sexta-feira, 6 de maio de 2011
PREVISÃO PARA MAIO/11 COM BASE NO HISTÓRICO DA EUROSONDAGEM
O PSD vence com 37,72% contra 28,47% do PS. Para o CDS 9,82%, a CDU com 9,03% e o Bloco com 8,91%.
Foi apenas utilizada a função PREVISÃO da biblioteca do Excel aplicada aos dados do Barómetro da EuroSondagem.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
A importância do exemplo
Sócrates cantou vitória com a simples enumeração enumeração de algumas medidas que não constam da proposta da troika, "porque era seu dever tranquilizar os portugueses". E de vitória em vitória - o Sócrates só tem vitórias! - vai afundando o país!
Depois de lido o Memorando da Troika, considero de louvar a Reforma da Justiça e o estímulo da concorrência nas telecomunicações. O documento indica os momentos em deverão ser executadas as medidas políticas, contrariamente ao PEC4 que se apresenta como um exercício descritivo da economia.
A filosofia do FMI é liberalizar a economia: menos despesas do Estado na saúde, na educação, nas autarquias,... contempla um vasto programa de privatizações, enuncia aumentos da carga fiscal sobre o trabalho em simultâneo com a redução da carga fiscal sobre as empresas, em prol da competitividade da economia... que se estimula liberalizando o mercado de trabalho, simplificando os despedimentos com a invenção de novas justas causas, redução das indemnizações do valor do subsídio de desemprego e do tempo durante o qual é pago... O Estado terá menos funcionários, e estes continuarão com os vencimentos congelados. Não está lá escrito, mas eu interpreto o congelamento de vencimentos como a negação da avaliação.
A regra que impõe ao Estado difere da que preconiza para a economia: que os salários subam em função da produtividade! Quer dizer que os trabalhadores têm de passar a fazer as contas como empresários, ie. não lhes basta fazer o cálculo como consumidores, exigindo aumentos salariais que compensem o poder de compra perdido com a inflação.
Não percebo porque não privatizam a RTP e RDP - correias de transmissão dos governos - nem porque deixam intocáveis os privilégios e mordomias dos políticos, que recebem pensões pornográficas ao fim de poucos anos. Já conheço a resposta: esses valores não são significativos em termos do PIB! Mas quando se trata de impor um programa de austeridade desta dimensão - que redistribui o rendimento ainda mais favoravelmente à banca e ao capital - seria necessário evidenciar valores morais.
Sócrates já sabemos que é o campeão da imoralidade. Começou com a Licenciatura ao Domingo...
Passos Coelho tem feito a sua carreira no PSD, licenciou-se aos 36 anos numa universidade ranhosa, e fez carreira com amigos do BPN liderados por Ângelo Correia, junto ao qual abriu o seu escritório (...)
Na troika temos três cabeças de cartaz portugueses:
Durão Barroso: "A Guerra do Iraque foi boa para eu chegar a Presidente da Comissão Europeia" (citado de cor).
Victor Constâncio. Este foi chamado para o BCE exactamente por não exercer as funções de regulação, como o BPN bem demonstrou.
No FMI-Europa temos o líder mais desejado do PSD: António Borges. Mas para este, fazer um interlúdio na sua carreira e vir governar o país ficar-lhe-ia demasiado oneroso. Exigiria um espírito de missão que já não se usa! E é por isso que o PSD já conheceu 5 líderes desde que Durão saiu, e o Sócrates parece continuar de pedra e cal.
Mas se o espírito de missão já não se usa, alguém tem legitimidade para me pedir para salvar o país pela n-ésima vez?
Enfim... a troika desenhou em 15 dias um programa que entrega directamente à banca 15 cêntimos por cada Euro que nos emprestam, e financiam esses insaciáveis com cortes nas despesas sociais e aumentos dos impostos que sobrecarregam a classe média, mas para Fernando Ulrich (BPI) foi obviamente um "um final feliz".
Depois de lido o Memorando da Troika, considero de louvar a Reforma da Justiça e o estímulo da concorrência nas telecomunicações. O documento indica os momentos em deverão ser executadas as medidas políticas, contrariamente ao PEC4 que se apresenta como um exercício descritivo da economia.
