segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Manuela Ferreira Leite asfixiou-se


Teve o seu estado de graça enquanto esteve calada. No debate com Francisco Louçã, se este tivesse demorado mais 15 minutos tê-la-ia convencido a mudar de partido. Na Madeira asfixiou-se completamente.

  • Aqui [não há asfixia democrática porque] quem legitima o poder é o voto do povo e não está ninguém aqui por imposição, é em resultado dos votos.

    Acho que há asfixia democrática no continente porque é aquele local em que eu própria o tenho sentido. Todos os jornalistas, todos os empresários, muitas das pessoas da sociedade civil, percebem que estão sob algum tipo de chantagem, caso ousem criticar o Governo.
    TSF


É preciso ter descaramento para fazer propaganda com a "Verdade" e apresentar a Madeira como "um exemplo do bom governo do PSD", quando todos sabemos que a sua prosperidade se deve à chantagem sobre o continente que lhe vale um caudal de receitas superior ao de qualquer outra região.

Hoje em dia é, certamente, mais complexo e mais difícil ser professor do que era

  • Hoje, os professores têm que lidar não só com alguns saberes, como era no passado, mas também com a tecnologia e com a complexidade social, o que não existia no passado. Isto é, quando todos os alunos vão para a escola, de todos os grupos sociais, dos mais pobres aos mais ricos, de todas as raças e todas as etnias, quando toda essa gente está dentro da escola e quando se consegue cumprir, de algum modo, esse desígnio histórico da escola para todos, ao mesmo tempo, também, a escola atinge uma enorme complexidade que não existia no passado. Hoje em dia é, certamente, mais complexo e mais difícil ser professor do que era há 50 anos, do que era há 60 anos ou há 70 anos. Esta complexidade acentua-se, ainda, pelo fato de a própria sociedade ter, por vezes, dificuldade em saber para que ela quer a escola. A escola foi um factor de produção de uma cidadania nacional, foi um factor de promoção social durante muito tempo e agora deixou de ser. E a própria sociedade tem, por vezes, dificuldade em ter uma clareza, uma coerência sobre quais devem ser os objectivos da escola. E essa incerteza, muitas vezes, transforma o professor num profissional que vive numa situação amargurada, que vive numa situação difícil e complicada pela complexidade do seu trabalho, que é maior do que no passado. Mas isso acontece, também, por essa incerteza de fins e de objectivos que existe hoje em dia na sociedade.
    António Nóvoa


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Dossiê Sócrates


O autor do blogue http://doportugalprofundo.blogspot.com/ reuniu os posts sobre o caso da Licenciatura de Sócrates num livro, e publicou-o mesmo agora, no momento oportuno ;)

Como o livro está disponível para download gratuito no Lulu e o autor recomenda aos seus leitores que obtenham a sua cópia na versão digital gratuita antes que seja tarde, resolvi guardar a minha cópia de segurança aqui.

Certamente que este livro não esgotará!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Lembram-se do aumento zero da função pública?


Manuela Ferreira Leite foi Ministra das Finanças de Durão Barroso (2002/2004).
Este post foi escrito para recordar como o reinado de MFL mexeu nos nossos bolsos.

Em 2003 obteve um abrandamento das despesas públicas à custa do famoso aumento zero da função pública. O Relatório do Banco de Portugal (2003) explica que:

MFL continuou a obra iniciada em 2002:
  • As despesas com pessoal cresceram significativamente em 2002 (6.5 por cento), embora revelando uma desaceleração de 1.5 p.p. face ao valor de 2001.Para esta desaceleração contribuíram uma menor actualização da tabela salarial (...) (p. 94)
    http://www.bportugal.pt/publish/relatorio/antigos/rel_02_p.pdf
Em 2004 continuou a sua brilhante política:
Estou farto do trabalho adicional que a Milu nos tem dado, designadamente quando aprovou um ECD que legitimou a obrigatoriedade do trabalho gratuito através de indescritíveis aulas de substituição, da necessidade de repetir os testes quando os alunos faltam ou têm negativa… Ainda estou de férias, e já me imagino a passar-me com a sua insolência por saberem que nunca reprovam. O pior é que a "alternativa" também não me agrada. Terei que emigrar?

Adenda
Variação dos vencimentos médios dos trabalhadores da Administração Pública e dos preços – 2000/2007

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A história de Christian, o Leão



Amizade é... deixar o outro seguir o seu caminho.

Sou muito competitiva. Detesto perder! Prefiro fazer batota, a ter que perder!



Sócrates escolheu a mandatária ideal para a juventude do seu imaginário. Sem dúvida!

Foi pena ter dado a entrevista, porque surgia mais valorizada nas imagens e no YouTube!

O PS já a aconselhou a não dar mais entrevistas ;)



Piada que circula por mail:
Quem lhe descará o namorado? (Gonçalo Uva)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Risco moral: O "dilema" do banqueiro


  • Qual é a vantagem de aprender a fazer correctamente, quando fazer correctamente é complicado mas fazer errado não é nada complicado, e o salário é precisamente o mesmo?
    The adventures of Huckleberry Finn, Mark Twain (1884)


A expressão risco moral é originária da indústria seguradora. Os fornecedores de seguros de incêndio, em especial, constataram que os proprietários que estavam cobertos contra todos os riscos apresentavam uma tendência curiosa para sofrer incêndios graves - sobretudo quando, devido a alterações circunstanciais, o valor provável do seu imóvel diminuíra no mercado para um valor inferior ao coberto pelo seguro. Refere Krugman que em meados da década de 80, a cidade de Nova Iorque foi palco para uma série de proprietários "incendiários", que compravam edifícios a preço inflacionado a empresas fictícias detidas pelos próprios, recorrendo a esse preço para fazer um seguro avultado, e depois, por "casualidade", sofriam um incêndio.

Risco moral. Começou a utilizar-se esta expressão para referir qualquer situação em que uma pessoa toma uma decisão quanto aos riscos que está disposta a correr, enquanto outra assume esses mesmos riscos caso as coisas corram mal.

O dinheiro emprestado encerra em si mesmo a probabilidade de risco moral. O devedor pode amortizar os juros e o capital em divida dentro do prazo estipulado, ou pode falhar. Quando as pessoas depositam dinheiro num banco não pensam nisto, qualquer buraco lhes serve. Esta negligência oferece uma oportunidade tentadora a homens de negócios desprovidos de escrúpulos: basta abria um banco, assegurando-se que tenha um edifício impressionante e um nome apelativo; atrair avultados depósitos, remunerando-os com boas taxas de juro; depois, emprestar esse mesmo dinheiro a especuladores de alto risco, de preferência do seu círculo de amizades, ou talvez até a si próprio, por detrás de uma fachada diferente. Os depositantes não lhe irão fazer perguntas a respeito da qualidade dos seus investimentos, visto que sabem que estão sempre protegidos. O banqueiro tem um "dilema": se os investimentos lhe correrem bem fica rico; se correrem mal pode simplesmente virar costas e deixar que seja o Governo a reparar os estrados.

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...