quarta-feira, 2 de julho de 2008

Lei impede viatura eléctrica de circular

  • Uma viatura eléctrica, adquirida pela «Rota da Luz» para passeios turísticos, está parada em Aveiro porque não foi transposta para o Direito português uma norma comunitária.

    (...)

    Viaturas idênticas circulam em Espanha nos roteiros turísticos de Barcelona, Granada e Córdoba, mas, apesar da constante subida do preço dos combustíveis, a região de turismo «Rota da Luz» vê-se impedida de utilizar aquele transporte colectivo na via pública, tendo de continuar a consumir gasóleo para mostrar Aveiro aos turistas.
    IOL - Diário


Assim se vê a produtividade do sistema jurídico tuga e o seu contributo para o desenvolvimento económico do país. A notícia refere que os veículos eléctricos gastam apenas um Euro por cada 400 kms.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Imparcialidade da Justiça?

Pergunta:

- Tens aí fruta para os árbitros?

Interpretação de Carolina: Fruta de dormir.

Interpretação de Pinto da Costa: Talvez morangos...

Interpretação do meritíssimo Juiz: Quem me paga a minha fruta ;)


  • Quando um magistrado dá uma pancada deste tamanho num processo tão mediático, a última coisa que podemos fazer é ficar descansados com a Justiça que temos.
    Jornal de Notícias

Identidade: netodays


NETODAYS é o meu ID em numerosos sites. Creio que a maioria dos indivíduos faz exactamente o mesmo, isto é, também definem um ID que utilizam na generalidade dos sites. Realmente não seria prático andar a mudar de ID cada vez que se entra num site diferente.

Frequentemente o ID não corresponde ao nosso nome real, porque pode já estar tomado por outro utilizador. Até começar a utilizar a Internet conhecia poucos "Netos", mas então descobri que são mais do que as mães. E José Neto ou mesmo José Manuel Neto também são mais comuns do que supunha... É uma chatice! Nós queremos escrever o nome/ID - e quanto mais curto, menos teclas será necessário digitar ;) - num motor de pesquisa, e que ele nos leve aos sites. Para que o nosso ID funcione bem, é necessário que se destaque dos outros nomes, para o que convém que seja único, o que na aldeia global não é fácil.

Também é importante que nos identifiquemos com o ID. No meu caso não tenho a menor dúvida em afirmar que a Internet mudou o meu quotidiano, oferecendo-me melhores dias, e daí surgiu o NETODAYS. Este termo tem ainda a vantagem de combinar a língua inglesa com a portuguesa reduzindo a probabilidade de alguém pensar num nome semelhante.

Também é verdade que depois de inventado o ID, muita gente nos conhecerá por ele, e às tantas somos mais facilmente reconhecidos pelo ID que pelo próprio nome. O ID também nos dá a sensação de possuir algo, visto que o criámos.

Estou a ouvir alguém desse lado a dizer:

- Estúpido! Googlando “netodays” fica-se a saber a vida toda…

Bem, eu não disse que utilizava sempre este nick!

netodays(at)gmail.com

Perfil no Google





Foto instantânea



Uma qualidade: perseverança


Um defeito: ausências frequentes


Um amor: a praia


Um ódio: não tenho


Um prazer: Yes! Yes! Oh Yees!... Yeess!... Yeeesss!...


Uma irritação: trânsito entupido


Uma saudade: meu pai


Um pensamento: a penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores


Um desejo: ser feliz


Uma superstição: não tenho


Uma piada: as três semelhanças entre uma mulher e uma bica? São quentinhas, dão prazer e tiram o sono


Um plano: ser surpreendido

O segredo da banca: Não pagar impostos e inventar taxas injustificadas

Em 2003 a banca foi apresentada pelo Governo como exemplo de sucesso das suas políticas visando a convergência de Portugal com União Europeia.



Fonte: Portugal 2010 - acelerar o crescimento da produtividade


Hoje, o país sente a crise económica, mas esta não é geral, e no caso da banca os lucros continuam a crescer, escandalosamente até. Qual é o seu segredo? É fácil. Assenta em dois pontos: (1) não pagam impostos; e (2) inventam as mais variadas taxas de “serviços”.
Para justificar o ponto (1) proponho a leitura do texto de Eugénio Rosa.

