu a partir daí que vivia numa República das Bananas. Não esqueço que Clinton sofreu um processo de impeachment que o afastou da presidência dos Estados Unidos por uns simples beijinhos, apesar de perdoado pela esposa. Os Estados Unidos também elegem nódoas como Bush. Mas agora têm Obama e nós temos um banana na Presidência.

À primeira todos caem. À segunda quem quer. Os Estados Unidos puderam até dar-se ao luxo de reeleger Bush em prol do desenvolvimento do seu anedotário. Na República Portuguesa das Bananas Sócrates já tem o mandato renovado, fazendo-nos entrar em casa pela TV, todos os dias, a imagem de um país onde todos gostaríamos de viver, mas não sabemos onde fica. Em ocasiões como esta mete nojo ser português, porque a economia portuguesa não tem dimensão "para se roubar tanto" (Ferraz da Costa, EXPRESSO, 15 de Agosto de 2009) e para tanta palhaçada.

Não há desenvolvimento sem um Estado forte que assegure um enquadramento legal ao qual todos terão necessariamente de se submeter. Sócrates nem esta condição mínima assegura.

Se "Aprender Compensa" porquê que inventou um "ensino" sem disciplinas, sem programas, sem classificações? Deixo a resposta para reflexão.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Português é a segunda língua no Twitter


Fonte: webecologyproject.org

O Português é a segunda língua no Twitter, depois do inglês, dominante incontestável. Para assumir esta expressão parece evidentemente que estamos perante a soma dos tweets dos naturais com os daqueles que adoptam o inglês como segunda língua!

Quanto às restantes restantes línguas só o japonês adquire expressão, o que se explica pela relativa homogeneidade da sua cultura.

Tentando compreender este segundo lugar fica a pergunta: Será que por sermos mais iletrados utilizamos mais frequentemente a língua de Camões, perdendo oportunidade de expressarmos as nossas ideias à escala planetária?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Até Francisco Louçã ajuda Sócrates


  • Para o Bloco, devem continuar a ser deduzidos os custos de serviços de saúde que sejam indispensáveis e para os quais não haja garantia de oferta pública.
    (...)
    Finalmente, os PPR. Os PPR prometem um complemento de reforma e garantem uma dedução fiscal. Assim, todos os contribuintes pagam para os subscritores dos PPR, e os bancos fazem o negócio. O problema é que o rendimento dos PPR é insignificante, e assim vai ser inútil como complemento de reforma. Convido quem tenha dúvidas a reler o balanço anual do seu PPR e a verificar a rentabilidade. Qualquer depósito a prazo teria melhor resultado. O que os bancos fazem, e isso explica os péssimos resultados dos PPR, é jogar o dinheiro em acções na Bolsa: quando a Bolsa cai, os fundos afundam; quando ganha, os bancos cobram comissões e as pessoas ganham pouco. Os bancos ganham sempre, as pessoas perdem sempre, e os contribuintes financiam o sistema. Este sistema é absurdo e só é suportado pelo fisco.
    Francisco Louçã


Esta campanha tem corrido particularmente bem a Sócrates, que não foi julgado pelos resultados da sua governação nem pelas suas aldrabices, e é quase levado em ombros ao novo Governo pelo amadorismo dos opositores. De MFL já nem vale a pena falar. Com a demissão do assessor de Cavaco deixou de poder falar nas escutas do Governo que eram o caso se sustentação da sua campanha.

Louçã enleou-se no esquema teórico de um mundo onde a saúde seria integralmente financiada pelo Estado, perdendo votos para Sócrates quando este o acusou de retirar à classe média o benefício fiscal dos PPR.

Na sua defesa, responde Louçã que devem continuar a ser deduzidos os custos de serviços de saúde que (1) sejam indispensáveis e para os quais (2) não haja garantia de oferta pública.

Isto significa que quem quiser ter uma consulta no privado, dedutível no IRS, necessitará de:

(1) Provar que a consulta é indispensável, necessitando provavelmente de ir a alguma junta médica antes. Seria perca de tempo para o utente e desperdício de recursos em médicos, que teriam efectivamente sido deslocados para uma função administrativa; e

(2) Garantir que não haja oferta pública, o que apenas se consegue depois de ter percorrido todos os Hospitais públicos.

Assim ficamos com duas classes: I, a daqueles que não precisam de deduzir no IRS, e portanto podem escolher entre o público e o privado sem dores de cabeça; II, a daqueles que precisam de deduzir no IRS, e portanto terão custos adicionais em burocracia.

Quanto aos PPR's já está estabelecido por lei que têm que assegurar a rentabilidade mínima de 4% ao ano. Se os lucros dos bancos são excessivos, bastaria subir esta percentagem para os lucros ficarem melhor distribuídos. Porque não prever mesmo a indexação da rentabilidade dos PPR's aos lucros? Convém recordar que os PPR's foram criados por Cavaco Silva com dois objectivos prioritários:

(1) Retirar liquidez do mercado para reduzir a inflação;

(2) Permitir que cada um fosse em parte directamente responsável pela sua reforma, desenvolvendo a componente privada na área da segurança social.

É evidente que os indivíduos que ganham melhor também conseguem mais facilmente um complemento de reforma mais razoável. É a vida. Antes isso que ficarem todos exclusivamente dependentes das reformas a atribuir pelo Estado.

Tenho a certeza que não era isto que Louçã queria dizer. Mas disse e Sócrates agradeceu.

sábado, 19 de setembro de 2009

Os professores oferecem a José Sócrates argumentos para a vitória do PS


Toda a gente conhece Sócrates. Mete nojo ser governado por um trafulha destes. Os professores têm lutado durante estes 4 anos contra as suas desastrosas políticas no domínio educativo, que apenas têm como objectivo reduzir a despesa pública, apesar de serem apresentadas como reformas indispensáveis para o desenvolvimento económico, na propaganda.

