quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Método Ser Bom Aluno, ‘Bora Lá?‎

Estão a aproximar-se as apresentações, e para não repetir sempre o mesmo, este ano irei experimentar estas dicas do Jorge:

  • Para quê ser Bom Aluno?

    Se conseguires ser um Bom Aluno — e continuares a sê-lo ao longo dos anos — o que é que acontecerá? Bem, arriscas-te a ter um dia um melhor emprego, a ganhar mais dinheiro, a seres reconhecido pelos outros, a virem pedir-te conselhos, no fundo ganhas o respeito dos outros. No entanto, isto tudo, dirás, ainda vem longe, mas e agora?

    No imediato começam-te a levar mais a sério, não é? De facto, faz parte do teu processo de crescimento tomares decisões cada vez com menos orientação do exterior (o mesmo é dizer dos teus pais) e responsabilizares-te por elas. Ora se conseguires ser Bom Aluno tudo isto torna-se mais fácil, os teus pais aborrecem-te menos a “molécula” e como tal terás mais liberdade de acção. Queres ir a uma festa com os amigos, o argumento de “não, porque tens de estudar” deixa de fazer sentido.

    Pondo as coisas ainda de forma mais simples: tens dois modelos que podes escolher. O primeiro é o Modelo Ya Fixe que é um modelo convergente na medida que vai ao encontro dos teus objectivos:

    Estudas mais »»» melhoras os resultados »»» A família aborrece-te menos »»» Tens mais liberdade »»» divertes-te mais

    O segundo é o Modelo Tass Mal que é divergente pois afasta-te cada vez mais do lazer:

    Estudas pouco »»» maus resultados »»» a família aborrece-te »»» começam a “controlar-te” mais »»» obrigam-te a estudar e cortam-te as saídas »»» divertes-te menos

    Não é necessário perguntar-te qual é o teu preferido, pois não?

José Gomes Ferreira rebentou Ministro Vitor Gaspar

Os trabalhadores pagam impostos porque o Estado dispõe de um aparelho de coacção eficaz

Relativamente ao capital, Vitor Gaspar faz um apelo à sua consciência patriótica.

  • O mercado só funciona bem em condições de concorrência e transparência. Em situações de monopólio ou de concorrência limitada é necessário utilizar regulamentação efectiva (VG TEÓRICO).

    É crucial efectivamente que os produtores de bens e serviços não transacionáveis, protegidos da concorrência, tenham a capacidade e a consciência para diminuir os preços, transmitindo aos consumidores a poupança que obtiveram através da redução da TSU. O facto de me ter colocado essa questão e de a estarmos a discutir em público contribui decisivamente para que esse padrão venha a ser observado (VG TÓTÓ). (11:00)

    O esforço e sacrifício estão rigorosamente distribuídos por todos. A razão porque vale a pena apostarmos neste ajustamento é precisamente porque é a maneira de sermos capazes de proteger os mais pobres, os mais desfavorecidos e os mais vulneráveis (VG PROPAGANDA). (16:00)
O jornalista da SIC, José Gomes Ferreira, não lhe deu tréguas e apontou uma forte incongruência aos 17:00 minutos:

António Borges tem um pagamento em falta de 25.000 euros. Verá a sua contribuição agravada?

Exposto à imoralidade da situação, VG argumentou "desconhecer os detalhes"... o que naturalmente não repara os danos morais provocados por um colaborador tão próximo, que tanto admira.

sábado, 8 de setembro de 2012

Gostava de ter escrito esta

Não leves a mal; tiro-te um mês do teu salário para o dar ao teu patrão. É para criar emprego. Estás a ver?

Ladrões de Biciletas

A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A representação de Nuno Crato

Comendo sopa de letras Nuno Crato construiu a sua concepção da educação. Para si a criança é encarada como um futuro trabalhador. Portanto, os professores deverão treinar os alunos com as competências necessárias para que no futuro o seu trabalho seja mais eficaz. A verificação das aprendizagens faz-se no final do processo, sendo o exame a prova por excelência do sucesso.

O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).

Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.

Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.

Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".



Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.


(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.

Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf

Princípio de Arquimedes

Segundo a lenda, o antigo matemático grego Arquimedes descobriu o princípio que o tornaria famoso, tomando banho:
  • "Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo".
    Wikipédia

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Preço de 2 submarinos representa despesa superior ao Funcionamento do Estado durante 3 anos!

O preço de 2 submarinos, que já estão a meter a água, antes de serem lançados, é de 712 milhões de euros.

Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712

As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.

Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?

Freitas do Amaral sugere imposto especial para vencimentos elevados

Freitas do Amaral sugeriu a criação de um imposto especial para vencimentos acima dos 10 ou 15 mil euros por mês, para evitar que Portugal caia na situação da Grécia, e por questões éticas se cumpra o princípio de "dos que podem contribuírem para os mais precisam".

Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.

Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...