segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Earth Song - Michael Jackson
Cantando a "verdade inconveniente" o videoclipe de Michael Jackson não passava nas cadeias de TV dominadas pelo maior poluidor do planeta. Recordo-me de ter ouvido a música algumas vezes na rádio, mas apesar da sua beleza nunca chegou a ser popular. A Internet manifesta-se como a melhor arma contra a censura.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Face Oculta - Um país condenado ao subdesenvolvimento

Há países desenvolvidos e outros que teimam em não atingir determinados níveis de bem-estar. Há condições de partida muito diversas, assim como múltiplas condicionantes e processos históricos que impedem a indicação de uma receita padrão para os países atingirem os níveis mais elevados do desenvolvimento humano. Contudo pode verificar-se que nenhum país atinge um nível de desenvolvimento elevado sem respeitar duas condições básicas, a saber:
1 - Dispor de um Estado que assegure um quadro legal uniforme para todos os cidadãos. É importante que os Estados sejam reconhecidos como árbitros, enquanto os particulares e as empresas deverão ser os jogadores, dotados de iguais direitos e deveres;
2 - A riqueza criada deverá ser equitativamente distribuída, de modo a que mais pessoas possam usufruir do bem-estar proporcionado pela produção.
Aqui vivemos num país onde um após um jornal - SOL - ter divulgado transcrições de gravações de telefonemas que incriminam o Primeiro-Ministro, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha de Nascimento, considerou nulas e ordenou a destruição das escutas das conversas entre o Primeiro-Ministro, José Sócrates, e Armando Vara, no âmbito da operação “Face Oculta”.
A forma como foram obtidas as provas tiveram mais valor que o seu conteúdo, do ponto de vista do presidente do STJ, que com a destruição das provas safou os dois interlocutores. Fazer justiça em Portugal é destruir as provas quando é apanhado peixe graúdo, porque ninguém neste país acredita na independência do sistema judicial para julgar as trafulhices de Sócrates, Vara e companhia.
É evidente que que estes episódios só desenvolvem mais a mentalidade terceiro-mundista: Não quero factura nenhuma! Não preciso de pagar impostos para estes filhos da p*
Mete nojo viver num país que só consegue julgar o ladrão que rouba um automóvel, mas não é capaz de capturar aqueles que roubam todos os dias! À boleia de Sócrates, Vara safeu-se! Mas a imagem do país no exterior é cada vez mais a de uma República das Bananas. Leia-se a versão inglesa da Wikipédia, que é o primeiro resultado do Google para "Face Oculta":
- O ex-político Armando Vara é relatado no inquérito policial por ter tido ligações suspeitas com o Primeiro-Ministro Português José Sócrates. Estas ligações telefônicas foram gravadas pelos investigadores. José Sócrates negou qualquer envolvimento, alegando que ele estava apenas conversando com um amigo.
Wikipédia Inglesa
Além de serem responsáveis por situações de cambalacho que justificam o subdesenvolvimento do país, contribuem para a degradação da sua imagem perante a comunidade internacional, que naturalmente penaliza países com Primeiros-Ministros associados ao crime.
Que José Sócrates precise disto, compreendo, pois a sua "Licenciatura em Engenharia" não lhe deve servir para nenhum outro emprego. Agora, também me parece que para se desenvolver, o país precisa pelo menos de um sistema judicial independente do poder político, que aplique a todos o mesmo quadro normativo. Quando estas regras fundamentais não são respeitadas é o próprio Estado de Direito que está em causa. Daí que não me pareça excessivo o post do Do-Portugal-Profundo que apela à intervenção do Presidente da República. O problema é que como a má moeda é exactamente aquela que fica em circulação (Lei de Gresham), Cavaco não fará nada... temos uma rainha de Inglaterra na presidência!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Como seria o e-mail se fosse inventado agora?

