quinta-feira, 24 de setembro de 2015

24 de Agosto: #BlackMonday, o 4º maior crash bolsista

Um vazio embaraçoso



Já ouvimos muitas desculpas, como a célebre "Não há dinheiro! Que parte não percebeu?", de Vitor Gaspar. Mais iritantemente ainda, e mais devagar, Anabela Rodrigues disse que não teve tempo!

sábado, 6 de junho de 2015

O Papel Comercial do BES/GES. Lesados de luxo vs. lesados pelintras

Uma apresentação mais desenvolvida deste produto encontra-se no site do Novo Banco.

Em 14 de Agosto de 2014, o Novo Banco comprometeu-se a ressarcir os seus clientes de retalho que adquiriram papel comercial:

A CMVM tem referido que os investidores não profissionais não deverão ser vítimas das más práticas do BES/GES:

  • Tendo em conta o referido nos pontos anteriores, a CMVM entende - e já o transmitiu nos fora e pelos meios próprios - que deverá haver lugar à adopção pelo Novo Banco de soluções de compensação dos investidores não qualificados vítimas das más práticas de comercialização de papel comercial GES vendido aos balcões do Banco Espírito Santo.
    http://www.cmvm.pt/pt/Comunicados/Comunicados/Pages/20150420.aspx
De acordo com o EXPRESSO:
  • Entre os 2508 clientes de retalho que reclamam o pagamento do dinheiro investido em papel comercial aos balcões do BES, relativo a dívida de empresas do grupo Espírito Santo, há 60, 2,4% do total, que fizeram aplicações superiores a €1 milhão. E há mesmo casos em que o investimento superou os €5 milhões. No conjunto, estes 60 clientes de papel comercial da Espírito Santo International (ESI) e da Rioforte têm aplicados €100 milhões, ie. 18% do total, de cerca dos €550 milhões.
    (...) "há muitos quadros, juízes, directores do próprio Novo Banco que compraram papel comercial".
    http://expresso.sapo.pt/economia/ha-60-lesados-de-luxo-no-papel-comercial=f921605
Será que o Estado deve assumir a dívida também com os investidores de luxo, de forma que as administrações dos bancos nunca sejam penalizadas pela gestão irresponsável, e os depositantes possam meter o dinheiro em qualquer buraco, sempre à custa dos contribuintes?

Numa situação diferente estarão os lesados pelintras. Indivíduos que pouparam durante a vida inteira para chegar aos €50.000, montante mínimo para a subscrição deste produto, e terão ficado sem quaisquer poupanças. Admite-se que estes não conhecessem as características do produto, tendo sido vítimas da sua ignorância. O Estado Social existe para evitar que as pessoas caiam em situações de pobreza extrema, devendo prestar-lhes auxílio, mas nunca ressarcindo a totalidade do capital, para que aprendam a ver onde colocam o dinheiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Uma década para Portugal! Atenuar a austeridade apenas para que o regabofe se perpetue

A estratégia que o PS apresenta no documento Uma década para Portugal  (Backup) exige muita fé. Por alguma razão desconhecida, o Produto Interno Bruto a preços constantes passará a crescer em média 2,6% ao ano, no período 2016-2019 no seu cenário.



Observando os valores históricos, constata-se que em 2014 produzimos sensivelmente o mesmo que em 2000! Nuns anos o PIB subiu, noutros desceu, ficando no resultado final uma taxa crescimento médio nula! Mais, no nosso melhor momento, 2004-2007, o crescimento médio foi de 1,7%.



A estimativa de crescimento irrealista, mesmo assim apenas permite atenuar a austeridade, que continuará a fazer-se sentir sobre os mesmos, para que o regabofe dos privilegiados possa continuar. Uma palavrinha muito em voga para explicar o estado a que chegámos - a corrupção – nem aparece neste relatório. Sócrates não faria melhor.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Próspero 2014!

Não sei se faz sentido  desejar um bom ano a todos os que leiam esta mensagem. A dúvida ocorre-me depois de ter escutado as críticas do   padre sobre a industrialização das mensagens de Boas Festas e de Ano Novo com os recursos da Internet. Referiu o E-mail, o Twitter e o Facebook como se fossem os demónios dos tempos modernos,  responsáveis pela desagregação das famílias...

Para que  conste, esta mensagem não é copy/paste, e sinto-me muito mais tranquilo escrevendo-a no meu Tablet, que a publicará no Blogger, Twitter, Facebook e nem sei mais onde, que me senti na missa, perante a pressão para beijar a vizinhança ao lado pela paz de Cristo ou beijar a imagem mesmo que o padre tenha dito que  os católicos não veneram imagens!

Tenham um 2014 minimamente decente, sem esperar pela saída da Troika, porque num país periférico como o nosso a famigerada independência não passa de uma utopia e quem constrói a Felicidade somos nós! Quem me mandou ir à Missa?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Brutal aumento de impostos apresentado como corte da despesa/poupança do Estado

Os funcionários que recebam 2.000 euros, tem tido um corte de 3,5%, mas verão agora esse corte pode disparar para os 12%, passando a ser quase equivalente a dois subsídios. Os que recebam um vencimento superior, terão igualmente um corte de 12%, sem qualquer respeito pelo princípio da proporcionalidade. Este princípio foi criado para tornar a repartição do rendimento mais justa, o que se efectua entre nós através do IRS. Se o Governo utilizasse o IRS, estaria a respeitar minimamente a situação dos contribuintes. Sucede que o seu objectivo é sacrificar os funcionários públicos de nível intermédio, mas ao mesmo tempo dizer aos altos quadros da função pública que não os querem beliscar, porque sabem que quanto mais qualificados são, mais dificilmente serão substituídos.

A propaganda está tão bem montada, que este aumento efectivo e imoral de impostos é apresentado como corte da despesa ou poupança do Estado.

A ideia é que os funcionários intermédios não fazem falta nenhuma ao Estado, pois passarão o dia a falar ao telemóvel - como a imagem sugere - ou talvez no Facebook...

Para melhorar ainda a repartição do rendimento, não se faz nada para reaver os impostos daquelas que os decidiram pagar na Holanda, e ainda se lhes oferece um bónus no IRC.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Marco Almeida ganhou moralmente em Sintra



Quem votou VIII conheceria Marco Almeida e teria razões para nele depositar a sua confiança. Quem votou no PS, votou na marca eleitoral que tem por atribuição fazer oposição ao PSD, com o primo Basílio ou outro pára-quedista qualquer. Como a diferença entre as duas primeiras listas foi de cerca de 1700 votos em 123 mil, quase sem expressão percentual, Marco Almeida ganhou moralmente estas eleições, porque ia tendo o número votos suficiente para as vencer efectivamente, contra as máquinas partidárias do PS e do PSD.

Nunca tinha escrito sobre eleições no blogue, porque nunca me tinha custado perder. Pelo que li no Twitter esta noite terá sido penosa para muitos mais, mas a nossa esperança de devolver Sintra aos Sintrenses não se esgotou hoje... Para a próxima acredita mais na tua força e esquece os notáveis, porque o efeito Capucho foi contraproducente.

Adenda
Marco Almeida denuncia trafulhices na contagem dos votos em Sintra, e exige anulação das eleições

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...