segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Qual é o perigo de os alunos andarem com as camisas fora das calças?

Se vão fazer leis para eliminar todas as possibilidades de perigo, dificilmente restará alguma liberdade. Entretanto observe-se um aluno americano com todo o material!

Por cá as agressões são à dentada. Precisarão de um açaimo?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Escolas questionam Ministério sobre consequências da avaliação


  • Conselhos executivos não sabem o que fazer aos muitos professores que recusaram entregar os objectivos dentro do prazo estipulado e querem orientação da tutela

    A confusão em torno da avaliação de desempenho dos professores continua, com vários conselhos executivos a assumir que não sabem o que fazer com os docentes que, terminado o prazo, não entregaram os seus objectivos individuais.
    Há escolas que notificaram os professores de que vão ser penalizados com a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. Outras que se recusam a decretar consequências e aguardam orientações da tutela. E as interpretações sobre o que devem fazer os conselhos executivos — substituir-se ou não aos avaliados, definindo os objectivos por eles — também são diversas.
    É neste cenário de dúvida que o Conselho de Escolas pediu à tutela uma reunião para o esclarecimento destas questões, disse ao Expresso Álvaro dos Santos, presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação (ME).
    Também na sua escola, a Joaquim Gomes Ferreira Alves (Porto), houve quem não entregasse os objectivos. “Vamos notificá-los do incumprimento. Mas não vamos dizer que consequências vão ter. Essa interpretação tem de ser feita a um nível que não o de escola a escola. Tem de haver uma orientação do ME”, defende Álvaro dos Santos.
    Por agora, as orientações têm sido dadas através de e-mails da Direcção-Geral dos Recursos Humanos (DGRHE) e na página da Internet do ME, onde vão sendo dadas respostas à medida das perguntas das escolas.
    “A escola deve definir se avalia os docentes que não procederam à entrega dos objectivos individuais, do mesmo modo que deve decidir se define os objectivos para os que não os entregarem”, diz uma das respostas da DGRHE.
    Mas a questão não é pacífica. “Não vejo que o ME possa endossar às escolas a responsabilidade de decidir dessa maneira”, comenta Manuela Esperança, presidente da Secundária Vergílio Ferreira, em Lisboa. Na sua escola, quase metade dos professores não entregou os objectivos. “Não os vou obrigar, nem definir por eles. Parece-me que têm de assumir a responsabilidade pelo seu acto. Mas aguardo instruções”, continua. No Agrupamento de Escolas Diogo Cão (Vila Real), a contestação foi levada ao extremo, com 240 professores a não participarem neste acto e apenas meia centena a fazê-lo, na sua maioria contratados que temem consequências em futuros concursos, conta o vice-presidente do conselho executivo, José Azevedo.
    O professor entende que para estes casos devem ser assumidas as metas que constam no projecto da escola. “Mas não temos capacidade jurídica para fazer estas interpretações. Pedimos orientações à direcção regional do Norte e estamos à espera”.
    Uma coisa é certa, admite este professor: “O equilíbrio emocional dos colegas foi beliscado e nota-se uma grande retracção em fazer aquilo que sai fora do seu serviço lectivo normal”.
    Há ainda escolas onde o prazo para cumprir esta etapa da avaliação ainda não terminou, pelo que é cedo para fazer balanços sobre a adesão dos docentes a mais esta forma de luta. Quanto às consequências, a discussão poderá só acabar nos tribunais.
    Isabel Leiria ileiria@expresso.impresa.pt
    EXPRESSO, 31/JAN/2009



Este é o ponto da situação da educação, sector habitualmente apresentado como exemplar pelos socratistas. Miguel Sousa Tavares vai hoje ao ponto de afirmar que queimando Sócrates em lume brando, o país corre o risco de perder a sua independência ;) Precisaremos de um novo Afonso Henriques!

Sócrates é um homem decidido em todas as áreas, mas quando chega à educação deixa o barco sem rumo, como ilustra a expressão acima destacada.

Mãe de Sócrates não foi afectada pela Crise Financeira


  • Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
    Correio da Manhã, 31/JAN/2009


Que pensarão disto aqueles que estarão a pagar o empréstimo das suas habitações até aos 60 anos, ganhando muito mais que a estimada senhora?

