sábado, 8 de setembro de 2012

Gostava de ter escrito esta

Não leves a mal; tiro-te um mês do teu salário para o dar ao teu patrão. É para criar emprego. Estás a ver?

Ladrões de Biciletas

A malta não gostou de confirmar que vão sempre aos bolsos dos mesmos - quanto aos rendimentos do capital Passos Coelho apenas fez uma referência breve, dando-lhes realmente um bónus -, e a Troika que a até aqui tem sido recebida com alguma simpatia passou a ser alvo de campanhas de protesto como esta. Já estão marcadas manifestações para dia 15, mas isto pelo Facebook é tudo muito rápido e nunca se sabe como fica.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A representação de Nuno Crato

Comendo sopa de letras Nuno Crato construiu a sua concepção da educação. Para si a criança é encarada como um futuro trabalhador. Portanto, os professores deverão treinar os alunos com as competências necessárias para que no futuro o seu trabalho seja mais eficaz. A verificação das aprendizagens faz-se no final do processo, sendo o exame a prova por excelência do sucesso.

O conceito de tarefa escolar entrou na pedagogia por transposição do conceito que Taylor criou para a indústria, onde as tarefas se encontram padronizadas. Estas são acompanhadas de instruções que as permitem executar com a máxima eficácia. Seguindo-as o sucesso é garantido. Reduzindo o aluno a um autómato, a justificação industrial apresenta a educação como um mero problema técnico. “O objectivo não é o saber, nem o saber-ser, mas uma série de saberes-fazer que a pedagogia por objectivos decompõe em sábias taxinomias, como o taylorismo tinha decomposto as tarefas industriais” (Derouet, 1992:106).

Milú foi amplamente contestada quando só quis introduzir a avaliação de desempenho, e Nuno Crato despede dezenas de milhares aparentemente sem grande contestação, por uma razão simples: dentro de cada professor vive um Crato, isto é, a maioria das nossas representações sobre a melhoria do sistema educativo fundamentam-se na justificação industrial que Crato engoliu de Taylor, objectivos pedagógicos, tarefas escolares, "linha de montagem"... e exames na linha proposta por Nuno Crato. Como em cada professor vive um Crato, é muito difícil contestá-lo, por mais miserável que seja o economicismo.

Quem puder pagar, colocará as suas flores num Colégio, ao cuidado de jardineiros (*) com menos crianças, e mais tempo para cada uma. Crato chamará a isto "liberdade de escolha" entre o ensino público e o ensino privado.

Quando os estudantes têm negativa, a explicação de Crato não poderia ser mais simples: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".



Obrigadinho por não ler blogues, e não mudar de ideias. Fico satisfeito por ter um Ministro que atingiu a "excelência". Para quem fazia da divulgação da ciência uma das bandeiras, percebe-se bem que apenas queria substituir um "eduquês" por outro.


(*) Os jardineiros regam as flores, cuidando do ambiente à sua volta, mas não definem que estas tenham de crescer x% ao ano para atingir os objectivos. Da diversidade é surge o encanto do Jardim. A justificação industrial conduz à homogeneidade dos processos, alunos, produtos, exames.

Adenda Todos sabem que a política seguida é meramente economicista, mas fica aqui um lembrete.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2012/cr12179.pdf

Princípio de Arquimedes

Segundo a lenda, o antigo matemático grego Arquimedes descobriu o princípio que o tornaria famoso, tomando banho:
  • "Todo corpo mergulhado num fluido em repouso sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado pelo corpo".
    Wikipédia

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Preço de 2 submarinos representa despesa superior ao Funcionamento do Estado durante 3 anos!

O preço de 2 submarinos, que já estão a meter a água, antes de serem lançados, é de 712 milhões de euros.

Segundo o Quadro IV.3.1. do OE 2012 a despesa de Funcionamento do Estado foi de 287,3 milhões de euros em 2011 e de 212,1 em 2012, de que resulta uma variação percentual de -26,2%. Admitindo que em 2013 prossegue a mesma política de redução do Estado, as despesas de funcionamento serão apenas de 156,5 milhões de euros. Quer dizer, em 2011, 2012 e 2013 (287,3 + 212,1 + 156,5 = 655,9) o Estado gasta menos que nos referidos submarinos.
Note-se que mesmo que em 2013 o Estado realize despesas de Funcionamento equivalentes às de 2012 os 2 submarinos continuariam a ser suficientes, isto é:
287,3 + 212,1 + 212,1 = 711,5 < 712

As contas são grosseiras, porque não se considerou a inflação, mas permitem dar uma ideia da velocidade a que o país caminha para o precipício, quando até o Ministério da Educação deixou de ser pessoa de bem.

Os Barracuda já não cumprem as suas funções? Ou a compra dos submarinos é útil para uma série de aventesmas?

Freitas do Amaral sugere imposto especial para vencimentos elevados

Freitas do Amaral sugeriu a criação de um imposto especial para vencimentos acima dos 10 ou 15 mil euros por mês, para evitar que Portugal caia na situação da Grécia, e por questões éticas se cumpra o princípio de "dos que podem contribuírem para os mais precisam".

Regista-se com agrado esta proposta, à qual se poderiam somar muitas outras, aguardando com alguma esperança que não falte imaginação para tributar os rendimentos do capital ao Congresso Democratico das Alternativas.

Dúvidas: Será que Freitas do Amaral ganha menos de 15.000 euros/mês só porque tem remuneração variável em função dos pareceres? Ou o coração cristão é mais sensível que socialista?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Insucesso escolar, qualidade e equidade na educação e desenvolvimento económico

  • A redução do fracasso escolar é positiva, tanto para a sociedade como para os indivíduos. Também pode contribuir para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Na verdade, os sistemas de ensino com melhor desempenho entre os países da OCDE são aqueles que combinam qualidade e equidade. Equidade, na área da educação, significa que circunstâncias pessoais ou sociais como o género, a origem étnica ou o meio familiar não representam nenhum obstáculo para a realização do potencial educacional (equidade) e que todos os indivíduos atingem pelo menos um nível mínimo básico de formação (inclusão). Nesses sistemas educacionais, a vasta maioria dos alunos tem a possibilidade de atingir altos níveis de formação, independentemente das respectivas circunstâncias pessoais e sócio-económicas.
    Equidade e Qualidade na Educação. Apoio às escolas e aos alunos desfavorecidos, OCDE, 2012.
Continuando a ler o documento da OCDE, é fácil concluir que as suas propostas apenas são exequíveis com mais professores, o oposto do que está a fazer-se.

domingo, 2 de setembro de 2012

Os políticos portugueses têm liberdade para se corromper

Pergunta: Para que serve esta Justiça?

Para os Relvas/Sócrates/Dias Loureiros/Armando Varas/............. se multiplicarem como cogumelos?

Quando conduzimos o o automóvel não precisamos de saber mecânica para chegarmos onde queremos. A Justiça também devia ser transparente no seu funcionamento, de modo que as pessoas pudessem contar com ela. As pessoas, povo, não a máfia que enriquece à sua custa.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...