sábado, 2 de maio de 2009

Quanto custa o computador portátil? [Magalhães]


A política tinha como objectivo ajudar os mais carenciados, mas como teve apenas como objecto o computador, este tornou-se inútil... Ou melhor, adquiriu interesse para ser vendido no mercado, traduzindo-se então numa mais-valia não esperada.

Segundo o EXPRESSO (de hoje, 02/Maio/2009) o Magalhães encontra-se à venda na Feira da Ladra a 140 €.

Foi um dos cenários que eu tinha previsto numa aula de Economia, quando apresentei o precário do Magalhães como exemplo de formação dos preços em economia mista (combina elementos característicos das economias de mercado e das economias de direcção central):

  • O custo depende das condições económicas das famílias, que se reflecte nos escalões da Acção Social Escolar (ASE) dos alunos:
    - gratuito para os alunos do escalão A da ASE;
    - 20 Euros para os alunos do escalão B da ASE;
    - 50 Euros para os alunos não abrangidos pela ASE.
    Comente a lógica implícita no preço estabelecido para o computador Magalhães pelo Governo, justificando a economia portuguesa como economia mista.


É o modelo português de chegar ao computador de 100 USD ;)

Formação Online


Decorre de 23 a 31 de Maio um conjunto de actividades de formação em ferramentas Web 2.0 organizadas pela ABED (Brasil) cujo Programa está acessível aqui. Também tem interesse para os portugueses, porque as actividades são realizadas online, tornando-se indiferente estar em Portugal ou no Brasil. Os professores crédito-dependentes não precisam de ler mais nada, porque obviamente estas actividades não se encontram reconhecidas pelo apartado de Braga.

Entre as ferramentas da Web 2.0 há uma lista enorme de serviços com interesse:
  • Animação (GoAnimate,...)
  • Apresentação (Slideshare, Zohoshow, Prezi, Voicethread,...)
  • Colaboração (Wikispaces, PBWiki, Gdocs,...)
  • Comunicação (Twitter, FriendFeed,...)
  • Construção de comunidades online (Ning,....)
  • Criação multimédia (Animoto, Slideshare, Picturetrail, Slide, ImageLoop,...)
  • Georeferenciação (Google Earth, UMapper,...)
  • Legendagem (BubblePly, Overstream,...)
  • Mapas de Ideias (Bubbl’us,...)
  • Partilha de fotos (Picasa, Flickr)
  • Partilha de vídeos (Youtube, Vimeo, Fliggo,...)
  • Posters (Glogster,...)
  • Programação (Scratch,...)
  • Publicação e partilha de documentos (Scribd, Issuu, Titatok....)
  • Socialbookmarking (Diigo, Delicious,...)
  • Websites pesoais ou profissionais (Google Sites, Webnode,...)


O Orkut como ferramenta é que nunca seria apresentado em nenhum país ocidental... Trata-se claramente de uma especificidade da cultura brasileira, em detrimento das redes sociais modernas, como o Facebook.

Inscrições

Xutos e Pontapés - Sem Eira nem Beira



A música como fenómeno de expressão da resistência passiva está clara na popularidade de videoclips como este.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tribunal suspende orientação ME sobre objectivos individuais


Os tribunais confirmaram que aqueles mails com os quais o Ministério da Educação nos pretendia convencer a preencher a célebre aplicação informática com os objectivos individuais eram puro SPAM. Nem objectivos individuais fazia sentido entregar, disse o tribunal, ferindo de morte o modelo de avaliação do desempenho proposto pelo DR 2/2008, cuja perspectiva industrial assenta na definição prévia dos objectivos.

Olá Vital Moreira! Pelos vistos a questão está muito longe de ter ficado encerrada ;)

  • Artigo do Diário Digital

    O Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra decretou a suspensão das orientações do Ministério da Educação para os Conselhos Executivos das Escolas imporem objectivos individuais se os professores os não apresentassem.

    O tribunal atendeu a providência cautelar apresentada pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), à qual se seguirá agora a acção administrativa especial a declarar nulo o acto.

    Luís Lobo, dirigente da Fenprof e do SPRC, adiantou à agência que o tribunal não atendeu uma invocação de interesse público apresentada pelo Ministério da Educação para impedir que decretasse a providência cautelar, e consequente suspensão das orientações.

