A alínea t do número 9 do artigo 17 da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2011 tinha consagrado que se aplicava o corte salarial aos "trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o sector empresarial regional ou municipal". Os deputados acrescentaram: "com as adaptações autorizadas e justificadas pela sua natureza empresarial" e começou o baile das excepções à norma orçamental que consagra os cortes salariais nas empresas públicas, tal como na função pública.
Médicos escapam à proibição de acumulação de salários com pensões
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=452229
Autarquias recorrem a excepção para empregar mais 10 mil funcionários
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=443131
Governo abre excepção para militares e polícias nas promoções
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=449209
Hospitais e transportes podem pedir excepção no corte salarial
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=455653
PS aprova excepção aos cortes salariais à medida da Caixa e BdP
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=455377
Chefias da Segurança Social foram promovidas com retroactivos a Janeiro
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Chefias+da+Seguranca+Social+foram+promovidas+com+retroactivos+a+Janeiro.htm
Antes, quando os indivíduos que se reformavam recebiam a pensão mas não voltavam a exercer. Agora temos uma série de pensionistas activos, onde o caso dos médicos até será dos menos graves, mas o conflito entre a pensão e salário, não sendo novo, ressurgiu em tempos de crise.
Querem mais Alandroais? - O Alandroal tem 6187 habitantes, um funcionário municipal por cada 28 habitantes e 4525 euros de dívida acumulada por habitante, nos últimos dez anos. O Alandroal é Portugal. (MST) - Quando põem fim aos cancros das autarquias?
Se os militares e os polícias podem ser promovidos, como é que o Governo pode argumentar que os outros funcionários têm que se aguentar com as carreiras carreiras congeladas?
O sector financeiro até está a dar lucro! E nem tem nada a ver com esta crise!!!
De facto considero muito duvidoso que os quadros da Caixa fossem mudar para um melhor emprego no presente cenário. E os do BdP fazem falta para quê? Para fiscalizar o sistema bancário já sabemos que não é, política cambial não temos, para fiscalizar o défice é preciso criar uma agência! Se o edifício do BdP implodisse, poupar-se-ia em energia e em serviços de limpeza nos meses posteriores.
O mais engraçado é recordar que a austeridade, quando foi anunciada era para todos. Cheguei a levar a sério o ministro da Justiça, Alberto Martins, que disse que:
Depois de numerosas manifestações de juízes, soou a voz de um órgão da União:
Conselho da Europa contra redução de salários dos juízes
Aaaahhhhh Aaaahhhhh Aaaaahhhhhh
Ganharam os juízes, exactamente a categoria da função pública que é melhor remunerada e que pior imagem tem. Todos sabemos que a justiça existe para atemorizar os pé descalço e deixar prescrever os casos dos senhores de bem, como o actual PM...
TAP, CTT, Refer são outras empresas que já anunciaram aumentar o pessoal.
Portanto está visto: OS PROFESSORES QUE PAGUEM A CRISE!
É esta a solidariedade necessária no combate à crise!
PS
Este post irá sendo complementado com excepções adicionais. Abaixo dos 1.500 €, pensionistas e desempregados também já sei que irão pagar a crise, na sua medida, porque quem se trama sempre é o mexilhão!!!!!!!
Mas se existe um pacote estruturado para tramar alguma categoria profissional... esses eleitos são os professores!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
De onde vêm as boas ideias?
Na vida pode passar-se imenso tempo até que surja uma boa ideia. Estar ligado à rede é a melhor forma de não deixar escapar as melhores soluções.
Trabalhando criativamente, o Eureka! surge naturalmente.
domingo, 31 de outubro de 2010
Grécia 2 - Portugal 0, Maior Desenvolvimento Humano e Maior Produto Interno
No segundo Governo de Cavaco Silva, este afirmou que Portugal ultrapassou a Grécia no desenvolvimento económico. Foi uma notícia que encheu o país de esperança num processo de convergência com a União Europeia, mas depressa nos passou o sonho visto que a nossa economia diverge da UE desde 2000.
O gráfico abaixo, de fonte segura, mostra bem que a Grécia ultrapassou Portugal, quer em termos do Índice de Desenvolvimento Humano, quer em termos do Produto Interno Bruto per capita.
Não podia deixar de o publicar, depois da recandidatura de Cavaco Silva ter sido lançada sem nenhuma ideia para o país.
Eu gostaria de não ter perdido a ocasião de ancorar a economia portuguesa à europeia na década em que Cavaco Silva governou (1985-95). Não dá para explicar neste post como transformou em dívida pública os fundos comunitários que jorravam.
