terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Palhaços a mais no Banco de Portugal


Fica registado para memória futura:

Comentando a possibilidade de recurso ao FMI para estabilização da economia portuguesa, Teodora Cardoso, Administradora do Banco de Portugal, afirmou: "É mais fácil se tivermos um apoio externo, desde logo porque isso permite que o ajustamento não seja tão abrupto, mas feito sozinho, para os mercados acreditarem nele, teria que ser brutal".

A afirmação acima só é bronca porque o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, pouco antes, tinha dito exactamente o inverso: "Eu disse e repito, os portugueses resolvem os problemas e têm capacidade para resolver os problemas por si, até me demonstrarem o contrário".

Fonte: Jornal de Negócios, 10 Janeiro 2011

O FMI fica desde já avisado que o Banco de Portugal tem Governadores e Administradores a mais, pois ninguém entende uma instituição destas a falar a várias vozes.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Bancos diferenciam clientes de primeira dos de segunda


Um fulano que pague a dívida do cartão de crédito no dia seguinte ao estabelecido paga com multa, para não falar das alcavalas que nos fazem pagar a troco de nada (cliente frequente, seguros, despesas de manutenção, comissões de abertura, etc.), isto para os clientes de segunda.

Aos clientes de primeira os produtos são vendidos a "preços de referência" inacessíveis aos restantes. Para confirmar este aspecto ouçam o podcast da TSF.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Só Porto Rico e a Grécia terão um crescimento mais negativo que Portugal em 2011

Era difícil imaginar um cenário pior. Só duas economias do Mundo não se afastarão de Portugal, em termos da riqueza produzida, ou Produto Interno Bruto (PIB). A fonte desta previsão é o Economist Intelligence Unit, publicado no The Economist.

Entre as economias que mais crescem não se apresenta nenhuma locomotiva europeia, nem os Estados Unidos. Destacam-se por volta dos 9% China e Índia. Qatar, Gana e Mongólia ocupam as primeiras posições da tabela.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Milagre do ensino português nas estatísticas de PISA 2009

Encontra-se online o documento PISA 2009 at a Glance que utilizei para copiar as imagens abaixo, que ilustram a evolução do desempenho dos diversos países nas três competências medidas: leitura, matemática e ciências.


Em competências de leitura, de 2000 a 2009, Portugal só não evoluiu tanto como o Peru, Chile, Albânia, Indonésia, Letónia, Israel e Polónia.


Em competências matemáticas, de 2003 a 2009, Portugal só não evoluiu tão rapidamente quanto o México, Brasil, Turquia e Grécia.


Em competências científicas, de 2006 a 2009, Portugal só não evoluiu tão rapidamente quanto o Qatar e a Turquia.

Nenhum outro país conseguiu uma evolução tão favorável nas três competências objecto de estudo, pelo que Portugal deveria ser indicado como case study ;) se não fosse a desconfiança relativamente à representatividade da amostra das escolas de 2009, onde quase triplicou a importância das escolas privadas. Tenho que “elogiar” os políticos portugueses, pela sua competência para manipular as estatísticas internacionais, ao ponto de produzirem imagens como esta:


Refiro ainda que como a OCDE tem uma perspectiva economicista da educação, apenas contabiliza os produtos das aprendizagens dos jovens com 15 anos anos, inferindo tudo a partir desse potencial em competências básicas.




Adenda:

Nuno Crato: Os estudos internacionais mostram-nos que os sistemas educativos demoram muito tempo a evoluir. (...) Quando as coisas são feitas de forma fiável, de modo que se possam comparar de ano para ano, nós verificamos que os sistemas educativos são de facto muito inertes, demoram muito a mudar."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A geração dos adultos, ensanduichada entre os jovens e os idosos é a mais infeliz


Uma área de desenvolvimento recente da Economia atreve-se mesmo a utilizar a estatística para medir a “Felicidade”. Certamente nem conseguem definir inequivocamente o conceito, mas a verdade é que medem a “coisa”. Segundo o The Economist, referido pelo EXPRESSO, concluíram que a curva da felicidade ao longo da vida tem a forma de um U. Isto é, são mais infelizes os adultos, entre os 30 e 50 anos. Uma explicação simples encontra-se na Teoria do Ciclo da Vida: estes vivem ensanduichados entre crianças e jovens dependentes no início das suas vidas, e idosos igualmente dependentes, mas já libertos do trabalho no Inverno das suas vidas.

Todos os adultos recordam com saudade a infância e a juventude, fases onde o Mundo não lhes cobrava o desempenho perfeccionista de papéis.

Por outro lado se perguntarem aos idosos como eles se sentem, envelhecendo, responderão certamente que “Envelhecer não é assim tão mau, considerando a hipótese alternativa”, e então ficam desculpados os problemas com os ossos e as articulações, a redução da visão, os sobressaltos com a tensão arterial, os lapsos de memória, etc.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...