segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Os amigos e os professores, fazem falta?!

E lá estava eu, um jovem curioso nos anos 80, diante de um desafio colorido que prometia levar-me à loucura: o cubo mágico. Meus pais, com a melhor das intenções, presentearam-me com aquele objeto misterioso, e eu, com a ingenuidade da idade, acreditei que seria capaz de decifrá-lo num piscar de olhos.

Puro engano! Passei a noite em claro, tentando inutilmente alinhar aquelas cores teimosas, mas o máximo que consegui foi embaralhar ainda mais o cubo. Desolado, recorri à sabedoria dos livros e adquiri um exemplar de mais de 100 páginas intitulado "Todos Podem Fazer o Cubo Mágico", mas perdi a paciência antes de o conseguir fazer.

Não podia desistir! Recorri a um amigo macanudo, daqueles que parecem ter todas as respostas para os enigmas da vida. Ele, com a paciência de um monge budista, ensinou-me um método para fazer o cubo mágico, e anotámos um esquema com as etapas a seguir.

Com a ajuda dessa cábula, passei a dominar o cubo mágico com maestria. Nas competições com amigos orgulhava-me de resolver o cubo em menos de 60 segundos. Era uma febre!

Naquela época, a informação disseminava-se pela rádio, tv, jornais e revistas, e pelo boca-a-boca. Não havia nenhum Google, nem ChatGPT! Cada interessado tinha seu próprio método para resolver o enigma. Eu, por exemplo, apeguei-me ao método que meu amigo macanudo me ensinou e não quis saber de outros.

Hoje em dia, com a internet e a inteligência artificial, tudo parece mais fácil. Basta digitar "como resolver o cubo mágico" no Google e pronto, temos acesso a milhares de tutoriais e vídeos explicativos. Mas será que essa facilidade toda não nos afasta um pouco da importância de ter um bom amigo ou um bom professor?

Dedico esta mensagem ao meu amigo macanudo Necas, operador da estação Bala, já no céu. Ele ensinou-me não apenas a resolver um quebra-cabeças, mas também a importância de ter alguém para nos guiar e nos ajudar a superar alguns dos desafios da vida.

Aos interessados, deixo aqui alguns esquemas para resolver o cubo mágico. Virem-se!

E você, já teve alguma experiência parecida? Compartilhe sua história nos comentários!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Repensando a Riqueza: Da Acumulação Ilimitada à Vida Boa

Já parou para pensar sobre o verdadeiro significado da riqueza? Aristóteles, há milhares de anos, já diferenciava a economia (uso da riqueza para a "Vida Boa") da crematística (busca pela riqueza em si). Será que essa distinção ainda é relevante hoje?

Em um mundo obcecado pelo crescimento económico, muitas vezes esquecemos que a riqueza é apenas um meio para um fim: o bem-estar humano. Mas será que mais riqueza significa necessariamente mais felicidade? Um estudo recente, baseado em dados de diversos países, revela uma relação complexa entre rendimento e bem-estar, mostrando que, acima de um certo ponto, o aumento da riqueza não se traduz em melhorias significativas na qualidade de vida.

Este artigo explora a fundo essa questão, revisitando as ideias de Aristóteles e trazendo para o debate as contribuições de economistas contemporâneos como Amartya Sen. Sen convida-nos a repensar a própria noção de prosperidade, indo além da simples acumulação de bens materiais e focando nas capacidades que as pessoas precisam desenvolver para alcançar uma vida plena e feliz.

Quer saber mais sobre como a riqueza pode contribuir (ou não) para a sua "Vida Boa"? Descubra como repensar seus valores e prioridades, e como buscar uma prosperidade mais autêntica e significativa.

Leia o artigo completo aqui e junte-se a nós nesta importante reflexão! [Link para o artigo]

#riqueza #felicidade #bemestar #economia #aristoteles #amartyasen #vidaboa #prosperidade #consumo #desenvolvimento

sábado, 4 de janeiro de 2025

Ilusões da juventude

Quando era estudante de Economia, acreditávamos que a compreensão se traduziria numa política melhor. Pensávamos que as pessoas com poder iriam ouvir os especialistas. E, se tivéssemos ideias melhores, poderíamos influenciar seriamente a política na direção certa. Neste momento, não tenho a certeza disso. O mesmo acontece em muitos campos. Há os cientistas do clima e os epidemiologistas que estão a arrancar cabelos. Não creio que o nosso problema seja não sabermos o que fazer. Acho que o problema é que as pessoas com poder real não se importam.

Disse Paul Krugman, em entrevista ao EXPRESSO (02/JAN/2025)

domingo, 25 de junho de 2023

O maior risco da inteligência artificial é não haver suficiente

Resumo do texto de PEDRO DOMINGOS, Licenciado no IST, Professor na UNIVERSIDADE DE WASHINGTON, autor de “A REVOLUÇÃO DO ALGORITMO MESTRE”, EXPRESSO, REVISTA E, 23/06/2023.

