quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sou muito competitiva. Detesto perder! Prefiro fazer batota, a ter que perder!



Sócrates escolheu a mandatária ideal para a juventude do seu imaginário. Sem dúvida!

Foi pena ter dado a entrevista, porque surgia mais valorizada nas imagens e no YouTube!

O PS já a aconselhou a não dar mais entrevistas ;)



Piada que circula por mail:
Quem lhe descará o namorado? (Gonçalo Uva)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Risco moral: O "dilema" do banqueiro


  • Qual é a vantagem de aprender a fazer correctamente, quando fazer correctamente é complicado mas fazer errado não é nada complicado, e o salário é precisamente o mesmo?
    The adventures of Huckleberry Finn, Mark Twain (1884)


A expressão risco moral é originária da indústria seguradora. Os fornecedores de seguros de incêndio, em especial, constataram que os proprietários que estavam cobertos contra todos os riscos apresentavam uma tendência curiosa para sofrer incêndios graves - sobretudo quando, devido a alterações circunstanciais, o valor provável do seu imóvel diminuíra no mercado para um valor inferior ao coberto pelo seguro. Refere Krugman que em meados da década de 80, a cidade de Nova Iorque foi palco para uma série de proprietários "incendiários", que compravam edifícios a preço inflacionado a empresas fictícias detidas pelos próprios, recorrendo a esse preço para fazer um seguro avultado, e depois, por "casualidade", sofriam um incêndio.

Risco moral. Começou a utilizar-se esta expressão para referir qualquer situação em que uma pessoa toma uma decisão quanto aos riscos que está disposta a correr, enquanto outra assume esses mesmos riscos caso as coisas corram mal.

O dinheiro emprestado encerra em si mesmo a probabilidade de risco moral. O devedor pode amortizar os juros e o capital em divida dentro do prazo estipulado, ou pode falhar. Quando as pessoas depositam dinheiro num banco não pensam nisto, qualquer buraco lhes serve. Esta negligência oferece uma oportunidade tentadora a homens de negócios desprovidos de escrúpulos: basta abria um banco, assegurando-se que tenha um edifício impressionante e um nome apelativo; atrair avultados depósitos, remunerando-os com boas taxas de juro; depois, emprestar esse mesmo dinheiro a especuladores de alto risco, de preferência do seu círculo de amizades, ou talvez até a si próprio, por detrás de uma fachada diferente. Os depositantes não lhe irão fazer perguntas a respeito da qualidade dos seus investimentos, visto que sabem que estão sempre protegidos. O banqueiro tem um "dilema": se os investimentos lhe correrem bem fica rico; se correrem mal pode simplesmente virar costas e deixar que seja o Governo a reparar os estrados.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Big Brother: O busílis está no cruzamento dos dados


  • Tem um cartão de fidelidade do supermercado onde costuma fazer compras? Esse bocadinho de plástico que lhe pode valer descontos conta mais sobre a sua vida do que você gostaria.

    O cartão está em seu nome e tem agregada a sua morada e provavelmente outros dados pessoais. Mas não é tudo: numa base de dados algures (a incerteza deste algures é relevante) estão listadas todas as compras que você fez sempre que apresentou esse cartão. Ou seja, conta até coisas que você considera privadas.

    Se tem a mania da comida saudável, se enche a despensa de comida de plástico ou legumes e produtos dietéticos, se bebe álcool e que tipo de álcool (se é mais amigo das cervejinhas ou do uísque), se usa preservativos ou lubrificantes íntimos, se tem bebés ou crianças a seu cargo, se há lá em casa problemas de incontinência urinária, até mesmo se começou a praticar desporto, se vai de férias ou se fez mudanças em casa. Tudo isso pode ser inferido do seu historial de consumo apenas no supermercado. Os cartões de fidelidade existem também para lhe "tirar a fotografia" e conhecê-lo melhor. Às vezes, bem de mais.

  • EXPRESSO


Não é o registo da informação que nos retira privacidade, mas sim o seu cruzamento. E as pessoas tem a noção disto. Foi exactamente por os consumidores desejarem proteger a sua privacidade, separando o supermercado das instituições de crédito que o Banco Universo fracassou em 2000, quando a SONAE tentou alargar o seu negócio ao sector bancário. Deste fracasso restam hoje os Cartões Universo, geridos pelo BPI após a aquisição da marca que foi extinta.

Explicando melhor, não é grave que se encontrem registadas as mais diversas informações a nosso respeito em locais diferentes. Enquanto o SMAS conhecer o nosso consumo de água, a EDP ode electricidade, o ISP o de Internet, os supermercados e as lojas de moda conheceram as nossas preferências de consumo, os bancos souberem se honramos os nossos compromissos, a administração fiscal conhecer o valor do nosso património e o montante dos nossos impostos, a via verde souber por onde passamos, a companhia de telemóveis souber para que números ligamos... tudo bem!

