segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Invocar a "ética da responsabilidade" para justificar as cambalhotas políticas

Independentemente da denominação - Tratado Constitucional ou Tratado de Lisboa - o seu objecto é mesmo: definir as regras de jogo do processo de integração europeia, pelo que a quebra da promessa de Sócrates seria sempre uma estória mal contada. A arrogância revela-se em todo o seu esplendor quando afirma que:



É como aqueles alunos que são tão bons, que não precisam de prestar provas ;) Neste caso admite hipocritamente, sem tibieza alguma, que os portugueses serão tão europeístas que nem vale a pena referendar o Tratado! Esta posição pública convive na sua mente com a sua convicção pessoal de que um referendo a um Tratado europeu poderia reflectir o desconforto do povo português perante as suas políticas governamentais de encerramento do país em nome do controlo da inflação e do défice orçamental. Portanto os riscos do não ganhar seriam mesmo sérios!

Então dá a volta ao texto, invocando a ética da responsabilidade.



Ele ainda irá referir-se a esta quebra de compromisso, um dia, elogiando-se a si mesmo. Dirá então que nos safou do risco do povo poder votar não.

Na minha humilde opinião, depois do não europeu em França, a opção por um referendo europeu passou a ser uma aventura perigosa em qualquer outro país. Toda a eurocracia aprendeu a lição francesa: o descontentamento com a conjuntura interna reflecte-se na construção do processo de integração europeia.


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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Relações laborais e concorrência na Socratelândia

Os contratos de trabalho que supostamente regulam as relações laborais, e a lei do trabalho, como as restantes, seria geral e abstracta, universal, bla, bla, bla,... igual para todos.

Digo supostamente porque já se chegou ao cúmulo das relações laborais sem nenhum vínculo quando os recibos verdes (que até são brancos) se eternizam sem qualquer limite temporal à vista, para trabalhadores indiferenciados: que constituem a segunda classe.

O reverso da medalho é o prolongamento do vínculo, mesmo sem exercício de funções e sem pagamento, até que Deus queira, no caso dos doutores: naturalmente, a primeira classe. Exemplo:



Em que país civilizado seria possível o mesmo indivíduo poder ser administrador do maior banco privado (BCP) e manter relações contratuais com o banco público (CGD), que teoricamente é o seu principal concorrente? Só me ocorre um: na Socratelândia. O poder de fiscalização também está controlado pelo PS... Alguém se indigna com a situação a que chegámos, ou é perfeitamente natural?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Desigualdades e subdesenvolvimento

"Não podemos deixar de nos inquietar perante as desigualdades na distribuição do rendimento que as estatísticas revelam", disse ontem à noite o Presidente, em mensagem transmitida pela RTP. As estatísticas revelam, por exemplo, que Portugal é o país da UE onde há mais desigualdade entre ricos e pobres. Cavaco Silva, 01-01-2008.

Não é novidade nenhuma, o estranho é o recado vir da direita para a esquerda ;) José Sócrates está a ultrapassar o PSD pela direita. E não sei porquê, este povo até gosta de levar nas ventas. Pela minha parte, apesar de não ser fumador, preparava-me para começar a fumar porque este fascismo higiénico me mete mais nojo que o aroma de uma fumaça ;)

Quando se tratava de proteger os não-fumadores do fumo passivo, obrigando à criação de áreas específicas para fumadores, o legislador não esteve com meias medidas e quis lá saber se os fumadores tinham ou não alguns direitos também. (MST, EXPRESSO Assinatura) A solução simplex do engenheiro farinha amparo foi proibir de fumar em todo o lado.

Para reduzir o défice orçamental e controlar a taxa de inflação também é conhecido o modelo simplex: reduzir a massa salarial da função pública, encerrar escolas e hospitais… Coragem para tocar nos senhores que enriquecem à pala do empobrecimento da generalidade da população não há. Como é possível a banca ir apresentando ano após ano lucros espectaculares numa economia em crise? Se eu percebesse o modelo do negócio não teria tempo para escrever blogues! Pois! Além da grande finança, os políticos também pertencem ao grupo dos intocáveis, pois as necessidades de eficácia também poderiam ser invocadas para justificar deputados mais especializados e menos numerosos. O Governo não tem coragem para reduzir o número de deputados de 230 para 100 porque se o número de lugares no Parlamento diminuísse, muitos históricos dos vários partidos, ex-ministros e secretários de Estado, figuras públicas, teriam de ficar de fora (José António Saraiva, 2007, Política à Portuguesa, Oficina do Livro).

A conformidade perante leis fundamentalistas é apenas um sinal de anuência com o subdesenvolvimento. A adesão ao modelo simplex apenas se justifica por ausência de alternativas no espaço político, anunciando que há que reinventar o debate o debate político!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Excelente 2008 com netodays.web.pt ;)


Em netodays.web.pt têm várias playlists que podem escutar com mais de 100 temas. Podem curtir, fazer sugestões e criar as vossas playlists. Os artistas como a Ana Free gravam videoclips originais, outros a partir da TV. É incrível como o Mundo mudou tão rapidamente ao ponto de nos permitir construir uma "radio" sem quaisquer custos ;) Há coisas que estão mudar depressa demais, mas não vou falar delas para não estragar a festa...

Já têm música! O resto é convosco!

Saúde, sorte e amor em 2008!
O resto vêm depois…

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O Partido Comunista a gozar connosco

Esperava-se do PCP que fizesse oposição, mas também já se demitiu, e só fala por falar, pois é incompreensível que proponha para o salário mínimo nacional um valor que apenas difere do proposto pelo Governo em apenas 50 cêntimos! Sócrates propôs 426,00 €. Vasco Cardoso, da Comissão Política do PCP, sustentou que o valor fixado "ficou aquém do proposto" pelo partido, que era de 426,50 €, e "das necessidades de milhares de trabalhadores" dos sectores da indústria têxtil, eléctrica e do calçado. Portugal Diário (18/DEZ/2007)

- O que é que temos de fazer?


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Happy Xmas 2007

O Natal faz-me lembrar os discos de vinil. A pretexto de uma associação mágica à família - e que família temos hoje? - esquecem-se momentaneamente os problemas sociais reais. Os discos de vinil tinham um lado A que justificava a compra, e um lado B que só preenchia o espaço ;)
Aqui, felizmente, tanto a Celine Dion como o John Lennon merecem ser escutados.

Feliz Natal Digital!



terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Simply The Best... :)

Esta pérola chegou-me por mail.


Dizem os americanos:
"We have George Bush, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash".

Respondem os portugueses:

"We have José Sócrates, No Wonder, No Hope, and No Cash".

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...