No texto, Pedro Domingos aborda os potenciais benefícios da inteligência artificial (IA) e enfatiza a importância de não se deixar levar pelo medo dos seus riscos, a fim de não perdermos a oportunidade única que ela nos proporciona.

Domingos destaca que os benefícios da IA são extraordinários e abrangem diversas áreas, como a cura de doenças, a gestão eficiente de cidades e do meio ambiente, a geração de riqueza e a realização de novas descobertas científicas. A capacidade da IA de processar grandes quantidades de dados e identificar padrões complexos pode levar a avanços significativos em campos como medicina, energia, transporte, entre outros.

O autor argumenta contra a visão apocalíptica de que a IA pode levar à extinção da humanidade, ressaltando que isso se baseia em pressupostos equivocados. Ele desmistifica a ideia de que os sistemas de IA possuem características humanas, como emoções, desejos e consciência. Na realidade, os algoritmos de IA são sequências de instruções programadas pelos humanos e executadas pelos computadores.

Domingos defende que o alarmismo em torno dos riscos da IA está focado principalmente nos algoritmos de aprendizagem automática, mas argumenta que esses sistemas são regidos por objetivos fixos estabelecidos por humanos. Eles procuram maximizar o envolvimento em redes sociais ou minimizar erros de previsão, por exemplo, e não têm a capacidade de evoluir de forma arbitrária para se tornarem malévolos.

O autor destaca ainda que a IA pode contribuir para combater a desinformação online, detectando e filtrando conteúdos falsos. Embora existam preocupações sobre a manipulação humana por meio da IA, Domingos argumenta que os humanos são mais capazes de manipular os sistemas de IA do que o contrário. Ele afirma que a inteligência humana e a capacidade de discernimento são fundamentais na detecção e resposta à desinformação.

Quanto aos enviesamentos e discriminação associados à IA, Domingos aponta que muitas vezes ocorre confusão entre correlação e causalidade. Ele argumenta que as diferenças de resultados em sistemas de IA podem refletir realidades sociais e não necessariamente enviesamentos. Ele defende que a IA oferece uma oportunidade única para combater esses enviesamentos e discriminações, uma vez que os algoritmos não possuem predisposições relacionadas a sexo, raça ou outros fatores.

O autor aborda ainda a questão da privacidade, destacando que a publicidade direcionada proporcionada pela IA não é prejudicial aos utilizadores, mas sim um benefício para todos os envolvidos. Ele argumenta que a publicidade direcionada permite que os utilizadores desfrutem de serviços valiosos sem custos diretos, enquanto as empresas obtêm receitas por meio dos anunciantes.

Em suma, Pedro Domingos defende que a IA possui uma série de benefícios extraordinários em diversas áreas da sociedade. Ele destaca a importância de compreendermos corretamente as características e limitações da IA, a fim de aproveitar suas vantagens sem cair no medo irracional de seus riscos.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

A desresponsabilização geral

Miguel Esteves Cardoso, escreveu hoje do Público, um artigo onde responsabiliza as redes sociais pelo estado a que chegámos, como se o “estruturalismo dos anos 60” fosse melhor. Cumpre-me defender as redes sociais como conquista de Abril.

A liberdade conquistada em Abril permite-me escolher o que leio, mas infelizmente não consigo mudar quase mais nada.

Em 1960 as elites viviam tranquilas, dos escribas aos professores particulares, dos médicos para os ricos aos políticos que nem precisavam de ser vigaristas...

Cerca de metade da população nem sabia ler, a escolaridade obrigatória ia até à 4ª classe na letra da lei, mas muitas crianças abandonavam a escola antes de completar esses quatro anos, devido a factores como pobreza, falta de rede escolar e desigualdade social.

Em 1960, a assistência médica em Portugal abrangia apenas uma parte limitada da população. A maioria dos serviços de saúde era prestada pelo Estado, mas o acesso aos cuidados de saúde era bastante limitado, especialmente para as pessoas que viviam em áreas rurais e para as famílias mais pobres. Na época, a maioria das pessoas em Portugal dependia de médicos privados ou de instituições de caridade para obter assistência médica.

A taxa de natalidade era elevada, porque cada mulher em idade fértil tinha em média 4,5 filhos! Mas muitas crianças morriam, pois a taxa de mortalidade infantil era de cerca de 75 mortes por 1000 nados-vivos. Mas estes valores são apenas médias, porque nas famílias mais pobres nasciam e morriam muitos mais. A assistência médica no parto era um luxo reservado aos privilegiados, os outros podiam morrer ou ficar fodidos para o resto da vida.

Agora, com as redes sociais é uma chatice! Sabe-se quantos kms as grávidas fazem por as maternidades encerrarem. Os médicos podem ser incomodados por negligência. Os professores têm que aguentar as crianças até aos 18 anos, que os pais depositaram nas escolas, para fazerem a sua vida. Os escritores não conseguem vender livros, porque todos escrevem. Vemos, ouvimos e lemos. Sabemos que pelo Índice de Percepção da Corrupção de 2022, Portugal com 62 pontos, ficou no 33º lugar num ranking de 180 países. Está bem no fundo da UE, junto a Israel, Coreia do Sul, Lituânia, Botsuana e Cabo Verde. Bela companhia!

