Não é por acaso que Soares dos Santos ficou o português mais rico. Veja-se como está a consolidar a sua fortuna:
1) A TROIKA sugere no "memorandum" a VENDA do Negócio da SAÚDE da
CGD;
2) O Governo nomeia António Borges para CONSULTOR para as VENDAS dos
negócios Públicos;
3) A Jerónimo Martins (Grupo Soares dos Santos) CONTRATA o mesmo
António Borges para Administrador (mantendo as suas funções de
VENDEDOR dos negócios públicos);
4) O Grupo Soares dos Santos (Jerónimo Martins) anuncia a criação de
um novo negócio: a SAÚDE (no início DESTA SEMANA);
5) A TROIKA exige a VENDA URGENTE do negócio da SAÚDE da CGD já este
mês (notícia de HOJE no Dinheiro Vivo).
A pagar impostos na Holanda e com a ajuda da Troika/António Borges deve ter sido fácil construir a maior fortuna portuguesa.
Em apenas seis anos, a fortuna de Soares dos Santos sextuplicou!!! (Diário Digital)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Relvas: Mais lenha para a fogueira
Com esta opção:
Passos Coelho (1) confirma a confiança em Relvas; (2) transmite a ideia que o homem poderá “fazer” coisas importantes, tentando parar as anedotas a seu respeito; (3) afasta da comissão interministerial pessoas honestas que teriam um papel importante.
Resumindo, atirou mais lenha para a fogueira do Relvas e do Governo.
- O Governo anunciou a criação de uma comissão interministerial coordenada pelo ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que terá ainda como missão propor medidas que evitem que a massa florestal ardida venha a contaminar os sistemas de abastecimento de águas no Algarve. (Público)
Resumindo, atirou mais lenha para a fogueira do Relvas e do Governo.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Todos os jornalistas pensam que sabem de educação
Toda a gente pensa que sabe de educação, e está em voga um discurso simplista que associa a redução da taxa de natalidade à inevitável redução do número de professores, elevando os miseráveis cortes na educação e na saúde a gestão racional de recursos.
O artigo que o José Manuel Fernandes que escreveu mesmo na Web2.0 é exemplo desta onda. Felizmente alguns comentários são bem mais esclarecedores que o post:
O artigo que o José Manuel Fernandes que escreveu mesmo na Web2.0 é exemplo desta onda. Felizmente alguns comentários são bem mais esclarecedores que o post:
- JMF não sabe que a escola pública desde 2006 recebe alunos com Necessidades Educativas Especiais que em Unidade (Autista ou Multideficiência) tem um rácio que decorre da lei de 3 alunos 1 professor, que estes alunos integrados nas turmas, com currículo específico, obriga a que estas tenham no máximo 20 alunos… será que JMF não concorda? JMF não sabe que na escola pública nas últimas décadas tem uma diversidade de oferta curricular em turmas designadas de Currículos Alternativos em que o rácio aluno professor é bastante aproximado. Estas turmas visam o combate ao abandono e ao insucesso escolar de alunos que não conseguem progredir nos anos e ciclos de estudo (devido a problemas de emigração ou de ambiente familiar desestruturados, etc.) … será que JMF não concorda? JMF não sabe mas à uns anos a esta parte está a ser implementado no sistema educativo as modalidades CEF, para alunos que atingiram a idade limite de escolaridade obrigatória, que pretende dotar estes alunos com um nível profissional tendo em vista a inserção na vida activa. … será que JMF não concorda? JMF não sabe mas existem PIEFs, PROFIs, etc., etc . que são respostas educativas de uma ESCOLA PARA TODOS! JMF NÃO SABE MAS DEVIA SABER QUE A DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO TEM DESTAS COISAS… E, JMF, SE NÃO SABE CALE-SE!!!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Nuno Crato relax
Fonte da foto: www.nunocrato.com
No actual panorama, uma forma de aliviar o espírito é passar a tentar ver humor, mesmo onde ele está ausente. Por registam-se aqui duas afirmações de Nuno Crato. A segunda expressão não foi dita para ser anedota, mas com um sentido totalmente diferente! No entanto a comunicação não é realizada apenas pelo emissor, mas também pelo receptor ;)
Nuno Crato: “Não há caos na preparação do ano lectivo. A preparação do ano lectivo está a decorrer com tranquilidade” / “Os horários zero estão em evolução, não estão consolidados” / “Eu nem posso garantir que continuarei a ser a melhor escolha do Dr. Passos Coelho”.