Acontece que a democracia representativa é um jogo que teremos de respeitar até inventar um sistema melhor.

José Sócrates conhece as regras do jogo. Por isso desafiou todos os sectores sócio-profissionais - professores, médicos, juízes, polícias, funcionários públicos,... - logo no início da legislatura. A ideia de atacar em várias frentes em simultâneo permitia-lhe reivindicar para si, teoricamente, a representação do interesse geral da Nação.

Não vejo motivo para elogiar o seu trabalho em nenhuma das áreas, mas pelo menos partiu para o ano final da legislatura com todos os conflitos resolvidos, excepto no caso dos professores. Estes não compreenderam o ciclo eleitoral, e depois de terem realizado manifestações gigantescas, dispersaram-se hoje em manifestaçõezinhas a 8 dias das eleições!!!

Não se pode confundir determinação com impaciência. Receio que estas manifestações sejam utilizadas por Sócrates para se distanciar do PSD, autopromovendo-se na luta contra o corporativismo e como legítimo representante dos grandes ideais democráticos, blá, blá, blá,..

E neste país de anedotas, acabam por não dar tempo ao Sócrates para responder sobre os FreePort's nem para terminar a Licenciatura...

Adenda
O Guia do voto útil contra Sócrates é interessante para recolocar a questão da expressão através do voto da (1) preferência por modelos de desenvolvimento, ou do (2) protesto contra situações nas quais nos sentimos vítimas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Gripe A e o preço da carne de porco


http://www.indexmundi.com/commodities/?commodity=pork

Mesmo tendo sido escolhido um nome tão inócuo como Gripe A, as pessoas recordaram-se da sua origem, e o descalabro dos preços a partir de Julho mostra bem que a designação gripe suína não poderia continuar.

A "espanhola" (1918-1919), a "asiática" (1957-1958) e a "de Hong-Kong" (1968-1969) foram as três importantes pandemias de gripe do século XX. (Conferir) Porém a intensidade da globalização nos nossos dias inibia à partida expressões como gripe mexicana ou gripe americana, atendendo à sua repercussão sobre o volume das exportações.


Teoria da Conspiração: A Gripe A como modalidade de extermínio em massa

sábado, 12 de setembro de 2009

Pessoas que mudaram o Mundo



Clique sobre a imagem acima para a ampliar e identificar os indivíduos, quando passa o rato sobre as imagens. Clicando nas mesmas terá acesso à sua biografia na Wikipédia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Benfica – O melhor clube português do século XX


O Benfica é o nono maior clube do Século XX na Europa, de acordo com uma tabela baseada em resultados nas taças europeias hoje publicada pela Federação Internacional da História e Estatísticas do Futebol (IFFHS).

Destaca-se a grande distância dos restantes clubes portugueses, como se pode observar na tabela:



Classificação:


1. Real Madrid, Esp 563,50 pontos
2. Juventus, Ita 466,00
3. FC Barcelona, Esp 458,00
4. AC Milan, Ita 399,75
5. Bayern Munique, Ale 399,00
6. Inter de Milão, Ita 362,00
7. Ajax, Hol 332,75
8. Liverpool, Ing 300,25
9. Benfica, Por 299,00
10. Anderlecht, Bel 231,00
(...)
29. FC Porto, Por 115,00
47. Sporting, Por 68,00
110. Vitória de Setúbal, Por 21,00
Tabela Completa - IFFHS

Para a tabela contam os resultados na Taça e Liga dos Campeões (oito por vitória e quatro por empate), Taça das Feiras e Taça UEFA (seis e três), Taça das Taças (cinco e 2,5), Taça Mitropa (quatro e dois), Taça Latina (quatro e dois) e Supertaça Europeia (6,5 e 3,25).PÚBLICO


Contra factos não há argumentos ;)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Manuela Ferreira Leite asfixiou-se


Teve o seu estado de graça enquanto esteve calada. No debate com Francisco Louçã, se este tivesse demorado mais 15 minutos tê-la-ia convencido a mudar de partido. Na Madeira asfixiou-se completamente.

  • Aqui [não há asfixia democrática porque] quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos.

    Acho que há asfixia democrática no continente porque é aquele local em que eu própria o tenho sentido. Todos os jornalistas, todos os empresários, muitas das pessoas da sociedade civil, percebem que estão sob algum tipo de chantagem, caso ousem criticar o Governo.
    TSF


É preciso ter descaramento para fazer propaganda com a "Verdade" e apresentar a Madeira como "um exemplo do bom governo do PSD", quando todos sabemos que a sua prosperidade se deve à chantagem sobre o continente que lhe vale um caudal de receitas superior ao de qualquer outra região.