Os políticos não são incomodados. Mesmo os criminosos, contam com tribunais desenhados para arrastar os processos sine die.

Os partidos que nos tem governado, vão alternando entre si a condução da mesma política, mas nenhum eleitor se sente responsabilizado por irmos sendo levados para o abismo.

O meu 25 de Abril seria o caminhar para uma sociedade onde deixassem de existir “azares sociais”, mas o agravamento das desigualdades indica que estamos a ir no sentido oposto.

  • (...) os presidentes executivos (CEO) das empresas cotadas no índice PSI (antigo PSI20) viram as suas remunerações aumentar 47%. Já o vencimento médio bruto anual dos trabalhadores recuou 0,7% no mesmo período. Contas feitas, entre 2012 e 2022 o fosso salarial (pay gap) entre as remunerações dos CEO das empresas cotadas e o vencimento médio bruto anual dos funcionários que empregam acentuou-se. Se em 2012 os líderes destas empresas ganhavam, em média, 20 vezes mais do que os seus trabalhadores, no ano passado auferiram 36 vezes mais. E há mesmo casos em que o salário de 186 trabalhadores não chega para pagar o do seu CEO.
    EXPRESSO (Assinantes), 14 de Abril de 2023.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Notas de 3 de Janeiro

Quando cheguei à escola, informei-me da greve junto a três colegas que estavam na paragem do autocarro. “Greve! Qual greve? Na nossa escola ninguém está em greve”, disseram.

Já na sala professores, os colegas sabiam da greve, mas reservariam a sua participação para outros dias em que a sua falta fosse mais sentida, ou justificavam a sua estratégia. Por exemplo, quem tenha sempre a mesma turma ao primeiro tempo, não deve faltar sempre a esses alunos.

Todos sabemos que as três palavras “não há dinheiro” são a verdadeira política de repartição do Governo e dos anteriores. Esta política de rendimentos está a ser ajudada pela inflação, porque quando os preços sobem mais que os salários, o poder de compra do trabalho cai, em benefício dos lucros, agravando a iniquidade. Mais ainda, os escândalos desta maioria absoluta só vieram dar-nos mais razão.

Havia uma vez uma tartaruga que estava sendo aquecida numa panela. A tartaruga estava muito cansada e confortável na água quente, então decidiu ficar onde estava e deixar-se aquecer. Enquanto isso, a panela começou a ferver cada vez mais e quando a tartaruga se deu conta de que estava em perigo, tentou sair da panela, mas era tarde demais. Foi cozida porque se deixou ficar na panela por muito tempo e não tomou medidas para evitar o perigo.

Eu optimista, acredito que cada um encontrará a sua forma de participar na luta, que num contexto de fragilização do Governo, poderá ser vitoriosa. Eu pessimista (...) Confesso que já não sei bem o que fazer, mas certamente que é importante preservar a saúde física e mental.

domingo, 12 de junho de 2022

#Ser_responsável – Uma leitura de Mark Manson's 3 Rules for Life

Responsabilidade pessoal É dar o passo 'radical' para a responsabilidade total (100%) por tudo o que vemos, sentimos, pensamos e fazemos. A partir dessa crença fundamental, recuperamos nosso poder e plantamos as sementes da nossa própria transformação, maturidade e, finalmente, liberdade interior.

Aceitação radical. É quando paramos de lutar contra a realidade, deixando de responder com comportamentos impulsivos ou destrutivos quando as coisas não estão correndo do modo dessejado, e deixamos de lado a amargura que só nos pode manter presos num ciclo de sofrimento.

Responsabilidade pelo desenvolvimento. Aprender a melhorar e ser mais maduro começa com o conhecimento do que realmente valorizamos. Ser adulto significa manter seus valores, mesmo quando não são populares ou não nos beneficiam.

domingo, 25 de abril de 2021

Isto é gozar com quem trabalha, Sócrates by RAP

RAP, Ricardo Araújo Pereira, explicou no Domingo, 18/Abril, como José Sóccrates e o sistema têm gozado connosco. Esta publicação é a minha forma de celebrar o 25/4, enquanto aguardo pelo episódio desta noite.



Adenta
A versão alargada foi removida do Youtube, porque violava os direitos de autor ;) Sorry!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

O contributo dos banqueiros para a economia

Porque é que a Justiça defende os poderosos?

O Sócrates era um rapaz de recados ao serviço dos poderosos, e no fim da estória ainda irá para trás das grades. Mas os poderosos safaram-se todos. Designadamente Ricardo salgado, o dono disto tudo (DDT), que logo após a “saída limpa” em 2014, nos fez recuar imediatamente ao défice de 2011,... desgraçando por muitos anos a nossa vida, sai quase incólume, apenas pronunciado por um crime de abuso do poder.