Depois de recordar que o mail já é uma ferramenta antiga – foi arma estratégica durante a Guerra Fria! – o Google pergunta-se se com a tecnologia hoje existente não seria possível inventar uma melhor, e aposta em vencer esse desafio com o GWave. Estas Waves (ondas) são uma espécie de mails enviados para múltiplos utilizadores, a que cada qual pode ir acrescentando informação – mais texto, novas imagens, mapas, vídeos, links, etc. – transformando o próprio mail em objecto de trabalho colaborativo, em vez de ser utilizado simplesmente para combinar o trabalho a fazer.
Já experimentei tanto software de comunicação, que neste momento conheço certamente mais ferramentas que pessoas! Nenhuma ferramenta chega a ter verdadeira utilidade se não se generalizar entre os utilizadores não técnicos também. Desse ponto de vista o GWave parece-me ser a aplicação de comunicação com mais possibilidades de se tornar padrão, porque após a primeira experiência é mais difícil apontar algo que seja impossível de fazer no GWave do que enumerar a sua extensa lista de características.
Imagine-se a planificação de uma unidade didáctica sobre Economia Portuguesa no GWave. O Professor A envia o programa iniciando uma Wave que envia para os colegas B, C, D, E e F. Só representei seis, mas a Wave pode ser dirigida a muitos mais…. O B adiciona a planificação da unidade que adoptou o ano anterior… O C diz que está interessante mas sugere umas alterações e adiciona uns links para uns sites. O D elogia o trabalho mas acrescenta uns vídeos excelentes. O E volta a elogiar mas sugere umas sínteses e uns esquemas que disponibilizou no Google Docs. O F sugere um teste somativo da unidade que acrescenta à Wave em formato PDF.
Moral da história: O trabalho foi feito na Wave e não foram necessárias reuniões.
Estou ansioso por experimentar isto ;)
- The Complete Guide to Google Wave
- Google Wave Info
- http://www.wave-info.info/ convites para o Google Wave
- Guia Google Wave Guia em Português
O estado do GWave em Fevereiro de 2010
Google Wave. Grande potencial, pouca adesão
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Estudantes dinamarqueses vão poder consultar a Internet durante os exames

- Na Dinamarca, os estudantes finalistas do ensino secundário vão poder consultar a Internet durante os seus exames finais. A medida foi autorizada pelo Governo e o sentimento geral é de que os alunos são suficientemente sérios para poderem usufruir desta medida sem copiarem. Os chats e a troca de e-mails durante o exame estão, obviamente, proibidos.
PÚBLICO, 10/NOV/2009
Por cá inventam-se prémios para o "melhor professor do ano", oferece-se gorja aos "melhores" alunos das escolas... Mas utilizar os computadores eficientemente, para resolver problemas, é coisa a que não estão habituados, e com a mediania o panorama piora bastante. No quotidiano das escolas, os professores são obrigados a apresentar resultados, e isso consegue-se mais facilmente instruindo os alunos a repetir aquilo que nós dissemos, que a fazê-los reflectir sobre a realidade.
Quando os testes apelam quase exclusivamente à utilização da memória os alunos safam-se. Quando se exige esforço de compreensão, relacionamento, síntese, os alunos afundam-se. Como precisamos de obter resultados... estamos a formar papagaios de sucesso.
sábado, 31 de outubro de 2009
M4T - Moodle for Teachers

É divertido aprender online. Infelizmente não abundam por lá perfis portugueses... Irei tentar minorar o meu défice nesta área seguindo este curso que inicia a 2 de Novembro, em http://www.integrating-technology.com/pd/.
Considerem-se convidados.
- Moodle tutorials (2 Minute Moodles) Vídeos simples que apresentam as funcionalidades do Moodle
- http://wikieducator.org/Moodle Tutoriais, cursos, forums sobre o Moodle
Final Presentation - Team 7
sábado, 24 de outubro de 2009
Did You Know?
Um mundo em mudança descontrolada. Nada de novo desde a imagem do carro de Jagrená descrita por Giddens, mas ficam os vídeos para actualização de dados.
Não é só a tecnologia e as relações sociais que estão a mudar exponencialmente...
... as mudanças climáticas também. É um tema desagradável para conversar, por isso proponho-vos uma brilhante viagem pelo Cosmos na companhia de Carl Sagan.
Não é só a tecnologia e as relações sociais que estão a mudar exponencialmente...
... as mudanças climáticas também. É um tema desagradável para conversar, por isso proponho-vos uma brilhante viagem pelo Cosmos na companhia de Carl Sagan.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Ranking de Escolas do Concelho de Sintra