Hoje em dia é, certamente, mais complexo e mais difícil ser professor do que era

  • Hoje, os professores têm que lidar não só com alguns saberes, como era no passado, mas também com a tecnologia e com a complexidade social, o que não existia no passado. Isto é, quando todos os alunos vão para a escola, de todos os grupos sociais, dos mais pobres aos mais ricos, de todas as raças e todas as etnias, quando toda essa gente está dentro da escola e quando se consegue cumprir, de algum modo, esse desígnio histórico da escola para todos, ao mesmo tempo, também, a escola atinge uma enorme complexidade que não existia no passado. Hoje em dia é, certamente, mais complexo e mais difícil ser professor do que era há 50 anos, do que era há 60 anos ou há 70 anos. Esta complexidade acentua-se, ainda, pelo fato de a própria sociedade ter, por vezes, dificuldade em saber para que ela quer a escola. A escola foi um factor de produção de uma cidadania nacional, foi um factor de promoção social durante muito tempo e agora deixou de ser. E a própria sociedade tem, por vezes, dificuldade em ter uma clareza, uma coerência sobre quais devem ser os objectivos da escola. E essa incerteza, muitas vezes, transforma o professor num profissional que vive numa situação amargurada, que vive numa situação difícil e complicada pela complexidade do seu trabalho, que é maior do que no passado. Mas isso acontece, também, por essa incerteza de fins e de objectivos que existe hoje em dia na sociedade.
    António Nóvoa


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Dossiê Sócrates


O autor do blogue http://doportugalprofundo.blogspot.com/ reuniu os posts sobre o caso da Licenciatura de Sócrates num livro, e publicou-o mesmo agora, no momento oportuno ;)

Como o livro está disponível para download gratuito no Lulu e o autor recomenda aos seus leitores que obtenham a sua cópia na versão digital gratuita antes que seja tarde, resolvi guardar a minha cópia de segurança aqui.

Certamente que este livro não esgotará!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lembram-se do aumento zero da função pública?


Manuela Ferreira Leite foi Ministra das Finanças de Durão Barroso (2002/2004).
Este post foi escrito para recordar como o reinado de MFL mexeu nos nossos bolsos.

Em 2003 obteve um abrandamento das despesas públicas à custa do famoso aumento zero da função pública. O Relatório do Banco de Portugal (2003) explica que:

MFL continuou a obra iniciada em 2002:
  • As despesas com pessoal cresceram significativamente em 2002 (6.5 por cento), embora revelando uma desaceleração de 1.5 p.p. face ao valor de 2001.Para esta desaceleração contribuíram uma menor actualização da tabela salarial (...) (p. 94)
    http://www.bportugal.pt/publish/relatorio/antigos/rel_02_p.pdf
Em 2004 continuou a sua brilhante política:
Estou farto do trabalho adicional que a Milu nos tem dado, designadamente quando aprovou um ECD que legitimou a obrigatoriedade do trabalho gratuito através de indescritíveis aulas de substituição, da necessidade de repetir os testes quando os alunos faltam ou têm negativa… Ainda estou de férias, e já me imagino a passar-me com a sua insolência por saberem que nunca reprovam. O pior é que a "alternativa" também não me agrada. Terei que emigrar?

Adenda
Variação dos vencimentos médios dos trabalhadores da Administração Pública e dos preços – 2000/2007

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A história de Christian, o Leão



Amizade é... deixar o outro seguir o seu caminho.

Sou muito competitiva. Detesto perder! Prefiro fazer batota, a ter que perder!



Sócrates escolheu a mandatária ideal para a juventude do seu imaginário. Sem dúvida!

Foi pena ter dado a entrevista, porque surgia mais valorizada nas imagens e no YouTube!

O PS já a aconselhou a não dar mais entrevistas ;)



Piada que circula por mail:
Quem lhe descará o namorado? (Gonçalo Uva)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Risco moral: O "dilema" do banqueiro


  • Qual é a vantagem de aprender a fazer correctamente, quando fazer correctamente é complicado mas fazer errado não é nada complicado, e o salário é precisamente o mesmo?
    The adventures of Huckleberry Finn, Mark Twain (1884)


A expressão risco moral é originária da indústria seguradora. Os fornecedores de seguros de incêndio, em especial, constataram que os proprietários que estavam cobertos contra todos os riscos apresentavam uma tendência curiosa para sofrer incêndios graves - sobretudo quando, devido a alterações circunstanciais, o valor provável do seu imóvel diminuíra no mercado para um valor inferior ao coberto pelo seguro. Refere Krugman que em meados da década de 80, a cidade de Nova Iorque foi palco para uma série de proprietários "incendiários", que compravam edifícios a preço inflacionado a empresas fictícias detidas pelos próprios, recorrendo a esse preço para fazer um seguro avultado, e depois, por "casualidade", sofriam um incêndio.

Risco moral. Começou a utilizar-se esta expressão para referir qualquer situação em que uma pessoa toma uma decisão quanto aos riscos que está disposta a correr, enquanto outra assume esses mesmos riscos caso as coisas corram mal.

O dinheiro emprestado encerra em si mesmo a probabilidade de risco moral. O devedor pode amortizar os juros e o capital em divida dentro do prazo estipulado, ou pode falhar. Quando as pessoas depositam dinheiro num banco não pensam nisto, qualquer buraco lhes serve. Esta negligência oferece uma oportunidade tentadora a homens de negócios desprovidos de escrúpulos: basta abria um banco, assegurando-se que tenha um edifício impressionante e um nome apelativo; atrair avultados depósitos, remunerando-os com boas taxas de juro; depois, emprestar esse mesmo dinheiro a especuladores de alto risco, de preferência do seu círculo de amizades, ou talvez até a si próprio, por detrás de uma fachada diferente. Os depositantes não lhe irão fazer perguntas a respeito da qualidade dos seus investimentos, visto que sabem que estão sempre protegidos. O banqueiro tem um "dilema": se os investimentos lhe correrem bem fica rico; se correrem mal pode simplesmente virar costas e deixar que seja o Governo a reparar os estrados.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Big Brother: O busílis está no cruzamento dos dados


  • Tem um cartão de fidelidade do supermercado onde costuma fazer compras? Esse bocadinho de plástico que lhe pode valer descontos conta mais sobre a sua vida do que você gostaria.