No actual panorama, uma forma de aliviar o espírito é passar a tentar ver humor, mesmo onde ele está ausente. Por registam-se aqui duas afirmações de Nuno Crato. A segunda expressão não foi dita para ser anedota, mas com um sentido totalmente diferente! No entanto a comunicação não é realizada apenas pelo emissor, mas também pelo receptor ;)
Nuno Crato: “Não há caos na preparação do ano lectivo. A preparação do ano lectivo está a decorrer com tranquilidade” / “Os horários zero estão em evolução, não estão consolidados” / “Eu nem posso garantir que continuarei a ser a melhor escolha do Dr. Passos Coelho”.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Incoerências
Passámos o ano lectivo a exigir trabalho, e no final... os sindicatos ficaram a rir-se, como se fossem necessários para aceitar a proposta de Nuno Crato: "a possibilidade dos professores sem horários e contratados serem colocados nas escolas, em atividades que fazem parte de um pacote de medidas para o sucesso e prevenção do abandono escolar."
Tomar isto como vitória significa aceitar todas as anteriores medidas que levaram a esta catástrofe dos horários. O que mais me revolta é que no meio disto tudo a avaliação não passa de discurso, e as mudanças que estão a ser feitas são totalmente alheias às qualificações e ao investimento dos professores, criando numerosas situações de injustiça.
Foi uma mentira à Relvas, sob pressão... Mas mesmo que fosse verdade, seria inaceitável por numerosas razões:
Tomar isto como vitória significa aceitar todas as anteriores medidas que levaram a esta catástrofe dos horários. O que mais me revolta é que no meio disto tudo a avaliação não passa de discurso, e as mudanças que estão a ser feitas são totalmente alheias às qualificações e ao investimento dos professores, criando numerosas situações de injustiça.
Foi uma mentira à Relvas, sob pressão... Mas mesmo que fosse verdade, seria inaceitável por numerosas razões:
-
a) As Vigílias são em Defesa da Educação, do Serviço Público da Educação em geral e da Escola Pública em Particular;
b) Queremos a suspensão / revogação / alteração de todas as medidas que vão prejudicar os alunos, nomeadamente os que estão em situações de insucesso e / ou de abandono escolar: extinção de cursos (CEF, PIEF, Profissionais, etc..), Estudo Acompanhado, Formação Cívica, horas de apoio, aumento do número de alunos por turma,...
c) Estamos também contra uma organização curricular que reduz o currículo, que contraria o espírito da Lei de Bases, que torna redutor todo o percurso escolar dos alunos. Recusamos a centralidade da disciplina A, ou da Disciplina B. O currículo não se pode reduzir a conteúdos;
d) Achamos também que não se faz mais escola, com menos professores e por isso o despedimento gratuito de Professores contratados vai empobrecer a Escola Pública;
e) A situação em que o MEC colocou os docentes dos quadros, obrigando milhares a concorrer a DACL é completamente gratuita e destituída de sentido. É uma medida sem qualquer tipo de eficácia que vai colocar em causa o arranque do próximo ano letivo;
f) Por fim, exigimos que de imediato o MEC faça chegar às escolas instruções que permitam preparar com dignidade o próximo ano.
Os promotores
http://www.facebook.com/groups/303825439982/
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Vigília da Educação já está em marcha!
A Milú conseguiu unir os professores em célebres manifestações de 100.000/200.000 contra a avaliação. Não faço ideia de quantos, porque na altura eu até entendia que devia ser instituído um regime de avaliação sério, e encontrava-me na minha fase de anjinho, acreditando que o que vinha premiaria mais o mérito que a mera seriação por idade.
Entretanto as exigências financeiras obrigaram ainda o próprio José Sócrates a decretar o congelamento das progressões e promoções, acabando de vez com a propaganda da avaliação.
Com Passos Coelho e a música da Troika os professores têm aceite Nuno Crato, pelo currículo de aparente sabichão, porque estão habituados a esperar que um bom professor de Matemática tenha “cabecinha” para muito mais, e como era crítico do “eduquês” e professor até foi recebido algum carinho.