A filosofia do FMI é liberalizar a economia: menos despesas do Estado na saúde, na educação, nas autarquias,... contempla um vasto programa de privatizações, enuncia aumentos da carga fiscal sobre o trabalho em simultâneo com a redução da carga fiscal sobre as empresas, em prol da competitividade da economia... que se estimula liberalizando o mercado de trabalho, simplificando os despedimentos com a invenção de novas justas causas, redução das indemnizações do valor do subsídio de desemprego e do tempo durante o qual é pago... O Estado terá menos funcionários, e estes continuarão com os vencimentos congelados. Não está lá escrito, mas eu interpreto o congelamento de vencimentos como a negação da avaliação.
A regra que impõe ao Estado difere da que preconiza para a economia: que os salários subam em função da produtividade! Quer dizer que os trabalhadores têm de passar a fazer as contas como empresários, ie. não lhes basta fazer o cálculo como consumidores, exigindo aumentos salariais que compensem o poder de compra perdido com a inflação.
Não percebo porque não privatizam a RTP e RDP - correias de transmissão dos governos - nem porque deixam intocáveis os privilégios e mordomias dos políticos, que recebem pensões pornográficas ao fim de poucos anos. Já conheço a resposta: esses valores não são significativos em termos do PIB! Mas quando se trata de impor um programa de austeridade desta dimensão - que redistribui o rendimento ainda mais favoravelmente à banca e ao capital - seria necessário evidenciar valores morais.
Sócrates já sabemos que é o campeão da imoralidade. Começou com a Licenciatura ao Domingo...
Passos Coelho tem feito a sua carreira no PSD, licenciou-se aos 36 anos numa universidade ranhosa, e fez carreira com amigos do BPN liderados por Ângelo Correia, junto ao qual abriu o seu escritório (...)
Na troika temos três cabeças de cartaz portugueses:
Durão Barroso: "A Guerra do Iraque foi boa para eu chegar a Presidente da Comissão Europeia" (citado de cor).
Victor Constâncio. Este foi chamado para o BCE exactamente por não exercer as funções de regulação, como o BPN bem demonstrou.
No FMI-Europa temos o líder mais desejado do PSD: António Borges. Mas para este, fazer um interlúdio na sua carreira e vir governar o país ficar-lhe-ia demasiado oneroso. Exigiria um espírito de missão que já não se usa! E é por isso que o PSD já conheceu 5 líderes desde que Durão saiu, e o Sócrates parece continuar de pedra e cal.
Mas se o espírito de missão já não se usa, alguém tem legitimidade para me pedir para salvar o país pela n-ésima vez?
Enfim... a troika desenhou em 15 dias um programa que entrega directamente à banca 15 cêntimos por cada Euro que nos emprestam, e financiam esses insaciáveis com cortes nas despesas sociais e aumentos dos impostos que sobrecarregam a classe média, mas para Fernando Ulrich (BPI) foi obviamente um "um final feliz".
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Sócrates é o dono da avaliação de desempenho dos professores
O Tribunal Constitucional decidiu que o Parlamento não tem poder para alterar o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo Governo, invocando a violação do princípio da separação de poderes. Atiraram serradura para os olhos com aspectos formais, obscurecendo as escolhas políticas:
Muitas declarações de voto mostram que a interpretação das normas não foi unânime, mas a necessidade da avaliação como mecanismo de controlo financeiro terá justificado a decisão dos "conselheiros", IMHO.
