segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O novo papel dos professores


Ligam-se os computadores e o processo de ensino que centrava no professor, que o controlava plenamente, adquire outra dinâmica. Deixa de ser possível estabelecer o que cada aluno irá observar a seguir, cada qual seguirá o seu caminho, e o professor passa a organizador dar actividades, criador de ambientes de aprendizagem, mas deixa de ser a referência exclusiva do conhecimento.

Vem esta conversa a propósito do pânico provocado pela Internet em Silicon Valley, onde já utilizam filtros para bloquear o acesso ao YouTube e às Redes Sociais.

O bloqueio de uma distracção não resolve a questão dos alunos que não estão orientados para as tarefas, apenas os encoraja a encontrar outro local para se distraírem. O problema destes alunos não é um problema de tecnologia, é um problema de comportamento. Os professores deverão ajudar os alunos a aprender o necessário sobre as tarefas para que estes se apliquem, em vez de assumir que podem usar filtros para os controlar. Ao invés de bloquear sites de modo ad hoc, os professores devem promover a responsabilidade dos estudantes. Os melhores filtros numa sala de aula são as pessoas, tanto o pessoal docente, quanto os próprios alunos.

domingo, 4 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

É invasivo mas é fixe


É invasivo mas é fixe, dizem os utilizadores da Diigo, uma ferramenta que lhes permite escrever notas que serão partilhadas com os restantes utilizadores da comunidade, sobre qualquer página na web.

Estas notas só ficam visíveis para quem utiliza a ferramenta. Esta ferramenta também dá jeito para sublinhar os sites como se dispuséssemos de um marcador.

Viagem pelo Universo



Este vídeo é espectacular, mas fica a milhas dos novos HD que não consigo incorporar aqui. Para experimentar a adrenalina destes clique aqui, ou aqui.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Legislativas 2009 – Sou professor! Não votei no PS!


1. Se a abstenção fosse um partido teria ganho as eleições. Em cada 10 eleitores, 4 não se identificam com nenhum dos partidos concorrentes, o que é um indicador da falta de qualidade da democracia.

2. O PS perdeu a maioria absoluta. Creio que José Sócrates não irá optar por nenhuma coligação. Tentará um governo PS minoritário com acordos pontuais.

3. Os Orçamentos do PS só passarão com acordos à direita (PS+CDS, PS+PSD ou PS+PSD+CDS).

4. Nas “questões fracturantes” o PS precisa da esquerda, incluindo o PC. Os votos da CDU e do BE são necessários para uma maioria de esquerda, necessariamente PS+BE+CDU.

5. A direita sem o PS continua inofensiva (PSD + CDS = 99 deputados).

6. O PSD foi o grande perdedor destas eleições, porque foi o único partido da oposição que não beneficiou da hemorragia de votos sofrida pelo PS. Isso deve-se a MFL que aspirou a ser PM sem fazer comícios. Certamente já concluiu que deverá procurar outro emprego.

7. O PS ganhou as eleições porque o PSD nem fez campanha. Se em vez do Pacheco Pereira ficar na retaguarda a interpretar os disparates de MFL, tivesse sido ele próprio o candidato, certamente o PSD teria tido outro resultado.

8. A hemorragia que afectou o PS não se deve ao mérito especial dos outros partidos, que cresceram todos salvo as abéculas do PSD. Um factor determinante da nova correlação de forças no parlamento foi o trabalho dos professores. Sócrates deveria recordar-se que estes promoveram a campanha "Sou professor! Não voto PS!", que conduziu a esta dispersão dos sufrágios. Estes partidos subscreveram um Compromisso Educação que poderão agora honrar, colocando termo aos principais disparates de Milu.


Fonte: EXPRESSO.

