Depois de recentemente se ter levantado a questão de as gasolineiras poderem estar a cobrar 7 a 8 Euros a mais por litro de combustível, e dos esforços para negar as evidências, a GALP veio demonstrar que pode vender a gasolina a menos 10 cêntimos por litro!
Podem dizer que é promoção, marketing, o que for... A verdade é que continuam a vender com lucro, baixando 10 cêntimos por litro.
Apetece perguntar quanto estarão a roubar por litro.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Nível de salários da Democracia idêntico ao pior do Estado Novo
1974 e 1975 constituem as grandes “irregularidades” na série da repartição funcional do rendimento. Em Maio de 1974 institui-se o primeiro salário mínimo em 3.300$00 beneficiando directamente centenas de milhar de trabalhadores e por arrasto, indirectamente, todos os outros viram os seus salários subir. Em 1975, com o PREC os salários continuaram a trajectória ascendente até ao 25 de Novembro. Ramalho Eanes foi o herói do golpe militar que então colocou termo a este “descalabro” e Mário Soares iniciou a “normalização” política ancorando o país à Europa capitalista com o pedido de adesão à CEE em 1976. Os salários começaram logo a descer porque os empresários portugueses não conhecem mais nenhuma fonte de competitividade além dos salários baixos.
A última fase do Estado Novo, após o início da Guerra Colonial (1961), em resultado da escassez de trabalho que provocou em muitas profissões acabou por elevar os salários. Por isso, se porventura Salazar regressasse teria motivos para sorrir:
- Em Democracia ainda pagam menos do que no tempo do Marcelo Caetano!
PS
Observando as barras referentes a 1987, 1991, 1995, 2002, 2005 e 2009 verificarão que os rendimentos do factor trabalho subiram nestes anos. Isto é, desde que Portugal aderiu à CEE os rendimentos do trabalho têm subido em todos os anos em que houve eleições legislativas, excepto em 1999. Depois de comprados os votos aos papalvos, os rendimentos descem. Isto é Democracia!
Demonstração do esgotamento do modelo económico por Medina Carreira
Medina Carreira foi ouvido a propósito de cenários de evolução da dívida pública na sala do Senado.
A crise da dívida projectou o seu nome para a praça pública, com muitos resistentes as seus discurso pesado a darem-lhe agora razão. Porém, quando no "Plano Inclinado" de 12.02.2011 teve a ousadia de relacionar a dívida pública com os partidos e a democracia...
... até Mário Crespo se passou, e esta foi a última emissão do programa:
Medina Carreira também foi substituído no "Sol".
Esteve bem Henrique Neto, sublinhando que a democracia não se esgota nas finanças públicas, mas que será necessário considerar um amplo conjunto de factores adicionais.
O que se estranha é que um profissional como Mário Crespo coloque termo a um programa só por resistência mental a gráficos que lhe sugerem relações que ninguém defendeu.
A crise da dívida projectou o seu nome para a praça pública, com muitos resistentes as seus discurso pesado a darem-lhe agora razão. Porém, quando no "Plano Inclinado" de 12.02.2011 teve a ousadia de relacionar a dívida pública com os partidos e a democracia...
... até Mário Crespo se passou, e esta foi a última emissão do programa:
Medina Carreira também foi substituído no "Sol".
Esteve bem Henrique Neto, sublinhando que a democracia não se esgota nas finanças públicas, mas que será necessário considerar um amplo conjunto de factores adicionais.
O que se estranha é que um profissional como Mário Crespo coloque termo a um programa só por resistência mental a gráficos que lhe sugerem relações que ninguém defendeu.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Abel Mateus quer um tacho nos combustíveis
Enquanto foi presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) (até 2008) não acusou o ramo de obter lucros anormais. Agora opinou que “É possível reduzir sete a oito cêntimos por litro” nos preços dos combustíveis, sem que se tenham registado quaisquer alterações significativas neste mercado.
Certamente terá razão, porque os preços na bomba de gasolina sobem sempre, mesmo quando descem no mercado internacional. Mas isto tanto sucede agora como acontecia durante o seu mandato.
Fica-lhe mal é só fazer a “revelação” agora, depois de ter passado 5 anos sentado na presidência no organismo regulador que agora crítica.
Também concordo com a sua crítica ao funcionamento da AdC:
- “Cria-se ali um pequeno Parlamento e não se escolhem as melhores pessoas do ponto de vista da competência técnica".
http://economico.sapo.pt/noticias/na-adc-so-criei-inimigos_113521.html
Mas afinal quais são as suas atribuições para falar agora da proposta de 2004 e em nome do actual presidente da AdC?
Certamente que quando Abel Mateus propõe a criação de um regulador específico para o sector, é no mínimo o último economista que poderá ser chamado para estas funções, depois das provas que deu de protecção ao oligopólio das gasolineiras.
Adenda
Manuel Sebastião, presidente da AdC, quase que lia um manual de Microeconomia para nos nos sugerir que o mercado dos combustíveis está a funcionar bem! Para ele, acredito que sim.
Tirem-nos deste filme
Comentário ao artigo de Helena Garrido com o mesmo título:
- SÓCRATES JÁ TINHA COLOCADO TERMO À AVALIAÇÃO
Não sei se Sócrates errou ou premeditou o termo da avaliação de desempenho, mas desde que em Dezembro de 2010 congelou vencimentos e promoções, terminaram na prática quase todos os procedimentos para avaliação de professores, por falta de incentivo financeiro. Mantiveram-se uns resquícios de tarefas, porque os avaliadores não puderam demitir-se das suas funções, e por pressão de concursos sobre os contratados… MAS TIRANDO ISSO, SÓCRATES JÁ TINHA COLOCADO TERMO À AVALIAÇÃO POR MOTIVOS ORÇAMENTAIS. Pela tua crónica se vê que a única razão para obrigar os professores anualmente a um retrato em dezenas de descritores é inviabilizar a sua progressão, parra evitar o agravamento do défice orçamental.
