sábado, 31 de outubro de 2009

M4T - Moodle for Teachers


É divertido aprender online. Infelizmente não abundam por lá perfis portugueses... Irei tentar minorar o meu défice nesta área seguindo este curso que inicia a 2 de Novembro, em http://www.integrating-technology.com/pd/.

Considerem-se convidados.




Final Presentation - Team 7

sábado, 24 de outubro de 2009

Did You Know?

Um mundo em mudança descontrolada. Nada de novo desde a imagem do carro de Jagrená descrita por Giddens, mas ficam os vídeos para actualização de dados.

Não é só a tecnologia e as relações sociais que estão a mudar exponencialmente...



... as mudanças climáticas também. É um tema desagradável para conversar, por isso proponho-vos uma brilhante viagem pelo Cosmos na companhia de Carl Sagan.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ranking de Escolas do Concelho de Sintra


Posições muito dispares nos rankings de escolas são habitualmente explicadas pela qualidade da "matéria-prima" ou origem social dos alunos. Porém, tomando apenas as escolas publicas do Concelho de Sintra, como se justifica que estas se distribuam ao longo da lista das 500 escolas secundárias que realizaram mais de 100 provas? (EXPRESSO)

Aparentemente, como as escolas são vizinhas pode argumentar-se que não se espera que variem significativamente as características da população escolar, havendo que atribuir a outros factores a oscilação das escolas entre a posição 87 e a 450! Numa análise mais aprofundada deveria observar-se que as escolas básicas e regiões do concelho de Sintra que funcionam como áreas de recrutamento dos alunos das escolas secundárias são diferentes. Certamente que as escolas que ocupam posições mais baixas no ranking vivem com uma população escolar mais heterogénea, vivendo muito mais intensamente a riqueza e a problemática da multiculturalidade que os rankings ignoram.




Por exemplo, choca-me a diferença de quase 150 posições entre duas escolas vizinhas, como são a Ferreira Dias e a Gama Barros. Ao nível do ensino, da preparação e da dedicação dos docentes não posso atribuir qualquer vantagem à FD. Esta tem a vantagem de ocupar geograficamente o centro de Agualva-Cacém, sendo a escola mais acessível à população escolar da freguesia, além de dispor ainda do acesso rápido através do comboio. A escola básica António Sérgio fornece-lhe os melhores alunos que são atraídos por esta centralidade, que se traduz todos dias numa poupança de tempo no percurso casa-escola. Os alunos menos bons da António Sérgio acabam por ir estudar na GB, que também recebe estudantes de S. Marcos, Cotão, Albarraque, etc.... reunindo uma diversidade muito maior de jovens, oriundos de zonas menos centrais, zonas mais carecidas. Se estes jovens gastassem a estudar só o tempo que demoram em viagem já teriam muito melhores resultados, mas o problema é que a deslocação basta para os deixar cansados...

Não se depreenda desde meu comentário que sou um fanático dos rankings. Por exemplo, certamente que alguma coisa correu mal porque a disciplina de Português discriminou as escolas num intervalo superior ao da Matemática, como se pode observar na tabela abaixo. Destaca-se a azul esta disciplina, em sinal de gratidão aos docentes de Matemática, o grupo disciplinar que contribuiu para uma melhor imagem da escola através dos rankings.



Que pode a escola fazer para melhorar a sua posição nos rankings de escolas?

Primeiro, temos de reconhecer que o problema fundamental deriva da composição da população escolar, muito diversa e oriunda de meios sociais dotados de escassos recursos cognitivos. Este aspecto é uma condicionante que não podemos mudar. Por mais planos para a Matemática ou para a Leitura que o ME trace para as escolas, a nossa desvantagem competitiva mantém-se, cristalizando a nossa posição no final da tabela como um problema estrutural.

