segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa constante

Diz-se em Economia que o IRS é mais equitativo que o IVA porque como tem taxas progressivas, que vão subindo à medida que o rendimento aumenta, distribui o esforço fiscal de modo a que aqueles que mais ganham, mais paguem. Eis a tabela das taxas marginais de IRS referentes a 2010:


O Imposto Extraordinário será o equivalente a a 50% da parte do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, que está fixado em 485 euros mensais. Isto, quer dizer que quem aufere 500,00 € por mês, isto é, 7.000,00 € por ano (500x14), pagará 7,50 € de imposto, que corresponde a uma taxa anual de 0,11%. Quem ganhar 2.500,00 € pagará 1.007,50 € de imposto, a que corresponde uma taxa anual de 2,88%.


Para rendimentos superiores a 2,500,00 € a taxa média anual continua próxima dos 3%, mostrando-se praticamente constante, em vez de progressiva, como num imposto sobre o rendimento deveria ser.

Porque é que o Imposto Extraordinário é um imposto sobre o rendimento com taxa praticamente constante?

Afinal qual é a lógica do PSD? Poupem os ricos?

O Pedro Lains admite que estavam apressados e/ou se enganaram no desenho deste imposto.

Criminalizar o enriquecimento ilícito é uma urgência da democracia



A austeridade é selectiva.

É a forma de impor uma redistribuição do rendimento cada vez mais injusta.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Santana Castilho acusa Pedro Passos Coelho de desonestidade política



Mega-agrupamentos. Mantêm-se uma política desastrosa de desertificação do país.

Nuno Crato ao dizer que a avaliação de professores não é um problema fundamental do sistema revela a uma ignorância total do sistema. Ele próprio disse que tem poucas ideias sobre educação.

Quer atribuir os exames a uma empresa privada, como se não fosse suficiente atribuir autonomia técnica aos quadros do GAVE e libertá-los da "porca política". O outsousing só serve para pagar a mesma coisa duas vezes!

Um modelo de avaliação que introduziu as maiores injustiças que se conhecem na democracia portuguesa, adulterou as relações de trabalho, criou mau clima nas escolas e condiciona qualquer política.

Tudo aquilo que Passos Coelho disse que ia suspender, logo que foi Governo desdisse, e desdisse de uma maneira que não é séria.

Passos Coelho assume que os professores são estúpidos? Pensa que pode dizer uma coisa antes das eleições e outra depois de chegar ao Governo?

1 - Com os impostos também disse que não subiriam...

2 - Nunca subiria o imposto sobre o rendimento...

3 - Era um disparate cortar o subsídio de Natal...

4 - Tinha feito passar a farsa que não lhe tinham dito nada relativamente ao PEC4...

Isto é suficiente para avaliar a credibilidade de um político.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Interpretando Passos Coelho para desenhar o Modelo de Avaliação do Desempenho do PSD

Diz Passos Coelho que temos que distinguir avaliação de desempenho de avaliação na classificação para mudança de escalão. Depois explica que a avaliação de desempenho é sempre importante porque os professores trabalham todos os dias. A avaliação na classificação para mudança de escalão bastará realizá-la nos anos previstos para mudança de escalão.



Esta retórica faz lembrar o “eduquês” da avaliação contínua dos alunos que são remetidos no final do ano para um exame. O sistema de ensino precisa dos exames para minimizar o impacto de avaliações contínuas segundo padrões muito distintos. Os professores precisam da avaliação contínua para fazerem os alunos trabalhar.

No caso dos professores, Passos Coelho deverá querer entregar a avaliação contínua dos professores (dita avaliação de desempenho) aos Directores, que vigiarão quotidianamente as questões disciplinares, a assiduidade, a simpatia,… mas quando chegar a hora de mudar de escalão deverá formar-se um júri parra avaliar o docente no seu trabalho pedagógico.

domingo, 19 de junho de 2011

90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede




A Lei de Ouro do Trabalho Escolar propõe outra explicação: Os estudantes que obtêm negativa, preferem afirmar que não estudaram, subtraindo-se ao juízo professoral que os classificaria como estúpidos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Um país que não funciona

Procurando conhecer os resultados das legislativas de 2011, do passado Domingo, apenas para registo no blogue, o melhor que encontrei foi isto:

  • O PSD venceu em todos os círculos eleitorais do país, exceto em Setúbal, Évora e Beja, onde venceu o PS.

    Portugal passa assim a ser liderado por um partido de direita.

    Resultados das Eleições Legislativas 2011

    PSD - 38.63%
    PS - 28.05%
    CDS/PP - 11.74%
    CDU/PEV - 7.94%
    BE - 5.19%


    Outros dados
    Abstenção - 41.1%
    Brancos - 2.67%
    Nulos - 1.36%


    Deputados eleitos
    PSD - 105
    PS - 73
    CDS/PP - 24
    CDU/PEV - 16
    BE - 8
    Fonte: http://www.online24.pt/resultados-das-eleicoes-legislativas-2011/

Até fizeram um Portal do Eleitor, mas de nada me serve, porque não consigo entrar em lado nenhum, nem vejo nenhum possibilidade de registo. deve ser um site muito à frente ;) Tanto que não funciona, à imagem do país.

Fica aqui uma observação de como o sistema eleitoral favorece os partidos maiores, pois o:

PSD - com apenas 38.63% dos sufrágios obteve 46.46% dos mandatos
PS - com apenas 28.05% dos sufrágios obteve 32,30% dos mandatos
CDS/PP - com 11.74% dos sufrágios obteve 10.62% dos mandatos
CDU/PEV - com 7.94% dos sufrágios obteve 7.08% dos mandatos
BE - com 5.19% dos sufrágios obteve apenas 3.54% dos mandatos

Os partidos grandes que desenharam a Lei Eleitoral foram "espertos" ;)

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...