sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Delfins - Nasce Selvagem





Mais do que um país
que a uma família ou geração
mais do que a um passado
que a uma história ou tradiçao

tu pertences a ti
não és de ninguém...


mais do que a um patrão
que a uma rotina ou profissão
mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião

tu pertences a ti
não és de ninguém...
vive selvagem
e para ti serás alguém nesta viagem...

quando alguém nasce
nasce selvagem
não és de ninguém


Obrigado pela vossa obra!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Web - Esse Mundo por explorar


Ultrapassada a fase das dificuldades técnicas na ligação à Internet, deparamos com uma infinidade de ferramentas na Web que é necessário conhecer e obviamente seleccionar. O melhor blogue do reino se Sua Majestade facilita-nos a tarefa. portanto aqui fica um link para http://springfieldlibrary.wikispaces.com/

Repare-se só na página que ilustra as opções de pesquisa do Google!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

“Isto foi como um jogo de futebol em fim de campeonato em que tudo já está decidido. Não serve para nada”


Para os inocentes que ainda alimentassem dúvidas quanto ao "modelo de avaliação" dos docentes, o Governo terá tornado claro que a gestão de recursos humanos do Ministério da Educação está subordinada à política e às dotações do Ministério das Finanças, servindo o dito modelo apenas de funil para impedir a generalidade dos professores de atingir os escalões mais elevados impondo quotas administrativas.

A FENPROF reagiu com a expressão lapidar que escolhi para título deste post, (PÚBLICO, 23/DEZ/2009) mas a lógica da subordinação das remunerações de professores ao défice orçamental tem sido a política mais coerente deste Governo. Obviamente já recebeu as mais violentas manifestações de professores e fez o PS perder a maioria absoluta, mas particularmente num contexto de crise a insistência no funil pode tornar-se uma política populista. Leia-se Milu na versão Isabel Alçada:

  • Durante a sua primeira audição na Comissão de Educação, a ministra referiu que o sistema a que estão sujeitos os professores vigora na restante administração pública e não é defensável, no actual momento de crise, uma profissão ter uma situação de benefício face às outras.
    PÚBLICO, 21/DEZ/2009


Uma avaliação meritocrática aplicada ao Governo certamente começaria com a começaria com demissão do Primeiro-Ministro, que vai fintando tudo e todos, inclusivamente o sistema judicial, com as suas manobras políticas, recordou o Bloco de Esquerda.

Faz-se frequentemente a comparação entre a hierarquia militar e os professores para afirmar que nem todos poderão ser generais, alguns terão que ser soldados! De facto, quando se faz esta analogia está-se a fugir à explicação de duas situações muito diferentes. Admito que na estrutura militar baste um centro de comando, e qualquer outra opinião possa atrapalhar as operações. Na educação cada professor deverá ter como formação de base um Mestrado, precisamente para assegurar que é capaz de resolver os seus problemas com autonomia. Isto é, cada professor não é um mero executante, é um autêntico centro de comando!

Que interessa à populaça que cada professor seja necessariamente um investigador? Absolutamente nada. Recordo-me de uma "explicação" de Cavaco Silva para os professores ganharem pouco: são professoras que vivem com os maridos e escolheram o ensino para ter tempo disponível para as tarefas domésticas... Parecia mal se recebessem tanto quanto eles!

Do palhaço já não vale a pena falar. A "boa moeda" pensa assim. Que podemos fazer? Para já, os blogues de professores voltaram a actualizar-se...

Santana Castilho expressou o mau-estar dos docentes este Natal:

  • (...) congelaram-se salários e pensões acima dos mil euros; congelaram-se as progressões nas carreiras e as admissões; agravaram-se drasticamente as condições de reforma; reduziram-se regalias sociais, ao mesmo tempo que se aumentaram os descontos para a ADSE e aposentação. Tudo porque foi dito, em tempo de alarme, que sem isso não reduziríamos o défice. Mas com isso os funcionários públicos terão perdido nos últimos anos oito por cento do seu anterior poder de compra e o défice subiu para números nunca dantes vistos. Será pois altura de baterem à porta do dinheiro, da corrupção, da especulação e das obras faraónicas sem retorno. Será altura de nos preocuparmos seriamente com o terço da população portuguesa que vive abaixo do limiar da pobreza e de reconhecermos que os cânones da globalização feroz e do capitalismo sem ética estão na origem de uma legião de desempregados que nunca tínhamos visto. Será altura de nos opormos à arrogância cultural e política que vem impedindo os nossos jovens de compreenderem a realidade que os escraviza e a hipocrisia do discurso da modernidade que os deixa sem futuro.
    Santana Castilho, PÚBLICO, 23/DEZ/2009


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Dropbox: Livre-se de transportar pens e CD’s todos os dias!


Temos um desktop em casa e andamos com um portátil. Trabalhamos em ambos os computadores, e às tantas temos versões dos mesmos ficheiros num e noutro. Aí entram as pens ou os CD’s para copiar a versão mais actualizada para a outra máquina.

A Dropbox é uma aplicação que uma vez instalada dispensa a utilização de quinquilharia. O software cria-lhe um directório Dropbox em cada computador. Colocando os ficheiros nesse directório, ficam nos servidores da Dropbox (Internet) e a partir daí serão repostos nos restantes computadores, no telemóvel, etc. Há ideias fantásticas, não há?!



terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Solidariedade Natalícia!?


Deixei os médios acesos durante excessivos minutos num fim de tarde frio e chuvoso. Quando quis ligar o carro, verifiquei que a bateria não tinha carga. Tinha ficado empanado logo naquela noite de domingo (20/DEZ/2009), com tempo invernoso.

Antes de chamar o reboque olhei à minha volta e pensei que até estava com sorte. Apesar de o terreno ser plano – senão bastaria deixar o carro descair e aproveitar o balanço – estava estacionado em frente a um café. Fui tomar uma bica e conhecer a malta que lá estava na esperança que alguém se voluntariasse para empurrar o carro. Falei-lhes da técnica de ligar duas baterias através de um cabo, armando-me em mecânico, quando um deles abreviou a conversa e estabeleceu linearmente as regras do jogo:

- Cabos não temos! Se quiser que eu empurre o carro, empurro, mas são 20 euros que eu estou desempregado e estou a precisar!

Aceitei. Afinal até ficou mais barato que o reboque e fiquei imediatamente com o problema resolvido.

Fala-se muito em solidariedade no Natal, e talvez por isso me tenha custado mais que alguém se tivesse aproveitado de um momento de fragilidade minha para me sacar 20 euros. Tenho pena do desempregado que precisou do meu azar para ter mais aquela nota. Gostaria de viver num país onde todos pudessem ser solidários com os outros.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...