sexta-feira, 4 de junho de 2010
Como motivar recursos humanos
Entender a importância das relações relações sociais fundamental para os administradores. Enquanto se encontrarem presos ao modelo da cenoura e pau não conseguirão motivar os meus trabalhadores.
A arte de ensinar
Entre a informação nova e os conhecimentos anteriores vai uma determinada distância (existe um gap):
- Se for curta não desperta interesse;
- Se for excessivamente grande desperta medo;
- Se for média (óptima) desperta a curiosidade.
sábado, 1 de maio de 2010
Um bilião = Um milhão de milhões
Um bilião equivale a um milhão de milhões (10^12, ie, com 12 zeros) segundo a norma europeia, utilizada em Portugal. Segundo a norma americana, utilizada pelos brasileiros, equivale apenas a mil milhões (10^9, ie, com 9 zeros).
Os brasileiros dizem bilhão. Para nós um "bilhão" é uma bilha grande... mas em função do contexto é evidente que tem que ter o mesmo significado que bilião.
A norma europeia segue a fórmula 6N:
6 x 1 = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
6 x 2 = 12 zeros => 1 bilião 1.000.000.000.000
6 x 3 = 18 zeros => 1 trilião 1.000.000.000.000.000.000
etc.
A norma americana segue a fórmula 3(N+1):
3 x (1+1) = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
3 x (2+1) = 9 zeros => 1 bilhão É DIFERENTE A PARTIR DAQUI 1.000.000.000
3 x (3+1) = 12 zeros => 1 trilhão 1.000.000.000.000
Os brasileiros dizem bilhão. Para nós um "bilhão" é uma bilha grande... mas em função do contexto é evidente que tem que ter o mesmo significado que bilião.
A norma europeia segue a fórmula 6N:
6 x 1 = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
6 x 2 = 12 zeros => 1 bilião 1.000.000.000.000
6 x 3 = 18 zeros => 1 trilião 1.000.000.000.000.000.000
etc.
A norma americana segue a fórmula 3(N+1):
3 x (1+1) = 6 zeros => 1 milhão 1.000.000
3 x (2+1) = 9 zeros => 1 bilhão É DIFERENTE A PARTIR DAQUI 1.000.000.000
3 x (3+1) = 12 zeros => 1 trilhão 1.000.000.000.000
terça-feira, 20 de abril de 2010
Registo triste
Este é um post que eu gostaria de não escrever, mas publico-o apenas para que mais tarde não me falhe a memória.
Eu sou do tempo em se nadava na Ribeira das Jardas em água limpa, uma água cristalina tão especial que foi utilizada na concepção e na publicidade de uma nova marca de cerveja: a Cergal.
Hoje, infelizmente, o "desenvolvimento" do Cacém roubou aos jovens a Ribeira de que eu desfrutei, mas o alargamento da escolaridade obrigatória também lhes rouba tempo, e acusa automaticamente as escolas que não foram criadas para serem mães a tempo inteiro.
Eu sou do tempo em se nadava na Ribeira das Jardas em água limpa, uma água cristalina tão especial que foi utilizada na concepção e na publicidade de uma nova marca de cerveja: a Cergal.
Hoje, infelizmente, o "desenvolvimento" do Cacém roubou aos jovens a Ribeira de que eu desfrutei, mas o alargamento da escolaridade obrigatória também lhes rouba tempo, e acusa automaticamente as escolas que não foram criadas para serem mães a tempo inteiro.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A informação torna-se conhecimento através das conexões

- O conhecimento é uma função relacional... conexões entre font_tages de informação. Apercebemo-nos desta realidade cada vez que um país enfrenta um ataque terrorista ou depois da crise económica de 2008. Depois destes acontecimentos, ficou claro que os elementos da informação existiam, mas simplesmente não estavam conectados de modo que se produzisse o conhecimento necessário para agir. Eu levo esta ideia mais longe e digo que a informação se torna conhecimento através das conexões. Então, neste sentido, o conhecimento é um sistema de formação de conexões...
Ler entrevista de George Siemens
Eis uma entrevista interessante para repensar o sistema de ensino. Que resta do velho modelo assente na transmissão de conhecimentos? (Ver justificação industrial) Os fenómenos da catástrofe ambiental, crise financeira, ataques terroristas ou gripe A não demonstraram que o nosso conhecimento está na rede?
Catarina Oliveira
sábado, 10 de abril de 2010
Leitura crítica da construção da adolescência e da divulgação de dados pessoais