  • No período compreendido entre 2004 e 2007, ou seja, em apenas quatro anos, a banca arrecadou em Portugal 13.537 milhões de euros de lucros, tendo pago de imposto (IRC + derrama) apenas 2.115 milhões de euros, o que corresponde a uma taxa efectiva de imposto de apenas 15,6%, ou seja, uma taxa muito inferior à legal, que é paga pelas outras empresas, que é actualmente 25% de IRC e 1,5% de derrama. Se a banca tivesse pago a taxa legal, o Estado teria arrecadado só nestes quatro anos (2004-2007) mais 1.563 milhões de euros de receita fiscal.

    Se analisarmos a variação da taxa efectiva de imposto paga pela banca no período 2004-2007 constatamos que, em 2006, após a denuncia do escândalo ela aumentou 4,4 pontos percentuais pois, entre 2005 e 2006, passou de 13,5% para 17,9%, mas em 2007 registou um forte retrocesso pois caiu para apenas 15,9%, que corresponde a apenas 59% da taxa legal, ou seja, a banca em 2007 pagou apenas um pouco mais de metade da taxa legal que é exigida às outras empresas. Estes são os resultados do combate oficial ao planeamento fiscal abusivo da banca tão propagandeado por Sócrates e o seu ministro das Finanças.

    Por outro lado, as remunerações dos trabalhadores da banca representam uma percentagem cada vez menor da riqueza criada ou apropriada pela banca em Portugal. Em 2004, os Custos com pessoal representavam 55,6% do VAB, ou seja, da riqueza criada e apropriada pela banca naquele ano; em 2005, correspondiam a 42%; em 2006, a 37,6%; e, em 2007, representaram apenas 36,5% do VAB (Valor Acrescentado Bruto). Portanto, no período compreendido entre 2004 e 2007, verificou-se uma diminuição continua da percentagem que os custos de pessoal representam do VAB. (Eugénio Rosa - Continuar)


Para justificar o ponto (2) proponho ao leitor a missiva que se encontra no kontrastes.org.

  • Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
    Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
    Que tal? (kontrastes.org – Continuar)


Conclusão

Eu não queria dizer que em Portugal apenas se faz dinheiro com esquemas ou a fugir aos impostos, mas parece difícil escrever outra coisa.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Partilha do automóvel

A partilha do automóvel será um fenómeno em expansão nas sociedades, agora com uma forte contributo dos sucessivos aumentos do preço da gasolina. É ecológico, é económico e pode ser divertido! Certamente a maioria das mulheres pensará que também pode ser perigoso, razão pela qual a generalidade dos utilizadores são homens. As utilizadoras aparecem sempre integradas em grupos...

Talvez esteja alguém à espera da sua boleia, ou da sua companhia ;) no site http://www.carpool.com.pt/.

Qual Geração Rasca?

Frequentemente dos comentários de facilitismo nos exames, os mais velhos saltam para comentários associados à "Geração Rasca", termo que convenientemente inventaram para darem a entender que no seu tempo é que era...

Com a massificação do ensino é verdade que o país tem hoje mais maus alunos, mas também tem mais alunos bons. Se nos anos 50 e 60 Portugal exportou trabalho indiferenciado, agora estamos a assistir a uma fuga de cérebros que a nossa economia se revela incapaz de aproveitar. Histórias para ler no site Mind this GAP.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Questões estúpidas em Economia?

Quanto à prova de Economia A (712),    (Backup) interrogo-me sobre a utilidade de questões como as que abaixo se mostram. Pretendem testar o quê? Não é estúpido fazer este tipo de perguntas?





Alguém precisa de estudar Economia para responder a estas questões?


Vale tudo para atingir o sucesso estatístico?


Querem mais sinais de facilitismo?

  • A ministra tinha prometido resultados e eles aí estão. Antes de abandonar o barco, e na iminência de naufrágio do "Titanic" das políticas educativas, o capitão manda lançar os botes à água gritando: "As estatísticas primeiro!".
    Jornal de Notícias, 25 de Junho de 2008

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...