    Para Mário Nogueira, líder da Fenprof, esta decisão tem um carácter simbólico, pois vem condenar um “ministério que não olha a meios para impor regras”, algumas vezes em violação da lei e da Constituição da República.

    “Agora o tribunal condena o Ministério da Educação a abster-se de dar as orientações, que são de constitucionalidade duvidosa, o que é uma prática quando lhes dá jeito”, observou.

    Segundo o dirigente, que vaticina outras condenações do ministério, nunca os professores apresentaram tantas acções em tribunal como com este ministério, seja invocando irregularidades na colocação, ou na gestão das escolas.

    Para Mário Nogueira e Luís Lobo, esta decisão vem reforçar a necessidade de alterar ainda este ano o modelo de avaliação dos docentes, “dar razão à luta dos professores”, e mesmo “reacender a contestação”.

    Com as orientações, agora suspensas, segundo os dirigentes, o Ministério da Educação quis impor que os objectivos individuais dos professores fossem de entrega obrigatória.

    “Tendo sido decretada definitivamente esta providência cautelar, fica ultrapassada a possibilidade de serem criadas situações de desigualdade, decorrentes de decisões tomadas de forma arbitrária, que permitiam que alguns presidentes de Conselhos Executivos recusassem avaliar os docentes por estes não terem proposto os seus objectivos individuais”, refere a Fenprof em comunicado.

    Acrescenta que “parece, também, caírem por terra as ameaças do Ministério da Educação quanto a eventuais penalizações desses professores”, ameaças que considera terem sido “feitas à margem de qualquer fundamentação legal”.

    “Não fomos notificados ainda”, declarou à agência Lusa o assessor de imprensa da ministra da Educação, quando confrontado com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra divulgada pela Fenprof.

    Diário Digital / Lusa 01/Maio/2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O futuro da WWW?

A realidade e a ficção combinam-se neste vídeo. Partindo da origem da World Wide Web, descreve o impacto da webização sobre as nossas vidas e prospectiva o seu futuro até 2015, no cenário ambicionado pelo Google.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Amanhã temos de chegar a horas à aula de Chinês!


Estamos numa fase difícil. Durante o primeiro e segundo períodos sempre se realizaram lanches à quarta-feira na minha escola, que fomentavam o convívio e mostravam a união na luta contra o modelo de avaliação. Estes lanches deixaram de se realizar neste período por falta de “clima”, visto que uns simpáticos resolveram tirar proveito da confusão para simular que estão a ser avaliados. Imaginem a disposição para o convívio que me deu ouvir um aluno a dirigir-se para os colegas com este aviso:

- Amanhã temos de chegar a horas à aula de Chinês(1), porque vêm assistir à aula da professora aqueles doutores!

Creio que os lanches das quartas-feiras são um barómetro seguro do estado da alma dos professores, porque a observação não poderia ser mais directa, nem o "tema" ser mais abrangente.

Ensinou-me a Sociologia a ser comedido nos comentários, para evitar conclusões precipitadas. Os blogues “especialistas em educação” afinam pelo diapasão da desmobilização, mas creio que estão a precipitar-se. Na minha opinião estão a fazer um compasso de espera, observando o que este simplex dá, porque no início do próprio ano ninguém aguentará novamente o modelo do DR 2/2008 com todos os itens.

A avaliação que está ser feita é uma farsa, que pode ser ensaiada para duas ou três aulas, que não são representativas das restantes. Quando o aluno se referiu à "aula da professora" enfatizou bem que se tratava de uma palhaçada! O avaliador vai simplesmente observar a reacção à sua presença, e tomará o espectáculo como aulas representativas de Chinês!

O mínimo exigível seria que os avaliadores conhecessem as armadilhas da observação participante! Mas isso seria se a observação directa fosse utilizada como técnica do método científico... Aqui encontra-se reduzida a componente de um processo administrativo, e naturalmente que não é suposto que os agentes conheçam as técnicas de investigação sociológica. Para quem é, bacalhau basta.




(1) Mudei o nome da disciplina para não identificar o/a colega.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma lição de Marketing

As pessoas são insensíveis ao apelo directo à compaixão. É necessário ser criativo.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...