A Justiça encontra-se ao serviço da sociedade e da economia. Alguém já explicou que o contributo dos banqueiros para a economia e muito maior que o dos ciclistas, e dos pés-descalços, por maioria de razão.



Nos países ricos, a justiça funciona de outra maneira. São outras sociedades, outras economias. Aqui, no fundo da Europa ocidental, é o que temos.

sábado, 10 de abril de 2021

Sócrates, um corrupto que nos condena

Na escola, a classificação dos alunos deve ser independente do professor, e na justiça a decisão também deveria ser independente do juiz. Agora todos sabemos que o Alexandre dá um resultado e o Ivo dá outro, o que descredibiliza a Justiça, dá uma péssima imagem de Portugal no exterior e vem alimentar o populismo.

Mesmo humilhando os colegas, o Ivo Rosa deu como provado que Sócrates é corrupto, mas livrou-se de muitos crimes porque prescreveram. Se tivesse roubado uma galinha seria feita justiça. Este cenário é ideal para dar razão aos países que sempre se têm oposto à mutualização da dívida e para o crescimento do Chega! Como sou dos que pagam impostos, sem engenharia financeira, só não sei se irei pagar mais impostos por causa do Sócrates, ou dos seus ministros, que o como o Ivo explicou ontem tinham “autonomia nas suas decisões”... e muitos deles continuam no Governo do Costa, a começar pelo próprio.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Para que servem os links?

Os links, ou ligações, são um elemento básico da World Wide Web, permitindo associar ideias, de textos escritos em diferentes locais. Assim, não há necessidade de copiar para um lugar o que esteja noutro. Ensinar isto aos alunos é muito difícil, porque lhes dá jeito tentar fintar os profs, com copy/paste, mas outras vezes não entendo....

A escola deveria promover exemplarmente o fair use.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

domingo, 22 de setembro de 2019

Opinião honesta sobre as soluções para a escassez de alimentos no resto do mundo?


Uma pesquisa mundial foi realizada pela ONU. A única pergunta colocada foi: "Por favor, poderia dar sua opinião honesta sobre as soluções para a escassez de alimentos no resto do mundo?"

A pesquisa foi um enorme fracasso ...

Em África, eles não sabiam o que "comida" significava.

Na Europa Oriental, eles não sabiam o que "honesto" significava.

Na Europa Ocidental, eles não sabiam o que "escassez" significava.

Na China, eles não sabiam o que "opinião" significava.

No Oriente Médio, eles não sabiam o que "solução" significava.

Na América do Sul, eles não sabiam o que "por favor" significava.

E nos EUA eles não sabiam o que "o resto do mundo" significava.


Fonte: Hindu Mommy.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

A corrupção apodreceu o regime

Nestes dias discutiu-se a questão das golas antifumo e a lei das incompatibilidades. Brevemente surgirão novas polémicas, que farão esquecer estas. Aqui se deixam alguns destaques para que não se esqueçam os problemas estruturais, que estão da origem das notícias que nos adormecem todos os dias. Sem encarar de frente a corrupção (Sistema Nacional de Integridade), sem um Estado forte que nos proteja da ganância dos poderosos, os “novos” casos jamais deixarão de surgir.

Porque é que políticos e titulares de cargos públicos estão a intervir cada vez mais na economia real do país e a criarem oportunidades de mercado a empresas amigas que nunca teriam nenhuma viabilidade em termos económicos, financeiros, ou à luz das regras da boa gestão? (JGF, 00:50)



Nós não temos cultura empresarial, prevalecendo a cultura portuguesa que não fomenta a meritocracia, mas o amiguismo. Não pomos à frente dos interesses particulares, os interesses da sociedade, de Portugal. (EC, 02:40)

Os políticos tem três objectivos: 1º manterem-se no poder; 2º terem muitos apaniguados a quem dão empregos; e 3º muitos financiadores a quem dão negócios. (PM, 09:40)

Um prejuízo com os incêndios superior a 0,8% do PIB dispara automaticamente as ajudas comunitárias. (ACP, 18:50)

Aplicar a lei das incompatibilidades aos quatro ou cinco políticos hoje falados levanta um problema de regime. É que observando as ligações dos outros e aplicando-se-lhes a mesma lei, 50% dos políticos ficariam na cadeia. (ACP)

Precisamos de mecanismos de verificação porque os casos de incompatibilidade existem no concreto, não em termos abstractos. Em Portugal existem leis para tudo, mas não existem mecanismos de verificação para nada. (JPB, 27:40)

Porque é que nós compramos máscaras antifogo que se derretem na cara das pessoas, pagas a mais do dobro do preço? (...) Será um militante fiel do Partido Socialista que consegue receber um lucro brutal na sua empresa e posteriormente reencaminhar boa parte deste para o partido, financiando-o ilegalmente? (JPB, 29:40)

A melhor liderança funciona pelo exemplo. Quando António Costa pede um parecer à PGR, sobre uma lei que ele próprio fez, sobre uma lei que é linear, e o vice-PM vem dizer que a lei não é para se levar a sério, não é para ser lida de forma textual, não podemos pedir à sociedade que actue de forma diferente. Portanto, vamos exigir o quê à Protecção Civil? (EC, 35:00) (...) O que interessa é o silêncio. O que interessa é arranjar já outro caso a seguir, para a população, os jornalistas, os programas de televisão esquecerem essa matéria e passarem à próxima.

