quarta-feira, 23 de março de 2011

Roménia, Portugal e Islândia são os países com mais reformados no mercado de trabalho

Observando as taxas de actividade por grupo etário, conclui-se que em Portugal, na Roménia e na Islândia o grupo dos 65+ anos tem uma actividade muito superior à dos restantes países.


Os números da Roménia poderão explicar-lhe como reminiscência de uma ditadura comunista.

A Islãndia é o paraíso dos reformados na Europa ocidental, por algum motivo que de momento não consigo explicar.

Em Portugal são os boys a governarem-se à custa do povo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Miguel Sousa Tavares fala do que não sabe

Miguel Sousa Tavares fala do que não sabe, e no último sábado (no EXPRESSO) atribui aos correctores de exames o quíntuplo do que têm recebido. O assunto pode ter sido referido com maldade porque o ME inventou novas regras para remuneração deste serviço, utilizando a gratuitidade do trabalho da componente não lectiva do ECD como nova modalidade de "não pagamento"... para corrigir o défice orçamental mais uma vez à custa dos professores!

Esteve bem Paulo Guinote, quando lhe respondeu:

  • (...) vejam lá a minha ingenuidade, estava convencido de que isso [verificar factos que se usam para acusar terceiros] fazia parte das tarefas de um articulista, as quais ele desempenharia com o brio de quem quer saber que o resultado do seu trabalho ao longo de umas horas não passa de uma deturpação da verdade.

Alterações climáticas


via chartsbin.com

Já não restam dúvidas entre a comunidade científica de que as alterações climáticas da Terra se devem ao padrão consumista da sociedade pós-industrial. As catástrofes climáticas são cada vez mais frequentes e afectam um número cada vez maior de pessoas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento dedicou-lhe o Relatório de 2007/08, mas com a urgência da crise financeira de 2008 os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foram esquecidos e todas as hipóteses de compromisso a nível global tem falhado: Rio de Janeiro, Quioto, Copenhaga...

A expressão Tsunami entrou para o vocabulário dos media em 2004, com a tragédia da Indonésia...


Em 2011 é apenas mais um vídeo sobre o Japão...


Alguém aprendeu alguma coisa?

Ligações

domingo, 20 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011

A crise política é o jogo da culpa


A democracia deveria ser repensada urgentemente, porque se suportamos os custos do seu funcionamento deveria ter algum valor acrescentado. Lendo o artigo de Helena Garrido ficamos com a sensação que a política é um jogo que só serve para os actores se culparem uns aos outros, agravando mais ainda os custos da crise económica.

  • Numa forma dura e crua, pode dizer-se que Portugal está já a ser governado a partir de Bruxelas e Frankfurt. E que já está tudo preparado para o Governo fazer o pedido formal de ajuda financeira à Europa e ao FMI.

    Factos são factos. O resto, a dita crise política, é o jogo da culpa. O Governo, pelo que disse ou pelo que não fez, quer tirar de cima de si a culpa do pedido de ajuda financeira. Um jogo que nos vai sair caro, que vai exigir ainda mais medidas de austeridade.
    Helena Garrido / Jornal de Negócios / 18/MAR/2011

Infelizmente, se lhe perguntasse quem deveria dar a cara pela administração do país, imagino que HG me responderia Sócrates. Realmente este é tão "brilhante" que não rivaliza com ele qualquer adversário credível, e segue uma política tão "consensual" que parecem não existir alternativas.

sábado, 12 de março de 2011

Sócrates ignora toda a sociedade

Sócrates ignora toda a sociedade, os sinais das manifestações de professores e da "geração à rasca", o discurso de tomada de posse do Presidente da República, os líderes dos restantes partidos, os parceiros sociais... e do alto da sua cadeira diz a toda a malta: tomem lá o PEC4 e vão-se...

O FMI não veio, mas que mais poderia o FMI inventar?

Vale cortar em tudo, menos nos gabinetes de Sócrates e amigos politicus que chupam este país.








Mas irão continuar a votar em Sócrates porque o problema de fundo da sociedade portuguesa é reduzida produtividade e o correspondente subdesenvolvimento. É evidente que Sócrates também tem culpa nestes problemas, quando cria em seu redor um exército de boys e promove políticas pouco transparentes na afectação de obras públicas, delapida as finanças públicas em brinquedos de guerra e num sistema judicial que só serve aos juízes...

Só que até aos anos 90 os licenciados iam encontrando lugares nas escolas, e agora já não encontram vaga porque os quadros estão preenchidos...

Os bons emigraram... os restantes manifestaram-se, porque invejamos os padrões de consumo dos países desenvolvidos, mas continuamos com a estrutura económica de um país que nunca se industrializou.

Valeu o dia pela catarse colectiva, como prova a diversidade de slogans:

- "Senhor Presidente, em nome dos pobres, dos jovens, dos idosos e da nação, dissolva o Parlamento!";
- "Sócrates cabrão, aceita a demissão";
- "Nunca pagámos tanto por tão pouco";
- "Economia é a tua tia";
- "Com a precaridade não há liberdade";
- "Revolução dos (es)cravos";
- "Deixa passar, deixa passar, que o mundo vai mudar";
- "Todos à rasca homens e animais";
- "Eu não votei na Merkel". (Jornal de Negócios)

Criticar é simples. Que soluções terão? Não vi nada de novo no seu Facebook!

terça-feira, 8 de março de 2011

É proibido expressar opinião contra a avaliação do desempenho


Ser honesto dá direito a despedimento.

Parece evidente a todos que tem apenas uma turma, hora e meia por semana, "só enganando a administração pode corresponder a um modelo que avalia quatro dimensões da actividade dos professores segundo 39 indicadores e 72 descritores. Por isso, apelei a uma reflexão sobre o sistema de avaliação - era isso que se pedia no abaixo-assinado".

Neste país, onde os políticos assumem as "qualidades" (papéis) que lhes apetece em função do que querem dizer, a sinceridade do coordenador da DREC valeu-lhe o despedimento.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...