Se José Sócrates insistir nas políticas da educação que lhe deram este cartão amarelo, bastará que o PSD encontre um líder - MFL foi simplesmente Presidente, com autoridade estatutária. Um líder tem autoridade muito superior! - e que o PR convoque eleições antecipadas para que o PSD lhe tome o poder. Quererá Sócrates correr esse risco?

sábado, 26 de setembro de 2009

Para que a plebe saiba e se recorde


Não são claros os objectivos políticos. Contudo é cada vez mais claro que os políticos têm dois objectivos:

1. Atingir o poder;

2. Uma vez no poder, o objectivo é manterem-se no poder.


Já é António Barreto que acusa Sócrates de ditador, e contudo ele desgovernará o país mais quatro anos (Sondagem Intercampus/PÚBLICO/TVI/RCP).

Se tivessem objectivos políticos, certamente o desenvolvimento do país teria prioridade máxima. Não é sério falar em promover a competitividade das empresas quando se permite que uma larga maioria destas fundamente as suas vantagens concorrenciais na batotice. A evasão fiscal é uma das faces mais visíveis da desigualdade na repartição do rendimento. Os trabalhadores pagam IRS mas 64% das empresas não contribuíram em um cêntimo para o IRC (conferência anual da revista "Exame", por Nicolau Santos). Assim nos continuaremos a destacar como o país da zona Euro onde o rendimento se encontra se encontra pior distribuído (conferir coeficientes de Gini).

Estas políticas "socialistas" resumem-se ao compadrio que nenhuma economia suporta. Vocês sabem que as denúncias publicadas, por exemplo, no post "para que a plebe saiba", são verdadeiras. O país assim não tem futuro. E não se passam?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A vitória anunciada do aldrabão profissional


Que sabe fazer Sócrates além da gincana política? O projecto de uma obra, dar aulas de Matemática,… Não o imaginamos em nenhum destes papéis, mas temos de reconhecer que embrulhou todos os líderes da oposição.

Apareceu contra MFL como defensor do investimento, da aposta no futuro, do emprego, passando desta a imagem salazarenta da dona de casa que se preocupa excessivamente com o orçamento doméstico.

Roubou metade dos eleitores a Louçã quando este se embrulhou em explicações ininteligíveis sobre os PPR’s. Duma só estocada, associou Louçã à imagem de um radical com soluções escondidas na manga que prejudicariam a classe média.

As pessoas não votam com base numa “análise científica” do real – que não está ao seu alcance – mas sim com base em imagens, representações sociais do real. Na manipulação destas imagens sem dúvida que Sócrates é Mestre. Assim, já começou a contagem decrescente até à reeleição do “grande líder” esquecendo o seu mandato miserável e branqueando o carácter de um aldrabão profissional, com receio do apocalipse...

Sócrates faz-me lembrar a história da rã numa panela. Se a água for aquecendo lentamente a rã não reage, deixa-se ficar, permite que a água vá aquecendo, e no fim acaba cozida. Se tivessem colocado a rã directamente na água quente, ela teria reagido, saltaria e salvar-se-ia.

A Sócrates perdoou-se a trafulhice na Licenciatura, e ele sentiu a partir daí que vivia numa República das Bananas. Não esqueço que Clinton sofreu um processo de impeachment que o afastou da presidência dos Estados Unidos por uns simples beijinhos, apesar de perdoado pela esposa. Os Estados Unidos também elegem nódoas como Bush. Mas agora têm Obama e nós temos um banana na Presidência.

À primeira todos caem. À segunda quem quer. Os Estados Unidos puderam até dar-se ao luxo de reeleger Bush em prol do desenvolvimento do seu anedotário. Na República Portuguesa das Bananas Sócrates já tem o mandato renovado, fazendo-nos entrar em casa pela TV, todos os dias, a imagem de um país onde todos gostaríamos de viver, mas não sabemos onde fica. Em ocasiões como esta mete nojo ser português, porque a economia portuguesa não tem dimensão "para se roubar tanto" (Ferraz da Costa, EXPRESSO, 15 de Agosto de 2009) e para tanta palhaçada.

Não há desenvolvimento sem um Estado forte que assegure um enquadramento legal ao qual todos terão necessariamente de se submeter. Sócrates nem esta condição mínima assegura.

Se "Aprender Compensa" porquê que inventou um "ensino" sem disciplinas, sem programas, sem classificações? Deixo a resposta para reflexão.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...