A nossa privacidade desaparece completamente se alguém relacionar os diversos dados, obtendo um filme completo da nossa vida. É a isso que chama cruzamento de dados, e não é difícil, tendo em consideração que qualquer entidade que nos presta serviços tem certamente o número do nosso bilhete de identidade e o número de identificação fiscal, estes podem ser utilizados para relacionar facilmente todos os outros dados.

O novo Cartão do Cidadão agrupa num só suporte físico os actuais bilhetes de identidade, cartões de contribuinte, de utente do serviço nacional de saúde, de beneficiário da segurança social e de eleitor. O pretexto é a simplificação, mas sem qualquer garantia tecnológica de separação dos dados, está a promover-se a sua centralização, violando na prática o ponto 5. do artº 35º da Constituição da República Portuguesa que estipula expressamente que "é proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos", precisamente para evitar a possibilidade de cruzamento de dados.

As pessoas não são estúpidas nem estão condenadas a revelar-se ao Big Brother. Este pode ser fintado com diversos cartões de fidelidade, vários cartões de crédito, alguns números de telemóvel, quantos perfis nas redes sociais quisermos... Por que motivo hei-de ter receio do Google se só encontra a informação que desejo fornecer-lhe? Relacionar o Google e as redes sociais com Big Brother parece-me alarmista, porque estes só divulgam a informação que os particulares tornaram pública ;)

A passividade dos indivíduos perante a violação dos seus direitos pelo Estado, na caso do Cartão do Cidadão, só se percebe por a população se encontrar a viver uma fase de encantamento com as tecnologias que Sócrates tem utilizado como técnica de propaganda.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Folksonomia


É impossível manter uma lista actualizada com todos os sites interessantes, porque não temos tempo para ver todas as novidades que o ciberespaço nos reserva. Daí a popularidade da folksonomia ou social bopkmarking. Por outras palavras, podemos colocar os nossos bookmarks/favoritos na web e partilhá-lhos com outras pessoas. Os grupos do diigo são talvez dos mais conhecidos, e navegar pelas tags clouds de alguns destes grupos é utilizar o trabalho gratuito de muitas pessoas. Eis algumas bookmarks sobre Web 2.0 e tecnologia educativa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Há almoços grátis


O Futuro dos Preços classifica o grátis do século XX de artifício de Marketing, enquanto o Grátis do século XXI provêm de um novo paradigma de funcionamento da economia. Enquanto a economia industrial era inflacionaria, com custos dos produtos que conduziam a aumentos de preços, a economia digital é deflacionária porque o custo marginal de uma cópia é nulo... Certamente que grande parte da economia real nunca se reduzirá a bits, mas vale a pena imaginar um Mundo onde grande parte dos preços tende para zero.

  • Essa nova forma de Grátis se baseia na economia de bits, não de átomos. Uma qualidade singular da era digital é que, uma vez que algo se transforma em um produto digital, inevitavelmente passa a ser grátis – em termos de custo, com certeza, e muitas vezes em termos de preço.
    (...)

    Na economia dos átomos – em outras palavras, a maioria das coisas que nos cercam –, tudo tende a ser mais caro com o tempo. Mas na economia dos bits, que é o mundo on-line, as coisas ficam mais baratas. A economia dos átomos é inflacionária, enquanto a economia dos bits é deflacionária.

    O século XX representou, em grande parte, uma economia dos átomos. O século XXI será igualmente uma economia dos bits. Qualquer item grátis na economia dos átomos deve ser pago por algum outro item, e é por isso que o Grátis tradicional cheira tanto a uma isca – você está pagando, de uma forma ou de outra. Mas o Grátis na economia dos bits pode ser realmente grátis, excluindo totalmente o dinheiro da equação. As pessoas têm motivos para suspeitar do Grátis na economia dos átomos e para confiar no Grátis na economia dos bits. Intuitivamente, elas percebem a diferença entre as duas economias e entendem por que o Grátis funciona tão bem on-line.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sócrates vs Sócrates



É triste o anulamento da oposição.
Sem dúvida que seria necessário um Sócrates bom para combater o Sócrates que temos!

Até que apareça um novo D. Sebastião... porque:
  • "O país não tem dimensão para se roubar tanto".
    Ferraz da Costa, EXPRESSO, 15 de Agosto de 2009

O Regresso do Morto-Vivo (ou como a IA me obrigou a trabalhar na reforma)

 Quem me conhece sabe que, no ano passado, arrumei definitivamente os manuais, fechei o giz no armário e decretei a merecida a...