Do Cavaco Presidente só me recordo de encenações estúpidas. Fez uma encenação diabólica para o Estatuto dos Açores, mas a montanha pariu um rato porque já não me recordo da "gravidade" da situação. Nas escutas não percebi porque não resolveu o assunto com a polícia. Se acompanhou a situação económica do país não notei nada.
Bye.
O gráfico abaixo, de fonte segura, mostra bem que a Grécia ultrapassou Portugal, quer em termos do Índice de Desenvolvimento Humano, quer em termos do Produto Interno Bruto per capita.
Não podia deixar de o publicar, depois da recandidatura de Cavaco Silva ter sido lançada sem nenhuma ideia para o país.
Eu gostaria de não ter perdido a ocasião de ancorar a economia portuguesa à europeia na década em que Cavaco Silva governou (1985-95). Não dá para explicar neste post como transformou em dívida pública os fundos comunitários que jorravam.
Do Cavaco Presidente só me recordo de encenações estúpidas. Fez uma encenação diabólica para o Estatuto dos Açores, mas a montanha pariu um rato porque já não me recordo da "gravidade" da situação. Nas escutas não percebi porque não resolveu o assunto com a polícia. Se acompanhou a situação económica do país não notei nada.
Bye.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Internet oferece uma vantagem de dois meses na marcação de consultas
Fui hoje ao meu Centro de Saúde marcar uma consulta. Como não estou doente, apenas vou mostrar uns exames, a funcionária apenas conseguia marcar-me consulta para meados de Janeiro! Mas disse-me que recorrendo à área de Serviços do Portal da Saúde poderia marcar uma consulta dentro de uma semana, porque o Portal tem espaços reservados para os utilizadores da Internet onde as funcionárias não conseguem entrar.
Assim foi! Tenho uma consulta confirmada por mail para 5 de Novembro.
Desta vez não havia fila no balcão de atendimento, e o olhar das funcionárias era triste porque por este caminho facilmente muitas delas serão dispensadas, mas isso é outra história.
Assim foi! Tenho uma consulta confirmada por mail para 5 de Novembro.
Desta vez não havia fila no balcão de atendimento, e o olhar das funcionárias era triste porque por este caminho facilmente muitas delas serão dispensadas, mas isso é outra história.
António Borges – O desejado
António Borges tem sido sucessivamente apontado para assumir a liderança do PSD, mas compromissos profissionais e académicos mais compensadores - designadamente o INSEAD e o Goldman Sachs (Biografia) - têm deixado o partido à mercê de sucessivas lideranças efémeras.
No reinado de Manuela Ferreira Leite, António Borges apresentou a posição do PSD referente ao Orçamento de 2009.
Exactamente no momento em que Sócrates fez terminar a simulação de processo negocial entre o PS (propaganda) e PSD (esclarecimento), precipitando o país numa crise política que anuncia o recurso ao FMI, é bom saber que desta vez encontraremos um português a chefiar o FMI Europa. Será que a receita desta vez poderá ser mais compreensiva?
No reinado de Manuela Ferreira Leite, António Borges apresentou a posição do PSD referente ao Orçamento de 2009.
Exactamente no momento em que Sócrates fez terminar a simulação de processo negocial entre o PS (propaganda) e PSD (esclarecimento), precipitando o país numa crise política que anuncia o recurso ao FMI, é bom saber que desta vez encontraremos um português a chefiar o FMI Europa. Será que a receita desta vez poderá ser mais compreensiva?
domingo, 24 de outubro de 2010
Se não é de Portugal, então deve ser da União Europeia
- Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo "Socialista" (em tudo menos no nome) de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português para fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles serem portugueses. Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka.
Esta semana, o Primeiro-Ministro Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde a Revolução de Abril de 1974.
O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as Agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.
Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.
Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro direita), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê? O que é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?
Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram biliões de euros através das suas mãos a partir dos fundos-estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.
A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo. Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegarem ao litoral ainda mais rapidamente. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram organizadas caçadas ao javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Cavaco Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Cavaco Silva ficou a observar enquanto o Governo perdia o controlo. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores. Depois de Aníbal Cavaco Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Durão Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da UE,que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Santana Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha, acabando por resultar nos dois sinistros mandatos de horror ou de horrores de José Sócrates que foi um Ministro do Ambiente competente, mas...
As medidas de austeridade apresentadas por este... senhor..., são o resultado da sua própria inépcia na corrida para enfrentar o período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação).
E, assim como seus antecessores, José Sócrates, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente são contra-producentes. O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários públicos, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%).
Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afectará a criação de postos de trabalho, e enviará a economia de volta à recessão. O mentalmente avançado idiota que sonhou com esses esquemas que ficaram num pedaço de papel é onde vão permanecer. É verdade que as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.
Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado em votar nas suas excelentes ideias e propostas concretas. No caso do PCP, são melhores salários, maior produtividade, diversificação da economia e basicamente, respeito pelas pessoas que têm suportado estas loucuras por décadas. Um excelente produto sem um bom departamento de vendas.
Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.
Que convidativo, o ditado português "Quem não está bem, que se mude". Certos, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável de centro direita.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
Versão no Pravda em Português | Versão no Pravda em Inglês
Aqui fica um excelente retrato de Portugal a partir do exterior. É esta a nossa imagem aos olhos da Pátria que serviu de modelo a muitas aventuras de inspiração socialista. É triste, em nenhum país do Mundo se conseguiu implementar uma organização social que funcionasse de acordo com os princípios teóricos marxistas, sem degenerar em regimes autoritários.
Esta imagem de Portugal por um jornal da ex-Super-Potência pareceu-me particularmente interessante como ponto de partida para reflexão sobre a nossa história recente.
sábado, 16 de outubro de 2010
Portugal: O país mais pobre da Zona Euro, com o rendimento pior distribuído e os maiores gatunos
Fonte: EUROSTAT, Country Profiles.
Apenas até 1999 os fundos provenientes da CEE asseguraram a convergência da economia portuguesa com a média europeia, tomando como referência o PIB per capita. Em 2000 iniciou-se o actual processo de divergência.
Um aspecto que os políticos e a imprensa não referem é a gritante desigualdade na repartição do rendimento em Portugal. Somos o país com o rendimento pior distribuído da Zona Euro. Na Europa, pior repartição apenas se verifica na Roménia, Bulgária ou Letónia.
Fonte: EUROSTAT, Coeficiente de Gini.
NOTA: Quanto mais elevados se apresentam os valores do coeficiente de Gini, maior será a desigualdade. (Explicação)
Utilizando os dados da ONU, Portugal está ao nível do Irão ou do Benin em termos de repartição do rendimento. Estamos a 0.9 pontos da Indonésia! (ver ficheiro *.pdf construído a partir do site da ONU).
Com o Orçamento de Estado aprovado para 2011 certamente que passaremos a viver num país de maior injustiça social, porque aumentaram os impostos indirectos, socialmente mais penalizadores dos menos favorecidos. Por exemplo, o IVA não toma em consideração a situação específica dos contribuintes. E o célebre corte das despesas foi a decapitação daquilo a que se chamava "Estado Social", pois todas as suas rubricas sofreram cortes superiores a 10%: Segurança Social, Saúde e Educação sofrem maiores cortes.
Somos governados por gente que se governa a si própria.
Muitos manifestam-se através da rede, e prova disso são os mails de protesto que têm invadido a minha Inbox. Como prova dessa resistência deixo aqui alguns anexos:
Apenas até 1999 os fundos provenientes da CEE asseguraram a convergência da economia portuguesa com a média europeia, tomando como referência o PIB per capita. Em 2000 iniciou-se o actual processo de divergência.
Um aspecto que os políticos e a imprensa não referem é a gritante desigualdade na repartição do rendimento em Portugal. Somos o país com o rendimento pior distribuído da Zona Euro. Na Europa, pior repartição apenas se verifica na Roménia, Bulgária ou Letónia.
Fonte: EUROSTAT, Coeficiente de Gini.
NOTA: Quanto mais elevados se apresentam os valores do coeficiente de Gini, maior será a desigualdade. (Explicação)
Utilizando os dados da ONU, Portugal está ao nível do Irão ou do Benin em termos de repartição do rendimento. Estamos a 0.9 pontos da Indonésia! (ver ficheiro *.pdf construído a partir do site da ONU).
Com o Orçamento de Estado aprovado para 2011 certamente que passaremos a viver num país de maior injustiça social, porque aumentaram os impostos indirectos, socialmente mais penalizadores dos menos favorecidos. Por exemplo, o IVA não toma em consideração a situação específica dos contribuintes. E o célebre corte das despesas foi a decapitação daquilo a que se chamava "Estado Social", pois todas as suas rubricas sofreram cortes superiores a 10%: Segurança Social, Saúde e Educação sofrem maiores cortes.
- O Ministério da Educação é o segundo mais atingido com cortes no orçamento para 2011, que sofre um decréscimo de 11,2% face à estimativa para este ano, para os 6.391,1 milhões de euros.
"A diminuição verificada no ME resulta do efeito conjugado da aplicação das medidas generalizadas de redução de despesa, da poupança que se pretende atingir pela aplicação das cativações previstas na lei, bem como das medidas de política sectorial implementadas e a implementar", esclarece o documento.
Diário Económico
Somos governados por gente que se governa a si própria.
Muitos manifestam-se através da rede, e prova disso são os mails de protesto que têm invadido a minha Inbox. Como prova dessa resistência deixo aqui alguns anexos:
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