Os psicólogos referem-se unanimemente à adolescência como uma fase problemática na formação do individuo. Erikson atribui à adolescência a tarefa de construção da identidade, e Ferreira et al) retoma o seu trabalho utilizando dados estatísticos para concluir que os jovens estão atrasados!
O artigo de Huffaker e Calvert conclui que os jovens se expõem demasiado através dos blogues examinando os problemas da identidade e da linguagem online entre jovens de ambos os géneros (masculino e feminino). Este “excesso” de informação revelado pelos jovens inclui o primeiro nome (70%), a idade (67%) e um endereço de e-mail ou instant messsenger ou link para o blogue (61%). O nome completo será uma prática residual de newbies (20%).
Estes artigos recordaram-me as críticas que habitualmente se fazem ao IRC. Diz-se que é sempre a mesma coisa porque são feitas sempre as mesmas perguntas.
1. - És rapaz ou rapariga?
2. - Que idade tens?
3. – Com quem vives?
4. – O que fazes?
5. – Onde moras?
A pergunta 1. é inteligentemente torneada pelos jovens bloggers, que a ultrapassam indicando o primeiro nome;) Se eu disser que sou José já sabem que não sou uma rapariga! A idade até pode depreender-se com alguma precisão da leitura dos blogues, mas eu diria que os jovens consideram este elemento importante demais para não o divulgar. É indispensável que os outros nos possam contactar! Para os autores apenas 61% dos jovens indicaram “informação de contacto”, mas se fosse eu a fazer o estudo esta percentagem elevar-se-ia a 100% porque os blogues também recebem comentários;)
É evidente que os jovens têm de ser verdadeiros nesta informação básica, que nós apenas não perguntamos quando estamos nas situações de diálogo face-a-face porque ela é evidente, frente aos nossos olhos ;) Realmente a nossa conversa não é a mesma com homens ou com mulheres, com crianças ou com adultos, portanto tal como nós precisamos de conhecer determinada informação básica de referência sobre o outro, também os bloggers precisam de divulgar essa mesma informação.
A pergunta 5.será certamente a mais perigosa em termos de segurança dos jovens, e estes são suficientemente inteligentes para não lhe responderem nos blogues.
Quando ao “atraso” dos jovens recordaria aos psicólogos que a adolescência resulta do prolongamento da escolaridade obrigatória nas sociedades modernas. É a fase da vida em que as “crianças” permanecem na escola por imperativos da sociedade democrática e da igualdade de oportunidades. Com o alargamento da escolaridade obrigatória chegamos a ter crianças com 18 anos (!) que por frequentarem a escola têm direito a cama, mesa e roupa lavada na CP (casa dos pais!)
Nas comunidades primitivas, os rituais de iniciação marcam a transição da criança para o adulto! A adolescência é uma invenção ocidental associada à eternização da vida escolar.
Os jovens estão a trocar os blogues pelo FaceBook

O objectivo dos jovens sempre foi comunicar com os outros adolescentes, muito longe da ideia de escrever um diário com o blá blá do quotidiano num livro fechado com uma chavinha... A origem da palavra blogue (blá, blá + log na net = blog) significa log da conversa na Internet!
O blogue só satisfazia a necessidade de comunicação com os amigos de uma forma rudimentar, através dos comentários. Os comentários dos jovens são diferentes dos dos intelectuais. Estes comentam realmente as mensagens, enquanto os jovens utilizam a mesma ferramenta para dizerem que estão presentes, que fazem parte do grupo. No FaceBook podem ter Notas equivalentes aos posts do blogue, mas com a vantagem de toda a dinâmica de interacção - o elemento essencial da comunicação - ser muito mais efectiva. Portanto, evidentemente que se justifica esta troca.
Desde 2006 que os blogues estão a perder popularidade entre os adolescentes e os jovens adultos, enquanto simultaneamente são descobertos pelos mais velhos, segundo um estudo da PewInternet.
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