terça-feira, 22 de maio de 2012

Comprar Facebook será mau negócio

Ao lançar em fevereiro de 2004 o ‘thefacebook’, criado inicialmente como diretório para estudantes da Universidade de Harvard, Mark Zuckerberg estaria certamente longe de imaginar o impacto global que o seu site viria a ter.

Oito anos mais tarde, o Facebook é responsável por um em cada 7 minutos que passamos na internet, mais do que qualquer outro site. Cerca de 300 milhões de fotos são partilhadas todos os dias. E manifestamos as nossas preferências com o botão ‘Like’ 3,2 mil milhões de vezes por dia.

Cada um dos 901 milhões de utilizadores tem em média 139 amigos no site, o que se traduz nuns esmagadores 125 mil milhões de amizades. A rede social média de um ser humano tem curiosamente fundamentação científica. Em 1992, o antropólogo britânico Robin Dunbar já havia concluído que o poder cognitivo do cérebro limita a dimensão da rede social que qualquer espécie pode desenvolver, sendo que, o cérebro humano permitirá uma rede estável de 148 ligações.

A incrível história do Facebook foi já adaptada ao grande ecrã, através do filme de 2010 “A Rede Social”, nomeado para 8 Óscares e vencedor de 3. E, Mark Zuckerberg foi escolhido pela revista Time como a Personalidade do Ano, também em 2010.

Mas será que um dos sites mais populares do planeta pode também ser uma boa oportunidade para os investidores? A ansiosamente aguardada Oferta Pública de Venda (OPV) do Facebook teve finalmente lugar na passada 6ª feira, transformando muitos dos seus colaboradores e fundadores em milionários instantâneos. Nas apresentações aos investidores que antecederam a OPV, Mark Zuckerberg foi tratado com honras de estrela de rock, com longas filas de fãs à sua espera. Desde a estreia em bolsa do Google em 2004 que não existia tanta excitação em torno de uma operação deste tipo.

No entanto, em lugar da valorização de 42% que era esperada em média pelos investidores num inquérito recente, o Facebook “brindou-os” até agora, com uma perda superior a 10%. Será que ainda vai merecer um ‘Like’?

Fonte: Newsletter Activobank7

Usando palavrões de Economia para esconder as opções políticas

O Pedro Lains bate no Governo por utilização incorrecta da expressão transaccionáveis.

Respondi no Facebook, mas republico aqui:

Isso dos bens transaccionáveis é um simples palavrão que lhes saiu para a malta ter desculpa para não perceber a mensagem, pior é o conteúdo: num país onde nunca se soube o que é a industrialização, querem usar a escola para fazer a revolução industrial, a revolução verde e a revolução azul - nunca li nada desta, mas estou a referir-me às pescas ;) - E de preferência ainda acabam com o Estado e a Escola....

Estão mesmo a ver os professores de Informática, Contabilidade, Filosofia, História, etc. agora vão passar a dar aulas de metalurgia e metalomecânica, electricidade e energia, electrónica e automação, tecnologia dos processos químicos, construção e reparação de veículos a motor, etc.

Já estou com mais de 40 currículos, mas quando preciso de fazer a revisão do automóvel vou ao mecânico, e percebo de horta apenas o suficiente para saber escolher as alfaces, os tomates e os pepinos para fazer a salada. Tenham dó de mim.

É tão racional como passar turmas de a jovens a partir de 15 anos com um historial de insucesso escolar, de 15 para 25 alunos. Já com 15 aquilo parece o jardim zoológico, porque tem muita variedade, muitas aves raras! Sem dúvida terá racionalidade orçamental... Mas quando descobrirem outro buraco no BPN, na Madeira, nas PPP, etc. o dinheiro aparecerá logo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Twite do dia

Depois da notícia no JN que sugere o termo dos Centros Novas Oportunidades, @rdores escreveu no Twitter, certamente inspirado nas declarações recentes de Passos Coelho, uma expressão bem humorada:

    Um casal de desempregados são um Centro de Novas Oportunidades


Vídeo da notícia na SIC

domingo, 13 de maio de 2012

Chineses copiam logotipo de certificação europeia

http://en.wikipedia.org/wiki/File:CE_marks.jpg

A guerra comercial não tem qualquer ética. Já não basta a exploração de mão-de-obra infantil e a cópia dos produtos, agora os chineses chegaram ao ponto de copiar também o logotipo de certificação europeia, CE.

    Eles copiam tudo, inclusivamente a certificação que vem com a embalagem e com o produto. Os produtos entram na Europa e aparentemente estão certificados, mas o consumidor está a comprar uma falsificação, sem certificação. Eles usam muito a marca CE, que segundo sei a UE não registou mas a China fê-lo como China Export. Tem a mesma imagem e o mesmo lettering e as pessoas pensam que se trata da certificação europeia...
    Corrreio da Manhã
A Wikipédia apresenta os dois logotipos, mas a Comissão Europeia sugere que o "China Exports" não existe, tratando-se apenas de uma incorrecta utilização da marca de conformidade europeia.

sábado, 28 de abril de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril de 2012

Depois de tanto ter escrito, ainda não tinha nenhuma etiqueta "25 de Abril". É significativo. Só damos valor às coisas quando sentimos o risco de as perder.

O 25 de Abril foram três promessas: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver.

O Desenvolvimento do país foi deixado para as calendas gregas, e desde modo já é a qualidade da Democracia que se questiona.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Custos por hora de trabalho em Portugal são dos mais baixos da Europa

Fonte: Labour costs in the EU27 in 2011, 63/2012 - 24 April 2012

    Entre os 17 países da zona euro, só em três é que os trabalhadores são mais baratos do que em Portugal. Segundo os dados publicados hoje pelo Eurostat, os portugueses são dos que custam menos às empresas por cada hora trabalhada.

    Em 2011, o Eurostat estima que esse custo tenha sido de 12,1 euros por hora em Portugal, o que representa subida muito ligeira face ao ano anterior (12 euros). Em 2009 e 2008, os custos de trabalho estavam nos 11,9 e 11,5 euros, respetivamente.
    Dinheiro Vivo


Sonhámos com a convergência real ao Norte da Europa, mas realmente estamos a convergir mais com a China ;)

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...