Lendo a notícia do PÚBLICO fica-se a saber ainda que:

  • A mãe do primeiro-ministro tem uma pensão mensal de mais de três mil euros, do Instituto Financeiro da Segurança Social, mas o gabinete do primeiro-ministro não disse àquele jornal qual era a profissão de Maria Adelaide Carvalho Monteiro.
    PÚBLICO, 31/JAN/2009


Provavelmente será a doméstica mais especializada do país ;)

Crise Financeira

Os sujeitos económicos agiram racionalmente, tomando as melhores decisões para a satisfação das suas necessidades egoístas, mas do conjunto das suas acções não terá resultado uma utilização eficiente dos recursos, postulada por Adam Smith. Os mercados entraram em roda livre. Será necessário repensar a Economia.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Google já conhece Sócrates

Experimentem escrever socrates é honesto no motor pesquisa.



É engraçado o primeiro resultado apresentado na pesquisa. Seleccionem-no.



E chegarão à conclusão fatal ;)



Update
A brincadeira já não funciona!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Os jornalistas engolem toda a canalhice


Ontem o PÚBLICO fez propaganda ao Governo, deixando-se levar por Sócrates.

  • "Valeu a pena resistir, não desistir, enfrentar as dificuldades. Este é o caminho para o sucesso", afirmou José Sócrates, no encerramento da cerimónia de apresentação do relatório da OCDE sobre política educativa para o primeiro ciclo (2005-2008). Fazendo rasgados elogios à ministra da Educação, o primeiro-ministro recordou as "dificuldades" e incompreensões que as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues têm enfrentado ao longo dos últimos anos, concluindo que "valeu a pena".
    PÚBLICO, 26.01.2009


O leitor mais interessado descobrirá que o dito Relatório da OCDE está no site do ME, em http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=3170&fileName=bilingue_GEPE_portugues_final.pdf, (Backup) mas não o encontrarão no site da OCDE, onde o documento mais recente se refere à Avaliação do Processo Orçamental.

Será que a OCDE já não tem espaço disponível no seu site ou apenas mais uma aldrabice?



Seria o primeiro "relatório da OCDE" que não utiliza o logotipo da mesma!

Só cai quem quer.


Realmente, logo no prefácio somos esclarecidos de que o "produto" resulta da encomenda do ME a um conjunto de "peritos":

  • Neste contexto, o Ministério da Educação solicitou o presente relatório a uma equipa de peritos internacionais independentes, liderada pelo Prof. Peter Matthews. A avaliação que realizaram em Portugal segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros ao longo dos anos.


Na introdução os peritos afirmam que trabalharam com base em dados que lhes foram fornecidos pelo Ministério, que lhes fez a encomenda de um "estudo imparcial" e terá pago o respectivo cheque.

  • Agradecemos enormemente a ajuda e as informações fornecidas por várias pessoas durante a realização desta avaliação. O nosso trabalho foi facilitado pelo excelente Relatório Nacional elaborado antes da nossa visita (...).
  • O nosso trabalho beneficiou do impressionante conjunto de dados prontamente disponibilizados pelo Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), que também nos deu total apoio logístico e proporcionou uma ligação próxima com o gabinete da Ministra.
  • O Ministério pediu – e nós realizámos – uma avaliação totalmente imparcial e independente dos elementos mais importantes relativos à reorganização do primeiro ciclo do ensino básico.


O que oferece maior ideia de seriedade ao estudo é a assinatura do prefácio deste por Deborah Roseveare, Chefe da Divisão das Políticas de Educação e Formação, Direcção para a Educação, da OCDE. Suponho que terá subscrito o prefácio a pedido dos colegas que redigiram o Relatório, visto que estes teriam supostamente seguido a metodologia da OCDE.

Realmente certamente que não fará parte da metodologia da OCDE que os peritos se reúnam apenas com autarcas do partido do Governo. Portanto Sócrates também terá enrolado a senhora Deborah Roseveare e os peritos internacionais.



Sócrates é perito na propaganda. Da amostra representativa do estudo apenas Gondomar não é do PS, mas encontra-se sobre controlo através do amigo Valentim ;)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...