quarta-feira, 20 de abril de 2011
A troika nacional é o eco da troika de Bruxelas
Eleições para quê, se fica já tudo decido no compromisso com a troika UE/BCE/FMI?
terça-feira, 19 de abril de 2011
O que se pode esperar da "ajuda" do FMI?
- Líder da troika defende salários mais baixos em Portugal
- FMI quer flexibilizar horários e despedir nas Câmaras
- Cortes salariais e congelamento de admissões terão contribuído para a quebra de 60% no défice do subsector Estado
- As negociações com a troika UE-BCE-FMI prosseguem, mas as pressões da Finlândia não têm ajudado ao alívio das preocupações do mercado.
Os juros da dívida a dois anos seguem a subir 13 pontos base, nos 10,14%. Quanto à dívida soberana a 10 anos, a taxa está ainda abaixo dos 10%, nos 9,1%.
- Estes programas estão a ser muito bons negócios para os países que emprestam dinheiro
- "Um aumento de dois anos na idade legal da reforma será suficiente para estabilizar as despesas com as reformas" ao nível de 2010 nas duas próximas décadas", indicou o departamento dos Assuntos orçamentais do FMI
- FMI 2012: Portugal é o único país da Europa em recessão
- FMI impõe horários flexíveis nas empresas (...) e a reforma passa para os 68 anos
Que maravilha!
sábado, 16 de abril de 2011
Dias Loureiro não tem bens para penhorar
(...) porque:
- (...) os imóveis estão registados em nome de familiares ou pertencem a empresas sediadas em paraísos fiscais.
Além disso, as contas bancárias que o antigo braço direito de Oliveira Costa no BPN tem em seu nome possuam saldos médios que não ultrapassam os cinco mil euros.
http://economico.sapo.pt/noticias/dias-loureiro-nao-tem-bens-para-penhorar_12388.html
Nenhum destes "senhores" vai preso por roubar. Todos os partidos protegem estas clientelas e consideram que a solução está no corte da despesa.
Mais que a crise financeira, o que está em crise é a moralidade.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Um resgate não democrático
Em editorial com este título, o New York Times dá hoje razão à tese do empréstimo intercalar defendida por Cavaco, que não soube mostrar qualquer argumento depois de a troika UE/BCE/FMI o mandar calar. Mas o Jornal de Negócios apresenta Sócrates sorridente, como quem diz que as eleições estão no papo. Oxalá se enganem!
Eis o artigo do New York Times:
Eis o artigo do New York Times:
- Portugal precisa de ajuda internacional para atender às obrigações da sua dívida Mas a insistência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional de que o Governo Português de gestão se comprometa com um plano a longo prazo de austeridade fiscal e reforma económica em troca de um pacote de socorro é equivocada.
O governo do primeiro-ministro, José Sócrates, caiu em Março, depois da oposição ter rejeitado o seu plano de austeridade para enfrentar a crise económica e está assegurando o Governo só até às eleições antecipadas, que estão agendadas para 05 de Junho. Não só faltaria legitimidade a todo o pacote de reforma saído do governo, como credibilidade junto aos investidores, quem iria imaginar o próximo governo não pode viver de acordo com o que será inevitavelmente muito mais doloroso.
Ao invés de tentar bater o martelo num pacote definitivo, a União Europeia e o FMI devem dar a Portugal um empréstimo intercalar e esperar para negociar um acordo enquanto não houver um novo governo. Isso daria aos eleitores portugueses a oportunidade de votarem em propostas de cada um dos partidos para enfrentar a emergência.
Entretanto, a Europa deve repensar suas “todas-dores-todo-o-tempo” na abordagem aos resgates. As condições impostas à Grécia e Irlanda estão sufocando o seu crescimento. Na quarta-feira, a Alemanha reconheceu que a Grécia pode ter que reestruturar a sua dívida - em vez de a pagar integralmente.
Representantes da União Europeia e do FMI desembarcaram em Lisboa na terça-feira para negociar um plano de resgate deverá ser de 80 mil milhões de Euros. A fórmula, agora, é previsível: no fundo cortes orçamentais, cortes nos salários do sector público e aumentos de impostos. Também são susceptíveis de exigir que Portugal privatize empresas estatais e reforme a legislação laboral para tornar mais barato contratar e demitir trabalhadores.
A abordagem assume um aperto fiscal nítido nas finanças de Portugal, ignorando como uma queda drástica nos gastos do governo vai inviabilizar o crescimento de Portugal e reduzir suas capacidades de pagar dívidas. E isso é injusto, exigindo um sacrifício descomunal do povo Português para reembolsar aos credores de Portugal 100 cêntimos por cada Euro.
Há tempo para obter este direito. Lisboa parece ter os fundos necessários para atender a um pagamento de serviço da dívida de 4,8 mil milhões de Euros com vencimento na sexta-feira. Embora não tenha o dinheiro para satisfazer um pagamento de 6,9 mil milhões de Euros em 15 de Junho, a União Europeia pode proporcionar financiamento a curto-prazo - com poucas restrições - até que um acordo definitivo poderia ser negociado com o novo governo. Esta é a melhor esperança de chegar a um acordo com o novo governo de Portugal e com os seus eleitores - e com confiança dos credores.
35,4 milhões de euros a voar
- Quase 70 passageiros partiram hoje, ao final da tarde, rumo a Cabo Verde, a bordo do primeiro avião comercial a descolar do aeroporto de Beja, um Boeing da companhia cabo-verdiana TACV. (...)
O aeroporto de Beja ainda não está certificado, nem a operar, tendo funcionado hoje para realizar um voo excecional, e encerrar logo depois.
Segundo o Tribunal de Contas, o aeroporto de Beja custou quase 35,4 milhões de euros.
É nestas extravagâncias que voa o nosso dinheiro.
Mesmo com o país à beira da bancarrota não desistem de projectos loucos.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Crescimento do PIB, 1900-2010
O gráfico abaixo ilustra o crescimento do PIB português, década a década, de 1900 a 2010, extraído de um vídeo apresentado por Madina Carreirra.
Porque é que Portugal não cresceu com a entrada de fundos estruturais nos anos 80 e 90, nem com o endividamento dos anos 2000?
"Ficar com o dinheiro alheio é não ser parvo", disse citando António Barreto. Enumerou muitos casos referidos na comunicação social - Freeport, Casa da Música, Portocale,... - para mostrar que em Portugal as obras nunca se fazem com os orçamentos previstos, os agentes políticos e os empresários não são responsabilizados pelas suas acções, e só por isso é que nenhum é preso.
Se o FMI tivesse tempo para investigar o esbanjamento de recursos ajudaria efectivamente o país. Como apenas têm pressa em recuperar os seus recursos irão cortar nas grandes rubricas (massa salarial e despesas sociais) contribuindo para uma maior desigualdade e imoralidade na repartição do rendimento.
Porque é que Portugal não cresceu com a entrada de fundos estruturais nos anos 80 e 90, nem com o endividamento dos anos 2000?
"Ficar com o dinheiro alheio é não ser parvo", disse citando António Barreto. Enumerou muitos casos referidos na comunicação social - Freeport, Casa da Música, Portocale,... - para mostrar que em Portugal as obras nunca se fazem com os orçamentos previstos, os agentes políticos e os empresários não são responsabilizados pelas suas acções, e só por isso é que nenhum é preso.
Se o FMI tivesse tempo para investigar o esbanjamento de recursos ajudaria efectivamente o país. Como apenas têm pressa em recuperar os seus recursos irão cortar nas grandes rubricas (massa salarial e despesas sociais) contribuindo para uma maior desigualdade e imoralidade na repartição do rendimento.
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