    O cartão está em seu nome e tem agregada a sua morada e provavelmente outros dados pessoais. Mas não é tudo: numa base de dados algures (a incerteza deste algures é relevante) estão listadas todas as compras que você fez sempre que apresentou esse cartão. Ou seja, conta até coisas que você considera privadas.

    Se tem a mania da comida saudável, se enche a despensa de comida de plástico ou legumes e produtos dietéticos, se bebe álcool e que tipo de álcool (se é mais amigo das cervejinhas ou do uísque), se usa preservativos ou lubrificantes íntimos, se tem bebés ou crianças a seu cargo, se há lá em casa problemas de incontinência urinária, até mesmo se começou a praticar desporto, se vai de férias ou se fez mudanças em casa. Tudo isso pode ser inferido do seu historial de consumo apenas no supermercado. Os cartões de fidelidade existem também para lhe "tirar a fotografia" e conhecê-lo melhor. Às vezes, bem de mais.

  • EXPRESSO


Não é o registo da informação que nos retira privacidade, mas sim o seu cruzamento. E as pessoas tem a noção disto. Foi exactamente por os consumidores desejarem proteger a sua privacidade, separando o supermercado das instituições de crédito que o Banco Universo fracassou em 2000, quando a SONAE tentou alargar o seu negócio ao sector bancário. Deste fracasso restam hoje os Cartões Universo, geridos pelo BPI após a aquisição da marca que foi extinta.

Explicando melhor, não é grave que se encontrem registadas as mais diversas informações a nosso respeito em locais diferentes. Enquanto o SMAS conhecer o nosso consumo de água, a EDP ode electricidade, o ISP o de Internet, os supermercados e as lojas de moda conheceram as nossas preferências de consumo, os bancos souberem se honramos os nossos compromissos, a administração fiscal conhecer o valor do nosso património e o montante dos nossos impostos, a via verde souber por onde passamos, a companhia de telemóveis souber para que números ligamos... tudo bem!

A nossa privacidade desaparece completamente se alguém relacionar os diversos dados, obtendo um filme completo da nossa vida. É a isso que chama cruzamento de dados, e não é difícil, tendo em consideração que qualquer entidade que nos presta serviços tem certamente o número do nosso bilhete de identidade e o número de identificação fiscal, estes podem ser utilizados para relacionar facilmente todos os outros dados.

O novo Cartão do Cidadão agrupa num só suporte físico os actuais bilhetes de identidade, cartões de contribuinte, de utente do serviço nacional de saúde, de beneficiário da segurança social e de eleitor. O pretexto é a simplificação, mas sem qualquer garantia tecnológica de separação dos dados, está a promover-se a sua centralização, violando na prática o ponto 5. do artº 35º da Constituição da República Portuguesa que estipula expressamente que "é proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos", precisamente para evitar a possibilidade de cruzamento de dados.

As pessoas não são estúpidas nem estão condenadas a revelar-se ao Big Brother. Este pode ser fintado com diversos cartões de fidelidade, vários cartões de crédito, alguns números de telemóvel, quantos perfis nas redes sociais quisermos... Por que motivo hei-de ter receio do Google se só encontra a informação que desejo fornecer-lhe? Relacionar o Google e as redes sociais com Big Brother parece-me alarmista, porque estes só divulgam a informação que os particulares tornaram pública ;)

A passividade dos indivíduos perante a violação dos seus direitos pelo Estado, na caso do Cartão do Cidadão, só se percebe por a população se encontrar a viver uma fase de encantamento com as tecnologias que Sócrates tem utilizado como técnica de propaganda.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Folksonomia


É impossível manter uma lista actualizada com todos os sites interessantes, porque não temos tempo para ver todas as novidades que o ciberespaço nos reserva. Daí a popularidade da folksonomia ou social bopkmarking. Por outras palavras, podemos colocar os nossos bookmarks/favoritos na web e partilhá-lhos com outras pessoas. Os grupos do diigo são talvez dos mais conhecidos, e navegar pelas tags clouds de alguns destes grupos é utilizar o trabalho gratuito de muitas pessoas. Eis algumas bookmarks sobre Web 2.0 e tecnologia educativa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Há almoços grátis


O Futuro dos Preços classifica o grátis do século XX de artifício de Marketing, enquanto o Grátis do século XXI provêm de um novo paradigma de funcionamento da economia. Enquanto a economia industrial era inflacionaria, com custos dos produtos que conduziam a aumentos de preços, a economia digital é deflacionária porque o custo marginal de uma cópia é nulo... Certamente que grande parte da economia real nunca se reduzirá a bits, mas vale a pena imaginar um Mundo onde grande parte dos preços tende para zero.

  • Essa nova forma de Grátis se baseia na economia de bits, não de átomos. Uma qualidade singular da era digital é que, uma vez que algo se transforma em um produto digital, inevitavelmente passa a ser grátis – em termos de custo, com certeza, e muitas vezes em termos de preço.
    (...)

    Na economia dos átomos – em outras palavras, a maioria das coisas que nos cercam –, tudo tende a ser mais caro com o tempo. Mas na economia dos bits, que é o mundo on-line, as coisas ficam mais baratas. A economia dos átomos é inflacionária, enquanto a economia dos bits é deflacionária.