O populismo é inevitável quando a sociedade é corrupta (ACP,54:20)

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Saudades das sicofânticas injectivas do RAP

Ainda as férias não começaram, e já tenho saudades do RAP.

Como te atreves, descendente de meretriz, a formular ultrajantes labéus sobre a minha pessoa? Mete teus ignomiosos turpilóquios na tua imunda cloaca! Leva teus excrementícios remoques para o charco de pulhice onde chapinhas badalhocamente.

O RAP fez-me assistir à TV, apesar da colecção se encontrar na Internet. #gentequenaosabeestar

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Pessoa normal

quarta-feira, 25 de julho de 2018

É legítimo um professor ficar a ocupar uma vaga até aos 70 anos?

A idade normal de acesso à pensão por velhice encontra-se actualmente nos 66 anos, mas legalmente um professor poderá ocupar a vaga no quadro até aos 70. Aqui se explica porque podem, mas não devem.

Este texto foi pensado tendo em mente algum colega que manifeste interesse em continuar a ocupar a vaga na escola, para além da idade de acesso à aposentação sem penalizações, quando já atingiu o nível remuneratório mais elevado. Não está em causa o mérito do trabalho desenvolvido, mas se a escola abrir este precedente muitos outros poderão sentir-se tentados a seguir o exemplo, dificultando o rejuvenescimento dos quadros, um imperativo da profissão unanimemente aceite.

É oportuno recordar que muitos colegas têm ao longo de toda a carreira desfrutado do privilégio de escolher horários em primeiro lugar, mantendo-se relativamente abrigados das mutações que o ensino tem sofrido, pois permanecem dezenas de anos a fazer o mesmo, enquanto os mais jovens são forçados a adaptar-se às constantes novidades, introduzidas frequentemente sem qualquer estudo prévio, e substituídas sem avaliação.

Acresce que entendem ter chegado a uma posição que sabem confortável pelo mérito, esquecendo convenientemente o contexto histórico de desenvolvimento da profissão docente. Designadamente, aqui é importante sublinhar a rápida aceleração do ritmo de crescimento da procura escolar, posteriormente ao 25 de Abril, que forçou o sistema de ensino à abertura de centenas de escolas e de milhares de vagas nos quadros. Este movimento foi particularmente expressivo no ensino secundário, que saltou de apenas 40 mil alunos matriculados em 1973, para 477 mil em 1996, decrescendo até à crise financeira (conferido no PORDATA, em https://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+secund%C3%A1rio+total+e+por+modalidade+de+ensino-1042).

Assim, os baby boomers foram rapidamente absorvidos pelo sistema, em resultado do dinamismo da oferta escolar, beneficiando de um período de 23 anos em que a procura do ensino secundário cresceu, em média, a 11,4% ao ano. Enquanto estes foram ocupando lugares e exercendo cargos em vagas que encontraram vazias, simultaneamente encerraram as vagas aos professores que nasceram após os anos 60.

Quando os primeiros baby boomers atingiram a idade de reforma, o país vivia em austeridade, expressa no Programa de Assistência Económica e Financeira, com dolorosas restrições impostas às escolas, de tal modo severas que nenhum professor terá tido coragem para pensar em continuar a ocupar a vaga após atingida a idade de reforma. Apesar da propaganda política actualmente louvar o crescimento económico, a crise no emprego docente aconselha os que já beneficiaram extensivamente da explosão do ensino secundário, a serem mais contidos nas suas ambições. Mesmo que estas tenham enquadramento legal, dado o contexto, não serão sentidas como legítimas pelos colegas, e certamente iriam comprometer a tranquilidade que os professores aposentados merecem.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Escola Gama Barros é a única do concelho que acrescenta valor à escolaridade dos pais

27 de Agosto de 2001 foi considerado “dia histórico” no editorial do jornal PÚBLICO, pela realização em Portugal de um trabalho semelhante ao que tinha sido novidade em França, em Setembro de 1980, com a publicação no Figaro Magazine de um estudo de Robert Ballion qualificado como “documento impublicável” (Derouet, 1992). Após vários requerimentos apresentados pela imprensa, a Comissão de Acesso aos Dados da Administração Pública obrigou a tutela a divulgar as classificações internas e externas dos alunos do 12º ano.

