Muitos colegas preocupam-se legitimamente com taxas de sucesso do alunos, que depois são perversamente utilizadas para avaliar o trabalho dos professores.
Santana Castilho desenvolveu a analogia avaliando os juízes pelos criminosos recuperados e imaginado-os a fixar objectivos do tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. Também os médicos suportariam a verificação de todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes e fixariam objectivos.
Este artigo é muito mais abrangente, pois para observar que Cavaco Silva só abriu a boca quando a escola privada foi beliscada, sumariando o processo de destruição da escola pública a que este tem dado o seu aval.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Cavaco venceu com apenas 23% dos sufrágios
A política nunca foi tão desinteressante quanto nestas eleições. Que interesse poderíamos ter em votar sabendo que Sócrates, embora apoiasse formalmente Manuel Alegre numa coligação contra-natura com o Bloco de Esquerda, certamente preferia a vitória de Cavaco?
Porquê? Cavaco é fixe para Sócrates por duas razões: 1. No primeiro mandato não vetou nenhum diploma, e no segundo deverá seguir sensivelmente o mesmo padrão; 2. Estando um Presidente do PSD em Belém mais facilmente ele vence as legislativas, porque o eleitorado aplica a teoria da separação dos poderes pelas duas cores: rosa e laranja.
Até o modernaço Cartão do Cidadão me ajudou, mas desta vez venci as eleições, porque me senti bastante confortável ao lado da imensa maioria sem pachorra para votar em eleições que não oferecem nenhuma alternativa.
Já agora convém retirar destas eleições a vitória do Facebook, pois a imprensa tradicional sempre promoveu "os dois principais candidatos", mas se o Partido Comunista tivesse oferecido os seus votos a Fernando Nobre teria sido este o segundo.
Como apenas votaram 4.489.904 votantes, correspondendo a 46,6% dos inscritos (9.629.630), se calcular a percentagem de votos de Cavaco (2.230.104) relativamente aos inscritos, este obteve 23%!!! Com esta percentagem, se frequentasse o ensino unificado estaria reprovado ;)
Fonte: http://www.presidenciais.mj.pt/
Porquê? Cavaco é fixe para Sócrates por duas razões: 1. No primeiro mandato não vetou nenhum diploma, e no segundo deverá seguir sensivelmente o mesmo padrão; 2. Estando um Presidente do PSD em Belém mais facilmente ele vence as legislativas, porque o eleitorado aplica a teoria da separação dos poderes pelas duas cores: rosa e laranja.
Até o modernaço Cartão do Cidadão me ajudou, mas desta vez venci as eleições, porque me senti bastante confortável ao lado da imensa maioria sem pachorra para votar em eleições que não oferecem nenhuma alternativa.
Já agora convém retirar destas eleições a vitória do Facebook, pois a imprensa tradicional sempre promoveu "os dois principais candidatos", mas se o Partido Comunista tivesse oferecido os seus votos a Fernando Nobre teria sido este o segundo.
Como apenas votaram 4.489.904 votantes, correspondendo a 46,6% dos inscritos (9.629.630), se calcular a percentagem de votos de Cavaco (2.230.104) relativamente aos inscritos, este obteve 23%!!! Com esta percentagem, se frequentasse o ensino unificado estaria reprovado ;)
Fonte: http://www.presidenciais.mj.pt/
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Inventaram uma Taxa de Redução da Remuneração
Verifiquei hoje o recibo de Janeiro e comparei-o com o Dezembro. Confirmo que vieram ao bolso, mas fizeram a contabilidade sem reduzir o vencimento base, como estava previsto no Orçamento de Estado, e anunciado como mudança para sempre.
Em contrapartida inventaram uma taxa não prevista no Orçamento, que li como Taxa de Redução da Remuneração (no recibo tenho as abreviaturas "Taxa de Red. Rem.") que é equivalente à diferença percentual entre o vencimento base e o vencimento processado. (Exemplo de recibo disponível online)
Na opinião pública tinham-se levantado dúvidas quanto à legitimidade e à legalidade da redução dos vencimentos, e o Governo criou uma nova ilegalidade inventando esta taxa.
Porém, a mensagem não é má de todo. Deixa a esperança de que, quando passarem os piores momentos para os cofres do Estado - problema que até se resolvia depressa se não fosse a cáfila de protegidos - poderíamos receber o que nos estão agora a descontar, e pagarem com os respectivos juros, como fizeram com o 13º mês (subsídio de Natal) em 1984.
