domingo, 18 de julho de 2010

Os professores corrigiram as decisões absurdas do ME

O ME criou um regime especial de exames para os alunos do 8º ano com mais de 15 anos, que lhes permitiria transitar directamente para o 10º ano, sem necessidade de fazerem o 9º.

Confesso que da primeira vez que tomei conhecimento desta nova modalidade pensei tratar-se de uma piada. Só perante a violência dos protestos é que percebi que era uma norma nova "a sério".

Li agora que nenhum dos alunos conseguiu saltar o 9º ano:

  • «Dos alunos do 8.º ano, maiores de 15 anos, que se auto-propuseram a exames do 9.º ano, informa-se que, apesar de se terem registado algumas notas positivas nos exames nacionais de Língua Portuguesa e Matemática, nenhum destes alunos concluiu o ensino básico por esta via», afirma a tutela, numa resposta a questões colocadas pela Lusa. TVI24, 16/JUL/2010

Era de esperar que os alunos retidos no 8º ano não tivessem conhecimentos para transitar nestes exames. Mas não se pode esquecer o papel de um professor a ver uma prova destas: Meu malandro, não percebes patavina disto e queres saltar um ano!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Gramática dos Exames Nacionais – O mito dos dois valores

Hoje o PÚBLICO começou a publicar artigos de professores sobre os "Exames". Abriram o Blogue Exames Nacionais 2010 com o seguinte artigo meu:

  • No caso dos exames, os jornais tiveram o mérito de tornar o tema “exames” objecto de conversas de café desde 2001, mas isso também teve o seu preço no rigor da análise. Utilizando apenas médias aritméticas habitualmente os primeiros lugares dos rankings são ocupados por escolas privadas aos quais estes servem de publicidade. Estas posições dos rankings são interiorizadas por muitos como uma ordenação dos “melhores” para os “piores” quando realmente representam uma confirmação das diferentes competências dos alunos que chegaram ao 12º ano.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como motivar recursos humanos


Entender a importância das relações relações sociais fundamental para os administradores. Enquanto se encontrarem presos ao modelo da cenoura e pau não conseguirão motivar os meus trabalhadores.

A arte de ensinar


Entre a informação nova e os conhecimentos anteriores vai uma determinada distância (existe um gap):
- Se for curta não desperta interesse;
- Se for excessivamente grande desperta medo;
- Se for média (óptima) desperta a curiosidade.

sábado, 1 de maio de 2010

Um bilião = Um milhão de milhões

Um bilião equivale a um milhão de milhões (10^12, ie, com 12 zeros) segundo a norma europeia, utilizada em Portugal. Segundo a norma americana, utilizada pelos brasileiros, equivale apenas a mil milhões (10^9, ie, com 9 zeros).

Os brasileiros dizem bilhão. Para nós um "bilhão" é uma bilha grande... mas em função do contexto é evidente que tem que ter o mesmo significado que bilião.

A norma europeia segue a fórmula 6N:

6 x 1 = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
6 x 2 = 12 zeros => 1 bilião 1.000.000.000.000
6 x 3 = 18 zeros => 1 trilião 1.000.000.000.000.000.000
etc.

A norma americana segue a fórmula 3(N+1):

3 x (1+1) = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
3 x (2+1) = 9 zeros => 1 bilhão É DIFERENTE A PARTIR DAQUI 1.000.000.000
3 x (3+1) = 12 zeros => 1 trilhão 1.000.000.000.000

terça-feira, 20 de abril de 2010

Registo triste

Este é um post que eu gostaria de não escrever, mas publico-o apenas para que mais tarde não me falhe a memória.

Eu sou do tempo em se nadava na Ribeira das Jardas em água limpa, uma água cristalina tão especial que foi utilizada na concepção e na publicidade de uma nova marca de cerveja: a Cergal.

Hoje, infelizmente, o "desenvolvimento" do Cacém roubou aos jovens a Ribeira de que eu desfrutei, mas o alargamento da escolaridade obrigatória também lhes rouba tempo, e acusa automaticamente as escolas que não foram criadas para serem mães a tempo inteiro.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A informação torna-se conhecimento através das conexões


  • O conhecimento é uma função relacional... conexões entre font_tages de informação. Apercebemo-nos desta realidade cada vez que um país enfrenta um ataque terrorista ou depois da crise económica de 2008. Depois destes acontecimentos, ficou claro que os elementos da informação existiam, mas simplesmente não estavam conectados de modo que se produzisse o conhecimento necessário para agir. Eu levo esta ideia mais longe e digo que a informação se torna conhecimento através das conexões. Então, neste sentido, o conhecimento é um sistema de formação de conexões...
    Ler entrevista de George Siemens


Eis uma entrevista interessante para repensar o sistema de ensino. Que resta do velho modelo assente na transmissão de conhecimentos? (Ver justificação industrial) Os fenómenos da catástrofe ambiental, crise financeira, ataques terroristas ou gripe A não demonstraram que o nosso conhecimento está na rede?

Catarina Oliveira

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...