Uma vez que o PÚBLICO recebeu a informação em bruto, e o Ministério da Educação sublinhou que não era política sua elaborar rankings, houve que proceder ao tratamento dos mais de 460 mil resultados dos exames nacionais do 12º ano de acordo com critérios simples, claros e, na medida do possível, justos. O PÚBLICO considerou justa a ordenação das escolas pela média obtida em exame pelos alunos internos. A lógica implícita é que uma vez que as provas de exame são as mesmas, os seus resultados são directamente comparáveis, desde que o número de alunos seja suficientemente significativo. Esta cientificidade é no mínimo duvidosa, e já que os dados teriam de ser publicados, no ano lectivo seguinte o ME encomendou um estudo para a sua divulgação. Assim, em 2001/02 a imprensa não construiu qualquer ranking de escolas, limitando-se a publicar e discutir a proposta de seriação apresentada pelo ME.

Para realizar a proposta de seriação das escolas o ME encomendou o trabalho a uma equipa da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da UNL, dirigida pelo professor Sérgio Grácio. Este estudo pretendia ordenar as escolas pela parte da classificação dependente do trabalho efectivamente realizado nas mesmas, referido como contributo das escolas. Admitia-se que outra parte muito significativa das classificações é determinada pelo ambiente socioeconómico em que a escola vive, e uma vez que é determinada por condições exteriores à escola não deve reflectir-se na sua seriação. É uma ideia interessante, só que estas componentes não são independentes, e não há matemática estatística que permita distingui-las.

Grácio construiu o conceito de classificações esperadas (CES), que seriam as classificações que teriam sido obtidas nos exames em cada uma das escolas, em resultado exclusivo das condições exteriores. A diferença entre as classificações observadas em exame (CEX) e classificações esperadas (CES) permitia calcular o contributo das escolas (CEX-CES). A seriação das escolas realizou-se por ordenação decrescente deste. Naturalmente, o conceito de classificações esperadas foi violentamente criticado, porque parte do princípio que os maus resultados podem ser atribuídos a condições socioeconómicas desfavoráveis e os bons a condições mais propícias, criando uma engenharia que penaliza os bons resultados de umas escolas, e desconta os maus resultados de outras. Nunca mais se estudou o contributo das escolas, mas desde então que me questiono em que medida as médias das classificações reflectem as habilitações dos pais.

Para evitar a discussão dos contextos socioeconómicos limito-me a observar o concelho de Sintra. A tabela abaixo foi extraída do Ranking das Escolas do EXPRESSO, conjugando as (1) médias de exame com a (4) escolaridade dos pais e calculando o (5) Valor Acrescentado pela escola como a diferença (1)-(4). Deste indicador se conclui que a Escola Gama Barros é a única do concelho que acrescenta valor à escolaridade dos pais, pois nas restantes o seu valor é negativo.



Pode criticar-se esta análise pelo simplismo, ou até por erros crassos, porque a média de exame e a escolaridade dos pais se encontram em escalas diferentes, pelo que não deveria construir-se um indicador deste modo. Porém, a correlação entre estas variáveis salta à vista: as médias mais elevadas (baixas) são obtidas pelos alunos das escolas onde os pais têm mais (menos) anos de escolaridade. Como a ordem de grandeza das variáveis utilizadas é semelhante, creio que o erro se pode desculpar, porque o que perde em sofisticação estatística ganha-se na compreensão do processo de cálculo, também ele simples, claro, e na medida do possível, justo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Escola necessita urgentemente de uma actualização

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

sábado, 20 de maio de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Dívida

Não se pode resolver o problema da dívida sem conhecer a sua história. Os falhanços dos economistas já são anedota porque se prendem a modelos matemáticos - como os simuladores utilizados pelos estudantes de Doutoramento - sem explorar os contextos que conduziram à criação do monstro.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Euro2016

Portugal teve sorte de ficar num grupo fraco, onde tinha a obrigação de passar em 1º ou em 2º, evitando a aritmética de apuramento dos 3ºs, e durante a 1ª fase ninguém imaginava a taça, mesmo aqueles que agora dizem quem sempre acreditaram!

Eu sou daqueles que depois de ter visto o 1º jogo, contra a Islândia, disse logo: Se nem a estes ganham, só foram lá fazer despesa!

Quando começou a fase do mata-mata e Portugal ganhou à Croácia comecei a acreditar que tudo era possível. Depois da vitória sobre a Polónia, mesmo com arbitragens desfavoráveis, acreditei que tinha chegado a nossa vez de vingar 2004. Sim, então tinha vibrado com a selecção do Filipão. Depois te termos ganho à Polónia é que coloquei na janela uma bandeira que tinha sobrado de 2004! 

Lembro-me bem de Portugal ter perdido contra a Grécia no 1º e no último jogo. Estes resultados ficaram bem registados na minha memória, porque no Verão de 2005 visitei as ilhas sem areia nas praias, e tive muitos gregos a rirem-se na minha cara: Vocês são portugueses?! São dos tais!! Ah!! Ah!!! Ah!!!! Portanto imagino bem a humilhação que os emigrantes sofreriam se tivéssemos perdido contra a França!