    O século XX representou, em grande parte, uma economia dos átomos. O século XXI será igualmente uma economia dos bits. Qualquer item grátis na economia dos átomos deve ser pago por algum outro item, e é por isso que o Grátis tradicional cheira tanto a uma isca – você está pagando, de uma forma ou de outra. Mas o Grátis na economia dos bits pode ser realmente grátis, excluindo totalmente o dinheiro da equação. As pessoas têm motivos para suspeitar do Grátis na economia dos átomos e para confiar no Grátis na economia dos bits. Intuitivamente, elas percebem a diferença entre as duas economias e entendem por que o Grátis funciona tão bem on-line.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sócrates vs Sócrates



É triste o anulamento da oposição.
Sem dúvida que seria necessário um Sócrates bom para combater o Sócrates que temos!

Até que apareça um novo D. Sebastião... porque:
  • "O país não tem dimensão para se roubar tanto".
    Ferraz da Costa, EXPRESSO, 15 de Agosto de 2009

Youtube.EDU


Faculdades e universidades dos Estados Unidos já vinham, isoladamente, oferecendo cursos gratuitos online incluindo a filmagem das palestras de seus mais ilustres professores.

Agora, além do MIT, são mais de 100 faculdades e universidades americanas que disponibilizaram as suas aulas gratuitamante na Internet, no site de compartilhamento de vídeos YouTube.EDU.

Podemos citar, a título de exemplo, várias universidades conhecidas mundialmente, como Berkeley, Columbia Business School, Cornell, Dartmouth, Duke, Harvard, Stanford, MIT, Yale, UCLA e Princeton.

São milhares de vídeos em praticamente todas as áreas imagináveis!

Todos os países do mundo já sabem que a educação, a investigação e a ciência são peças chave para o seu desenvolvimento. Compartilhar estas informações é ir rapidamente ao seu encontro. Os Estados Unidos já entraram na prática. Portugal é um país retardado, tecnologicamente, mas sobretudo culturalmente. Quando começarão os portugueses a seguir este exemplo? A mudança de mentalidades é sempre muito mais lenta que a revolução tecnológica. Porquê?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ministra da Saloiice dá exemplo do estado da Educação



Na Av. de Roma, n.º 20, o 5.º andar, foi recentemente adquirido por uma quantia milionária por uma (i)responsável política deste (des)governo que nos caiu em sorte para mal dos nossos pecados.

Este "apartamentinho" está em obras de beneficiação há cerca de um ano e o resultado começa a estar à vista. Num prédio pintado de amarelo com todas as persianas das janelas em verde, a recente proprietária substituiu as mesmas por vermelho... Tudo isto à revelia do mais elementar bom gosto, bom senso, respeito pelos condóminos e até da própria lei (?), num atropelo visual inqualificável.

A autora desta atitude suburbana-pimba é nada menos do que a Senhora Ministra da Educação deste País...

E se cada um de nós começasse a seguir o mau exemplo desta senhora e desatasse a pintar das cores que nos agradam? Ou de acordo com as nossas preferências clubistas? Para os espíritos mais sensíveis... Apreciem a pinta desta SALOIICE...

Pedido de desculpas pela precipitação


Publiquei este post fazendo fé num mail dum vizinho. Acontece que segundo informação posterior, confirmada no local, a mudança para o vermelho terá sido decidida em reunião de condóminos, tendo sido a Ministra apenas a primeira a pintar as janelas. Não haveria portanto motivo algum para ter publicado este post. Lamento já não o poder apagar, porque entretanto a notícia já se espalhou pela Web. Certamente que será preferível ficar aqui o post com a devida correcção, do que fazer de conta que não tinha escrito nada.

Lamento, mas eu também fui enganado.


Na verdade não me surpreenderia se tivesse inventado uma teoria qualquer para o último andar poder ter uma cor diferente ;) Porquê? Se alguma alguma coisa caracteriza o seu mandato é atropelo das regras e a redefinição das mesmas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Direitos de autor

Evidentemente que não faz hoje sentido a protecção da "propriedade intelectual" como se não se tivesse verificado uma revolução na plataforma de comunicação. Este vídeo explica porque é necessário alterar a legislação, permitindo aos consumidores que estes possam copiar os ficheiros em certos contextos, porque faz parte da utilização do bem.



Puxei o tema porque não podia perder esta pérola que me dirigiram ontem num fórum:

  • Ninguém tem o direito, seja em termos estritamente jurídicos ou mesmo moralmente falando, de reproduzir o produto do meu trabalho sem a minha autorização. E a questão de ser mais ou menos fácil fazê-lo é irrelevante: será que o facto de eu não trancar a porta do carro legitima que alguém possa entrar nele e usá-lo sem a minha permissão?!...


Respondi que se deixar o carro aberto e alguém o utilizar, isso é um roubo porque eu fico sem ele! Na área do conhecimento não é assim! O conhecimento não é um bem físico como o automóvel... se utilizarem as minhas dicas (propriedade intelectual) não perderei nada com isso! (INTERATIC)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

BlogConf-2


O encontro com bloggers de Francisco Louçã não teve na blogoesfera o impacto da BlogConf anterior porque já não era novidade. Os bloggers levaram as questões preparadas, e Louçã respondeu-lhes directamente, poupando-os aos largos sermões propagandísticos que tinham aguentado com Sócrates.

Destaco para este post duas afirmações de Francisco Louçã extraídas das questões do Paulo Guinote.

  • Hoje há uma sobre-escolarização do trabalho escolar. No tempo de trabalho escolar há mais que as 40 horas de trabalho normal que são referência em Portugal. Isto não tem nenhum sentido.


  • Queremos um processo de avaliação que anule o que o Governo levou a cabo. Aliás, não é segredo para ninguém que próprio Governo não acredita nele, e portanto sucedem-se simplexes por uma única questão, salvar a honra do Convento, ou seja, Milu e José Sócrates.