Com a música da Troika tornou-se "natural" a tese que há uma linha que separa os efectivos dos contratados, e portanto não voltar a contratar estes nem seria despedi-los.
Na passada 6ª-feira os Directores tiveram que enviar para o ministério a lista com os DACL – Docentes com Ausência de Componente Lectiva – e feitas as contas a nível nacional descobriu-se que além dos contratados, também 1 em cada 3 efectivos ficarão sem horário. Umas escolas foram encerradas na voracidade dos mega-agrupamentos, outras encontram-se de luto porque perderam muitos quadros.
De um dia para o outro os professores aperceberam-se que as célebres "gorduras do Estado" são a classe docente. Afinal em vez de implodir o Ministério, o ministro arrasa todos os professores, perseguindo objectivos meramente financeiros. Elevando o défice orçamental a objectivo único, a Escola Pública pode muito bem ser quase encerrada, isto é, reduzida ao mínimo, a funcionar com uns quantos professores proletarizados, pagos ao preço da uva mijona.
Os sindicados – quer a FENPROF, quer a FNE – têm andado a dormir, e entretanto foram ultrapassados pelos professores que se organizaram espontaneamente pelo Facebook.
Perante a onda que cresce nas redes sociais o Ministro já veio dizer que há emprego para todos, num plano de combate ao insucesso escolar. Só cairá nesta palermice quem quiser, porque é impossível prolongar a permanência dos alunos na Escola só para os professores terem horário!
Por exemplo, esta palermice é contraditória com outra: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede". Em Sociologia chamamos a isto representações, que os actores invocam parra defenderem as ideias que lhes convém.
Se os dirigentes sindicais pudessem ser despedidos, sem possibilidade de regressar às escolas nos próximos 5 anos (período de nojo) poupavam-se uns euros.
Só há uma solução: VIGÍLIA PELA EDUCAÇÃO! Hoje!
Entretanto as exigências financeiras obrigaram ainda o próprio José Sócrates a decretar o congelamento das progressões e promoções, acabando de vez com a propaganda da avaliação.
Com Passos Coelho e a música da Troika os professores têm aceite Nuno Crato, pelo currículo de aparente sabichão, porque estão habituados a esperar que um bom professor de Matemática tenha “cabecinha” para muito mais, e como era crítico do “eduquês” e professor até foi recebido algum carinho.
Com a música da Troika tornou-se "natural" a tese que há uma linha que separa os efectivos dos contratados, e portanto não voltar a contratar estes nem seria despedi-los.
Na passada 6ª-feira os Directores tiveram que enviar para o ministério a lista com os DACL – Docentes com Ausência de Componente Lectiva – e feitas as contas a nível nacional descobriu-se que além dos contratados, também 1 em cada 3 efectivos ficarão sem horário. Umas escolas foram encerradas na voracidade dos mega-agrupamentos, outras encontram-se de luto porque perderam muitos quadros.
De um dia para o outro os professores aperceberam-se que as célebres "gorduras do Estado" são a classe docente. Afinal em vez de implodir o Ministério, o ministro arrasa todos os professores, perseguindo objectivos meramente financeiros. Elevando o défice orçamental a objectivo único, a Escola Pública pode muito bem ser quase encerrada, isto é, reduzida ao mínimo, a funcionar com uns quantos professores proletarizados, pagos ao preço da uva mijona.
Os sindicados – quer a FENPROF, quer a FNE – têm andado a dormir, e entretanto foram ultrapassados pelos professores que se organizaram espontaneamente pelo Facebook.
Perante a onda que cresce nas redes sociais o Ministro já veio dizer que há emprego para todos, num plano de combate ao insucesso escolar. Só cairá nesta palermice quem quiser, porque é impossível prolongar a permanência dos alunos na Escola só para os professores terem horário!
Por exemplo, esta palermice é contraditória com outra: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede". Em Sociologia chamamos a isto representações, que os actores invocam parra defenderem as ideias que lhes convém.
Se os dirigentes sindicais pudessem ser despedidos, sem possibilidade de regressar às escolas nos próximos 5 anos (período de nojo) poupavam-se uns euros.
Só há uma solução: VIGÍLIA PELA EDUCAÇÃO! Hoje!
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