Imaginei que seria bonito ganhar à Alemanha por causa da dívida, mas depois do que a imprensa francesa disse de nós, ainda passou a saber melhor a vitória de ontem, e foi com muito gosto que também contribui para que hashtag #Eagoraqueménojentocaralho

Melhor ainda do que tinha imaginado, o Cristiano não falhou nenhum penalti, nem chutou na atmosfera. O treinador nunca teria coragem de tirar o melhor do mundo, mas a verdade é depois o resto da equipa ficou com mais tusa e jogou melhor na 2ª parte, apesar de ter passado por um período de desorientação na 1ª. Gritaram bem alto: não somos o melhor + 10! SOMOS 23!

Eu também gosto do Cristiano, mas não esqueço que em 2012 e em 2008 ele disse que não tinham ganho porque só ele é que era bom! Os outros não jogavam nada! Agora em bem pode levantar a taça, que os outros deixam, visto que o CR7 é especialista em Marketing & Publicidade. Mas ele sabe que deve a taça aos colegas!

Termino com uma piada do Twitter e um vídeo, das revelações do Euro2016:

 - Sabes como é que se diz melão em francês?
 - ….
 - Éder.

 VÍDEO: "Fod**** tudo até ao último minuto!"​

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

sábado, 6 de junho de 2015

O Papel Comercial do BES/GES. Lesados de luxo vs. lesados pelintras

Uma apresentação mais desenvolvida deste produto encontra-se no site do Novo Banco.

Em 14 de Agosto de 2014, o Novo Banco comprometeu-se a ressarcir os seus clientes de retalho que adquiriram papel comercial:

A CMVM tem referido que os investidores não profissionais não deverão ser vítimas das más práticas do BES/GES:

  • Tendo em conta o referido nos pontos anteriores, a CMVM entende - e já o transmitiu nos fora e pelos meios próprios - que deverá haver lugar à adopção pelo Novo Banco de soluções de compensação dos investidores não qualificados vítimas das más práticas de comercialização de papel comercial GES vendido aos balcões do Banco Espírito Santo.
    http://www.cmvm.pt/pt/Comunicados/Comunicados/Pages/20150420.aspx
De acordo com o EXPRESSO:
  • Entre os 2508 clientes de retalho que reclamam o pagamento do dinheiro investido em papel comercial aos balcões do BES, relativo a dívida de empresas do grupo Espírito Santo, há 60, 2,4% do total, que fizeram aplicações superiores a €1 milhão. E há mesmo casos em que o investimento superou os €5 milhões. No conjunto, estes 60 clientes de papel comercial da Espírito Santo International (ESI) e da Rioforte têm aplicados €100 milhões, ie. 18% do total, de cerca dos €550 milhões.
    (...) "há muitos quadros, juízes, directores do próprio Novo Banco que compraram papel comercial".
    http://expresso.sapo.pt/economia/ha-60-lesados-de-luxo-no-papel-comercial=f921605
Será que o Estado deve assumir a dívida também com os investidores de luxo, de forma que as administrações dos bancos nunca sejam penalizadas pela gestão irresponsável, e os depositantes possam meter o dinheiro em qualquer buraco, sempre à custa dos contribuintes?

Numa situação diferente estarão os lesados pelintras. Indivíduos que pouparam durante a vida inteira para chegar aos €50.000, montante mínimo para a subscrição deste produto, e terão ficado sem quaisquer poupanças. Admite-se que estes não conhecessem as características do produto, tendo sido vítimas da sua ignorância. O Estado Social existe para evitar que as pessoas caiam em situações de pobreza extrema, devendo prestar-lhes auxílio, mas nunca ressarcindo a totalidade do capital, para que aprendam a ver onde colocam o dinheiro.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Uma década para Portugal! Atenuar a austeridade apenas para que o regabofe se perpetue

A estratégia que o PS apresenta no documento Uma década para Portugal  (Backup) exige muita fé. Por alguma razão desconhecida, o Produto Interno Bruto a preços constantes passará a crescer em média 2,6% ao ano, no período 2016-2019 no seu cenário.



Observando os valores históricos, constata-se que em 2014 produzimos sensivelmente o mesmo que em 2000! Nuns anos o PIB subiu, noutros desceu, ficando no resultado final uma taxa crescimento médio nula! Mais, no nosso melhor momento, 2004-2007, o crescimento médio foi de 1,7%.



A estimativa de crescimento irrealista, mesmo assim apenas permite atenuar a austeridade, que continuará a fazer-se sentir sobre os mesmos, para que o regabofe dos privilegiados possa continuar. Uma palavrinha muito em voga para explicar o estado a que chegámos - a corrupção – nem aparece neste relatório. Sócrates não faria melhor.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Próspero 2014!

Não sei se faz sentido  desejar um bom ano a todos os que leiam esta mensagem. A dúvida ocorre-me depois de ter escutado as críticas do   padre sobre a industrialização das mensagens de Boas Festas e de Ano Novo com os recursos da Internet. Referiu o E-mail, o Twitter e o Facebook como se fossem os demónios dos tempos modernos,  responsáveis pela desagregação das famílias...