O Twitter é utilizado com fins lúdicos


O apagão do Twitter comprovou que este software é utilizado com fins lúdicos, sendo o trabalho associado a outras aplicações. É uma dicotomia simplista, com a qual não concordo, mas resulta da leitura dos tweets que ilustram este post de Paulo Querido.


Richard Black Ahhh. Peace. Now I can get some work done! :)


Thales Santos
trabalhar eh uma opção :)


Thiago R. S. Rosa Erros no facebook, twitter fora. E o que será de mim? Vou ter que voltar a usar mIRC e ICQ?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Porque dá a avaliação de desempenho dos professores votos ao PS?


Merecendo a profissão docente mais confiança que as restantes, um conflito prolongado com os professores deveria traduzir-se num forte desaire eleitoral.

Porém, face aos números conhecidos, temos de concluir que a avaliação de desempenho dos docentes (ADD) dá votos ao PS. Perdem votos entre os professores, mas recuperam votos entre outros sectores da população.

Em resultado da popularidade da ADD, mais do mesmo é a proposta do PS para os professores, que estabeleceu como prioridade da política educativa a avaliação de desempenho dos docentes. Os professores bem que desejariam valorizar o trabalho e a profissão docente, mas quando lêem a propaganda do costume já sabem o que os espera:


  • Acompanhar e avaliar a aplicação do Estatuto da Carreira Docente, no quadro de processos negociais com as organizações representativas dos professores e educadores, valorizando princípios essenciais como a avaliação de desempenho, a valorização do mérito e a atribuição de maiores responsabilidades aos docentes mais qualificados.
    Programa do Partido Socialista



Isto é, o Governo está empenhado na cristalização da ADD. Os movimentos de professores já responderam unindo-se em torno do documento COMPROMISSO EDUCAÇÃO que deverá ser assinado com todas as forças políticas da oposição.

A avaliação de desempenho dos professores é apresentada como bandeira política no site do PS. Com a sobrecarga de trabalho que os docentes sentiram nestes últimos quatro anos, certamente nenhum votará no PS, mas terá de reconhecer-se que a escravidão destes é popular para os pais. A ADD faz parte do pacote onde também se inclui a escola a tempo inteiro, por exemplo. Esta medida é certamente a mais popular desta escola de "excelência" porque os professores cuidam dos rebentos até aos 18 anos, deixando aos papás mais tempo livre para se recriarem. Ora como a taxa de natalidade não aumentou, provavelmente terão aumentado as facadas no matrimónio ;) Eis a grande aspiração dos portugueses que o PS satisfaz: ignorantes, mas felizes.

sábado, 1 de agosto de 2009

HomeBanking - CaixaOnline


Utilizamos os serviços de HomeBanking por comodidade, e os bancos ganham com isso porque têm menores custos em pessoal. É mais cómodo porque podemos realizar as operações em pantufas, sem necessidade de ir para as filas dos balcões. Para aderirmos a qualquer serviço de HomeBanking temos que nos deslocar fisicamente a um balcão, mas essa demonstração de que somos "pessoas reais" nunca causou qualquer polémica.

Se já somos clientes, qual será a justificação para nos fazerem voltar ao balcão?



Se querem que se assine mais um contrato, poderiam enviar pelo correio, como fazem com outra papelada. Ainda por cima, a clausula 17ª indica que nos irão entregar na altura mais documentos que não teremos tempo para ler, mas a assinatura das Condições Gerais do Contrato de Intermediação Financeira significa que lemos e aceitámos tudo.

  • Cláusula 17ª – Informação prévia prestada ao Cliente
    O Cliente declara que, previamente à celebração do presente contrato, lhe foram entregues pela Caixa os documentos seguidamente identificados, com a indicação de que deveria proceder à sua leitura cuidadosa antes da celebração do contrato:
    a) Política de transmissão de ordens adoptada pela Caixa.
    b) Custos e encargos para o Cliente.
    c) Política de conflitos de interesses adoptada pela Caixa.
    d) Política da Caixa para a salvaguarda de instrumentos financeiros dos Clientes.
    e) Informação sobre o intermediário financeiro, serviços prestados e riscos de produtos.


Se somos clientes de HomeBanking deveríamos ter oportunidade de ler estes documentos no site do banco... tranquilamente.

terça-feira, 28 de julho de 2009

BlogConf


O Partido Socialista realizou uma ontem, dia 27, uma actividade propaganda inédita. Juntou José Sócrates com 20 bloggers para transmitir uma conferência em directo pela Internet, mas por alguns motivos técnicos essa parte falhou. Restou aos cibernautas irem acompanhando o que era dito pelo Twitter e irem vendo as fotografias que a Ana Martins ia tirando.

Paulo Querido construiu uma wiki como instrumento de organização do evento, que revela que este foi divulgado de dia 25 para dia 27. Aceitou a inscrição dos blogues por ordem de chegada, mas isso traduziu-se num claro predomínio dos blogues afectos ao PS, e no afastamento dos incómodos, apesar do blogue de campanha do PS destacar a pluralidade dos participantes. Sugiro ao Paulo Querido que numa próxima BlogConf preveja um mecanismo de quotas para abrir espaço à pluralidade de opiniões que temos na web. Com tantos bloggers especializados em desfazer Sócrates, choca que nenhum tivesse aproveitado esta oportunidade. Ou será que a estratégia dos processos já domesticou a blogoesfera? Contudo, a divulgação quase de um dia para o outro também foi curta, criando a ideia de que os 20 lugares terão sido preenchidos nuns mails enviados para os amigos.

O momento mais difícil para Sócrates terá sido a pergunta de Tiago Moreira Ramalho (PSD), em que este refere material recolhido no blogue de Paulo Guinote.