Posições muito dispares nos rankings de escolas são habitualmente explicadas pela qualidade da "matéria-prima" ou origem social dos alunos. Porém, tomando apenas as escolas publicas do Concelho de Sintra, como se justifica que estas se distribuam ao longo da lista das 500 escolas secundárias que realizaram mais de 100 provas? (EXPRESSO)
Aparentemente, como as escolas são vizinhas pode argumentar-se que não se espera que variem significativamente as características da população escolar, havendo que atribuir a outros factores a oscilação das escolas entre a posição 87 e a 450! Numa análise mais aprofundada deveria observar-se que as escolas básicas e regiões do concelho de Sintra que funcionam como áreas de recrutamento dos alunos das escolas secundárias são diferentes. Certamente que as escolas que ocupam posições mais baixas no ranking vivem com uma população escolar mais heterogénea, vivendo muito mais intensamente a riqueza e a problemática da multiculturalidade que os rankings ignoram.

Por exemplo, choca-me a diferença de quase 150 posições entre duas escolas vizinhas, como são a Ferreira Dias e a Gama Barros. Ao nível do ensino, da preparação e da dedicação dos docentes não posso atribuir qualquer vantagem à FD. Esta tem a vantagem de ocupar geograficamente o centro de Agualva-Cacém, sendo a escola mais acessível à população escolar da freguesia, além de dispor ainda do acesso rápido através do comboio. A escola básica António Sérgio fornece-lhe os melhores alunos que são atraídos por esta centralidade, que se traduz todos dias numa poupança de tempo no percurso casa-escola. Os alunos menos bons da António Sérgio acabam por ir estudar na GB, que também recebe estudantes de S. Marcos, Cotão, Albarraque, etc.... reunindo uma diversidade muito maior de jovens, oriundos de zonas menos centrais, zonas mais carecidas. Se estes jovens gastassem a estudar só o tempo que demoram em viagem já teriam muito melhores resultados, mas o problema é que a deslocação basta para os deixar cansados...
Não se depreenda desde meu comentário que sou um fanático dos rankings. Por exemplo, certamente que alguma coisa correu mal porque a disciplina de Português discriminou as escolas num intervalo superior ao da Matemática, como se pode observar na tabela abaixo. Destaca-se a azul esta disciplina, em sinal de gratidão aos docentes de Matemática, o grupo disciplinar que contribuiu para uma melhor imagem da escola através dos rankings.

Que pode a escola fazer para melhorar a sua posição nos rankings de escolas?
Primeiro, temos de reconhecer que o problema fundamental deriva da composição da população escolar, muito diversa e oriunda de meios sociais dotados de escassos recursos cognitivos. Este aspecto é uma condicionante que não podemos mudar. Por mais planos para a Matemática ou para a Leitura que o ME trace para as escolas, a nossa desvantagem competitiva mantém-se, cristalizando a nossa posição no final da tabela como um problema estrutural.
E então perguntam-nos novamente o que poderá a escola fazer. Situações específicas exigem respostas pensadas à sua medida. Ficam algumas sugestões:
- A escola deveria adaptar melhor a sua oferta escolar aos interesses da população discente, designadamente prevendo mais turmas na área da informática;
- Conhecendo o problema central de muitos alunos, deveriam promover-se actividades que contribuíssem para a sua aprendizagem da língua, tanto na sala de aula como fora da sala de aula:
a) Na sala de aula. Os alunos geralmente desenrascam-se a falar, mas sentem grandes dificuldades em transpor as suas ideias para o papel. Creio que os problemas a português são de tal dimensão, que todos os professores deveriam esforçar-se por reforçar a componente escrita das aulas, ditando mais e falando menos…. Apesar de poder parecer um retrocesso em termos de estratégias pedagógicas, os nossos alunos precisam desesperadamente de aprender a escrever!
b) Fora da sala de aula. Deveria ser criada uma sala de convívio que poderia funcionar no refeitório durante quase todo o dia, pois este é utilizado para servir almoços durante escassas horas. Os professores que agora fazem substituições iriam dialogando com os estudantes, enriquecendo o seu vocabulário e assegurando a vigilância do espaço. As actuais aulas de substituição só servem para os alunos grunhirem entre si numa linguagem que a escola não tem interesse em promover, e portanto deveriam ser substituídas pela sala convívio.
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