Para que  conste, esta mensagem não é copy/paste, e sinto-me muito mais tranquilo escrevendo-a no meu Tablet, que a publicará no Blogger, Twitter, Facebook e nem sei mais onde, que me senti na missa, perante a pressão para beijar a vizinhança ao lado pela paz de Cristo ou beijar a imagem mesmo que o padre tenha dito que  os católicos não veneram imagens!

Tenham um 2014 minimamente decente, sem esperar pela saída da Troika, porque num país periférico como o nosso a famigerada independência não passa de uma utopia e quem constrói a Felicidade somos nós! Quem me mandou ir à Missa?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Brutal aumento de impostos apresentado como corte da despesa/poupança do Estado

Os funcionários que recebam 2.000 euros, tem tido um corte de 3,5%, mas verão agora esse corte pode disparar para os 12%, passando a ser quase equivalente a dois subsídios. Os que recebam um vencimento superior, terão igualmente um corte de 12%, sem qualquer respeito pelo princípio da proporcionalidade. Este princípio foi criado para tornar a repartição do rendimento mais justa, o que se efectua entre nós através do IRS. Se o Governo utilizasse o IRS, estaria a respeitar minimamente a situação dos contribuintes. Sucede que o seu objectivo é sacrificar os funcionários públicos de nível intermédio, mas ao mesmo tempo dizer aos altos quadros da função pública que não os querem beliscar, porque sabem que quanto mais qualificados são, mais dificilmente serão substituídos.

A propaganda está tão bem montada, que este aumento efectivo e imoral de impostos é apresentado como corte da despesa ou poupança do Estado.

A ideia é que os funcionários intermédios não fazem falta nenhuma ao Estado, pois passarão o dia a falar ao telemóvel - como a imagem sugere - ou talvez no Facebook...

Para melhorar ainda a repartição do rendimento, não se faz nada para reaver os impostos daquelas que os decidiram pagar na Holanda, e ainda se lhes oferece um bónus no IRC.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Marco Almeida ganhou moralmente em Sintra



Quem votou VIII conheceria Marco Almeida e teria razões para nele depositar a sua confiança. Quem votou no PS, votou na marca eleitoral que tem por atribuição fazer oposição ao PSD, com o primo Basílio ou outro pára-quedista qualquer. Como a diferença entre as duas primeiras listas foi de cerca de 1700 votos em 123 mil, quase sem expressão percentual, Marco Almeida ganhou moralmente estas eleições, porque ia tendo o número votos suficiente para as vencer efectivamente, contra as máquinas partidárias do PS e do PSD.

Nunca tinha escrito sobre eleições no blogue, porque nunca me tinha custado perder. Pelo que li no Twitter esta noite terá sido penosa para muitos mais, mas a nossa esperança de devolver Sintra aos Sintrenses não se esgotou hoje... Para a próxima acredita mais na tua força e esquece os notáveis, porque o efeito Capucho foi contraproducente.

Adenda
Marco Almeida denuncia trafulhices na contagem dos votos em Sintra, e exige anulação das eleições

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Portugal, o país mais desigual da Área Euro, persiste na chinenização do trabalho

Alguns extractos do Relatório da Oxfam:
  • A crise da dívida soberana na zona do euro poderia muito bem designar-se de "crise do desemprego" em Portugal, como em outros Estados-Membros do sul da Europa. Esta crise levará à perda da geração de mão-de-obra qualificada em Europa. Mais que as variações do PIB e das taxas de juro da dívida soberana, o número de pessoas sem trabalho pode ser visto como um indicador de quão duramente o país foi atingido pela crise e as medidas de austeridade.
  • Portugal reduziu abruptamente os gastos em educação, entre 2010 e 2012, 23 por cento em dois anos. Acompanhando esse número, entre os grupos que visitam centros de emprego, os professores viram o mais significativo aumento em todo o país em 2012. Enquanto isso, o governo aumentou o mínimo de alunos por turma para 26 com um máximo de 30, entre o 5º e o 12º anos de escolaridade (10-18 anos de idade).
  • Vitor Gaspar, advertiu que "a disciplina orçamental" não vai acabar, mesmo que as medidas de austeridade acordadas entre a Troika e o Governo Português sejam respeitadas e concluídas em 2014. Gaspar afirmou ainda que o trabalho para reduzir os níveis de dívida não será concluída em 2014 ou no ano seguinte: "Vai levar os esforços de uma geração".

  • Fonte: THE TRUE COST OF AUSTERITY AND INEQUALITY, Setembro de 2013, OXFAM.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Não há amanhã

Crescimento demográfico e económico exponencial, em confronto recursos energéticos limitados, conduzem a perspectivas de futuro muito negras... O pior é que esta reflexão é muito realista.

sábado, 7 de setembro de 2013

O negócio do ensino privado no Grupo GPS

Políticos são os seus administradores, que enriquecem com dinheiros públicos, escravizam os professores, inventam as classificações dos alunos. Tutela não responde às questões sobre os contratos de associação do Grupo GPS.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...