Já vivi o suficiente para ser chamado a salvar financeiramente o país por duas vezes, mas os problemas estruturais mantêm-se, e num país de corruptos todo o esforço exigido a quem trabalha é inglório.
Domingo poderei votar:
- (1) no monstro responsável pela subida vertiginosa do défice orçamental, e pela década em que Portugal desbaratou os fundos comunitários somente para construir autoestradas. Como Presidente da República tem apoiado toda a política financeira deste desGoverno;
- (2) no poeta que vive no Parlamento desde 1975 sem nunca ter feito qualquer lei, e que é apoiado por este desGoverno;
- (3) em branco, anular o voto, ou votar em nulidades. Chama-se a isto "democracia".
sábado, 15 de janeiro de 2011
Cavaco ganhou com uma folga miserável para um presidente em exercício
Nenhum presidente em exercício foi forçado uma segunda volta para obter expressivamente o seu segundo mandato. Cavaco Silva considerou que a sondagem do EXPRESSO/SIC/RR não lhe oferecia uma margem de conforto suficiente e lembrou-se então que os funcionários públicos também votam:
- Estou nesta campanha para falar a todos os portugueses: empresários e trabalhadores, comerciantes e agricultores, pescadores, funcionários públicos, que tão duramente foram atingidos nesta crise, enquanto outros com maiores rendimentos e que não foram chamados a dar o seu contributo.
Cavaco Silva, A Bola, 14-01-2011
É puro eleitoralismo, pois quanto o Governo diz mata o Presidente sempre tem respondido esfola. É o único PR que nunca travou um acto legislativo do Governo (conferir Ricardo Costa, EXPRESSO), e certamente que a redução dos vencimentos dos funcionários públicos foi um dos seus brilhantes conselhos.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ministério da Educação quer suspender todos os projectos nas escolas
O Governo enlouqueceu de vez!
Para arruinar as escolas desta maneira, é preferível que chame o FMI. Pode ser que então se descubram outras possibilidades de equilibrar o Orçamento, como:
- criar um imposto especial a suportar pela banca, principal responsável pela crise financeira. Sócrates falou muito genericamente sobre o tema, mas logo o esqueceu assim que o lobby da banca abriu a boca;
- cortar as pensões milionárias;
- reduzir os institutos públicos;
- rever os regimes de excepção vergonhosos que foram inventados para empurrar o "esforço patriótico da recuperação da Nação" para os professores;
- reduzir o número de políticos e assessores na AR, Ministros e Secretários de Estado no Governo;
- não permite o endividamento das autarquias, como o Alandroal;
- Querem mais sugestões? Contratem-me ;)
Agora isto será a morte das escolas! Lá foi toda a retórica da autonomia...
- "Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação", lê-se na proposta de despacho de organização do ano lectivo (2011/2012) que o ME enviou a sindicatos e associações.
Jornal de Notícias, 11/1/11
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Palhaços a mais no Banco de Portugal
Fica registado para memória futura:
Comentando a possibilidade de recurso ao FMI para estabilização da economia portuguesa, Teodora Cardoso, Administradora do Banco de Portugal, afirmou: "É mais fácil se tivermos um apoio externo, desde logo porque isso permite que o ajustamento não seja tão abrupto, mas feito sozinho, para os mercados acreditarem nele, teria que ser brutal".
A afirmação acima só é bronca porque o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, pouco antes, tinha dito exactamente o inverso: "Eu disse e repito, os portugueses resolvem os problemas e têm capacidade para resolver os problemas por si, até me demonstrarem o contrário".
Fonte: Jornal de Negócios, 10 Janeiro 2011
O FMI fica desde já avisado que o Banco de Portugal tem Governadores e Administradores a mais, pois ninguém entende uma instituição destas a falar a várias vozes.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Bancos diferenciam clientes de primeira dos de segunda
Um fulano que pague a dívida do cartão de crédito no dia seguinte ao estabelecido paga com multa, para não falar das alcavalas que nos fazem pagar a troco de nada (cliente frequente, seguros, despesas de manutenção, comissões de abertura, etc.), isto para os clientes de segunda.
Aos clientes de primeira os produtos são vendidos a "preços de referência" inacessíveis aos restantes. Para confirmar este aspecto ouçam o podcast da TSF.
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