Eis o quadro utilizado pelo Tiago Ramalho:

Compreende-se o nervosismo de Sócrates porque estes números, apesar de serem oficiais, são falsos. Em 2008 só foram avaliados professores contratados, só se generalizando o sistema aos efectivos em 2009, conforme o andar da carruagem ;)


Foi uma BlogConf sem Blogue e sem Conferência, mas inaugurou uma nova modalidade de comunicação que interessa explorar não apenas com políticos, mas também com outras figuras públicas do meio artístico e cultural.

Adenda

Falando posteriormente com Paulo Querido, este esclareceu que divulgou a BlogConf simultaneamente por mail, no FaceBook e no Twitter. Este mecanismo terá conduzido os seus amigos a esgotarem rapidamente as 20 vagas previstas. Do ponto de vista de Paulo Querido a BlogConf "contava com críticos e até venenosos inimigos". Mas se o tema central das questões foi a Educação, como se compreende a ausência de algum professor no activo?


  • (...) a difusão em primeira mão pelos círculos próximos (distribuição viral, portanto) dava alguma garantia de não exclusão de blogs “emblemáticos”, ao mesmo tempo que não favorecia nenhum em particular e permitia aos mais interessados dos “não-emblemáticos” inscreverem-se.
    Blogue de Paulo Querido


Nesta passagem percebe-se que não terá sido simultaneamente por mail, no FaceBook e no Twitter. Na sua lógica justificou-se avisar primeiro por mail os denominados blogues emblemáticos. Não entendo é porque não terá incluído nesse grupo o blogue de Educação que está no Blogómetro ao lado do 31 da Armada, quando o assunto mais discutido na BlogConf, como era previsível, foi a Educação.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Na realidade, os professores não aceitam a avaliação", Milu dixit


Seguem-se alguns recortes da entrevista que Milu concedeu ontem ao DN.

  • Se fizer a contabilidade, tem 8 grandes greves, 7 grandes manifestações, 3 vigílias, 2 cordões humanos e 8 abaixo-assinados com 320 mil assinaturas. Bateu o recorde?

    Não fiz essas contas (...) São naturais estas reacções e podem-se explicar, mas não significa que aceitemos os pontos de vista. Creio que os conflitos são resultado da perplexidade e da incerteza de não se saber como vai ser.


A arrogância continua. Ela é que sabe o caminho, independentemente da quantidade de pessoas que manifeste a sua discordância.

(...)

  • O modelo de avaliação que quer implantar ainda não passou da versão simplificada?

    Sim, mas no essencial a sua estrutura de princípios não difere muito do modelo inicialmente proposto. Entendeu-se que há um caminho a percorrer mais lento do que inicialmente gostaria, mas não modifica a natureza do objectivo.


Isto quer dizer que o essencial são mesmo as quotas, porque entre os parâmetros do procedimento simplificado e o DR 2/2008 não há comparação possível em termos de trabalho exigido aos avaliados.

  • Mais lento porque os sindicatos dos professores não aceitam essas medidas?
    Sim. Na realidade, não aceitam a avaliação. Escudam-se por detrás dos argumentos de modelos deste ou daquele tipo de avaliação, mas o que acontece é mesmo a rejeição da avaliação.

  • Os professores recusam ser avaliados?
    Há uma rejeição que se pode exprimir através dos mais diversos argumentos. De que não é este o melhor modelo, que não é com estes professores, que não é na escola... É sempre assim porque, quando não estão de acordo, aí, todos os argumentos são válidos para contestar.

  • É da opinião que os sindicatos são contra porque os docentes evitam ser avaliados?
    Não diria isso, porque acho que muitos professores querem ser avaliados e a prova é que houve uma grande adesão mas também há muito receio neste processo. E aqui os bons professores podiam ser um motor de mudança, porque não há nenhuma razão para um bom professor ter medo da avaliação. Os bons professores não podem ter medo nem misturar-se no ruído que apela à indiferenciação e a considerar que todos são iguais. Houve cem mil professores sujeitos à avaliação este ano e é por aqui que o terreno tem de ser conquistado, a bem das escolas e dos próprios professores. Há uma parte significativa de professores que tem medo da consequência.


Preto no branco, na perspectiva de Milu, os professores não aceitam ser avaliados. Quem não sabe o que se passa pode ser levado. O que sucedeu foi que alguns dos professores prepararam duas ou três aulas diferentes das normais para o espectáculo da avaliação. A observação do desempenho dos docentes deveria ser representativa do seu trabalho, e só assim seria justa.

Agora os oportunistas que se valeram da chance proporcionada pelo procedimento simplificado são utilizados pelo ME para tentar legitimar o processo e amedrontar os docentes. Estes coleguinhas que andaram a brincar ao faz de conta com a sua avaliação são agora o melhor argumento que Milu tem para defender a cristalização da avaliação do desempenho.

Não interessa à propagando do ME, mas em abono da verdade deve dizer-se que a larga maioria dos docentes foi avaliada apenas administrativamente, não se distinguindo o procedimento simplificado do anterior DR 11/98, excepto no caso daqueles que pretendiam classificações acima de Bom.

O procedimento simplificado para a avaliação de professores, reduz-se aos seguintes elementos: (1) ficha de auto-avaliação; (2) assiduidade; (3) serviço distribuído; e (4) acções de formação. Este não decorre de qualquer concepção da educação ou da avaliação... É apenas o resultado da relação de forças entre os agentes.

sábado, 25 de julho de 2009

A web é para ler


O Magalhães é um brinquedo inútil. Não tem leitor de CD/DVD que permita instalar novo software e isso faz toda a diferença. Não é computador porque não podemos alterar as suas funções. Ponto final.