Sei que temos o “defeito” de ser muitos, mas de fores intelectualmente honesta reconhecerás que este país tem uma casta que se apodera do rendimento sem trabalhar. Sabes que todos os indicadores da repartição do rendimento colocam Portugal na cauda da Europa, e o problema se tem agravado com estes desGovernos. Este fenómeno constitui um obstáculo ao desenvolvimento do país e portanto se o NEGÓCIOS tratasse destas matérias prestaria um excelente serviço ao país. Observar que todos os analistas “económicos” são insensíveis ao domínio “social” é que me faz viver num filme de terror.
Ao menos o Miguel Sousa Tavares tinha reconhecido que nenhum Governo tem legitimidade para estabelecer o IVA a 6% para o golfe enquanto corta pensões de 200 euros!
terça-feira, 29 de março de 2011
A austeridade é uma política para impor uma repartição do rendimento (ainda) mais inequitativa
Para quem dúvidas tiver acerca dos efeitos da austeridade sobre a repartição do rendimento encontrei um excelente post.
Fonte: http://classepolitica.blogspot.com/
Nota: A ausência de título na mensagem não permite que se faça link directo.
Fonte: http://classepolitica.blogspot.com/
Nota: A ausência de título na mensagem não permite que se faça link directo.
sábado, 26 de março de 2011
Sócrates passou-se! Abriu alguma janela para o desenvolvimento?
Nunca pensei que a oposição fosse tão longe, sem o mínimo de consciência do interesse nacional... o mínimo de respeito pelo país, de forma a recusar qualquer negociação, qualquer conversa, qualquer compromisso. Isso não me ocorreu.
Até parece que com ele o país estava a ganhar posições nos ratings ;)
Depois de ouvir e ler políticos, comentadores profissionais e blogues só posso concluir que Sócrates se passou. Segundo Passos Coelho foi aberta uma “janela de oportunidade” para uma política de verdade. A sua vantagem é ser considerado mais sério, porque está a ser cauteloso nas suas afirmações. Mas Henrique Monteiro recordou que desde a sua eleição para a liderança do PSD que promete apresentar um programa detalhado para a governação, mais tarde… e até agora não apresentou nada de concreto, pois a agenda do PS tem-lhe servido bem. Daniel Bessa pensa que poderá ter sido inaugurado um novo ciclo se os políticos começarem a falar verdade. Nicolau Santos parece já ter saudades de Sócrates quando afirma que não foi derrubado por motivos racionais mas pelo ódio. Sousa Tavares reconhece que Sócrates foi fraco com os fortes, e forte contra os fracos, referindo o cúmulo da taxa reduzida de 6% de IVA para o golfe em contraste com o corte de pensões de 200 euros e vencimentos de 1500. Este episódio terá ditado para si a queda do Governo.
Quase todos os analistas apontam como cedência do PSD ao eleitoralismo o termo da avaliação de desempenho de professores segundo o modelo de Milu, porque “interrompeu um processo que estava em curso”. A Ministra Isabel Alçada repetiu a palavra “interrompeu” 10 vezes em dois minutos numa entrevista à RTP1. Quem terminou de vez com a avaliação foi Sócrates em Dezembro de 2010, quando por motivos estritamente orçamentais – sempre só esses – estabeleceu o congelamento dos vencimentos e das progressões. Neste aspecto todos os comentadores manifestam desconhecer o quotidiano escolar, preenchendo as suas lacunas informativas com uma carga ideológica que os transforma em “fala-barato” da educação.
Todos são unânimes em que o Estado deve honrar as dívidas que acumulou com a nacionalização de BPN’s. Desde modo podem os depositantes colocar o dinheiro em qualquer buraco, e os administradores dos bancos seguir políticas arriscadas, que no final os contribuintes e os funcionários pagam a conta.
Ninguém disse que se estão a exigir os esforços de austeridade sempre aos mesmos, nem que Portugal é o país da zona Euro onde:
- é maior o risco de pobreza e privação material;
- a repartição do rendimento é a mais desigual: podem observar o rácio de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres, ou outras medidas como o índice de Gini ou a parte do Rendimento Nacional que cabe ao Trabalho;
- exactamente por o rendimento estar mal distribuído, esse factor condiciona o desenvolvimento do país;
- para a insustentabilidade da segurança social estão a contribuir muitos reformados-activos milionários com menos de 65 anos de idade;
- a crise está a redistribuir o rendimento de modo cada ver mais inequitativo. Acho bem que o Socialismo tenha sido metido na gaveta, mas uma repartição mais justa do rendimento é precisamente um dos factores que distingue um país com uma social-democracia sólida de um país do Terceiro Mundo;
- a corrupção em Portugal apresenta níveis que nos aproximam de regimes ditatoriais;
- o sistema de justiça constitui a negação prática da mesma.
Nada disto seria suficientemente para a demissão do Governo. Sócrates estava a fazer todo o “trabalho” bem feito, garantem a UE, a Alemanha, a OCDE e o FMI. Mas passou-se… porque não informou a família dos seus esforços ;)
Passos Coelho agradeceu-lhe e propõe-se emagrecer o Estado. Cortar despesas. Acho que tem muito onde cortar começando pela frota do Governo, da AR, e outros privilégios de políticos e administradores públicos. Circulam listas enormes de institutos e fundações que não têm funções produtivas. Haverá coragem?
Veremos se quando Sócrates se passou com Passos, abriu ao país alguma janela de oportunidade para o desenvolvimento.
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