E então perguntam-nos novamente o que poderá a escola fazer. Situações específicas exigem respostas pensadas à sua medida. Ficam algumas sugestões:
- A escola deveria adaptar melhor a sua oferta escolar aos interesses da população discente, designadamente prevendo mais turmas na área da informática;
- Conhecendo o problema central de muitos alunos, deveriam promover-se actividades que contribuíssem para a sua aprendizagem da língua, tanto na sala de aula como fora da sala de aula:
a) Na sala de aula. Os alunos geralmente desenrascam-se a falar, mas sentem grandes dificuldades em transpor as suas ideias para o papel. Creio que os problemas a português são de tal dimensão, que todos os professores deveriam esforçar-se por reforçar a componente escrita das aulas, ditando mais e falando menos…. Apesar de poder parecer um retrocesso em termos de estratégias pedagógicas, os nossos alunos precisam desesperadamente de aprender a escrever!
b) Fora da sala de aula. Deveria ser criada uma sala de convívio que poderia funcionar no refeitório durante quase todo o dia, pois este é utilizado para servir almoços durante escassas horas. Os professores que agora fazem substituições iriam dialogando com os estudantes, enriquecendo o seu vocabulário e assegurando a vigilância do espaço. As actuais aulas de substituição só servem para os alunos grunhirem entre si numa linguagem que a escola não tem interesse em promover, e portanto deveriam ser substituídas pela sala convívio.




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor com amor se paga


Será saliva ou será leite? É fácil responder à pergunta observando a visita guiada que Maitê Proença conduziu para tentar desprestigiar Portugal. Os portugueses responderem ao vídeo – que passou no canal de TV GNT – no YouTube, alteraram o currículo da actriz brasileira na Wikipedia inglesa para estrela porno, inundaram de comentários a página do GNT e na blogoesfera há cada vez mais posts sobre o tema.




Miguel Sousa Tavares
já veio defender a sua ex-amante classificando como provinciana e saloia a reacção dos portugueses, criticando a nossa capacidade de humor e de autocrítica.
No vídeo onde pretensamente Maitê Proença pede desculpas, em vez de reconhecer o erro, volta a insistir na sua propensão para as brincadeirinhas. Espero que aprecie a seguinte:

Será saliva, será spérma?
Saliva não é certamente, porque a saliva não é tão espessa assim!

Causa no Facebook

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Biblioteca Digital Mundial da Unesco


  • Quando se faz clique sobre o endereço www.wdl.org/pt , tem-se a sensação de tocar com as mãos a história universal do conhecimento. Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português). Os documentos, por sua parte, foram escaneados na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
    Ler mais...


Outras Bibliotecas

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Na escola em 1969 e em 2009...



"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...



Mail em circulação na Internet.

domingo, 11 de outubro de 2009

Tecnologia Sócrates


  • A Balança Tecnológica portuguesa tornou-se persistentemente positiva. Quer dizer, Portugal passou a integrar o conjunto de países que exportam mais bens e serviços tecnológicos do que aqueles que importam.

  • José Sócrates
    http://www.portugaltecnologico.fil.pt/


Sigo com interesse as novidades na área da tecnologia, mas esta propaganda do Portugal Tecnológico 2009 também suscitou outro tipo de interesses. Os indicadores estatísticos acabam por ser uma fonte de construção das mensagens, e de criação de realidades, que não resistem ao mínimo confronto com o real.

Como pode um país exportar tecnologia sem nunca ter desenvolvido a sua indústria? (*)
Como é possível elogiar uma Balança Tecnológica portuguesa tornou-se persistentemente positiva, quando se sabe que a Balança Comercial apresenta um défice estrutural que é talvez o indicador que melhor retrata as debilidades da economia portuguesa face ao exterior?

Visitei a feira ao encontro das vitoriosas empresas portuguesas exportadoras de bens e serviços tecnológicos... A administração pública estava lá em peso: portal das escolas, plano tecnológico, ministério da saúde, segurança social, ministério da administração interna, portal do cidadão, loja do cidadão, cartão do cidadão, SEF, PSP, GNR, Protecção Civil, Universidades, Comissões Coordenadoras Regionais... empresas certamente que contavam pelos dedos, e nenhuma delas tinha dimensão suficiente para reconhecer a sua marca.

Que tecnologia é esta que se faz sem empresas? É a tecnologia Sócrates: basta carregar no botão simplificador.

Consultando os documentos do Banco de Portugal podemos ler que Portugal revela uma clara e sustentada vantagem comparativa no sector de baixa-tecnologia. Os subsectores de “Têxteis, vestuário, couros e calçado” e de “Madeira, pasta, papel e publicações” apresentam índices Balassa muito elevados (...)
Fonte: Banco de Portugal. Backup




Tudo como antes. Só propaganda! Apetece-me carregar noutro botão:



(*) Portugal é o único país europeu onde o sector secundário nunca foi mais importante no conjunto da economia, quer em termos do contributo da produção para o PIB, quer em termos do emprego da população activa. A alergia de Salazar à industrialização (fonte de revolta dos operários...) compreende-se... mas esse "S" já morreu em 1968!

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...