António Barreto toma o Magalhães para criticar a tecnologia.

  • Da maneira como o Governo aposta na informática, sem qualquer espécie de visão crítica das coisas, se gastasse um quinto do que gasta, em tempo e em recursos, coma leitura, talvez houvesse em Portugal um bocadinho mais de progresso. O Magalhães, nesse sentido, é o maior assassino da leitura em Portugal. Chegou-se ao ponto de criticar aquilo a que chamaram «cultura livresca». O que é terrível. É a condenação do livro. Quando o livro é a melhor maneira de transmitir cultura. Ainda é a melhor maneira. A coroa de todo este novo aparelho ideológico que está a governar a escola portuguesa – e noutras partes do mundo – é o Magalhães. Ele foi transformado numa espécie de bezerro de ouro da nova ciência e de uma nova cultura, que, em certo sentido, é a destruição da leitura.

    Entrevista de António Barreto


Sabe-se que a melhor maneira de fazermos alguma coisa é aquela como aprendemos! Posso garantir que é muito mais cómodo ler os "Retratos da Semana" na web que no jornal em papel. O texto em formato digital pode ser editado, cortamos o que não nos interessa e adicionamos o que faz falta. Levamos uma ideia daqui, colamos acolá, e recombinamos o trabalho n vezes, como nunca faria alguém condicionado pelos limites do papel. Não será isto "adaptar o tipo de livro à pessoa em causa"?

A web é para ler. Os estratos sociais letrados procuram informação diversa sobre dietas, viagens, saúde, parceiros e concorrrentes profissionais, software, finanças, pagamento de impostos, realizam aplicações financeiras, fazem compras e até trabalham... Quem não sabe ler vê os bonecos, e temos as crianças dos estratos sociais mais baixos a utilizarem predominantemente o Hi5 e o MSN, porque se encontram limitadas cognitivamente.

É errado colocar a web em oposição à leitura porque os seus conteúdos só têm utilidade ser forem lidos. Mesmo os sites que prestam serviços através da web não serão utilizados decentemente se os seus tutoriais e instruções (FAQ's) não forem lidos.

As crianças que têm aulas de Português utilizando livros de leitura geralmente exercitam pouco a escrita, e daí o descalabro nos testes a todas as disciplinas. As que editam um blogue têm de ler, compreender e expressar-se por escrito! Isto é muito mais que ler.

Os direitos de autor é que constituem um obstáculo ao desenvolvimento da leitura. Por exemplo, os docentes universitários têm acesso à B-ON, podendo ler milhares de obras de autores conceituados no mundo académico, mas os restantes professores e população em geral não têm acesso a este espólio. Porquê?

Felizmente já não precisamos de cansar a vista a ler as letras miudinhas da Análise Social, cujos artigos estão online. É muito mais simples mudar a fonte do texto no computador que ser forçado a mudar de óculos. Felizmente as outras revistas também já perceberam que têm de estar na web para ser lidas, e graças à Internet podemos usufruir de salas mais espaçosas.



Na hora do adeus a Sócrates e Milu

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quem têm jeito para o Direito e para a política precisa de ter jeito para a Matemática?


Pode explicar-se a uma criança que 1/5 é maior que 1/6 facilmente. Basta perguntar-lhe se prefere 1/5 ou 1/6 da pizza...

Daí que se tenha transformado em anedota na Internet (ver documento) a decisão do 8º Juízo Cível da Comarca de Lisboa, que atendendo aos argumentos apresentados pelo executado, alegando ficar em situação de grave carência económica, determinou proceder à redução da penhora do vencimento executado, de 1/6 para 1/5. !!!!!

Este não foi um simples erro com fracções. O erro inviabilizou o cumprimento da própria decisão por óbvia falta de lógica. Como é os tribunais querem ser respeitados?

Igualmente anedóticas são as explicações de José Sócrates e de Milu cada vez que tropeçam nos números. Com licenciaturas da farinha amparo ou dos cursos nocturnos não há Plano para a Matemática que os salve.




  • O alargamento da oferta dos cursos profissionais é importante porque os alunos têm menores taxas de abandono e de insucesso escolar.

    Sócrates dixit.


Eu pensava que os cursos profissionais eram necessários para fornecer ao mercada mão-de-obra com formação intermédia. Abandonam menos a escola e têm maior sucesso escolar porque os professores repetem as provas dos módulos até os petizes obterem aprovação ;) Mas desde que descobriram que na auto-estrada dos EFA (isto é, Novas Oportunidades) nem têm que fazer testes, alguns já preferem esta opção. O problema dos alunos que "optam" pelos cursos profissionais também é a falta de jeito para a Matemática ;)

Devo ter escrito mesmo apenas para actualizar o blogue. Não será possível ter jeito para o Direito e para a política sem ter jeito para a Matemática? ;)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Luli Radfahrer - Para que serve uma monocotiledônea? (nerds, mídias sociais e a escola do século 21)



A ideia básica da educação é estabelecer critério. Pode parecer óbvio, mas não é.

Quem adora a tecnologia tem uma doença chamada tecnofilia. Quem odeia a tecnologia tem uma doença chamada tecnofobia. Os dois são umas bestas.

Classe AB utiliza a Internet para trabalho, classe CD utiliza a Internet para entretenimento (...) porque não têm conteúdos.

A ideia do mais ou menos desenvolve-se na web semântica, dando expressão à realidade prulicolorida, subvertendo a ditadura do pensamento booleano do SIM ou NÃO.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...