- Pelo exposto, o Tribunal Constitucional decide:
a) Pronunciar-se no sentido da inconstitucionalidade das normas constantes dos artigos 1.º e 3.º do Decreto n.º 84/XI, da Assembleia da República, por violação do princípio da separação e interdependência dos órgãos de soberania, consagrado no n.º 1 do artigo 111.º da Constituição da República Portuguesa, com referência às alíneas c), d) e e) do artigo 199.º, todos da Constituição da República Portuguesa;
b) Pronunciar-se pela inconstitucionalidade consequencial das restantes normas do mesmo Decreto n.º 84/XI, da Assembleia da República.http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20110214.html
Muitas declarações de voto mostram que a interpretação das normas não foi unânime, mas a necessidade da avaliação como mecanismo de controlo financeiro terá justificado a decisão dos "conselheiros", IMHO.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Otelo 37 anos depois: Não foi para isto que fizemos o 25 de Abril
O 25 de Abril trouxe muitos sonhos. Viveram-se dias de entusiasmo loucos. A "Revolução Socialista/Popular" dirigiu-se em velocidade estonteante em direcção a Cuba após o 11 de Março de 1975 com a nacionalização de amplos sectores da actividade económica. Escassos 9 meses do PREC - Processo Revolucionário em Curso - terminam com o golpe militar de Ramalho Eanes a 25 de Novembro, ao qual se seguirá a "normalização democrática" com o país a solicitar a integração na então CEE em 1976 (por Mário Soares), como âncora de garantia da opção pelo modelo capitalista:
- (1) no plano económico, uma economia de mercado aberta ao exterior;
- (2) no plano político, um democracia representativa com eleições regulares.
Estes ingredientes não funcionaram numa cultura portuguesa fechada a clientelas.
Uma economia de mercado de mercado robusta só funciona com empresários empreendedores, enquanto por cá continuamos com a mentalidade corporativista. Os nossos empresários não são capazes de perspectivar o negócio da empresa para além do seu benefício pessoal, e então facilmente ficam absorvidos pelas amantes no respectivo apartamento.
Uma democracia representativa robusta caminharia no sentido da democracia directa, oferecendo possibilidades de expressão à generalidade da população, tirando partido da banalização das ferramentas da web2.0. Aquilo a que assistimos diariamente na TV são soundbytes enviados para criar entre os eleitores a ideia de que a culpa pela situação a que chegámos é do "outro".
Ninguém sonhou com isto!
Não sabemos se a receita de Cuba teria sido melhor, mas parece que aquela ilha só serve mesmo para passar férias. Os seus indicadores económicos e sociais não entusiasmam ninguém pelo modelo.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
A troika nacional é o eco da troika de Bruxelas
Eleições para quê, se fica já tudo decido no compromisso com a troika UE/BCE/FMI?
terça-feira, 19 de abril de 2011
O que se pode esperar da "ajuda" do FMI?
- Líder da troika defende salários mais baixos em Portugal
- FMI quer flexibilizar horários e despedir nas Câmaras
- Cortes salariais e congelamento de admissões terão contribuído para a quebra de 60% no défice do subsector Estado
- As negociações com a troika UE-BCE-FMI prosseguem, mas as pressões da Finlândia não têm ajudado ao alívio das preocupações do mercado.
Os juros da dívida a dois anos seguem a subir 13 pontos base, nos 10,14%. Quanto à dívida soberana a 10 anos, a taxa está ainda abaixo dos 10%, nos 9,1%.
- Estes programas estão a ser muito bons negócios para os países que emprestam dinheiro
- "Um aumento de dois anos na idade legal da reforma será suficiente para estabilizar as despesas com as reformas" ao nível de 2010 nas duas próximas décadas", indicou o departamento dos Assuntos orçamentais do FMI
- FMI 2012: Portugal é o único país da Europa em recessão
- FMI impõe horários flexíveis nas empresas (...) e a reforma passa para os 68 anos
Que maravilha!
sábado, 16 de abril de 2011
Dias Loureiro não tem bens para penhorar
(...) porque:
- (...) os imóveis estão registados em nome de familiares ou pertencem a empresas sediadas em paraísos fiscais.
Além disso, as contas bancárias que o antigo braço direito de Oliveira Costa no BPN tem em seu nome possuam saldos médios que não ultrapassam os cinco mil euros.
http://economico.sapo.pt/noticias/dias-loureiro-nao-tem-bens-para-penhorar_12388.html
Nenhum destes "senhores" vai preso por roubar. Todos os partidos protegem estas clientelas e consideram que a solução está no corte da despesa.
Mais que a crise financeira, o que está em crise é a moralidade.
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